Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for October, 2008


Uma das opções mais interessantes na parte de renderização interna do Blender 3D lançada recentemente, foi o Approximate Ambient Occlusion, que acelera em muito o processo de renderização usando o Ambient Occlusion. Quando estava lendo um artigo que fala sobre uma opção semelhante a do Blender, no renderizador da Splutterfish, o Brazil R/S fiz logo a analogia entre as duas opções. Mas, o que fazem essas opções? Antes de qualquer coisa, o Brazil R/S é um renderizador semelhante ao Mental Ray ou V-Ray, sendo que muitas pessoas o consideram muito melhor para cenas hiper realistas. Mas, ele é um consumidor ávido de recursos do computador.

Já tive oportunidade de usar a versão gratuita do Brazil, posso dizer que ele é realmente muito bom, mas para conseguir bons resultados é necessário um computador poderoso.

O artigo em questão fala sobre o uso do Brazil R/S no Rhino, um dos melhores modeladores especializados em NURBS. No artigo que apresenta uma opção do Brazil R/S chamada de Auto Occlusion, a técnica usada no renderizador é apresentada, sendo muito semelhante ao conceito usado no Approximate Occlusion do Blender.

Essa opção do Brazil, assim como a do Blender, tenta suprir o desejo de todo o artista 3d; renderização realista em pouquíssimo tempo, com consumo mínimo de recursos. Sei que isso é muito difícil, mas com as duas opções você pode tentar.

A técnica é bem simples, o renderizador abre mão do realismo total na cena para simular iluminação global com o uso de sombras. Essas sombras são calculadas com base na proximidade dos objetos, gerando as chamadas “sombras de contato” típicas de cenas que usam iluminação global. As sombras podem não estar corretas para o tipo de iluminação da cena, mas o resultado e velocidade do render valem à pena.

Quer um exemplo? Visite o artigo indicado no início do texto e verifique os tempos de render para as cenas indicadas. Além do tempo de render, confira também a resolução das imagens.

Ainda não tive chances de fazer testes detalhados com o Approximate Ambient Occlusion do Blender, mas depois de verificar esses tempos de render no Brazil, devo fazer mais testes com cenas mais complexas e animações, o mais rápido possível! Fiquei curioso para verificar os tempos de render.

Se você quiser testar esse recurso no Brazil, pode usar o Brazil Rio, a versão gratuita para testes do renderizador, para 3ds Max. Para os usuários do Rhino, ainda existe um outro atrativo no tutorial, pois todas as cenas e exemplos exibidos no texto, estão disponíveis para download, caso você queira testar a renderização no seu computador.

Oct
29

Mesmo com a crescente evolução do AutoCAD com melhorias e alterações na interface, algumas das ferramentas e dificuldades dos usuários permanecem as mesmas. Fora as dificuldades naturais relacionadas com o desenho técnico, o assunto que mais gerava dúvida entre meus alunos era a parte relacionada com impressão e plotagem de desenhos. Desde a configuração das penas, que deve corresponder a uma espessura própria no desenho técnico até mesmo a seleção da área que deve ser impressa, dentro dos layouts de impressão. Sem falar da escala, que era a parte mais confusa para os alunos, falar sobre escala relativa e real para comparar unidades de desenho e reais, simplesmente não fazia sentido para eles.

Posso entender que esse tipo de dificuldade é normal, principalmente para as pessoas que nunca tiveram contato com desenho técnico, e as várias nuances da área, como a manipulação de desenhos em escala e impressão técnica. Mas, para estudantes ou profissionais de engenharia, arquitetura, topografia e outras áreas que precisam do desenho técnico, esse conhecimento é fundamental e obrigatório.

Se você quiser aprender um pouco mais sobre o processo de plotagem e impressão com o AutoCAD 2008, desde a parte de seleção do que deve ser impresso até a configuração das penas, a um professor da Faculdade de Arquitetura Paisagística de Edimburgo, publicou um guia bem completo sobre impressão no AutoCAD no Google Docs. O material está em inglês, mas você pode conferir uma versão traduzida nesse link, com a ressalva da tradução não estar perfeita.

O documento começa explicando a seleção de conteúdos com o uso de filtros de Layers, para que apenas as linhas e objetos necessários sejam impressos.

