Archive for April, 2009Terragen 2: Lançado o simulador de paisagens virtuais com versão gratuitaPosted on: 24, AprO que esperar de um software que ficou mais de uma década em desenvolvimento? Ainda na época em que estava terminando a faculdade de arquitetura, descobri esse ótimo software que tinha uma versão gratuita e permitia gerar imagens de paisagens. Como ele era gratuito para fins não comerciais, resolvi usar o mesmo para elaborar planos de fundo e paisagens com céus para meus trabalhos acadêmicos. Se você já tentou tirar uma fotografia do céu para mesclar com uma imagem renderizada, sabe o quando é trabalhoso acertar os tons e cores para uma boa composição. Com o Terragen é possível fazer esse tipo de ajuste sem maiores problemas, e com a possibilidade de controlar a mistura de cores. A empresa que desenvolve o Terragen acaba de lançar o Terragen 2, que esteve por muito tempo em desenvolvimento pela Planetside. Hoje temos o chamado Terragen Classic, que é o software que conheço e uso desde a época da faculdade e o Terragen 2. A versão chamada de Classic é gratuira para fins não comerciais, portanto você pode usar livremente para fins educacionais, apenas com algumas restrições como a limitação no tamanho máximo do render. Mas, acredite em mim quando digo que é uma experiência interessante e criativa, começar a pintar mapas de displacement no Terragen e com isso gerar paisagens. Ao misturar os mapas com a geração de oceanos, é possível criar paisagens bem diferentes. O Terragen 2 é bem mais sofisticado e caro, mas mesmo assim a Planetside fez questão de manter uma versão gratuita para fins educacionais. Quer aprender como funciona o Terragen Classic? O vídeo abaixo é uma demonstração breve de como funciona o software. Apesar de ser breve, podemos perceber a maneira com que o Terragen trabalha baseado em mapas. Você pinta a imagem e o software faz o trabalho de deslocar os objetos e gerar a paisagem. Com o Terragen 2 a coisa fica um pouco mais complexa e podemos interagir com mais objetos na cena, como uma interface com mais opções de manipulação, e a visualização da geometria. No Terragen Classic, tinhamos que em algumas vezes “chutar” a posição da câmera. Se você quiser um software que não apresenta muitas opções e pode se transformar rapidamente em hobby, afinal criar paisagens é divertido também, recomendo experimentar o Terragen. Eu mesmo sempre que posso, acabo criando algumas paisagens ainda no Terragen Classic. Suporte a arquivos DWG no Blender 3D?Posted on: 23, AprUma das coisas que os artistas 3d interessados em trabalhar com o Blender 3D para visualização de projetos arquitetônicos mais sente falta, é a impossibilidade de importar diretamente arquivos no formato DWG para o Blender. Para fazer essa integração é necessário usar um formato intermediário de arquivo, caso o seu software de modelagem e CAD salve arquivos apenas em DWG. Na verdade, esse é um requisito para os artistas que usam o AutoCAD para trabalhar e organizar seus projetos. Mas, isso não se resume as pessoas que trabalham com o AutoCAD apenas, mesmo que você decida prestar serviços profissionais de visualização de projetos, pode apostar que em 90% das ocasiões os seus clientes devem enviar os arquivos do projeto no formato DWG. A solução até pouco tempo atrás era manter instalado no computador algum software que conseguisse transformar os arquivos do formato DWG para DXF, como o DoubleCAD XT ou outros. Outra opção era ligar para o cliente e solicitar o envio dos arquivos no formato DXF, o que nem sempre era uma tarefa fácil. Você tinha que explicar a necessidade de usar um formato diferente de arquivo e mais. Se o cliente for antigo tudo bem, mas os novos acabam estranhando. Na maioria dos casos, as pessoas não sabem a diferença entre um DWG e DXF. Bem, esse tipo de problema pode estar com os dias contados, pois um desenvolvedor conseguiu elaborar um conjunto de módulos aliados a um software que consegue ler os arquivos DWG, para importar o material diretamente para o Blender 3D. Você pode encontrar os softwares, assim como as orientações de como é possível instalar o aparato de ferramentas necessárias para que o Blender importe arquivos DWG, nesse link.
