Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for February, 2009


O Photoshop é usado para vários fins que vão desde a pós-produção de fotografias e material produzido em softwares 3d como a criação de layouts, para web sites e campanhas publicitárias. Para as pessoas que estão aprendendo ou precisam aprender a usar o Photoshop, para criar peças e arte para publicidade ou web sites, uma das maneiras mais usadas e eficientes de criar material consiste na aplicação de estruturas em Grid. Um grid é aquela estrutura organizada em linhas e colunas, que vemos com freqüência como plano de fundo em softwares 3d e até mesmo no Photoshop. Saber usar de maneira satisfatória os grids é fundamental para qualquer pessoa interessada em trabalhar com design gráfico.

Para ajudar nessa tarefa, um artista e desenvolvedor criou um plugin para o Photoshop CS4 que automatiza a criação de estruturas em colunas, usando as linhas guia do Photoshop. O processo de criação desses plugins agora está bem mais fácil, pois é possível usar o Flash para elaborar os plugins.

gridmaker-photoshop-cs4

O download do plugin para o Photoshop CS4 pode ser feito nesse endereço, siga as instruções na página para instalar o plugin. Basta copiar o material na pasta de plugins do Photoshop CS4 e acessar a ferramenta da pasta de extensões.

Mesmo sendo assunto para pessoas que trabalham com design de interfaces ou material voltado ao mercado publicitário, como peças e material 2D, é importante conhecer esse tipo de material. Os artistas 3D devem agregar conhecimentos de várias áreas do conhecimento, para conseguir aprimorar as suas imagens e trabalhos. Ainda lembro de uma coisa que aprendi na faculdade, mesmo as peças gráficas mais técnicas como desenhos gerados no AutoCAD, podem parecer melhores mais agradáveis ou feios visualmente se não forem bem organizados.

A mesma coisa se aplica a criação de objetos 3d, pois no final os trabalhos desenvolvidos em softwares 3d precisam ser apresentados em interfaces 2D. Seja em web sites ou como parte de uma revista, tudo precisa ser organizado visualmente. Caso você queira aprender mais sobre o assunto, e nunca tenha parado para refletir sobre as vantagens da organização de layouts em Grid, recomendo a leitura desse artigo (em inglês), sobre as vantagens de usar Grids para criar layouts 2D.

Feb
25

O SketchUp é uma ferramenta realmente incrível, pelo fato de ser gratuita como o Blender 3d e também por possibilitar o trabalho com algumas tecnologias muito interessantes, para promover e estudar a eficiência energética de edificações, ainda na fase de projeto. Claro que muito disso é feito com o apoio e suporte do Google, para promover o uso do software como ferramenta para facilitar o trabalho de arquitetos e projetistas. Caso você esteja interessado em começar a analisar os dados de emissão de carbono, ou a eficiência solar da sua edificação durante o processo de criação dos projetos no SketchUp, uma ótima opção é o VE-Ware que oferece uma ferramenta gratuita para esse tipo de análise.

Como qualquer tipo de ferramenta nova requer certo tempo para adaptação e aprendizagem, um vídeo demonstrando o uso do software é mais que bem-vindo! Para as pessoas interessadas em aprender a integração do SketchUp com o VE-Ware da IES, dois vídeos mostram os passos necessários para começar a trabalhar com a ferramenta. Eles fazem parte de um excelente videocast sobre o SketchUp. Recomendo que os dois vídeos sejam assistidos em seqüência, para que o processo como um todo seja melhor compreendido.

Esses são os links para assistir os vídeos, será necessário o Quicktime para assistir aos vídeos:

Para ter uma idéia de como funciona o plugin, o vídeo abaixo demonstra de maneira rápida o funcionamento da ferramenta dentro do SketchUp. Esse vídeo não tem relação alguma com os tutoriais recomendados no início desse artigo, serve apenas para que você tenha uma idéia de como é o VE-Ware.

Nos tutoriais, o autor analisa a eficiência energética de um projeto bem simples, baseado em formar geométricas como cubos. Depois de criado o modelo, o autor configura as aberturas e outros detalhes do projeto para usar o VE-Ware.

