Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for March, 2009


O Photoshop CS4 trouxe grandes avanços na manipulação de objetos 3d em relação a versão CS3, sendo que muitos desses benefícios se estendem aos profissionais e artistas que usam softwares como o After Effects, que tinham limitações ou precisavam de truques para adicionar modelos 3d as suas composições. Caso o artista escolha usar o Photoshop CS4, a integração dos modelos 3d é feita de maneira direta com os próprios arquivos PSD. A melhor parte é que os modelos 3d podem apresentar animação e texturas!

O tutorial abaixo mostra os procedimentos e passos necessários para manipular um modelo 3d no Photoshop CS4 Extended e depois exportar o arquivo para o After Effecs CS4. Assim que o modelo 3d estiver no After Effects, o artista ainda usa as ferramentas de tracking do After Effects para alinhar a posição do modelo 3d com partes do vídeo.

Como você deve ter visto na introdução do autor do tutorial, o objetivo do vídeo é mostrar como fazer com que o objeto 3d representado pelo modelo da TV, seja adicionado na composição do After Effects e depois que esse mesmo objeto siga os movimentos da mão do apresentador.

A primeira parte é feita no Photoshop, em que vemos de maneira rápida as características de um layer 3d e depois o artista ainda mostra como é possível adicionar texturas em partes específicas do modelo. Nesse caso ele mostrou que também é possível usar arquivos de vídeo como textura, sendo que o modelo 3d da TV recebeu um vídeo como textura da sua tela.

Com todos os ajustes feitos no Photoshop o próximo passo foi levar o material para o After Effects, em que o arquivo PSD foi importado como uma nova composição. Como é perfeitamente possível misturar composições, de maneira semelhante ao que acontece com as seqüências no Adobe Premiere, basta clicar e arrastar o material sobre a timeline para que o mesmo se misture com a qualquer composição.

A parte de composição é simples, mas para completar e finalizar o tutorial, ainda é necessário fazer uso do motion tracking do After Effects. Nesse caso o artista usou uma opção simples de tracking, disponível no próprio After Effects. No menu animation é só escolher a opção Track Motion para que um menu apareça, assim como um pequeno alvo na composição. Esse alvo é usado para marcar os pixels que devem ser rastreados na tela.

Com tudo configurado é só pressionar o botão para iniciar o tracinkg e os keyframes são gerados. Pronto! Agora é só alinhar a TV.

Mar
15

Essa semana a Autodesk publicou um sistema baseado em internet ainda experimental que pode ser do interesse de vários estudantes e profissionais ligados à arquitetura. O projeto se chama Autodesk Dragonfly, sendo um tipo de editor e visualizador de layouts para projetos de interiores em 3d e 2d, totalmente baseado em internet. O sistema funciona diretamente no navegador e pode manipular objetos de maneira semelhante ao que acontece em softwares como o 3ds Max e Blender, mas de maneira muito mais simples. Para falar a verdade ele é semelhante em muitos aspectos, ao que acontece em editores de cenários como de jogos estilo The Sims.

Como o sistema é baseado totalmente em internet, ele pode ser executado em qualquer sistema operacional como mostra essa imagem que tirei do Dragonfly rodando no Ubuntu.

autodesk_dragonfly-3d

O que é possível fazer no sistema?

Entre as diversas possibilidades de edição estão à visualização de elementos em perspectiva isométrica e em planta, com a colocação e edição de objetos e elementos arquitetônicos, como portas e mobiliário. Tudo isso é feito diretamente na interface, entre as opções a única que apresentou problemas foi a adição de móveis no modo de perspectiva isométrica. Em planta, os objetos foram adicionados sem maiores problemas.

Outro ponto interessante sobre o sistema é a possibilidade de detectar colisões nas paredes, quando estamos posicionando algo como um quadro, o próprio sistema detecta quando o objeto se aproxima de uma parede e faz as rotações e ajustes para alinhar os objetos.

Mesmo sendo uma opção sem muita flexibilidade e de estar bem distante das opções oferecidas por uma boa suíte 3d, o Dragonfly pode ser uma ótima opção para desenvolver protótipos ou idéias rápidas de projetos, principalmente quando o assunto é organizar o mobiliário em uma planta. Todos os layouts desenvolvidos no sistema são salvos no próprio Dragonfly, você pode inclusive compartilhar a sua criação com outros usuários e consultar outros layouts de diversos arquitetos ou usuários.

