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Análise do V-Ray RT para visualização de projetos arquitetônicos na 3D World

A empresa responsável pela criação do V-Ray está trabalhando duro para divulgar o seu V-Ray RT e convencer artistas e usuários do V-Ray que a versão destinada ao render em tempo real, vale o esforço feito na compra de mais uma licença do V-Ray. Para isso, eles estão divulgando uma pequena análise feita pelo diretor de arte e gerente de um grande estúdio de visulalização arquitetônica no Reino Unido chamado Neoscape. O artista se chama Gustavo Capote e o artigo com a análise do V-Ray RT está disponível no web site do Chaos Group com uma imagem que parece ter sido tirada diretamente da revista impressa com um scanner.

damn, vray rt doesn't seem to work over rdc

A versão analisada no artigo é a baseada no uso de CPU e não aquela que foi exibida na última Siggraph e usa a GPU do computador.

Segundo a análise a ferramenta se mostra uma importante opção para profissionais interessados em acelerar o desenvolvimento de projetos, pois permite adicionar recursos e ajustes semelhantes aos usados no V-Ray tradicional com visualização em tempo real. Um aspecto importante dessa versão é que o seu objetivo não é substituir o V-Ray tradicional, mas sim trabalhar em conjunto com a ferramenta para proporcionar maior rapidez no desenvolvimento de projetos. Para que o V-Ray RT funcione é necessário possuir uma versão tradicional do V-Ray, caso contrário não é possível aproveitar a ferramenta.

Em termos de integração com o 3ds Max a opção do RT é bem satisfatória segundo o artigo e permite usar os recursos do software substituindo o ActiveShade.

Existe um ponto negativo muito importante a considerar na compra dessa versão do V-Ray, que é o aproveitamento dessa ferramenta como opção de apresentação dos projetos. Como é possível usar o V-Ray RT apenas junto com o 3ds Max, essa é uma opção destinada ao ambiente dos estúdios e não algo que possa ajudar na apresentação de projetos.

Alguns colegas arquitetos me perguntaram se essa versão do V-Ray faria o mesmo que o Blender 3D já consegue, que é exportar um aplicativo que pode ser entregue aos clientes como uma animação interativa, em que as pessoas podem caminhar por dentro dos projetos. Talvez a versão otimizada para uso da GPU faça isso, mas por enquanto essa só pode auxiliar no design da maquete eletrônica.

Sobre o Autor:

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

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