Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for January, 2008


Que tal usar sem restrição alguma uma ferramenta de alto nível, para fazer composição e câmera track? Pois agora nós podemos usar, sem restrição de tempo o PFTrack, da The Pixel Farm. A empresa foi bondosa em disponibilizar uma versão PLE da sua renomada plataforma de composição e efeitos. Essa é uma das ferramentas mais poderosas, para fazer câmera track e composição de objetos reais, filmados com atores ou paisagens, com modelos 3d gerados por suítes de animação. A lista de empresas que usam o PFTrack é impressionante, abrangendo alguns pesos pesados como Sony Pictures e Digital Domain.

Composição e efeitos para vídeo

Mas o que podemos fazer com essa ferramenta? Caso você não tenha idéia, sobre o que é possível fazer com o PFTrack, compilei uma lista com alguns dos recursos:

  • Geometry tracking: Com esse recurso é possível importar modelos 3d animados, para o ambiente do PFTrack. Isso permite substituir facilmente a face de atores ou animais, por animações. Essa é a ferramenta usada para realizar aquelas produções em que os animais conversam com tanta naturalidade.
  • Focal Length Estimation: Com essa ferramenta é possível identificar a abertura da lente usada para fazer a filmagem. Assim você pode mesclar perfeitamente um objeto em 3D com vídeo filmado. Sem esse tipo de opção, ou uma informação prévia, seria necessário chutar a abertura da câmera.
  • Modelling tools: Existem ferramentas de modelagem 3d básicas, permitindo que artistas envolvidos na composição, possam criar objetos 3d de maneira fácil, sem a necessidade de uma suíte 3d. Ainda existe a vantagem de usar a imagem de fundo como guia.
  • Motion capture: Existem ferramentas próprias para manipular e armazenar dados sobre captura de movimento, diretamente do vídeo. Tudo pode ser capturado de uma ou mais câmeras, para um resultado mais completo.

Quais as restrições do PFTrack PLE? Essa versão não consegue exportar arquivos, mas salva os projetos feitos nele sem restrições. Ainda tem mais, os arquivos da versão PLE não são compatíveis com a versão comercial. Caso você tenha ficado curioso e queira testar a ferramenta, visite esse endereço na The Pixel Farm.

Ainda não faz idéia do que o software pode fazer? Veja esse vídeo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=yuHX5iGBzvw[/youtube]

Exemplo Camera Match

O artista criou o helicóptero no Maya e fez a composição da câmera e sombras com o PFTrack. Até que ficou legal o vídeo!

Jan
21

Todos os usuários do Blender devem estar ansiosos, aguardando pelo esperado Blender 2.50, com as inúmeras novidades prometidas para o lançamento. Mas uma mensagem, publicada pelos desenvolvedores nesse domingo, pode desanimar muitos, que aguardavam um lançamento para breve. Talvez o lançamento seja adiado até Julho desse ano. Infelizmente não há muito que fazer nesse caso, além de esperar e torcer para que esse prazo seja verdadeiro. Por experiência própria, podemos colocar mais algumas semanas nesse prazo, como segurança para a resolução dos famosos Bugs. Como a quantidade de novidades para essa versão é muito alta, provavelmente eles estarão lá, em grande quantidade.

Blender 2.50 - Só em Julho!

Caso você seja um novo usuário do Blender, esse é um dos lançamentos mais aguardados do Blender nos últimos anos. Ele promete novidades mais que a transição do Blender 2.37 para o 2.40, quando o sistema de Bones, Transformações e Modificadores foi implementado. Agora, os usuários aguardam até por uma reformulação na interface da ferramenta.

As alterações são tão grandes, que o ciclo de 5-6 meses entre as atualizações foi quebrado. Se realmente esse prazo se concretizar, teremos uma janela de quase 1 ano entre o Blender 2.45 e o seu sucessor. Mas calma! Nem tudo está perdido, pois alguns rumores e comentários apontam para um lançamento intermediário.

Tudo indica que o projeto Peach, pode gerar uma nova versão do Blender, com as novidades desenvolvidas especialmente para o projeto, assim como algumas ferramentas que já estão implementadas no SVN, como as reflexões borradas e o novo sistema de partículas. Algumas pessoas chamam essa versão de “Peach Blender”, que provavelmente seria numerado como 2.46.

