Como usar o Auto Occlusion do Brazil R/S no Rhino?

Uma das opções mais interessantes na parte de renderização interna do Blender 3D lançada recentemente, foi o Approximate Ambient Occlusion, que acelera em muito o processo de renderização usando o Ambient Occlusion. Quando estava lendo um artigo que fala sobre uma opção semelhante a do Blender, no renderizador da Splutterfish, o Brazil R/S fiz logo a analogia entre as duas opções. Mas, o que fazem essas opções? Antes de qualquer coisa, o Brazil R/S é um renderizador semelhante ao Mental Ray ou V-Ray, sendo que muitas pessoas o consideram muito melhor para cenas hiper realistas. Mas, ele é um consumidor ávido de recursos do computador.

Já tive oportunidade de usar a versão gratuita do Brazil, posso dizer que ele é realmente muito bom, mas para conseguir bons resultados é necessário um computador poderoso.

O artigo em questão fala sobre o uso do Brazil R/S no Rhino, um dos melhores modeladores especializados em NURBS. No artigo que apresenta uma opção do Brazil R/S chamada de Auto Occlusion, a técnica usada no renderizador é apresentada, sendo muito semelhante ao conceito usado no Approximate Occlusion do Blender.

Essa opção do Brazil, assim como a do Blender, tenta suprir o desejo de todo o artista 3d; renderização realista em pouquíssimo tempo, com consumo mínimo de recursos. Sei que isso é muito difícil, mas com as duas opções você pode tentar.

A técnica é bem simples, o renderizador abre mão do realismo total na cena para simular iluminação global com o uso de sombras. Essas sombras são calculadas com base na proximidade dos objetos, gerando as chamadas “sombras de contato” típicas de cenas que usam iluminação global. As sombras podem não estar corretas para o tipo de iluminação da cena, mas o resultado e velocidade do render valem à pena.

Quer um exemplo? Visite o artigo indicado no início do texto e verifique os tempos de render para as cenas indicadas. Além do tempo de render, confira também a resolução das imagens.

Ainda não tive chances de fazer testes detalhados com o Approximate Ambient Occlusion do Blender, mas depois de verificar esses tempos de render no Brazil, devo fazer mais testes com cenas mais complexas e animações, o mais rápido possível! Fiquei curioso para verificar os tempos de render.

Se você quiser testar esse recurso no Brazil, pode usar o Brazil Rio, a versão gratuita para testes do renderizador, para 3ds Max. Para os usuários do Rhino, ainda existe um outro atrativo no tutorial, pois todas as cenas e exemplos exibidos no texto, estão disponíveis para download, caso você queira testar a renderização no seu computador.

Publicado por

Allan Brito

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

2 comentários sobre “Como usar o Auto Occlusion do Brazil R/S no Rhino?”

  1. Parabéns Allan

    Encontrei somente hj seu site…e sinceramente o achei interessantíssimo, rico em informações.

    Mais uma vez parabéns.

    Abraço

    Rogério Gomes

  2. O Aproximate Ambient Occlusion do Blender é ótimo para trabalhar com objetos de poucas vértices e de proporções semelhantes. Mas se você tem objetos com subsurface alto ou objetos muitos grandes ao lado de outros muito pequenos, isso, além de desacelerar o processo, gera erros bem visíveis que só são corrigidos com um fator de erro mínimo (o que deixa o Aproximate mais lento do que o Raytrace). Então, não compensa usar o AAO em cenas complexas. Fora que em cenas internas o AAO simplesmente não funciona.
    Seria ótimo se otimizassem esse recurso numa destas futuras versões.

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