Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for May, 2009


Os avanços na representação e adição de efeitos usando técnicas bem próximas ao render em tempo real, usando o poder das GPUs mais atuais é inegável. Mas, assim como acontece com boa parte dos avanços tecnológicos, boa parte dos usuários de jogos e outros aplicativos 3d ainda não possuem em suas máquinas uma GeForce 9800 GTX. Por isso, mesmo com todo esse poder de processamento gráfico disponível, para elaborar cenários como os apresentados nesse concurso, produzido usando a CryEngine e que dá todo o realismo a jogos do tipo Crysis. Se você visitou o link indicado, não se espante, aquilo é um render em tempo real usando tecnologia para jogos 3D.

Existe um meio termo? Claro que sim! Uma boa prática no processo de desenvolvimento de cenários e outros elementos que devem ser usados para projetos de jogos, é renderizar informações importantes de iluminação diretamente nas texturas. O processo é conhecido como Baking e pode ser realizado em diversos softwares 3d. O tutorial abaixo, mostra como é possível usar o 3ds Max para modelar um cenário de jogo, com diversos elementos dispostos dentro de um ambiente fechado. O mesmo ambiente precisa ser exportado para edição no Gamestudio, e o artista explica todos os passos necessários para usar uma opção do 3ds Max chamada de Render to Texture.

Um ponto interessante do vídeo é que o renderizador usado para gerar as texturas e iluminação é o V-Ray, e não o scanline render padrão do 3ds Max. Para usar o V-Ray como renderizador, o autor recomenda que seja usada a câmera padrão do Max, para que não sejam geradas nenhum tipo de distorção na imagem.

Como funciona exatamente esse processo? No chamado Baking de texturas, o software vai projetar as luzes configuradas na cena e fazer com que os objetos 3d projetem sombra. Isso é gravado naquele momento em uma textura que já está aplicado ao modelo 3d, com as informações da sombra. Então teremos áreas do modelo 3d que ficam mais escuras e outras áreas mais claras. Assim que o processo termina, precisamos aplicar as novas texturas geradas pelo Render to texture nos objetos.

Depois de tudo feito, o autor exporta os modelos no formato FBX da Autodesk e importa o material no editor de modelor do Gamestudio e posteriormente no editor de cenários.

A vantagem desse tipo de ferramenta é que o aplicativo de renderização em tempo real, pode ser configurado para não calcular as sombras projetadas e recebidas por esses objetos. Assim, o desempenho do aplicativo 3d será muito melhor em computadores com poucos recursos de processamento na GPU.

May
20

Existem algumas ferramentas específicas da modelagem 3d e da ilustração vetorial que são referencia na modificação de objetos. Com esse tipo de ferramenta é possível usar vários softwares diferentes e aplicar os mesmos conceitos com um mínimo de trabalho necessário, apenas para aprender a maneira de interagir com o software usado. Um ótimo exemplo disso é o comando Array, que está presente na maioria dos softwares 3d como o 3ds Max, Maya e Blender 3D. O Array é usado também como opção para ferramentas de ilustração 2d e desenho técnico como o AutoCAD. Caso você queira conferir o funcionamento dessa ferramenta no AutoCAD 2010, o tutorial abaixo vai descrever o processo de configuração e ajuste dessa ferramenta.

Assim como acontece em outros softwares 3d, o Array tem como objetivo distribuir modelos 3d no espaço 2d ou 3D. O seu funcionamento é baseado em matrizes, com linhas e colunas que podem posicionar de maneira repetida os objetos no espaço. A interação com os parâmetros do Array é exatamente idêntica ao que acontecia em versões anteriores do AutoCAD, com a facilidade de acompanhar as perguntas do comando logo ao lado do cursor do mouse.

Quando acionamos a ferramenta Array, no ícone indicado abaixo:

AutoCAD-2010-Array-3D-01.jpg

Devemos fazer uma série de escolhas para configurar as cópias:

  • Rectangular Array: Cópias distribuídas em forma de matriz
  • Polar Array: Cópias distribuídas usando um eixo de rotação

Caso a escolha seja por um Array do tipo Rectangular, será necessário ajustar os seguintes parâmetros:

  • Levels: Cópias distribuídas no eixo Z
  • Rows: Cópias distribuídas no eixo X
  • Columns: Cópias distribuídas no eixo Y

Com a ferramenta Array 3D é possível criar composições complexas de objetos para formar modelos 3d formados por múltiplos objetos. Veja na imagem abaixo, como é possível criar apenas usando opções básicas do Array, com poucos cliques de mouse uma composição em 3D.

