Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for August, 2009


Depois de um bom tempo sem continuar com a série de artigos sobre o uso do YafaRay junto com o Blender 3D, hoje continuamos a estudar a ferramenta com a abordagem voltada para a visualização de projetos arquitetônicos. Mas, dessa vez o foco não o design de interiores mas a visualização externa de projetos. Com ambientes mais fechados e poucos espaços para que a energia luminosa entre nos ambientes, a melhor opção é o Photon Mapping do YafaRay. Já para imagens externas a configuração do render deve ser diferente, nesse caso a melhor opção é usar o Path Tracing.

Para exemplificar melhor o uso dessa técnica para ambientes externos, vou usar um modelo 3d que geralmente uso como exercício nas minhas aulas sobre modelagem 3d para arquitetura. É o espaço externo de uma edificação bem simples, sem muitos detalhes e que serve de ambiente para configurar a luz do sol na renderização. Como é possível perceber pelo modelo 3d, não há nada de muito complicado na topologia do modelo 3d.

maquete-eletronica-arquitetura-render-externo-01.png

Qualquer modelo 3d pode ser usado como exemplo para testar a iluminação externa usando Path Tracing, basta criar um modelo base e seguir os passos desse tutorial.

Assim que o modelo 3d estiver escolhido e configurado, podemos adicionar uma luz do tipo Sun no Blender 3D. No painel de configuração do YafaRay será necessário acionar o botão Object enquanto a luz estiver selecionada, para determinar que a mesma será uma luz do tipo Sun também. Nesse mesmo painel é possível escolher a intensidade da luz e o ângulo de abertura, que ajuda na criação de sombras mais realistas.

maquete-eletronica-arquitetura-render-externo-02.png

O próximo passo é adicionar uma configuração para o plano de fundo do cenário no botão World. Para o meu exemplo, escolhi um plano de fundo do tipo gradiente com as seguintes cores:

maquete-eletronica-arquitetura-render-externo-03.png

O único cuidado especial em relação ao plano de fundo do cenário é que você deve tomar cuidado para não aumentar muito o valor do Power. Isso pode resultar em cores queimadas na renderização. Use valores entre 0.5 e 0.75.

Por último e mais importante, temos a configuração do renderizador em si. No painel settings, escolha a opção Path tracing e altere os valores dos seguintes parâmetros:

Pathtracer settings

  • Depth:10
  • Path Samples: 64
  • Use Background: On

General settings

  • Raydepth: 2
  • Shadow depth: 2
  • Transparent Shadows: On

AA settings

  • AA Passes: 3
  • AA Samples: 4
  • AA inc. samples: 4
  • Filter type: Mitchell

maquete-eletronica-arquitetura-render-externo-04.png

Lembre que a nossa imagem não apresenta nenhum efeito semelhante a Caustics, por isso é que na área de seleção do caustics do Path tracing escolhemos a opção none. Os valores usados para o Path samples podem deixar a imagem com muito granulado se configurados com baixos valores, o que faz com que seja necessário aumentar a quantidade de samples para conseguir imagens mais limpas.

Para fazer testes e alterar as configurações do render, mude para zero os valores do AA Settings. Assim a imagem é gerada de maneira mais rápida.

No final teremos a imagem renderizada:

maquete-eletronica-arquitetura-render-externo-05.png

Esse foi um guia rápido de como é possível configurar cenas externas usando o YafaRay, para visualização de projetos arquitetônicos. Ele não deve ser considerado como uma regra que deve ser seguida a risca, mas sim um ponto de partida para que você encontre o melhor ajuste para o seu projeto.

Aug
19

O SketchUp tem papel fundamental na modelagem de projetos destinados a representar arquitetura, pela sua facilidade e também por ser a primeira ferramenta que muitas pessoas interessadas em trabalhar com esse tipo de representação procuram aprender. Sendo assim, qualquer iniciativa de firmar um produto como parte de um fluxo de trabalho envolve a integração com o SketchUp e a sua grande base de usuários e artistas. Pensando nisso, a Autodesk acaba de disponibilizar para os usuários do 3ds Max 2010, que participam do serviço de assinaturas do software, um módulo que permite importar arquivos do SketchUp.

