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3ds Max 2010: Análise do Graphite Modeling tools para arquitetura

O lançamento do 3ds Max 2010 foi marcado pela introdução de ferramentas especializadas na edição de modelos 3d, a chamada graphite modeling tools é o maior chamariz da Autodesk para essa nova versão do software. Esse é um conjunto de ferramentas e opções de modelagem 3d especializados e direcionados, para o ajuste e criação de modelos usando a técnica da modelagem poligonal. Como esse tipo de ferramenta é mais voltada para uso em personagens e modelos orgânicos, a maioria das análises e estudos sobre a ferramenta é direcionada para a criação de personagens virtuais. Isso é perfeitamente compreensível, mas com esse tipo de opções de modelagem, podemos fazer muito mais que apenas trabalhar com modelagem orgânica. As técnicas de modelagem poligonal podem ser aplicadas em vários contextos.

Um ótimo exemplo de como podemos aplicar a graphire modeling tools em situações de modelagem mais geométrica, é na criação de modelos 3d voltados para a visualização de projetos arquitetônicos. Um artista especializado em modelagem e visualização de projetos arquitetônicos com 3ds Max publicou no seu blog um vídeo, com a análise de algumas das funções dessa nova interface de modelagem, com o foco direcionado para a criação de maquetes eletrônicas, o que complementa em muito os exemplos já existentes sobre as novas opções de modelagem 3d do 3ds Max 2010.

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No vídeo em questão o artista aplica algumas das ferramentas de modelagem do novo 3ds Max, para conseguir trabalhar e modelar a forma de uma edificação com grande porte. Além do Graphite Modeling tools, o mesmo ainda mostra algumas novas e velhas opções do modificador Edit Poly que também ajudam nesse tipo de tarefa. Como você pode perceber pelo vídeo que está em alta resolução, permitindo que todos os menus e botões da nova aba de modelagem sejam visualizados, a quantidade de opções e ferramentas disponíveis para editar polígonos foi significativamente aumentada.

Como a maioria dos projetos arquitetônicos acaba assumindo uma postura mais geométrica, esse tipo de ferramenta pode muito bem ser dispensada, pois o gerenciamento dos modelos 3d é relativamente facilitado com projetos menos orgânicos. Por outro lado, artistas que quiserem um arsenal de ferramentas para trabalhar com estruturas ou design semelhantes ao que fazem arquitetos com o Frank Gehry, podem precisar de uma ajuda extra no gerenciamento das arestas e vértices do modelo 3d.

Sobre o Autor:

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

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