AutoCAD-2010-Array-3D-05.jpg

Para o Array polar, podemos usar opções bem mais simples, que se resumem a selecionar o objeto que participa do Array, escolher a quantidade de cópias e determinar o eixo de referencia que será usado para realizar o Array. O resultado é algo parecido com a imagem mostrada abaixo:

AutoCAD-2010-Array-3D-06.jpg

A modelagem 3D no AutoCAD ainda é vista por alguns artistas 3d como a solução para evitar as ferramentas de precisão das suítes 3d, que já foram muito complicadas, mas hoje em dia já se apresentam como opções viáveis para trabalhar o processo de modelagem 3d completamente no software 3D.

Uma das coisas mais interessantes para as pessoas ainda sem a prática e costume de usar o AutoCAD, é aproveitar as opções de interação na própria Viewport. Esse é um recurso que vai gradar muito os usuários mais antigos e que estão migrando para o AutoCAD 2010 agora.

AutoCAD-2010-Array-3D-08.jpg

May
19

Se você é usuário do Blender 3D e está acompanhando as últimas notícias sobre as opções de renderizador externo disponíveis para o software, deve saber que o Indigo Renderer será distribuído agora sob uma licença comercial. Outro que deve passar para um modelo de licença comercial também é o Kerkythea, que tinha uma base de usuários fieis, mas um pouco mais restrita em relação ao Blender 3D. Sob essa perspectiva de conversão da maioria dos renderizadores para um modelo comercial, precisamos encontrar outra opção para trabalhar com renderizadores do tipo Unbiased. A nossa sorte é que o LuxRender está ficando cada vez mais fácil e rápido de usar, e o lançamento da versão 0.6 do software coincide com essa avalanche de notícias sobre os renderizadores do Blender.

A maioria dos usuários ainda encontra um pouco de dificuldade para usar esse tipo de software, resolvi fazer um pequeno vídeo que apresenta o básico e necessário para que você possa começar a renderizar seus projetos usando o LuxRender. O vídeo mostra o funcionamento do script LuxBlend para exportar cenas para o LuxRender.

Tutorial Blender 3D e LuxRender 0.6 from Allan Brito on Vimeo.

Como forma de aproveitar o tutorial que publiquei aqui no blog ontem, mostrando o processo de modelagem de uma coluna no Blender 3D, utilizei o mesmo modelo 3d no exemplo de renderização com o LuxRender.

Uma das coisas que mais me impressionam em termos de interface para o LuxBlend é a quantidade de opções disponíveis para ajustar as cenas, inclusive com várias opções de configuração prontas para acelerar o processo de renderização. Quem já estava acostumado com o Blendigo e o Indigo, vai encontrar várias opções e configurações semelhantes no LuxBlend.

Por exemplo, no vídeo acima eu mostro várias opções de configuração para IOR de materiais transparentes, que na maioria dos softwares é oferecido como uma forma de índice e no LuxBlend é possível escolher pelo nome do objeto.

Para instalar essa versão do LuxRender, visite o web site do renderizador e faça o download do LuxRender e do Script LuxBlend. O arquivo do script deve ser posicionado na pasta de scripts do Blender 3D. Esse arquivo já acompanha o pacote do renderizador, não é necessário fazer um download em separado. Estou usando o Python 2.5 aqui no meu computador, não garanto que funcione na versão 2.6.

A versão usada no tutorial é a RC3 que ainda está em fase de testes, mas já está bem estável!

May
19

Sempre que encontro algum tutorial de modelagem 3d interessante, imediatamente seleciono o material para que o mesmo faça parte das minhas aulas de modelagem 3d. Alguns desses tutoriais apresentam pequenos desafios muito interessantes para quem está aprendendo a trabalhar com modelagem 3d. No que se refere a técnica de modelagem, o sistema baseado em modelagem poligonal é o que apresenta a maior facilidade em trabalhar com esse tipo de exercício, pois a grande maioria dos softwares usa ferramentas e opções muito semelhantes entre si. Veja o exemplo do tutorial de modelagem desenvolvido no Cinema 4D que apresento nesse artigo, e que podem muito bem ser usado como referencia para criação de topologia semelhante em softwares como o 3ds Max, Maya, Blender 3D e Softimage.