O procedimento e softwares necessários para instalar o módulo de suporte ao formato DWG são um pouco trabalhosos para quem não está acostumado com esse tipo de ferramenta, mas acredite em mim quando digo que vale a pena. O próprio autor da ferramenta comenda no seu blog, que o seu objetivo primirdial é uma biblioteca em Python, direcionada basicamente para desenvolvedores. Só por adiantar o trabalho de ter que usar um software intermediário para converter arquivos, acelera em muito o trabalho de modelagem e gerenciamento do projeto como um todo. A ferramenta que importa os arquivos DWG para o Blender usa como base as mesmas capacidades dos scripts que importam arquivos DXF, usando uma biblioteca em Python. O script ainda está sendo desenvolvido, mas já está operacional. Se você está acostumado a trabalhar com softwares intermediários, como o DoubleCAD mesmo, ainda existem vantagens em não fazer a importação direta. Esse mesmo projeto que use como exemplo, veio cheio de elementos próprios de desenho técnico, como linhas de cota e outros. Ao importar tudo direto para o Blender, o arquivo ficou um pouco pesado. Se ele fosse aberto em um software de CAD antes, seria possível limpar o desenho e deixar apenas os elementos necessários para o trabalho de modelagem. Mesmo assim, esse é um recurso muito bem-vindo e esperado no Blender. Como renderizar água realista com o Mental Ray no 3ds MaxPosted on: 23, AprNo 3ds Max existem vários tópicos e janelas de ferramentas que causam certa confusão em artistas 3d iniciantes, um dos exemplos mais evidentes de dificuldade nesses artistas é a janela especial de edição dos materiais. A chamada Material Editor é uma das mais complexas e também mais difíceis de entender, principalmente se você não tem muita vivência em computadores. Nas minhas aulas de 3ds Max, sempre tento fazer uma analogia entre o editor de materiais e uma página web, em que você pode navegar entre diversas páginas sendo que os marcos dessa navegação são os materiais, que podem receber diversos atributos, cada um deles com mais algumas opções. Só o fato de precisar acessar parâmetros, para depois voltar vários níveis. Se você quiser aprender um pouco mais sobre o editor de materiais do 3ds Max, e ainda por cima visualizar o processo de configuração de uma superfície representando água no Mental Ray, o vídeo abaixo é um excelente exemplo de como isso pode ser realizado no 3ds Max, representando uma das superfícies mais difíceis de criar. No tutorial, podemos acompanhar a criação do modelo 3d para o exemplo da água que é simples, apenas um cubo. Assim que o modelo 3d está pronto, o autor já começa a editar o material. A primeira coisa que ele faz é editar o tipo do material de Standard para o do Mental Ray. Depois disso os parâmetros e opções dos shaders são alterados e ajustados, para conseguir reproduzir o efeito da água. Como o vídeo está em HD, podemos acompanhar com certa facilidade as opções e ajustes realizados pelo autor do tutorial. Repare no vídeo que o autor freqüentemente usa um conjunto de setas no lado direito do editor de materiais, sempre que um parâmetro termina de ser editado, o mesmo aciona esse ícone para voltar a janela com opções gerais do material do Mental Ray. Essas são as opções do material que recebem ajustes:
Por último, o bloco de água recebe uma estrutura em volta do modelo para que o mesmo possa aparecer no render. O primeiro render de teste acaba não revelando nenhum tipo de objeto. Como o fundo é escuro e a água é transparente o resultado é um bloco que reflete preto, contra um fundo escuro. Ou seja, não é possível visualizar absolutamente nada. Com o bloco contornando o objeto, a água aparece no render. Listas com principais atalhos de teclado para 3ds Max e MayaPosted on: 22, AprO uso de softwares de maneira geral envolve a interação com várias interfaces, seja ela com o mouse ou o teclado o usuário precisa se habituar a usar os recursos que o software oferece para usar o computador. O quanto você está habituado a usar os atalhos de teclado do seu software preferido? Posso dizer por experiência que a maioria dos usuários iniciantes detesta atalhos de teclado, pelo simples fato de não estarem habituados a decorar e ficar olhando por alguns segundos para o teclado, antes de realizar uma determinada operação no software. Mas, se você ainda tem esse tipo de visão sobre os atalhos de teclado, pode começar reavaliar a sua opinião, pois o uso