Depois o tutorial faz uma breve descrição sobre as diversas áreas de desenho do AutoCAD como Model Space e Layout. Dependendo do que você está planejando para a sua impressão, pode ser mais apropriado usar uma área de desenho específica.

O próximo passo é falar sobre escalas reais e na área de desenho do AutoCAD, assunto sobre o qual o tutorial fala de maneira bem rápida, mas objetiva. No tutorial você é orientado a pressionar o botão PAPER, quando estiver no Layout. Assim que fizer isso, aparecerá uma opção chamada de VP Scale que será usada para selecionar a escala desejada.

Aqui é necessário tomar cuidado, pois esse tutorial foi provavelmente escrito para funcionar com desenhos criados usando polegadas. Quando a unidade usada para criar o desenho for metros ou centímetros, a relação de escala é diferente.

No final do tutorial, o autor ainda comenta a configuração das penas e espessuras das linhas, para depois falar sobre a impressão final.

Oct
29

Esse é o tipo de tutorial perfeito para quem acha a modelagem 3d e visualização criada com softwares como o 3ds Max, Maya e outros a última palavra em tecnologia. Algumas vezes a tradição do desenho 2d, com o auxilio de algumas ferramentas de desenho vetorial, como o Adobe Illustrator ou Corel Draw são suficientes. Um tutorial de um artista extremamente talentoso chamado Kevin Hulsey, mostra como ele criou a ilustração técnica de um navio transatlântico no Adobe Illustrator, com cortes e vistas mostrando o interior da embarcação. A quantidade de detalhes e perfeição da ilustração com sombras e tudo mais, impressiona muito.

Essa é ao mesmo tempo uma aula sobre ilustração vetorial e um exemplo, de como é importante conhecer técnicas de desenho mais tradicionais, para poder trabalhar com qualquer ferramenta de desenho, independente se ela é 2d ou 3d.

No tutorial, podemos perceber as técnicas e truques usados pelo artista para conseguir o efeito. A primeira coisa a fazer no projeto, foi selecionar os desenhos técnicos do projeto do navio, para poder usar como referência para os contornos. Com os desenhos em mão, ou no computador, ele partiu para a delimitação da perspectiva da ilustração. O uso de ferramentas 3d faz com que as pessoas esqueçam desse tipo de técnica, repare que ele usa os “velhos” pontos de fuga, para fazer a perspectiva.

Com os pontos de fuga posicionados, e as linhas de construção traçadas, o artista desenha os contornos principais da ilustração. A opção pelo uso de um software 2d, faz com que tudo seja um pouco mais trabalhoso, mas o beneficio do Illustrator é o produto final, no formato vetorial, que permite ao cliente do ilustrador usar o material em praticamente qualquer lugar, independente da resolução.

Agora o ponto negativo do projeto, segundo o autor, toda a ilustração levou 720 horas de trabalho para ser concluída. Se levarmos em consideração que ele usou 8 horas do seu dia para desenhar, o projeto todo levou 3 meses aproximadamente para ser concluído. Caso um software 3d fosse usado, esse tempo seria muito menor.

Mesmo assim, o resultado final compensou!

Oct
28

Muitos artistas ainda tem um pouco de preconceito com o SketchUp, por ele se tratar de uma ferramenta gratuita, voltada ao mercado de visualização e projetos arquitetônicos. Mas, como já pude presenciar em algumas visitas que realizei em estúdios de jogos e animação, quando os diretores de criação conhecem o software, e a facilidade com que alguns tipos de modelos podem ser elaborados nele, imediatamente o SketchUp é adotado como ferramenta de modelagem conceitual padrão! Tanto é que estúdios especializados em visualização e modelagem 3d, como o Massive Black, usa o Sketchup para desenvolver modelagem de veículos complexos, com o objetivo de participar em projetos de alto nível.

Sim, mesmo dispondo de ferramentas como o 3ds Max, Maya e outros, o estúdio resolveu investir parte da sua produção no uso do SketchUp. O pessoal do Google, resolveu fazer uma pequena entrevista com uma demonstração do trabalho que eles realizam, usando sua ferramenta.

