Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for February, 2008


Uma das maiores dúvidas de artistas que não conhecem o Blender é relacionada à qualidade dos trabalhos, que pode ser gerado com ele. Muita gente ainda acha que por ele ser Open Source, os trabalhos produzidos nele tem qualidade inferior aos produzidos por artistas e empresas que usam 3ds Max ou Maya. Bem, felizmente nós temos vários artistas e empresas que acreditam no potencial do Blender, adotando ele como ferramenta de produção. E adivinhe? Os trabalhos produzidos por eles não deixam nada a desejar!

Um ótimo exemplo disso são os trabalhos desenvolvidos pelo estúdio de animação Pernambucano ZQuatro, que tem como animador e artista 3d o Lucio Cavalcanti. Ele entrou em contato comigo para falar sobre o último trabalho deles, que foi um comercial para a TV, que passou apenas aqui em Pernambuco.

Claro, tudo foi animado no Blender! O comercial foi desenvolvido para uma rede de lanchonetes, chamada Bugaloo. Eles têm uma mascote representada por um rinoceronte, que se transformou no personagem principal da animação. Além de mascote, o rinoceronte faz parte do logo da empresa.

Comercial Bugaloo - Estúdio ZQuatro

Screenshot do comercial

Se você quiser assistir a essa animação, visite esse link no web site da ZQuatro. Segundo relato do próprio Lúcio, o personagem e os coqueiros foram modelados no Blender. A parte da praia foi uma composição, feita no After Effects. Eles usaram câmera track para ajustar os movimentos da câmera e fazer a composição.

Mas como eles fizeram a animação? O Lucio também me passou o segredo deles para executar a animação. Um dos sócios da ZQuatro, fez a performance do hipopótamo do Bugaloo, para que eles pudessem usar os movimentos dele como referência. A animação foi feita com base em rotoscopia.

Veja a animação:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=2VBZxOMUTrU[/youtube]

E você achou que eles não estavam se divertindo? Vida de animador é assim mesmo. Às vezes tem que encarnar o personagem para que a animação fique da maneira como você imaginou.

Não deixe de prestigiar o trabalho do pessoal da ZQuatro, eles ainda tem vários trabalhos no portfólio que foram desenvolvidos com o Blender. Parabéns ao Lucio e a equipe da ZQuatro pelo ótimo trabalho.

Feb
26

Quem assiste séries de TV, como CSI deve ficar impressionado com aquelas ferramentas e tecnologias, para processar evidências de crimes. O 3D é usado para simular acidentes e trajetórias de balas em tempo real! Quem entende um pouco de computação gráfica, sabe que muito daquilo é ficção e seria impossível hoje conseguir aquele nível de interação, sem um mínimo de interação do usuário. Mesmo assim, saiba que a computação gráfica é usada sim como ferramenta para processar evidências em laboratórios forenses. Para exemplificar algumas dessas técnicas, encontrei uma série de tutoriais escritos por um perito criminal da polícia de Los Angeles, que por sinal também é professor e instrutor de Photoshop.

Ele se chama Jim Hoerricks, e seus tutoriais apresentam algumas tarefas corriqueiras executadas com o Photoshop, para análise em laboratórios forenses. Segundo ele os procedimentos são os mesmos que ele executa no seu trabalho.

Análise Forense

Para acessar os tutoriais, visite esse endereço no Photoshop Support. No total ele apresenta cinco tutoriais que abordam o processamento de imagens, mas com o contexto voltado para o processamento de evidências criminais:

  • Destacando arestas: O primeiro tutorial aborda o processamento da imagem, para destacar as arestas dos objetos existentes em uma fotografia. Isso facilitaria aos investigadores a encontrar evidências em ambientes poluídos visualmente. Nesse caso ele usa como exemplo a cena de um desabamento.
  • Usando o menu Info: Como a análise de imagens com fins investigativos, requer dados concretos e exatos, a ferramenta Info é essencial. O autor explica como usar a ferramenta para extrair informações sobre as imagens.
  • Usando filtros personalizados: Aqui o autor explica como usar os filtros personalizáveis do Photoshop, para conseguir efeitos nas imagens que seriam difíceis de atingir com as ferramentas padrão.
  • Detalhes com a Sponge Tool: Nesse tutorial o autor mostra como conseguir altos níveis de contraste em partes específicas de uma imagem, para destacar detalhes ocultos.
  • Convertendo imagens para escala de cinza: O último tutorial mostra uma técnica usada pelo autor para converter imagens para escala de cinza. Na verdade é apenas uma conivência, para se a pessoa que for imprimir a foto usar uma impressora que não reproduza cores, possa ter uma imagem fiel ao que foi gerada pelo artista.