Esse lançamento também pode incorporar as novidades desenvolvidas no projeto SoC 2007, que ainda não apareceram no SVN ainda. Mas, muito provavelmente estão prontas.

Quando essa versão sai? Está agendado um lançamento para 30 dias, depois que o render do projeto Peach for encerrado.

Então, se você ficou decepcionado com a espera para a versão 2.50, pode ter certeza que teremos no meio do caminho mais um lançamento, que vai matar um pouco da curiosidade e necessidade por novidades. Uma coisa que você deve se acostumar, em relação às atualizações no Blender.

Estipular prazos e datas para os lançamento é algo complicado, geralmente os responsáveis pelo desenvolvimento dizem que o Blender “está pronto, quando está pronto”. Isso quer dizer que não há pressa para lançar uma ferramenta inacabada, quando ele estiver estável e funcional, pode ter certeza que será lançado.

Jan
21

Sempre que me fazem essa pergunta; como melhorar a iluminação dos meus modelos 3D e cenários? A minha reposta é sempre a mesma, estude como os fotógrafos iluminam estúdios e personagens. O nosso trabalho em ambientes 3d é muito parecido com o de cenografia, no sentido que temos um ambiente desprovido de luz e precisamos adicionar, além da câmera, uma série de luzes para distribuir e destacar alguns objetos no ambiente. Claro que as ferramentas de iluminação global ajudam muito, mas ainda é necessário um mínimo de planejamento. Ainda não inventaram um sistema, capaz de com um clique de mouse gerar a iluminação ideal.

Bem, se você quiser realmente melhorar as suas cenas, estude fotografia! Para ajudar nessa tarefa, descobri um web site muito interessante, com um workshop sobre iluminação de estúdio.

Fotografia em estúdio

No workshop, que mostra fotos de uma modelo em estúdio, cada fotografia é associada com uma imagem de bastidores. Funciona assim; depois que você analisa a fotografia, pode visualizar como as luzes foram organizadas no estúdio para gerar aquele efeito.

Mas como transportar isso para um ambiente 3D? Na verdade a transição não é automática, mas analisando com calma as fotografias, podemos tirar várias conclusões:

  • Um ponto de luz não resolve a iluminação
  • Ambientes reflexivos são fundamentais (Fundo branco)
  • Além do fundo branco, geralmente algum plano extra é posicionado para adicionar ou remover energia luminosa. Em algumas fotos aparece um plano branco e outro preto.
  • Alguns objetos como os guarda-chuvas são usados para auxiliar na ambientação da luz. Muitas vezes vários deles são adicionados a cena para ajudar.
  • Mesmo fotografias parecidas, apresentam pequenas diferenças na configuração das luzes.

Ok, mas ainda não ficou claro como transportar isso para o 3D?

Então vamos a algumas regras simples:

  1. Uma luz apenas não resolve
  2. Use artifícios para espalhar a luz, para evitar sombras fortes
  3. Fontes de luz com grande área de influência ajudam a espalhar a luz. (Spot e Area)
  4. Use luzes de cores diferentes, para ajudar a passar um efeito ou emoção à imagem

Uma coisa que você deve ter em mente, cada imagem ou cena requer um tipo de configuração diferente. O que sempre será um desafio para a sua criatividade, por isso é importante estar sempre observando e observando, como os fotógrafos trabalham.

Esse tipo de iluminação pode ser mais bem aplicado, no mercado publicitário, na divulgação de produtos. A iluminação de cenas para animação envolve outros problemas.

Mas isso é assunto para outro artigo.

Jan
18

O SketchUp é uma das ferramentas mais usadas para criar modelos 3d para arquitetura, mesmo que vários artistas ainda usem a ferramenta para os mais variados fins, como modelagem de robôs. A popularidade do SketchUp se deve a sua facilidade de uso e claro, a versão gratuita do software é um chamariz, quase que imbatível. Pois bem, uma das perguntas que mais recebo por e-mail, sobre o SketchUp consiste em dúvidas sobre como integrar os projetos desenhados em ferramentas CAD com ele. Por exemplo, como fazer para depois que importar um desenho 2d, usar esse desenho como base para o modelo 3d.