Agora é possível fazer a integração completa entre os projetos criados no SketchUp e o 3ds Max, usando procedimentos e vantagens semelhantes ao que acontece com os projetos criados no AutoCAD e depois apenas renderizados e iluminados no 3ds Max. Se você quiser conferir um vídeo de demonstração desse novo módulo, com a apresentação de um projeto de interiores envolvendo a configuração de luzes e materiais no SketchUp e 3ds Max, visite o endereço indicado no link.

importar-modelos-3d-sketchup-3ds-max-2010.jpg

O mais interessante é que os materiais e texturas já podem ser automaticamente convertidos em materiais do tipo Arch & Design do 3ds Max, próprios para trabalhar com representação de projetos arquitetônicos. Além disso a luz do sol configurada no SketchUp é automaticamente convertida no sistema de iluminação do Mental Ray, simulando a luz do sol também.

Fora a integração do SketchUp com o 3ds Max, quem mais ganha com essa ferramenta são os artistas que já utilizam o 3ds Max, pois será possível usar a gigantesca base de modelos 3d e blocos do Warehouse do SketchUp. Como a maioria dos parâmetros e configurações dos blocos são importados de maneira automática, ficará bem fácil preencher os espaços dos projetos com modelos 3d de alta qualidade produzidos no SketchUp.

Essa será mais uma opção para os profissionais que baseiam a sua produção no SketchUp e gostariam de renderizar seus projetos usando o Mental Ray do 3ds Max. O ponto negativo é que apenas os artistas que participam do programa de assinatura da Autodesk estão com acesso ao módulo, o que pode fazer com que as pessoas e usuários do 3ds Max 2010 há mais tempo, demorem para receber esse tipo de recurso como uma atualização.

Aug
19

O uso de ferramentas para mesclar elementos produzidos em softwares 3d como o Maya ou 3ds Max, sempre foi destinado a softwares que trabalhavam de maneira independente a suíte 3d, o que deixada esse tipo de produção mais cara para estúdios e artistas 3d de maneira geral. A razão para isso é bem simples, como o software usado para o procedimento era outro, seria necessário adquirir outra licença de uso para a ferramenta. A Autodesk anunciou o Maya 2010 na Siggraph e junto com ele um software chamado MatchMover acompanha de maneira gratuita o software, exatamente com esse objetivo. O MatchMover facilita o trabalho de integração entre vídeos ou imagens geradas com câmeras reais e material produzido em softwares 3d, mais especificamente o Maya 2010.

Para demonstrar o que o software é capaz de fazer em benefício de projetos complexos que usam composição entre elementos virtuais e reais, a Autodesk divulgou um vídeo tutorial mostrando o processo de integração entre as duas ferramentas. No Maya 2010 temos um modelo 3d de uma base de lançamento de foguetes, algo muito custoso de construir em escala para qualquer produção. No MatchMover temos um vídeo de uma paisagem na qual supostamente seria necessário adicionar o modelo 3d.

Se tivéssemos uma imagem estática, até que não seira tão trabalhoso, mas o problema é que a câmera está se movendo e fazendo uma sequência de movimentos no final, como se fosse seguir o lançamento do foguete.

O procedimento usado para conseguir resolver o problema é bem simples e envolve o tracking da câmera e dos pontos no vídeo, que foi importado para o MatchMover como uma sequência de imagens em JPG. Depois que é realizado o tracking da câmera a cena com as informações do movimento da câmera em relação ao conteúdo do vídeo é exportado para o Maya 2010, em que uma câmera 3D segue o mesmo movimento da câmera real alinhada com o terreno.

Assim fica bem fácil posicionar e alinhar o modelo 3d no plano em que o projeto deve estar adicionado no cenário. Ao reproduzir a animação, podemos acompanhar que o alinhamento e composição entre o modelo 3d e a cena real foi muito bem realizada.

Os usuários do 3ds Max 2010 também podem aproveitar essa mesma ferramenta de maneira gratuita, sendo que é necessário ser assinante das atualizações da Autodesk, para ter acessa a ferramenta.

Aug
18

Com a aproximação do lançamento do Blender 2.50 previsto para Outubro, os usuários estão se preparando para fazer a atualização do software assim que uma versão estável da ferramenta for lançada. Uma parte dos usuários deve fazer isso imediatamente, mas muitas pessoas assim como eu devem esperar um pouco para passar o seu ambiente de produção para a nova versão do software, assim que ele for lançado. Esse tipo de questionamento não é restrito aos usuários do Blender 3D, mas envolve todos os artistas que trabalham com modelagem 3d, animação ou computação gráfica de maneira geral.

