Sessão nostalgia: Blender 1.6

Sempre digo aos meus alunos que é importante conhecer o passado, para que seja mais fácil perceber como os softwares e ferramentas 3d evoluíram ao longo do tempo. Nesse intuito, você lembra como era o Blender nas suas primeiras versões? Sei que esse é um tipo de artigo que não interessa muita gente, que só quer saber das novidades, mas acredite que conhecer o histórico do Blender, pode mostrar a você como essa incrível ferramenta evoluiu e está hoje prestes a mudar também, com a chegada do Blender 2.50 no final do ano.

Caso você não saiba, podemos fazer o download de qualquer versão do Blender, desde a versão 1.0 até as últimas nesse endereço. Lá podemos escolher desde a versão 1.0, que só roda em sistemas Solaris. Fiz o download da versão 1.6 para esse artigo que está disponível para o Windows, então você também pode testar se quiser.

A primeira coisa que chama a atenção nessa versão é a estrutura dos arquivos, não existem arquivos DLL ou auxiliares, o Blender é apenas um grande arquivo executável.

Blender 1.6

Quando abrimos o Blender 1.6, podemos perceber claramente como a estrutura da interface é a mesma desde o princípio. Todos os elementos importantes como a 3D View e botões auxiliares estão lá. Será que o Blender 2.50 trará mudanças significativas na interface mesmo?

Blender 1.6 - Interface

A interface foi refinada ao longo das versões, mas nenhuma mudança drástica aconteceu apenas novas ferramentas foram adicionadas, como a possibilidade de usar painéis compostos.

Quer ver como as coisas eram simples? Só existiam dois modos nessa versão, que eram o Edit e o Object Mode. Para alterar o modo, o artista precisava usar o botão indicado na imagem abaixo. Ao lado também está disponível o Vertex Paint, que pode ser acionado em conjunto com o Edit Mode.

Blender 1.6 - Header

A Game Engine também não está presente.

Quer usar Zoom? No Header existem dois botões próprios para usar Zoom, um para aproximar e afastar e outro para usar o Pan.

Blender 1.6 - Botões

Para selecionar vários dos elementos na interface, precisamos pressionar o botão do mouse e arrastar, como na seleção das janelas. Ainda não estava implementado o seletor, com todas aquelas opções que conhecemos hoje.

O que a análise dessa versão do Blender nos mostra? Depois de usar o Blender por alguns anos, e tentar voltar a encarar essa versão mais antiga, podemos concluir que a evolução do Blender 3D foi realmente fantástica. O que será que o futuro reserva ao Blender 2.50? Melhorias! Qualquer tipo de mudança é positiva e pelo que podemos perceber com a análise dessa versão, as modificações e ajustes foram extremamente benéficas.

Publicado por

Allan Brito

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

4 comentários sobre “Sessão nostalgia: Blender 1.6”

  1. Eu comecei no 1.80 …
    E nunca usei outro programa 3D.
    Minto. Fiz um workshop de 3Dmax, e fucei no xara3D (ou algo assim). Pode parecer estranho eu dizer isso, mas nenhum era tão amigável quanto o blender.

  2. Credo desenterrou o Blender, eu utilizava o Blender desde essa época, acompanhei quando o NaN faliu e tudo mais, quando eu falo hoje em dia “o Blender evoluiu muito” quase ninguém entende, mas ele era muito magrinho, naquela época para fazer um efeito de reflexo você tinha de usar o Env Map hehe era terrível.

  3. Comecei com o Publisher 2.25 na época usava 3dMax, na época estava fuçando todos os softwares de 3d para fugir do max, o Max 5 travava muito. Passei por todos os grandes do mercado e o blender foi só crescendo, depois da primeira reformulação de interface na versão 2.3x descobri que o blender tinha potencial e comecei a acompanhar mais de perto, depois da 2.44 passei a me dedicar muito ao blender e estou com ele até hoje.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *