Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for August, 2009


Uma das coisas que mostra o conhecimento de uma pessoa sobre iluminação de ambientes em 3D é a possibilidade de trabalhar com distribuição de pontos de luz, para conseguir iluminar uma cena sem o uso de técnicas de iluminação global. Essas técnicas de distribuição da iluminação geralmente envolvem a cópia e posicionamento de diversas luzes no cenário em pontos estratégicos, para conseguir bons efeitos e regularidade na iluminação. Hoje em dia esse tipo de técnica é sumariamente ignorada pela maioria das pessoas, devido ao poder e velocidade de alguns renderizadores com capacidade de usar iluminação global. Basta posicionar alguns poucos pontos de luz e configurar de maneira correta os parâmetros do render e uma imagem realista é gerada em pouco tempo.

Os usuários mais antigos de softwares 3d devem se recordar da época em que os renderizadores necessitavam de algumas horas, independente da tecnologia ou plataforma para gerar uma única imagem em boa resolução.

Ainda credito que essa é a melhor opção para gerar imagens para animação é com esse tipo de técnica, pois a velocidade do render para cada imagem é extremamente curto. Se você for usuário do Blender 3D e quiser aprender uma maneira bem simples de usar esse tipo de iluminação, um tutorial foi publicado no Blenderartists.org e pode ajudar você a usar essa técnica.

tutorial-blender3d-luzes.jpg

O procedimento é bem simples e envolve apenas a duplicação de uma luz do tipo Spot usando um modelo 3d bem subdividido e com o DupliVerts. É exatamente a mesma técnica já conhecida dos antigos manuais do Blender 3d, que mostram como se cria um domo de luz. A iluminação gerada com esse tipo de técnica não é tão realista como a que se pode conseguir com renderizadores como o YafaRay ou LuxRender, mas o objetivo aqui é velocidade de render e não qualidade máxima. Mesmo com imagens mais simples, uma animação que exige o render de 2000 frames ou mais, pode ser gerada de maneira bem rápida.

A técnica é conhecida como Fakeosity por alguns artistas e exige mais conhecimento artístico do que técnico para conseguir bons resultados. Como forma de estudar iluminação, é um excelente exercício.

Aug
14

Os artistas e profissionais que almejam trabalhar com a visualização de projetos arquitetônicos ou produtos usando softwares como o Blender 3D, passam pelo mesmo tipo de dúvida que os artistas do 3ds Max, Maya e outros. A quantidade de renderizadores externos disponíveis para cada ferramenta é grande, sendo muitas vezes motivo de impasse na finalização de um projeto. Na semana passada um artigo na BlenderNation, mencionou um estudo realizado por um artista chamado Gupta, em que diversas opções de renderização para o Blender 3D foram testadas, comparando qualidade e tempo de render.

O artigo em si pode ser copiado e os resultados ajudam um pouco na escolha de opções como o YafaRay e LuxRender. Qual o melhor entre eles? E o Kerkythea? Sunflow? Todos eles são excelentes renderizadores, mas em minha opinião você deveria se restringir ao uso do LuxRender e YafaRay para seus projetos no Blender 3D.

House View 1

Assim como acontece com as comparações entre ferramentas como o V-Ray e Maxwell Render, que tem propósitos e maneiras de manipular a renderização bem diferentes, o mesmo acontece com o YafaRay e LuxRender com a separação entre renderizadores do tipo biased e unbiased. Qual a diferença?

  • YafaRay – Biased: O renderizador YafaRay é conhecido como biased por usar algoritmos que simulam a maneira com que a luz se comporta no mundo real. Esses truques podem em algumas vezes sacrificar a qualidade e realismo das imagens, em prol da velocidade e eficiência do render. O que podem gerar imagens de maneira mais rápida, mas com um nível de realismo um pouco menor.
  • LuxRender – Unbiased: Aqui temos um renderizador do tipo Unbiased que usa algoritmos que simulam o comportamento real da luz no mundo real. O resultado é um render extremamente realista e com representação de materiais e reflexões fiéis ao que acontece no mundo real também. O problema é que esse realismo exige um alto preço que é o tempo de render mais longo.