A aplicação de softwares novos e com os quais você tem pouca experiência em ambientes de produção é algo muito arriscado, pois o aparecimento de problemas e dificuldades para as quais você não estava preparado é muito grande. Qualquer tipo de dificuldade no uso do software acarreta em atrasos na produção e que inevitavelmente acabam se convertendo no comprometimento dos prazos. Se você já trabalhou em projetos comerciais, sabe que o atraso na entrega dos trabalhos envolve multas e prejuízos financeiros. Por isso, o assunto deve ser levado de maneira muito séria.

It's here. CS3 on the house.

Uma prática comum de muitos usuários é fazer a atualização das ferramentas, apenas quando for disponilizada uma versão posterior ao primeiro lançamento da ferramenta já com os problemas iniciais encontrados e resolvidos. Por exemplo, os usuários do 3ds Max geralmente fazem a atualização depois que um Service Pack é lançado.

Outro ponto a considerar é a retrocompatibilidade entre projetos. Essa retocompatibilidade pode salvar um projeto, principalmente quando são necessárias apenas pequenas atualizações em um projeto, como a alteração de objetos nas cenas. Semana passada mesmo, precisei realizar uma atualização simples em um projeto de visualização arquitetônica desenvolvido em 2007. Nessa época os softwares usados para criar a visualização foram o Blender 2.43 e o YafRay 0.0.9. Se fosse necessário atualizar o projeto para o YafaRay 0.1.1, seria preciso testar as configurações de iluminação e os ajustes da cena novamente. Como a atualização demandava apenas que alguns blocos de móveis fossem substituídos, foi necessário apenas instalar os softwares novamente e depois de uma rápida edição, renderizar a cena.

E você? Com que velocidade atualiza os softwares usados para seus projetos? Imediatamente? Espera um pouco?

Aug
17

A Siggraph 2009 foi palco para apresentação de diversas ferramentas e novidades em softwares e plugins. Entre as empresas que apostaram alto na apresentação de novas funcionalidades está a Cebas, com a demonstração dos softwares usados para produzir o filme 2012, que deve estrear apenas em novembro. Esse filme mostra diversos efeitos e animações complexas usando partículas e principalmente destruição de elementos em 3d. Para ajudar na criação desse tipo de animação a Cebas criou uma ferramenta chamada Volume Breaker que fragmenta objetos no 3ds Max 2010, deixando o trabalho de animação e destruição bem mais simples.

Para demonstrar o uso da ferramenta, foram feitas sessões de exibição do software no 3ds Max 2010 e alguns dos vídeos gravados nessas apresentações estão começando a aparecer na internet. Abaixo está o vídeo usado na apresentação da Siggraph 2009.

O plugin Volume Breaker funciona como um modificador no 3ds Max 2010 e pode realmente fazer maravilhas em termos de animação com destruição de objetos. O mais interessante em termos de manipulação é que o plugin consegue interagir muito bem com outros modificadores do Max, como o famoso e útil Edit Poly. No vídeo de demonstração é possível conferir inúmeras vezes o plugin sendo usado em conjunto com o modificador, para selecionar apenas algumas poucas faces de um modelo que está sendo fragmentado.

Em termos de fragmentação de objetos 3d, a ferramenta se mostra bem versátil e permite criar diversas opções e alinhamentos das linhas que quebram o modelo. No final do vídeo é possível acompanhar o deslocamento do Gizmo do modificador, e como a posição desse objeto influência na maneira com que os fragmentos são gerados.

No que se refere a novidades o Volume Breaker não apresenta nada revolucionário, apenas a possibilidade de trabalhar com a integração entre modificadores do 3ds Max 2010. Mesmo assim, para os usuários que querem saciar o seu espírito destruidor ou trabalhar com efeitos especiais, é uma excelente adição ao 3ds Max 2010. É só esperar pelo filme 2012 para conferir o potencial de animação dessa ferramenta.

Junto com esse vídeo foi divulgado o Demo Reel da Autodesk para a Siggraph 2009, que mostra os melhores trabalhos desenvolvidos com softwares da empresa nesse último ano. Como de costume, a lista mostra diversos filmes e comerciais que usaram de alguma maneira ferramentas da Autodesk para finalizar seus efeitos especiais.

Aug
17

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