Para quem já é usuário do Gimp ou Photoshop, esse assunto de análise forense de imagens é muito interessante! Até porque não é fácil encontrar esse tipo de uso para a computação gráfica no nosso país. Não espere sair um especialista em análise forense, mas ao menos você terá uma boa idéia de como os verdadeiros “CSI” trabalham.

Feb
25

Qual é o renderizador mais rápido? Você consegue responder a essa pergunta de maneira rápida, mas com precisão? Na verdade a resposta para esse tipo de pergunta é complexa. Hoje existem várias opções de renderizadores no mercado, desde os mais caros e sofisticados em termos de recursos até ferramentas experimentais como o LuxRender, que é uma promessa na área do software livre. Quem sabe até um futuro substituto do YafRay, como software externo de renderização do Blender com melhor integração.

Voltando ao assunto principal do artigo, uma das únicas maneiras de saber quando um software de renderização é mais rápido que a outra é com cenas de teste. Nesse final de semana, descobri um ótimo teste realizado entre três ferramentas, sendo duas gratuitas e uma proprietária. A mesma cena foi renderizada com o Indigo, Kerkythea e Maxwell Render. Lembrando que os dois primeiros podem ser usados sem problemas com o Blender 3D!

Cena teste com Indigo

Esse teste é um pouco diferente dos outros que costumamos encontrar na internet, pois as ferramentas não são baseadas em geração de imagens “tradicionais”. Todas elas produzem as imagens por refinamento constante, o nome apropriado é Unbiased Render. Se você nunca usou uma ferramenta dessas, elas funcionam assim:

  • Quando o render é acionado, o software começa a computar as informações e gerar a imagem.
  • As primeiras imagens apresentam baixa resolução e “pontos”.
  • Com o passar do tempo, a imagem fica cada vez mais limpa.

O autor da comparação deixou as imagens sendo geradas por 1 hora e 40 minutos, para comparar até que ponto os softwares conseguiram refinar as imagens. O resultado?

Em minha opinião, o Maxwell render ganhou por pouco! Entre as três imagens a que teve o pior rendimento foi o Kerkythea, mas o que me deixou impressionado foi que o resultado gerado pelo Indigo foi muito parecido com o do Maxwell. Eu costumo chamar o Maxwell Render de primo rico do Indigo, pois ambos usam sistemas de renderização semelhantes. A diferença é que o Maxwell é pago, tem interface e controles fáceis. O Indigo é gratuito, mas por outro lado obriga os seus usuários a editar o arquivo XML para gerar as imagens.

A conclusão para o teste? Se você usar o Blender com o Indigo, pode conseguir imagens para maquetes eletrônicas de qualidade muito semelhante, ao que usuários do 3ds Max e Maxwell render conseguem. Sendo a visualização arquitetônica o maior chamariz do Maxwell, eu tinha que fazer essa comparação.

O artigo completo, com a comparação dos renders pode ser encontrado aqui.

Feb
25

No próximo mês a Autodesk irá lançar o Maya 2008 Extension 2, que nada mais é que um pacote de expansão para o Maya Complete e Maya Unlimited. Se você é usuário do Maya, com suporte Gold no web site da Autodesk, esse pacote de novas ferramentas estará disponível para você. Para os outros usuários, que não possuem uma licença do Maya a única alternativa é comprar o Maya, com suporte Gold ou então aguardar alguns vídeos, para ao menos matar a curiosidade. Pode ficar feliz, pois os vídeos com a demonstração desses novos recursos já estão disponíveis.

Maya 2008 Extension 2

A maioria dos vídeos mostra apenas alguns dos recursos funcionando, não podemos classificar os mesmos como tutoriais. Caso você tenha interesse nos vídeos, devo alertar que eles estão em alta resolução o no formato MOV. Para ter uma idéia, alguns dos vídeos têm 80 MB.