O objetivo do tutorial é bem simples, pelo menos a princípio. Mas, depois que começamos a acompanhar o processo de modelagem, é visível que o autor usa uma série de ferramentas e opções para conseguir o objetivo final. O que ele está tentando fazer nesse caso é adicionar um vinco em forma de arco no plano. Antes de continuar, acompanhe o tutorial.

Se você nunca usou do Cinema 4D, pelo simples fato de acompanhar esse tutorial, algumas ferramentas usadas pelo artista no vídeo devem ter sido bem familiares, como as opções de Loop Cut e Subdivide.

Mesmo precisando de uma série de pequenas edições e ferramentas, esse tipo de tutorial pode ficar ainda mais interessante, quando aplicado em forma de exercício. No vídeo em questão, o autor faz uso em alguns momento de N-Gons, que são faces com mais de quatro lados, sistema que é suportado pelo Cinema 4D. Se o exercício restringir o processo de modelagem ao uso apenas de faces triangulares e quadradas, o artista 3d vai precisar planejar muito bem a seqüência de modelagem necessária para criar algo semelhante. No final do vídeo, o autor ainda usa o excelente sistema de HyperNURBS do Cinema 4D para suavizar a superfície do modelo 3d.

Veja as possíveis soluções para trabalhar com esse tipo de modelagem:

  • Começar a modelagem usando apenas os planos já curvos do vinco
  • Trabalhar com topologia já planejada para receber esse tipo de curvatura
  • Usar ferramentas que copiam arestas e objetos ao redor de um ponto, como o Array

Podemos aplicar diversas técnicas para criar esse tipo de objeto. E você como faria? Esse vídeo já entrou para a minha lista de exercícios.

May
19

Uma das maiores dúvidas dos usuários interessados em usar o Blender 3D, principalmente as pessoas que são originárias de outras ferramentas 3d como o 3ds Max, está relacionado com as opções equivalentes entre os dois softwares. O que seria equivalente no Blender 3D ao Edit Poly? Existe um painel de modificadores? Bem, para responder esse tipo de pergunta, e também mostrar como é possível modelar uma objeto comum em representações de arquitetura clássica. Depois de visitar um tutorial em vídeo sobre a modelagem de um pilar no 3ds Max, que pode ser aplicado em vários tipos de projetos, tive a idéia de produzir um tutorial que mostre a construção de um objeto semelhante no Blender 3D.

Como você vai perceber pelo tutorial, a técnica para produzir o material no Blender 3D não é tão diferente assim do 3ds Max. O tutorial está em vídeo e pode ser assistido em 720p.

Tutorial Blender 3D: Modelando uma coluna from Allan Brito on Vimeo.

A técnica para produzir esse tipo de modelo é baseada na construção de um perfil, que deve ser copiado em torno de um eixo, para formar o modelo 3d. No Blender, esse tipo de perfil pode ser criado de maneira bem rápida, apenas com o manipulação de um plano que é copiado com a ferramenta SpinDup.

Para facilitar a criação do perfil, é interessante começar com um círculo e não diretamente com um plano. Nesse caso, a criação do círculo já auxilia com o posicionamento correto do ponto central da futura coluna, e também com o dimensionamento correto das laterais. Essa é a primeira parte da modelagem que deve ser continuada com o ajuste dos sulcos da coluna. A parte que envolve a criação dos sulcos é relativamente simples, mas deve ser tomado um cuidado especial com a criação dos edge loops, para que o modelo 3d final não acabe atrapalhando a suavização do modelo 3d.

No final, basta aplicar um Spin Dup ao modelo 3d e ter a coluna formada. Como as faces no Spin Dup são apenas copiadas, ainda é necessário remover os vértices duplicados para que o modificador subsurf seja aplicado ao modelo.

O toque final ao modelo 3d pode ser criado com os detalhes na parte superior e inferior da coluna, que pode atribuir estilos bem diferentes ao objeto 3d.

May
18

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