desse atalho para acionar determinadas funções em softwares 3d é fundamental, principalmente se você quiser aumentar a sua produtividade. Todos devem concordar que é muito trabalhoso produzir qualquer coisa em 3D, principalmente com a grande quantidade de comandos e ferramentas disponíveis em cada software. Mas, com um pouco de paciência e um bom guia de atalhos, você pode se habituar facilmente a usar esse tipo de ajuda. Para os usuários do 3ds Max e Maya, esse web site tem ótimos guias em PDF com os principais atalhos de teclado usados em ambas as ferramentas. Por exemplo, você sabe qual a tecla de atalho para mover um objeto e restringir a deslocação apenas no eixo Z? Nos guias em PDF você vai encontrar a indicação desses atalhos e muitos outros, e o melhor de tudo é que o material é completamente gratuito. Nesse quesito o Blender 3D é totalmente otimizado para usar atalhos de teclado em suas operações, o que consiste em mais uma barreira para usuários iniciantes, mas que com o tempo acaba se transformando em vantagem competitiva. Se você quiser um exemplo, visite um estúdio e converse com um profissional e ele mesmo deve confirmar que basicamente usa apenas atalhos de teclado no seu cotidiano. Os usuários de outros softwares 3d também podem se aproveitar do web site indicado, pois o mesmo apresenta ótimos textos explicativos sobre conceitos de softwares 3d como canais alpha, imagens HDRI e as diferenças entre imagens vetoriais e bitmaps. Existe também uma coisa que sempre quis fazer aqui no blog, mas ainda não tive como fazer por falta de tempo, que é um glossário de computação gráfica 3d. O glossário consiste na descrição dos principais termos e conceitos usados de maneira geral em softwares 3D. Mesmo que você não aproveite os atalhos de teclado, recomendo a visita para consultar o material de apoio. Blender 3D: Projetos aprovados para o Google Summer of Code 2009Posted on: 22, AprComo você já deve estar sabendo, caso acompanhe as notícias aqui do blog, o Google Summer of Code 2009 estava para anunciar os projetos aceitos, para receber patrocínio do programa de incentivo ao desenvolvimento de softwares abertos do Google. O projeto funciona assim, um estudante faz uma proposta de projeto, visando desenvolver ou melhorar um software de código aberto, indicando um orientador mais experiente para o projeto, e o Google recompensa a realização do projeto com pagamentos em dinheiro. Claro que o projeto é realizado no período de férias no hemisfério norte, por isso se chama Summer of Code. Essa semana o Google anunciou a lista com os projetos aceitos para cada um dos softwares e estudantes cadastrados, e assim como acontece em todos os anos o Blender 3D teve uma ótima participação, com seis projetos aprovados! Para conferir a lista oficial com as indicações dos estudantes e orientadores, visite o web site oficial do SoC 2009. Quais foram os projetos aprovados para o Blender 3D? Quais impactos eles podem trazer em futuras versões?
Esse ano a lista de projetos aprovados é a seguinte, os títulos foram traduzidos:
Como você pode perceber, não existe nenhum projeto direcionado para modelagem 3d e criação, mas muitos direcionados para render e visualização. Um dos que pode trazer benefícios indiretos para o Blender, é o projeto que envolve a pintura de luzes com Spherical Harmonics. Em resumo, o projeto pretende criar no Blender 3D uma interface para pintar modelos 3d alterar imagens HDRI com base nessa pintura. Se esse projeto for concluído, muitos artistas que usam plataformas como 3ds Max, Maya, Cinema 4D e outros softwares deve começar a usar o Blender para esse propósito. Todos os projetos devem deixar o Blender mais robusto e melhor de trabalhar. Com mais flexibilidade para importar e exportar modelos 3d, renderizar com Raytracing e visualizar cenas na 3D View com recursos da GPU, o Blender fica mais amigável e melhor visto por profissionais de computação gráfica 3D. Agora precisamos ficar torcendo para que os estudantes consigam finalizar os seus projetos, pois o fato de ter sido aceito não significa que o mesmo será concluído. Hoje mesmo, ainda existem projetos remanescentes de 2008 que ainda não foram finalizados. O Blender 3D não foi o único software aberto relacionado com computação gráfica com projetos aprovados, ainda foram listados na página do SoC 2009 projetos envolvendo GIMP, Inkscape, Scribus e Aqsis. |
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