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Tutorial de radiosidade no Blender 3D

Hoje em dia existe uma grande diversidade de opções para gerar a iluminação em ambientes 3d, até mesmo com o auxílio de recursos oriundos das modernas GPUs. Uma das técnicas mais antigas e que remontam ao ápice da visualização de projetos no final dos anos 90 é a radiosidade. Essa já foi a única e melhor solução para ambientes que usam iluminação global, mas hoje está um pouco esquecida pela maioria dos artistas, pela existência de técnicas mais sofisticadas e precisas para gerar a iluminação. Entre os softwares que melhor aplicaram a radiosidade está o já finado Autodesk LightScape que foi descontinuado, quando o 3ds Max começou a oferecer sistemas de radiosidade.

O Blender 3D também oferece ferramentas de radiosidade para gerar luz e criar efeitos semelhantes ao da iluminação global. No caso do Blender 3D a aplicação da radiosidade é bem específica, estando direcionada para o uso em ambientes de renderização em tempo real. Como já recebi alguns pedidos para produzir algum tipo de tutorial sobre o assunto, resolvi fazer um vídeo bem curto e rápido, para mostrar os procedimentos necessários para usar essa opção.

Radiosidade no Blender 3D from Allan Brito on Vimeo.

No vídeo é possível acompanhar o processo de configuração da cena para que seja possível emitir energia luminosa de objetos 3d. Uma das características da radiosidade no Blender 3D é que os objetos devem ser configurados para emitir energia luminosa, e não as fontes de luz padrão do Blender 3D.

Para que um objeto possa emitir energia luminosa é necessário alterar o valor do emit nos materiais, o que explica a existência desse parâmetro. Nas minhas aulas sobre o Blender 3D, os alunos sempre ficam em dúvida sobre esse valor, pois o configuram no momento da criação e ajustes dos materiais e na renderização o objeto não emite nenhum tipo de luz, apenas fica mais claro.

Depois que os objetos estão devidamente configurados com os materiais, podemos partir para a renderização e cálculo da solução de radiosidade. No painel do Blender próprio para isso é necessário selecionar os objetos que participam da solução e acionar o cálculo. Você vai perceber que o resultado final não se aproxima em nada da renderização usando iluminação global, mas ajuda muito em projetos de jogos. No final da renderização a informação dos pontos com mais e menos luz é gravada no modelo 3d, com algo semelhante ao que fazemos na pintura de vértices.

Sobre o Autor:

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

5 Comentários

  1. José Fernando Reinicke 02/06/2009 em 9:37 pm

    Olá Allan,

    Mais uma vez,… parabéns pelo ótimo vídeo.
    Curto, rápido e precioso. =)
    Obrigado. Abraços.

    Do Amigo
    Reinicke

  2. bebeto_maya 03/06/2009 em 9:18 pm

    Olá Allan,

    Com relação a mudança dramática prevista para a interface do Blender na versão 2.5, você acredita que sua literatura, como a de outros escritores, publicada (vídeos e livros), ficará desatualizada? Ainda em relação ao Blender, lembro que você postou um site de um artista que “pinta miséria” na publicidade nacional com criações de vinhetas feitas no Blender, você sabe quem é?

    att,
    bruno maia
    http://brunomaia.org

  3. Allan Brito 03/06/2009 em 10:08 pm

    Oi Bruno,

    Dependendo do tutorial, pode ser que fique desatualizado sim. Mas, como isso só deve acontecer no próximo ano com o lançamento do projeto Durian, ainda há muito tempo para que esse tipo de migração seja realizada.

    Você deve estar se referindo ao Teisson Fróes.

    Abraços

  4. Luigi 26/03/2010 em 11:13 pm

    Olá

    Eu tenho umas duas dúvidas.

    Qual é essa versão do Blender? Eu tentei fazer com a minha (2.49b) E quando fui renderizar aquele objeto q emite luz, a luz nao aparecia, o que eu faço?

  5. […] Link para o tutorial […]

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