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Renderização em tempo real com Brazil Interactive e Mental Ray (IRay)

Esse foi realmente o ano em que mais tecnologias inovadoras de renderização foram apresentadas na Siggraph, sendo que o foco foi bem direcionado para a utilização da GPU em aplicações renderizando em tempo real. Essa semana já publiquei aqui no blog um artigo indicando a demonstração em vídeo do V-Ray RT que aproveita imagens e texturas criadas no 3ds Max, para interagir com um módulo de render em tempo real. Na Siggraph ainda foram apresentadas as soluções de render criadas pela Caustics para o Brazil R/S e a Mental Imagens demonstrou o misterioso IRay. Esse último é misterioso pois um demo dele foi apresentado no stand da Mental Images, mas por mais incrível que pareça ninguém gravou vídeos ou tirou fotos da demonstração.

Por enquanto, a única coisa que temos para nos basear é o depoimento dos visitantes da feira que são animadores. Um ponto positivo em relação ao IRay é que o software se propõe a acabar com um rótulo do Mental Ray de ser muito complicado. Muitos artistas 3d não gostam de trabalhar com o Mental Ray devido a sua grande quantidade de parâmetros e opções de configuração, que em minha opinião é algo extremamente positivo. No IRay será necessário apenas posicionar as luzes e deixar que o software faça o resto, sem a necessidade de configurar muita coisa. Assim que aparecer alguma imagem ou vídeo de demonstração, publico aqui no blog.

Se você quiser assistir a um vídeo com a demonstração de uma nova tecnologia associada ao hardware de uma empresa chamada Caustic, responsável agora pelo Brazil R/S, é possível conferir o Brazil Interactive Render nesse vídeo hospedado pela Autodesk, renderizando em tempo real no 3ds Max 2010.

3ds-max-2010-interactive-render.jpg

A tecnologia usada é bem parecida com o V-Ray RT, mas não é preciso pré-computar absolutamente nada no Brazil para que a interação seja executada no render. A velocidade com que os elementos são atualizados na tela é impressionante e o ponto positivo em relação ao V-Ray RT é que os objetos são deslocados na cena, assim como os pontos de luz.

O vídeo mostra dois exemplos de renderização, sendo um deles a criação e atualização de geometria básica no 3ds Max e outro exemplo bem mais pesado, composto por um projeto de visualização urbanística. Esse vídeo mostra características avançadas do render, como o uso de mapas HDRI para iluminação.

Não duvide que em pouco tempo estaremos modelando os objetos 3d diretamente nesse tipo de visualização.

Sobre o Autor:

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

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