Se você estiver pensando em testar o Autodesk Dragonfly, saiba que ele ainda tem dois pontos negativos muito fortes:

  • Não gera imagens dos layouts! Tudo deve ser visualizado no próprio sistema;
  • Os designs podem ser impressos apenas na versão 2D em planta. Quando estamos visualizando os objetos em 3D na vista isométrica a opção de impressão fica desabilitada
  • A edição e ajuste do modelo só podem ser realizados na vista em planta

Fora esses pontos negativos, a idéia é muito interessante. Como é totalmente gratuita, vale a pena fazer um teste.

Mar
14

A modelagem 3d é interessante em vários sentidos, sendo um deles a inexistência de regras ou seqüências fixas de procedimentos para criar um objeto em 3d. Sempre que ministro uma aula de modelagem, percebo que a maioria dos alunos acabam perfazendo caminhos diferentes para elaborar o mesmo objeto. Nessas ocasiões também me deparo com várias situações em que os alunos estão com problemas graves de topologia para resolver. Isso pode acontecer de várias maneiras, mas na maioria das ocasiões é o resultado de uma modelagem sem planejamento e o uso excessivo de modificadores como o Boolean.

Para um artista 3d, a resolução de problemas relacionados a topologia é uma competência importante, principalmente se você for trabalhar em equipe. Já recebi muitos arquivos de outros artistas que precisavam de pequenas edições e a topologia precisava de correções para que o modelo fosse adaptado da maneira correta. Quer ver um exemplo de topologia que dificulta as edições? Essa semana estava navegando pelos fóruns da CG Society e encontrei uma mensagem interessante de um artista que precisava adicionar detalhes em um modelo 3d, mas a topologia do modelo com arestas e faces trapezoidais dificultava a edição. Ele publicou uma mensagem nos fóruns pedindo ajuda para corrigir o modelo.

Essa é a imagem com a descrição do problema:

topologia-modelos3d.jpg

Ele precisa adicionar mais um Loop em volta da abertura de uma porta, o loop deve ficar na posição marcada pela linhas verdes. O modelo 3d representa uma maquete eletrônica. O problema aconteceu no 3ds Max, mas poderia ser representado em vários softwares 3d.

Depois de analisar bem o modelo 3d e o problema descrito, vou fazer a mesma coisa que farei na próxima vez em que ministrar um curso sobre modelagem 3d, que é lançar o questionamento: como você resolveria esse problema? Independente do software, como isso poderia ser resolvido?

Pode até parecer simples, mas o real problema é que as arestas do modelo devem estar posicionadas de maneira paralela as arestas que representam a porta. No Blender 3D a primeira impressão é que um Face Loop Cur resolveria o problema, mas o Loop Cut gera arestas em diferentes distâncias. Portanto, apenas o Loop Cut não resolve.

Mas, e se apagar as faces e modelar aquela parte outra vez? Essa não é uma solução muito elegante, principalmente se o objeto já tiver sido mapeado para receber texturas. A exclusão das faces pode gerar a perda dessas informações. O certo mesmo é corrigir a topologia no próprio modelo.

Semana que vem publico um método para resolver o problema, mas até lá é interessante colocar esse tipo de problema em prática. Você pode muito bem um dia passar por situação parecida.

Mar
13

Essa semana aqui no blog um artigo indicou tutoriais sobre modelagem 3D no Blender para elaborar modelos de orgãos e partes do corpo humano, com fidelidade em relação à anatomia do objeto. O conjunto de vídeos mostrava como é possível elaborar um modelo 3d de coração com artérias e detalhes reais no Blender 3D. Mesmo sendo de excelente qualidade o tutorial não representa o real desafio de representar a anatomia do corpo humano. Naquele caso o autor usou como técnica para elaborar a modelagem, a subdivisão de faces para conseguir a forma do coração. Mas, será que nessa ocasião a subdivisão é a melhor opção para elaborar esse tipo de modelo? Será quem uma abordagem mais orgânica não resultaria em modelos mais fiéis a realidade?

Nesses casos de modelagem de natureza extremamente orgânica, os softwares especializados em escultura digital são sem sombra de dúvida a melhor opção para esse tipo de projeto. Como forma de exemplificar a complexidade desse tipo de modelagem e mostrar o resultado final de um desses projetos, veja os dois vídeos abaixo que mostram um projeto de modelagem de personagens virtuais.