O funcionamento da ferramenta é relativamente simples, e boa parte do processo de configuração acontece no próprio SketchUp, que exporta o material para o VE-Ware, depois gera um relatório de texto com a análise da edificação. Esse relatório mostra a emissão de carbono e outros componentes do seu projeto. O VE-Ware também é uma versão gratuita de outro software desenvolvido pela mesma empresa, que comercializa versões mais avançadas e com mais recursos. Mas, para fins de análise básica e ferramentas como a análise das emissões de carbono, as opções do VE-Ware são suficientes.

Um ponto negativo do VE-Ware é que o responsável pelo projeto precisa ter conhecimentos ou noções básicas sobre inglês, principalmente os termos técnicos usados em arquitetura. Pois na maioria das configurações do VE-Ware, será preciso escolher opções relacionadas em longas listas. Por exemplo, para determinar o uso de cada ambiente no SketchUp, usando plugin, é possível escolher a função e tipo das edificações em listas. Mas, para que a análise seja realizada de maneira correta é preciso acertar o tipo de uso e material da edificação.

O SketchUp e o VE-Ware usados em conjunto formam uma ferramenta poderosa para a elaboração e estudo da eficiência energética de projetos arquitetônicos. O melhor de tudo é que ambas as ferramentas são gratuitas.

Feb
24

Essa é uma pergunta que recebo freqüentemente por e-mail, sobra qual é o melhor software 3d para começar a trabalhar ou simplesmente qual é o melhor de todos. A pergunta é muito difícil de responder, pois a resposta está condicionada a uma série de variáveis e necessidades pessoais de cada artista, para que a reposta possa se adaptar a sua realidade. Por exemplo, uma pessoa interessada em trabalhar apenas com simulações físicas avançadas talvez prefira o Houdini, mas isso não quer dizer que ele é melhor ou pior que outros softwares 3d. Para tentar dirimir esse tipo de dúvida, um web site chamado CGenie, realizou uma pesquisa com vários artistas sobre a popularidade e satisfação dos usuários com vários softwares 3d.

Entre os softwares 3d que participam da pesquisa, encontramos todos os pesos pesados da Autodesk, assim como a concorrência formada por Modo 3D, LightWave, Cinema 4D e Houdini. Para representar a comunidade de código aberto, estava lá o Blender 3D na lista. Para conferir os resultados da pesquisa, visite esse link que leva diretamente ao CGenie.

pesquisa-softwares3d.jpg Imagem

Para entender um pouco mais sobre o tipo e teor da pesquisa, essas foram algumas das perguntas apresentadas aos artistas 3d que aceitaram participar:

  • Qual é o software que apresenta a maior quantidade de novas ferramentas?
  • Qual o software passa a impressão de melhor retorno sobre o investimento financeiro?
  • Qual software apresenta melhor periodicidade nas atualizações?
  • Qual o software que aparenta apresentar mais correções de bugs que novas ferramentas nas atualizações?
  • Qual software recebe ferramentas requisitadas por usuários e artistas?
  • Qual software você é fã?
  • Qual é o software com o melhor suporte ao usuário?
  • Qual a sua inclinação para migrar para outro software? Qual seria esse software?

O mais interessante desse tipo de pesquisa é acompanhar os resultados, principalmente na parte em que os softwares são postos a prova com suporte ao usuário e adição de novos recursos. Só para que você tenha uma idéia, o Blender 3D foi o vencedor em grande parte dos quesitos. Os softwares da Autodesk, o 3ds Max e o Maya foram literalmente massacrados na pesquisa, com usuários dizendo que gostariam muito de migrar para outras plataformas. Esse é o resultado da política de relacionamento da Autodesk.

Isso não quer dizer que o 3ds Max ou Maya sejam softwares de baixa qualidade, mas mostra um início de insatisfação com a política da empresa. O Blender 3D foi um dos destaques da pesquisa, junto com o Houdini e o Modo 3D.

Feb
24

A Fundação Blender publicou no seu web site nesse final de semana, um artigo sobre o progresso e estado atual do desenvolvimento do Blender 3D 2.50. O Artigo é interessante, pois mostra em um único lugar o estado em que o software está, assim como exibe várias imagens da nova interface e algumas das ferramentas que devemos encontrar na ferramenta. A primeira coisa que podemos levar em consideração é o progresso do projeto, em relação as datas e previsões expostas no próprio artigo. Segundo o texto, o projeto está dividido em cinco fases que abordam respectivamente o redesign do sistema de janelas, adaptação do código antigo ao novo sistema, portar os editores e ferramentas para o novo sistema, redesign da nova interface e a criação de uma nova API para o Python.