Para ajudar essas pessoas, descobri um ótimo vídeo, que mostra como é possível construir portas e janelas. Tudo usando como base um desenho 2d, previamente importado.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=bXbyrZnqxOM[/youtube]

Modelagem de janelas e portas

Então, o desenho em CAD já está no SketchUp quando o autor do tutorial, começa a mostrar o processo de modelagem.

Como o tutorial está em inglês, farei alguns comentários sobre ele:

  • A primeira coisa que ele faz é acionar o modo x-ray para visualizar o interior das paredes. Nesse caso, as marcações do projeto 2D servem como referência, para que a modelagem fique mais fácil.
  • Depois de marcar uma linha guia, o autor usa a ferramenta de criação de retângulos para criar a abertura da porta.
  • Para que todas as aberturas tenham o mesmo tamanho, o autor copia o retângulo e cola no desenho. O próprio SketchUp alinha a forma com as superfícies. Então você não precisa se preocupar com a rotação das superfícies.
  • Caso seja necessário, você ainda pode usar a ferramenta de escala do SketchUp para alterar a largura dos retângulos.
  • Quando todas as portas estiverem nos seus respectivos lugares, use a ferramenta Push/Pull para abrir o “buraco” na parede.
  • Para as janelas o processo é o mesmo, apenas a proporção dos retângulos será diferente.

Assistindo ao vídeo, você perceberá como é fácil modelar no SketchUp. Fazer esse tipo de modelagem no Blender ou no 3ds Max, seria muito mais trabalhoso.

Mas e a renderização? Caso você queira usar uma suíte 3d para o render, o SketchUp pode exportar os seus modelos para vários formatos, inclusive alguns compatíveis com o Blender. Então, se você usa o SketchUp pelo fato dele ser gratuito, pode continuar com o mesmo princípio usando o Blender!

Jan
18

O título do artigo pode até parecer estranho, mas é isso mesmo que você está vendo. Apesar da maior parte da modelagem voltada para arquitetura, ser constituída de elementos com forte base geométrica, em algumas ocasiões o artista, precisa trabalhar com formas orgânicas. Tudo dependerá do projeto, que é de responsabilidade do arquiteto ou empresa contratante. Particularmente esse tipo de projeto é muito difícil de ser executado, o que faz com que esse tipo de modelagem seja difícil de ser requisitada por empresas. Mesmo assim é importante conhecer o processo, já que ambientes com um pouco mais de liberdade criativa, podem requerer esse tipo de modelagem.

Modelagem com Maya

Para ajudar esse tipo de modelagem, encontrei alguns vídeos que descrevem o processo usando o Maya.

No total são três vídeos, que mostram o seguinte:

  • O primeiro vídeo mostra como usar a ferramenta Paint Geometry, para posicionar cubos ao redor de uma esfera. Depois o autor ainda utiliza ferramentas extras de modelagem para deformar o conjunto.
  • No segundo vídeo, uma combinação de vários extrudes resulta em um objeto com geometria complexa.
  • No último vídeo o autor mostra como usar o extrude com curvas, para modelar.

No início do artigo, existe um link para uma página com exemplos de modelagem orgânica para arquitetura, que inspiraram o autor a produzir os tutoriais.

Mas quando é que você pode usar isso? Na maioria das vezes em ambientes acadêmicos. Já presenciei artistas 3D, sofrendo um pouco para executar o 3D de projetos acadêmicos, principalmente na graduação de estudantes de arquitetura. Sim, alguns alunos (as) com recursos financeiros suficientes, acabam contratando profissionais para produzir o 3d dos projetos.

Como eles não têm, na maioria das vezes, restrições de forma para o projeto, acabamos encontrando as formas mais rebuscadas.

Outro campo de atuação em que esse tipo de modelagem é necessário, os famosos concursos de idéias. Algumas faculdades e instituições realizam concursos de idéias, para prospecção de projetos. As equipes responsáveis pelos projetos também capricham nas formas aqui. Então é bom estudar um pouco esse tipo de modelagem, antes de investir nesses grandes projetos.