O desafio proposto nos tutoriais é representar a musculatura associada aos ossos de um personagem. A maior parte da modelagem mostrada se baseia no uso de Zspheres que são moldadas e esculpidas sobre o modelo 3d base formado pelos ossos. O que é necessário para seguir esses tutoriais? Apenas o conhecimento técnico resolve?

No caso específico desses tutoriais é mais importante ter conhecimentos na parte de anatomia, para aplicar a técnica de escultura no ZBrush. Esse é o momento em que um curso ou experiência relacionada a área artística ajudam, pois é nesses momentos que aulas sobre observação e representação tornam um trabalho meramente técnico em escultura com toque artístico. Nos cursos de desenho artístico e plástica, os alunos são geralmente levados e estudas a anatomia por meio da observação, principalmente quando existem experiências relacionadas com escultura em argila ou mateiras mais tradicionais. Para reproduzir esse tipo de modelo 3D isso é muito importante.

Como técnica de modelagen o artista usa as Zspheres do ZBrush para criar os modelos base de cada parte da musculatura e esculpir os detalhes no modelo. A experiência prévia em projetos de escultura ajuda muito, no posicionamento das esferas em pontos estratégicos do modelo base. As esferas são a matéria-prima do modelo, pois a base que foi importada é composta apenas pelos ossos, que no final aparecem muito pouco.

Em suma, esse é um tipo de projeto avançado de escultura, até mesmo em face dos modelos 3d que vemos em jogos e filmes. Pois lá é possível usar a imaginação e encontrar soluções para o projeto no próprio design, aqui o design já está pronto e precisamos seguir a sua forma com fidelidade.

Mar
12

A Adobe acaba de lançar um guia para o InDesign CS4 com o foco direcionado aos artistas que já tenham conhecimento no QuarkXPress. O material é semelhante a uma apostila para o InDesign, com conteúdo bem resumido e objetivo, que tem como objetivo claro fazer os artistas e designers gráficos migrarem para o InDesign CS4. Caso você não tenha nenhuma experiência com o QuarkXPress, o guia também pode ser útil para conhecer o funcionamento do software de diagramação eletrônica da Adobe.

Como o documento é organizado para apresentar o InDesign de maneira rápida e com o foco voltado para as principais ferramentas de produção, o material se torna bem atraente até mesmo para os que já são usuários do software.

Adobe-Indesign-CS4-guia-gratuito.png

Entre os assuntos abordados no material, podemos encontrar tópicos como:

  • Os 25 principais atalhos para melhorar a produtividade no InDesign
  • Como criar documentos e adicionar gráficos e imagens
  • Formatação e configuração de tabelas nos documentos
  • Adicionando efeitos criativos em objetos e formas vetoriais
  • Técnicas importantes de diagramação e como fazer para realizá-las no InDesign
  • Criando documentos virtuais interativos com os recursos integrados do Flash

O guia está disponível de maneira gratuita no web site da Adobe no formato PDF, sendo recomendado para todos que se interessam por design gráfico. Mesmo que a sua especialidade seja computação gráfica 3D, essa é uma ótima oportunidade para conhecer o funcionamento de um software de diagramação, pois ele é um dos pontos finais do trabalho de renderização para imagens estáticas. O processo é semelhante ao que acontece com a edição de vídeo para os animadores, mesmo não sendo a sua especialidade trabalhar nessa área em especial, o conhecimento de alguns detalhes técnicos facilita o diálogo com os profissionais e possível equipe na qual você venha a trabalhar.

O conhecimento no InDesign ajuda a dialogar com gráficas e pessoal responsável pela publicação de revistas e material impresso. No final do documento ainda temos outro guia muito bom de recursos e web sites que falam sobre o uso do InDesign, para os mais variados fins e usando os recursos avançados da versão CS4, como os vídeo de tutoriais disponíveis na Adobe TV.

Mar
12

Livros recomendados

Blender 3D - Guia do Usuário Blender 3D - Jogos e Animações Interativas Modelando personagens com o Blender 3D Google Sketchup Pro 8 - Passo a Passo Google SketchUp Pro: Aplicado ao Projeto Arquitetônico ESTUDO DIRIGIDO DE AUTOCAD 2011 Autocad 2011 - Utilizando Totalmente Desenvolvendo Personagens em 3D com 3Ds Max ZBrush para iniciantes Estudo Dirigido de 3ds Max 2011

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