Nesse caso a melhor opção é integrar ambas as ferramentas no seu processo de produção, escolhendo cada uma das opções de acordo com as necessidades de cada projeto. Por exemplo, um projeto que exija a criação de imagens internas com alto nível de realismo são adequadas para renderização com o LuxRender. Já os projetos de imagens externas são excelentes para render com o YafaRay, pois o balanço entre qualidade e tempo de render é o melhor nesse tipo de projeto.

Aug
14

Um concurso muito interessante chamado Dominance Wars acontece de tempos em tempos, reunindo diversos artistas e profissionais de computação gráfica 3d para criar personagens e arte para jogos digitais. No último concurso que foi a quarta edição, diversos profissionais e artistas mostraram imagens incríveis de personagens e criaturas para jogos. Esse concurso é um tipo de olimpíada de computação gráfica 3d, em que os artistas representam comunidades de criação 3d que são os diversos fóruns de usuários espalhados pelo mundo todo. Cada artista acaba se qualificando para representar uma comunidade de usuários, funcionando de maneira muito semelhante a representação dos países nas olimpíadas.

Os prêmios são bem interessantes e podem chegar a até dez mil dólares em dinheiro. Um dos vencedores desse ano, que é o artista Russo chamado Vadim, publicou dois vídeos com o seu processo de criação para um ciborgue chamado N0X-2292. O projeto foi desenvolvido na sua maior parte usando o Maya 2008 para a modelagem 3d do robô. Os vídeos mostram o processo de criação desde a parte conceitual até a finalização da modelagem. A comunidade representada pelo artista é o CGTalk.ru.

Making of N0X-2292 (part 1) from Slipgatecentral on Vimeo.

Making of N0X-2292 (part 2) from Slipgatecentral on Vimeo.

Nos vídeos o artista faz a descrição do seu processo de criação usando legendas, o que facilita muito o entendimento de algumas partes. Mesmo que você tenha dificuldades em entender a narração ou explicação em inglês dos tutoriais, a parte escrita é bem mais simples de seguir. Durante as explicações do processo de modelagem e configuração de todas as partes móveis do projeto, o autor apresenta dicas valiosas sobre como é possível criar no Maya, usando alguns scripts em MEL. Existe até um que mostra o uso de curvas para organizar cópias dos objetos de maneira semelhante ao que o DupliVerts do Blender 3D faz.

Para as partes mais orgânicas do projeto, o artista usou em alguns pontos o ZBrush para trabalhar com escultura. O modelo base era criado no Maya e exportado para o ZBrush, assim ficava mais fácil adicionar os diversos detalhes e características do modelo 3d. O detalhamento do personagem é um dos destaques do projeto, que pode ser conferido em diversas imagens nesse endereço.

Se você quiser saber mais sobre o Dominance Wars e conferir os seus respectivos vencedores, visite esse endereço.

Aug
13

A chamada modelagem poligonal é um dos tipos mais básicos de modelagem 3d e pode ser o fundamento para a criação de objetos 3d, por artistas iniciantes em praticamente todos os softwares especializados nesse tipo de conteúdo. Os softwares 3d oferecem ferramentas e opções que permitem trabalhar com a modelagem poligonal usando basicamente os mesmos princípios, que são baseados no uso de sólidos geométricos e na aplicação do famoso extrude. Sempre que começo um curso sobre modelagem 3d para pessoas que nunca trabalharam com esse processo de criação, recomendo guardar bem a palavra extrude, pois ela é uma ferramenta usada nas mais diversas aplicações.

Um excelente exemplo de como é possível fazer a modelagem 3d básica de uma casa estilizada usando o Cinema 4D e as suas ferramentas de modelagem poligonal é apresentada nos vídeos abaixo, em que podemos acompanhar a criação e manipulação de um conjunto de elementos como vértices, arestas e faces para a criação do modelo 3d.