Se você quiser treinar, elaborando maquetes eletrônicas de grandes obras existentes, recomendo que você procure projetos de dois arquitetos. O primeiro, chamado Santiago Calatrava, tem alguns projetos de elevado grau de dificuldade, para execução em 3D e no mundo real. Veja algumas imagens, para entender.

Você também pode tentar algumas obras de Frank Gehry, como o museu Guggenheim de Bilbao. Que tal construir esse no Blender?

Jan
17

Você sabe o que são fractais? Esse é um tipo de imagem muito interessante de se produzir, que nada mais é que uma série de formas e linhas, que se repetem formando um padrão. O padrão é quase sempre governado por regras matemáticas, para que a repetição seja quase que exata. A única coisa que muda nas formas, geralmente é a escala e as cores que fazem parte do conjunto. Muitos designers e editores de vídeo se aproveitam desse tipo de imagem, para compor o plano de fundo de vídeos e apresentações. Como as imagens na maioria das vezes são abstratas, acabam se adaptando a qualquer tipo de ambiente.

Apophys

Autor da imagem: Zueuk

Bem, o Blender e outras suítes 3D podem tranquilamente gerar fractais, com o auxilio de alguns scripts. Mas sempre é mais indicado usar ferramentas especializadas para esse propósito. Como precisei criar algumas imagens desse tipo, para um trabalho recente, acabei descobrindo uma ótima ferramenta chamada Apophysis, que tem como objetivo exclusivo, produzir esse tipo de imagem. Além de ser especializado em fractais, o Apophysis é open source e pode ser copiado e usado gratuitamente, de maneira semelhante ao Blender!

O funcionamento do script é simples, existem vários tutoriais na web que ensinam a criar fractais muito interessantes. Por exemplo, nesse tutorial disponível no deviantart, um artista chamado Fractal-Impact, o usuário é guiado pelo processo de criação, que tem a seguinte seqüência:

  • Precisamos abrir um arquivo com informações de cores, nesse caso um arquivo com extensão UGR
  • Depois precisamos alterar parâmetros, para determinar o volume e forma dos fractais
  • Para finalizar, o tutorial mostra como editar parâmetros de repetição e distribuição dos fractais

O resultado final é belíssimo, se você não trabalha com computação gráfica, mas tem inclinação a pintura e criação de imagens. Recomendo essa ferramenta até como terapia! Com um pouco de paciência, será possível elaborar imagens fantásticas. Para atingir o mesmo nível, com ferramentas 3D seria necessário um enorme trabalho de edição.

Caso você trabalhe com computação gráfica, essa é uma ótima fonte de gráficos e imagens para ilustrações originais.

Jan
16

Você deve estar lembrado do artigo em que indiquei um link, com mais de dez horas de tutoriais em vídeo sobre o Lightwave 3D. Pois agora descobri outra fonte de tutoriais gratuitos, dessa vez para o 3ds Max. Um artista chamado Louis Marcoux, especializado no uso do 3ds Max, ele grava e disponibiliza pequenos vídeos sobre a ferramenta. Os vídeos abrangem desde a modelagem básica, com dicas para usar modificadores como o Edit Poly, até dicas de animação avançada como a configuração do Reactor ou como usar a opção Biped para animação.

Tutoriais 3ds max

Como a quantidade de vídeos é muito grande, e ainda estou terminando de fazer o download dos tutoriais de Lightwave, ainda não pude conferir todos os vídeos, mas eles estão aqui guardados e devo assistir a todos em breve. Mesmo assim, selecionei alguns deles para fazer comentários. Na lista de vídeos selecionei alguns que considero mais interessantes para fazer download primeiro:

  • Selecting Missing UVs: Esse vídeo mostra como usar um Script que faz o rastreamento na cena, por objetos que não tenham mapeamento UV. Ótima ferramenta para quem trabalha com modelagem para jogos. (6 de Dezembro de 2007)
  • RFP Camera Movement: Aqui temos um vídeo que mostra a integração entre o 3ds Max e o Combustion. Com ele podemos exportar o movimento da câmera no Max, para composição com objetos reais no Combustion. (5 de Junho de 2007)
  • Muscle Objects: Esse é um ótimo vídeo que mostra o processo de construção de músculos para personagens. Isso mesmo! Sem o auxilio de nenhum plugin extra, apenas os Bones comuns do Max o autor mostra como produzir esses elementos. Claro que o tópico não é abordado em detalhes, mas vale à pena. (8 de Fevereiro de 2007)
  • Radiosity Vertex Paint: Calcular uma solução com radiosidade não é novidade, mas aqui o autor mostra como ajustar e melhorar a solução com o modificador Vertex Paint. (8 de Fevereiro de 2007)

Esses foram os vídeos que consegui fazer o download, ainda existem muitos outros. Coloquei a data em que cada um foi publicado, para facilitar a localização, o autor organiza tudo em ordem cronológica.

