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Tutorial Scribus: Opção para o Adobe Indesign e Quarkxpress

No final da última semana, recebi um e-mail interessante com algumas dúvidas de um usuário, que gostaria de migrar o seu desktop para ferramentas livres. Ele conseguiu encontrar softwares para suprir as suas principais necessidades, como o Gimp e Inkscape para a edição de imagens rasterizadas e ilustrações vetoriais respectivamente. Mas como ele trabalha com editoração eletrônica, ainda estava em dúvida qual seria a melhor opção para migrar do Adobe Indesign? Pois as ferramentas livres também possuem uma opção para editoração eletrônica, essa ferramenta se chama Scribus.

Logo Scribus

Mesmo não compartilhando a mesma fama do

[BP:215]Blender[/BP] ou do Gimp, nas comunidades de software livre, o Scribus é uma ótima opção para qualquer pessoa interessada em usar ferramentas gráficas, para realizar trabalhos gráficos. O Open Office não oferece a liberdade necessária para editoração eletrônica.

Mas vamos ao que interessa, como é que funciona o Scribus? Para as pessoas que já trabalharam alguma vez como o [BP:215]Adobe Indesign[/BP] ou com o Quarkxpress, não vai encontrar dificuldades em começar. Para instalar o Scribus, visite a sua página oficial. Depois faça o download da versão apropriada ao seu sistema operacional.

Assim que o Scribus estiver instalado e executarmos a ferramenta, uma caixa de diálogo vai aparecer. Ela vai perguntar algumas características do nosso projeto. Como estamos lidando com um projeto para impressão.

Janela de configuração do Scribus

Essa caixa de diálogo chamada de Novo documento, permite determinar o estilo da página na esquerda. Repare que temos várias opções como página simples e página dupla. Na parte central podemos escolher o tamanho e orientação, assim como a distância para as margens da folha na parte inferior.

Na direita, temos as opções que determinam o número de páginas para o documento, assim como a escala. Geralmente usamos milímetros para documentos, mas se você sabe que precisará de outros valores, altere para outra escala qualquer.

Ainda na esquerda, podemos marcar a opção “Quadros de texto automáticos“, com essa opção marcada, novas divisões de texto são criadas automaticamente na página do projeto. Essa opção é semelhante às colunas de texto do Indesign. Caso essa opção esteja habilitada, poderemos escolher o número de colunas e o espaçamento entre elas. Quando tudo estiver configurado, pressione OK para abrir o documento.

Então a interface do Scribus aparecerá.

Interface do Scribus

Novamente, se você já utilizou alguma vez o Indesign ou Quark, vai achar os comandos e divisões da interface muito familiares. Mesmo assim, vamos entender o que faz cada parte:

  • Controles gerais: Essa barra agrupa alguns controles gerias para a edição do documento, como salvar, desfazer e imprimir. Assim como opções para exportar o documento como PDF.
  • Barra de propriedades: Aqui temos um menu que exibe as propriedades de um objeto selecionado. Por exemplo, selecionando um texto podemos verificar a posição desse texto na página, assim como as suas dimensões. Podemos alterar as suas cores e várias outras propriedades.
  • Barra de ferramentas: Com essa barra podemos acionar comandos de seleção, desenho e criação de textos.
  • Layout: Aqui é a área em que efetivamente desenhamos. O seu formato é bem sugestivo, já que vemos sempre uma página.
  • Seletor de páginas: Na parte inferior temos esse seletor de páginas, que facilita o trabalho de edição em documentos com múltiplas páginas.
  • Zoom: Aqui temos controles de Zoom.
  • Escala: Com esse pequeno seletor, podemos mudar a escala dos nossos projetos a qualquer momento, se você iniciou um documento com milímetros, mas precisa alterar as medidas para polegadas, use esse menu.

Pronto! Agora você já sabe como funciona a interface do Scribus, podendo até começar a tentar fazer alguns documentos com ele. Lembre que o seu foco é na editoração eletrônica, para gerar ilustrações e imagens, use sempre o Inkscape ou Gimp.

2017-04-11T11:19:22+00:00 By |Ilustração, Scribus|7 Comentários

Sobre o Autor:

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

7 Comentários

  1. Rodrigo Santiago 28/08/2007 em 5:26 pm

    E aí Allan! Cara… seu blog é muito bom, e bem atualizado. Sempre quando dá uma folguinha aqui, abro a Blendernation.com e ele… 🙂 Continue assim.

    Bom, sobre o Scribus, já o conheço e inclusive tenho ele aqui instalado, porém não me aprofundei nos seus recursos ainda, mas gostaria de saber mais sobre o precesso de fechamento dele.
    A questão do CMYK no linux sempre foi uma barreira para nós que trabalhamos com design, mas na última atualização dele que recebi pelo meu Ubuntu, percebi novidades que me deixaram na dúvida e que talvez você saiba me dizer. É impressão minha ou ele está vindo com perfil ICC já configurado agora???? 🙂
    Dei uma mexida nele depois da atualização e criei um ciano no qual ficou bem identico ao do Corel. Outra coisa que não consegui também, foi colocar uma paleta pronta de CMYK que ele já tem na edição de cores, no painel de cores dele.

    Abraço.

  2. Allan Brito 29/08/2007 em 5:39 pm

    Oi Rodrigo,

    Sobre o perfil ICC, podemos indicar o caminho em que esses perfis estão para que o Scribus utilize. Mas nenhum vem previamente instalado.

    A sua segunda dúvida eu não entendi, você criou uma cor personalizada e depois tentou adicionar a paleta dele?

    Abraços

  3. Nilton Pessanha 10/12/2007 em 4:08 pm

    Boa tarde! O Scribus tem a opção Book como no Indesign ou Quark? Esta opção cria capítulos de um livro em arquivos diferentes, mantendo a numeração das páginas e atualizando esta numeração se trocarmos a ordem dos capítulos no arquivo Book.
    Tem a opção de imposição das páginas? Imposição permite a montagem dos cadernos que serão enviados para a gráfica.
    Estas duas funções, principalmente a Book são essenciais para agilizar o trabalho de livros que contenham muitas páginas, como enciclopédias, e permite não se perder o trabalho todo se um dos arquivos do Book, um dos capítulos, estiver baleado.
    Grato pela sua atenção.
    Joinville, SC.

  4. João 05/04/2008 em 11:25 pm

    Valeu pelo tutorial .

  5. Vania 20/03/2009 em 12:48 pm

    Muito legal seu blog, você escreve bem, e
    com bastante clareza. Valeu pelo Tutorial.
    Parabéns. Um abraço

  6. Ademir 23/05/2009 em 10:45 am

    aqui na agência, usei o Scribus para a editoração de um livro (246 páginas – quatro cores) e tudo que consegui foi muita dor de cabeça, ele (Scribus) “peidou na cueca” em todos as etapas (fotolito, separação, fontes, etc.) na gráfica, sem deixar de lembrar, as páginas que desapareciam misteriosamente. Resultado, perdi dinheiro e tive que refazer tudo no Adobe Indesing para não perde o cliente. Existe muita utopia barata e tendenciosismo por parte de alguns ao avaliar e indicar os SL, principalmente na seara do desktop profissional, onde o bicho pega pra valer.

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