O estúdio é especializado na terceirização de trabalhos e visualização de conceitos, para histórias em jogos e animações. Por exemplo, quando um estúdio os procura com uma idéia no texto, os artistas do Massive Black transformam esse conceito em modelos 3d.

A entrevista está disponível em vídeo:

O vídeo é bem instrutivo e mostra o tipo exato de modelagem 3d em que o SketchUp pode ser fantástico na modelagem, modelos com grande embasamento geométrico, como os veículos apresentados no vídeo demonstrativo. Até existem algumas ferramentas para trabalhar com modelagem orgânica no SketchUp, mas esse tipo de modelo 3d é melhor trabalhado em softwares com opções avançadas de modelagem, como NURBS ou curvas.

No SketchUp a melhor opção mesmo é investir na modelagem mecânica.

Caso você queira investir no estudo do SketchUp como ferramenta de modelagem, recomendo usar a ferramenta em conjunto com outro software, com opções avançadas de animação como o Blender 3D, Maya ou 3ds Max. Assim você pode aproveitar o melhor que essas ferramentas têm a oferecer.

Esse é um ótimo exemplo, de empresa que pode começar a oferecer trabalhos de visualização e arte conceitual, para cenários e jogos. Para quem está querendo começar um negócio, envolvendo computação gráfica, essa é uma ótima opção.

Oct
28

Na conferência Blender 2008, a palestra que foi apresentada logo depois da abertura foi a do William Reynish, sobre interface do Blender em comparação com outros softwares 3d e os principais conceitos de usabilidade de softwares. A interface do Blender é um assunto extremamente controverso, mais ou menos da mesma maneira que a interface do Gimp. Para algumas pessoas ela é perfeita, mas para outros é confusa e atrapalha o início dos trabalhos para usuários menos experientes.

A palestra começa fazendo uma análise sobre as vantagens e compara a interface do Blender com ferramentas comerciais como o Modo 302, Apple Motion e o Photoshop CS4. Sim, até o pessoal da Adobe se inspirou em alguns conceitos usados na interface do Blender para reformular a maneira com que o Photoshop trabalha. Não acredito que a inspiração da Adobe tenha sido o Blender, mas o conceito usado na interface foi o mesmo.

Ainda na primeira parte da palestra, um ponto importante é levantado sobre o Blender; ele foi criado para ser a ferramenta de animação da NaN, por isso os conceitos de usabilidade e facilidade de uso não se aplicam a ele. Seria mais ou menos, como se a Pixar disponibilizasse para o público o seu Marionette. A ferramenta é feita para servir aos propósitos da empresa e não aos usuários de maneira geral.

Depois disso aparecem as vantagens do Blender:

  • Interface modulada, livre de janelas
  • Alto nível de personalização

Esses conceitos foram “copiados” pelas ferramentas comerciais citadas no início do artigo.

Agora, a parte que deve interessar a maioria dos usuários é a sugestão feita para a interface do Blender 2.50. Sim, é apenas uma sugestão, mas já nos deixa animados em ver uma concepção artística do que pode vir a ser o Blender 2.50.

A proposta se baseia na correção de alguns dos problemas da interface atual do Blender, que é a falta de organização e posicionamento de alguns elementos na interface. Por exemplo, as propriedades e os controles para algumas ferramentas estão espalhados por vários menus e muitas vezes, isso pode atrapalhar usuários com menos experiência.

Uma das propostas é fazer desaparecer o painel de botões, sendo que ele será substituído por um painel de propriedades, semelhante ao que é exibido na imagem que ilustra esse artigo. Esse novo painel reuniria as principais propriedades dos objetos selecionados, para facilitar o processo de edição.

Caso você tenha interessem em estudar o design de interfaces de softwares 3d, recomendo o download essa palestras, principalmente para as pessoas que estão escrevendo trabalhos acadêmicos sobre usabilidade de software ou computação gráfica, a interface do Blender pode ser um ótimo tema para sua monografia ou artigo. Para fazer o download dos vídeos, visite esse endereço.

Esse artigo é parte da cobertura sobre a conferência, amanhã continuo falando sobre mais apresentações.

Oct
28

Curso de Animação Baseada em Física

Curso Rigging de personagens

Livros recomendados

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