Se você é usuário do 3ds Max, o download desses vídeos é altamente recomendado. Faça o download e assista a cada um deles várias vezes! Para os que não são usuários do 3ds Max, ainda recomendo o download, assim será possível conhecer as ferramentas e métodos usados na modelagem e animação com o Max. Sempre é possível aprender alguma coisa!

Jan
15

Como você faz para adicionar vegetação aos seus modelos 3d? Existem várias opções no mercado, desde ferramentas que geram modelos de árvores e arbustos, até bibliotecas de imagens para utilização em montagens na pós-produção de imagens. Se você é usuário do Blender, deve saber que em breve teremos um ótimo gerador de árvores oriundo do projeto Peach, mas os usuários de outras ferramentas 3d ficam a mercê de plugins ou bibliotecas pagas. Pois um projeto muito interessante, promete facilitar a criação de modelos de vegetação, para várias ferramentas 3d.

O projeto se chama Dryad, sendo de autoria de alunos da universidade de Stanford, como parte do grupo de pesquisas em ambientes virtuais. Ele é distribuído sob a licença GNU-GPL, podendo ser instalado livremente em qualquer computador. O material produzido pelo Dryad pode ser aproveitado em projetos acadêmicos e comerciais, sem nenhum tipo de restrição.

Dryad

Para fazer o download da ferramenta, visite esse endereço. Como ele funciona? O processo de criação é diferente, nele as árvores são criadas em um ambiente virtual, que abriga todos os modelos. Nós podemos navegar de maneira livre nesse ambiente virtual. É melhor experimentar do que falar, então recomendo que você faça um teste.

Qual o ponto negativo do projeto? Para usar o Dryad, os requisitos de hardware são altos, especialmente os da Placa de vídeo. Segundo a documentação oficial do projeto, para usar o Dryad é necessária uma placa de vídeo dedicada, com no mínimo 256 MB de memória. Ou seja, pessoas com placas integradas (onboard) ou com pouca memória para o vídeo, podem ter dificuldades em usar o software.

Por exemplo, tentei executar a ferramenta em um notebook com 64 MB de vídeo integrado, o resultado foi o esperado, acabou não funcionando.

Se você não tem problemas com hardware, esse é um ótimo gerador de vegetação, que pode ajudar muito na criação e ambientação de paisagens extensas. Caso você queira um render mais leve, recomendo o uso de imagens de vegetação, ao invés de usar modelos de árvores que deixam o modelo muito pesado.

Outra opção viável é adicionar a vegetação na pós-produção em ferramentas como o Photoshop ou Gimp, mas o trabalho de edição nas imagens, pode não compensar, divido ao tempo de edição necessário.

Jan
15

Como você deve estar sabendo, o projeto Peach está trazendo inúmeras melhorias ao Blender. Como ferramentas para simular pêlos, necessárias para a animação, mas que beneficiam todos os artistas 3D. Pela natureza aberta do projeto, assim que as ferramentas são desenvolvidas, acabam sendo disponibilizadas, para que qualquer pessoa interessada possa aproveitar as novidades. Foi o que um artista Búlgaro, chamado Lybomir Kovachev fez, ele aproveitou as melhorias do projeto Peach para testar o sistema de simulação de pêlos. O resultado? Uma das mais impressionantes simulações que eu já vi no Blender!