Se mesmo assim você quiser fazer o download de todos, como eu, apenas para aprender mais sobre o Maya Extension, aqui vai uma pequena lista com os vídeos disponibilizados pela Autodesk:

  • Ferramentas de modelagem poligonal melhoradas: Esse primeiro vídeo mostra as ferramentas de modelagem da extensão, que foram melhoradas para permitir mais controle sobre a topologia do modelo 3d.
  • Edição de coordenadas UV precisas: Aqui temos uma opção interessante e poderosa, para facilitar o processo de mapeamento e texturas UV. Segundo o texto, com o vídeo comprovando, as novas ferramentas de mapeamento UV deixam o processo mais rápido e fácil.
  • Melhorias no sistema de músculos – Enrugamento: Esse é o primeiro vídeo de uma seqüência de tutoriais que mostram uma incrível ferramenta para animadores de personagens, capaz de criar e simular músculos para animação. O primeiro vídeo demonstra como é possível simular o enrugamento da pele, com a deformação dos músculos.
  • Melhorias no sistema de músculos – Colisão: No próximo vídeo sobre simulação de músculos, eles mostram como funciona o sistema de colisões e como os músculos reagem quando acontece algum tipo de colisão.
  • Melhorias no sistema de músculos – Criação de músculos: Mas nada disso seria útil, se não fosse fácil criar os músculos. Esse último vídeo mostra como é possível criar músculos, usando a interface própria para isso, disponível no pacote da expansão.

Esse último sistema de músculos é especialmente interessante para os usuários de Blender, pois um sistema semelhante a esse está em fase de projeto, para uma possível implementação no Blender. Isso mesmo! Pode aguardar isso para o futuro, o Blender pode ganhar um sistema de músculos como esse.

Enquanto isso, você pode ir aprendendo como funciona a ferramenta no Maya 2008.

Feb
24

Qualquer ferramenta que trabalhe com objetos complexos ou que envolvem várias partes, como maquetes eletrônicas, precisa de um bom sistema de camadas. Assim é com o SketchUp, que de maneira semelhante a uma ferramenta de CAD, permite separar os elementos 3d de uma maquete em várias camadas, para facilitar o processo de modelagem e visualização. Apesar de usar o nome camadas, a ferramenta funciona mais como uma espécie de grupo, até porque seria complicado fazer um sistema de camadas semelhante ao do Photoshop em um ambiente 3D.

Caso você nunca tenha usado o SketchUp, encontrei um ótimo vídeo produzido pela própria equipe do Google, mostrando o funcionamento do gerenciador de camadas.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=fBdP499iw0Y[/youtube]

O vídeo é simples, mas mostra o funcionamento do sistema de camadas. A primeira coisa que eles mostram é como fazer a janela de camadas ficar visível.

Depois que a janela está aberta, a autora do vídeo começa a mostrar as suas funcionalidades, sendo a primeira relacionada ao controle de visualização, muito comum em softwares de CAD. Quando o checkbox da coluna Visible é desabilitado, qualquer objeto pertencente aquela camada fica oculto.

Simples não é? Na verdade não! O vídeo mostra um problema comum a modelagem no SketchUp, relacionado a ligação entre os objetos, mesmo estando em camadas diferentes. Por exemplo, a autora do vídeo expande um objeto em uma camada visível. Essa mesma ação é transferida para um objeto em uma camada oculta, resultando em um modelo 3d todo deformado.

O segredo para organizar os objetos aqui é transformar os elementos que fazem parte de uma camada em um grupo, antes de adicionar os mesmo em uma camada. Isso evitará que os planos fiquem deformados, caso você precise estender ou ampliar o tamanho de alguma superfície.

Assim que essa explicação termina, que é a parte mais importante do tutorial, a autora mostra como criar e organizar as camadas. Essas são funções comuns e que não precisariam de explicações tão detalhadas. Mas a dica de organização em grupos é importante, inclusive foi o que me motivou a escrever um artigo sobre esse vídeo. Já que muita gente pode estar passando por esse mesmo problema.

Bem, agora você já conhece a solução.

Feb
22

Curso de Animação Baseada em Física

Curso Rigging de personagens

Livros recomendados

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