O artigo comenta que as duas primeiras fases do projeto estão quase prontas, e a terceira tem aproximadamente 70% de progresso. As últimas duas fases do projeto devem consumir os trabalhos entre Março e Junho, o que deve fazer com que o Blender 2.50 seja lançado apenas em meados de Agosto ou no mais tardar Setembro. Nesses casos é interessante adicionar algumas semanas, como margem de segurança para o término do projeto, pois problemas podem acontecer.

Essa é uma imagem do estado atual da interface:

blender250-desenvolvimento

Na imagem é possível encontrar uma coisa que sempre foi muito desejada no Blender, que são as janelas flutuantes. Repare que a janela da Timeline está flutuando sobre as outras janelas, o que vai favorecer a edição de cenas complexas para os artistas que tenham múltiplos monitores e resoluções generosas.

Boa parte das atualizações é direcionada para o sistema de animação, que foi totalmente reformulado. Um dos objetivos do novo sistema é permitir que tudo no Blender possa ser animado, assim como acontece em outros softwares de animação. Por exemplo, ao selecionar um sistema de partículas ou modificador, adicionar keyframes ou simplesmente acionar uma opção de autokey e animar as propriedades do objeto ao longo do tempo.

Esse objetivo fez com que o sistema de IPOs fosse totalmente reformulado, assim como o Action Editor que se transformou realmente em um Dope Sheet completo.

Para conferir as novidades e o relatório sobre o desenvolvimento do Blender 2.50, visite esse link.

Um ponto que não foi comentado no artigo é a possível existência de uma versão intermediária do Blender, em que pessoas com interesse em criar ou melhorar ferramentas existentes na versão atual possam trabalhar. O Google Summer of Code 2009 deve estar sendo lançado em algumas semanas, será que os projetos serão desenvolvidos na versão em desenvolvimento do Blender 2.50?

Feb
23

O sistema de iluminação baseado em luz do sol do 3ds Max é bem interessante, principalmente por permitir a localização geográfica, em que o artista pode selecionar a longitude e latitude de um modelo 3d, parra que a iluminação seja reproduzida da melhor maneira possível. Esse tipo de ferramenta seria perfeita caso não tivesse um pequeno problema, a incompatibilidade com outros softwares de renderização externa. Por exemplo, como fazer para usar o sistema quando o renderizador for o V-Ray? Ou o Final Render? Claro que não é impossível fazer uso do sistema com esses renderizadores, mas para conseguir realizar a tarefa, é necessário um pequeno truque envolvendo ferramentas de animação.

O tutorial abaixo mostra bem o procedimento necessário para usar a localização geográfica no V-Ray, integrando o sistema de daylight do V-Ray com o do 3ds Max.

Para conseguir o efeito o autor do tutorial faz o seguinte:

  • Adiciona um sistema de iluminação do tipo daylight padrão do 3ds Max
  • Como o sistema devidamente posicionado, ele adiciona também uma Physical Camera do V-Ray para o ajuste do enquadramento
  • Depois uma luz do tipo V-Ray Sun
  • Para que o sol do tipo V-Ray Sun siga os movimentos da luz padrão do 3ds Max, o artista adiciona um constraint do tipo Position Constraint. É simples, mas funciona.

Com esse tipo de configuração, as mudanças realizadas na posição da luz no 3ds Max, são passadas automaticamente para a luz no V-Ray. O resultado é a posição correta da luz, em concordância com a localização geográfica do modelo 3d.

Antes de tentar reproduzir a mesma situação, lembre que ao adicionar o sistema de luz do dia no 3ds Max, o software tentará automaticamente ajustar o tipo de exposição, mas escolha que você não quer alterar a exposição. Isso influencia o render no V-Ray. Outro ponto importante, como só queremos a luz no 3ds Max para servir como referência, desabilite a adição de energia luminosa por essa fonte de luz. Basta desmarcar a opção active no painel de opções da luz.

Esse truque funciona com qualquer sistema de iluminação existente em renderizadores externos.

Feb
23

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