Exemplo Blender 3d e partículas

Ele aplicou as ferramentas a um personagem de sua autoria, chamado de Zayo. Que nada mais é que um coelho. Na sua imagem, ele acaba mostrando todo o poder de criação do Blender, com a utilização de vários dos recursos recentemente implementados nas últimas versões da ferramenta:

  • As orelhas do coelho apresentam SSS, implementado no Blender 2.44. Esse recurso permite efeitos de transparência avançados, para simular as nuances da pele da orelha.
  • Vários elementos foram renderizados em camadas (Render pass). Essas camadas foram posteriormente mescladas no próprio editor de nós do Blender.
  • Nova ferramenta de pêlos, gerada com o novo sistema de partículas. Esse sistema estará implementado na próxima versão do Blender. Ainda é cedo para dizer se teremos o Blender 2.50 ou 2.46, mas o sistema já está funcional no SVN do Blender.

Tudo isso é questão de habilidade? Na verdade, ainda foi necessário adicionar algumas ferramentas extras ao Blender, para que esse resultado fosse atingido. O próprio artista acaba confessando que usou uma versão, personalizada por ele próprio para gerar essa imagem. Essa é a vantagem de ser open source.

Esse artigo foi sugestão do leitor Fábio, que inclusive escreveu um artigo sobre essa imagem no seu Blog. Agradeço ao Fábio pela dica.

Se você quiser conferir também, uma versão altamente experimental do Blender 2.50 foi divulgada no graphicall.org, mas já aviso. Essa versão é muito instável mesmo! Até hoje não consegui fazer essa versão preliminar funcionar, ele até mostra as janelas, em estilo semelhante ao Gimp, mas nada aparece. Caso você queira testar, fique avisado que é muito provável que não funcione!

Jan
14

Você já usou o Lightwave? Ao menos conhece, essa excelente suíte 3d desenvolvida pela Newtek? Muito provavelmente você já deve até ter visto, algumas animações e efeitos produzidas no Lightwave, mas não sabia. Muitos estúdios de TV usam pequenas produtoras de efeitos nos EUA, para realizar efeitos para seriados de TV. Por exemplo, várias tomadas de efeitos do seriado 24 Horas são produzidas com o Lightwave. Usar o Lightwave é difícil? Para quem está acostumado com o 3ds Max ou Maya, talvez não seja uma migração fácil. Mas para quem usa o Blender, as coisas são mais fáceis, a interface do software lembra o um pouco a do Blender.

A única coisa estranha, para todos os usuários que não estão acostumados com o Lightwave é o fato de ele ser composto por dois módulos, que se comportam como softwares independentes. Um para modelagem e outro para iluminação e animação. Essa divisão de tarefas deixa os usuários um pouco confusos no início.

Tutorial Lightwave

Bem, estou escrevendo esse artigo sobre o Lightwave, porque descobri uma ótima fonte de aprendizagem, para usuários iniciantes ou experientes em Lightwave. Um usuário chamado William Vaughan publicou para qualquer pessoa copiar, mais de 13 horas de tutoriais em vídeo sobre o Lightwave, nos fóruns oficiais da Newtek.

Os tutoriais abrangem vários aspectos do Lightwave, desde a modelagem até animação! Tudo com narração (inglês) e no formato MOV. Você pode estar se perguntando, qual motivo eu teria em assistir tutoriais sobre Lightwave, sendo um usuário de Blender?

Mesmo sendo usuário de Blender, considero qualquer tipo de aprendizado válido, ainda mais quando o assunto abordado é animação e modelagem. Com certeza, não estarei perdendo tempo assistindo aos tutoriais, sempre é possível aprender algo novo. O problema é fazer o download de todos os vídeos, ainda estou na metade.

Caso você tenha ficado curioso, para testar o Lightwave, infelizmente a Newtek ainda não disponibiliza a ferramenta no modelo PLE, apenas no famigerado Trial que funciona por 30 dias. Para fazer o download, visite esse endereço. Ao menos com esses tutoriais, será possível aprender muito sobre o Lightwave em pouco tempo, dessa vez a limitação dos 30 dias não será tão problemática.

Aproveite, esse tipo de recurso não aparece todos os dias.

Jan
14

Leitura recomendada

Blender 3D - Guia do Usuário Modelando personagens com o Blender 3D Introdução ao AutoCAD 2008: Guia Autorizado Desenho Técnico sem Prancheta com AutoCAD 2008 Desenvolvendo Personagens em 3D com 3Ds Max  Design para Quem Não é Designer Neufert 3ds max 8 - Guia autorizado

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