Logo no início do vídeo podemos conferir o uso de um recurso controverso para a criação desse tipo de elemento 3d, que é um grande N-Gon que forma a base da casa. Essa base é então transformada em um objeto 3d com o comando extrude para depois receber mais modificações com diversos comandos de modelagem.

Apesar de resultar no modelo de uma casa em 3d extremamente simples, o vídeo é útil para demonstrar os procedimentos necessários para criar objetos em 3d usando técnicas de modelagem poligonal. A criação de elementos como janelas e detalhes da casa são adicionados usando opções e ferramentas de corte, disponíveis na maioria dos softwares 3d. O aprendizado das ferramentas é simples, mas como a pior parte é sempre a aplicação prática de cada uma das ferramentas, o vídeo pode passar dicas valiosas para usuários iniciantes.

Uma dessas ferramentas é a opção conhecida como Bridge, que faz a ligação entre duas arestas ou faces. Sempre que mostro a ferramenta isolada nas aulas de modelagem 3d, os alunos não conseguem contextualizar a sua aplicação prática no modelo. Com o vídeo o conceito é visto na prática e de maneira bem simples. De quebra ainda é possível aprender um pouco sobre o Cinema 4D e as suas ferramentas de modelagem poligonal.

Aug
12

Esse foi realmente o ano em que mais tecnologias inovadoras de renderização foram apresentadas na Siggraph, sendo que o foco foi bem direcionado para a utilização da GPU em aplicações renderizando em tempo real. Essa semana já publiquei aqui no blog um artigo indicando a demonstração em vídeo do V-Ray RT que aproveita imagens e texturas criadas no 3ds Max, para interagir com um módulo de render em tempo real. Na Siggraph ainda foram apresentadas as soluções de render criadas pela Caustics para o Brazil R/S e a Mental Imagens demonstrou o misterioso IRay. Esse último é misterioso pois um demo dele foi apresentado no stand da Mental Images, mas por mais incrível que pareça ninguém gravou vídeos ou tirou fotos da demonstração.

Por enquanto, a única coisa que temos para nos basear é o depoimento dos visitantes da feira que são animadores. Um ponto positivo em relação ao IRay é que o software se propõe a acabar com um rótulo do Mental Ray de ser muito complicado. Muitos artistas 3d não gostam de trabalhar com o Mental Ray devido a sua grande quantidade de parâmetros e opções de configuração, que em minha opinião é algo extremamente positivo. No IRay será necessário apenas posicionar as luzes e deixar que o software faça o resto, sem a necessidade de configurar muita coisa. Assim que aparecer alguma imagem ou vídeo de demonstração, publico aqui no blog.

Se você quiser assistir a um vídeo com a demonstração de uma nova tecnologia associada ao hardware de uma empresa chamada Caustic, responsável agora pelo Brazil R/S, é possível conferir o Brazil Interactive Render nesse vídeo hospedado pela Autodesk, renderizando em tempo real no 3ds Max 2010.

3ds-max-2010-interactive-render.jpg

A tecnologia usada é bem parecida com o V-Ray RT, mas não é preciso pré-computar absolutamente nada no Brazil para que a interação seja executada no render. A velocidade com que os elementos são atualizados na tela é impressionante e o ponto positivo em relação ao V-Ray RT é que os objetos são deslocados na cena, assim como os pontos de luz.

O vídeo mostra dois exemplos de renderização, sendo um deles a criação e atualização de geometria básica no 3ds Max e outro exemplo bem mais pesado, composto por um projeto de visualização urbanística. Esse vídeo mostra características avançadas do render, como o uso de mapas HDRI para iluminação.

Não duvide que em pouco tempo estaremos modelando os objetos 3d diretamente nesse tipo de visualização.

Aug
12

Livros recomendados

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