Archive for September, 2009Tutorial Blender 3D: Alinhando objetos em 3dPosted on: 28, SepOs softwares gráficos 2d e as ferramentas especializadas em modelagem compartilham algumas opções, como o uso do grid para conseguir posicionar objetos com bom nível de precisão no papel ou no espaço 3d. Entre as opções comuns entre essas ferramentas, uma das mais usadas e necessárias para organizar cenas em 3d é a especializada no alinhamento dos modelos 3d. Por exemplo, imagine que você está trabalhando na criação de uma cena em 3d com o uso de vários móveis em 3d, que precisam estar perfeitamente alinhados um com o outro. Mas, ao importar os modelos 3d você acabou deslocando os modelos de maneira aleatória e sem usar qualquer opção de snap. No Blender 3D, esse tipo de situação pode ser remediada com o uso de um script extremamente útil chamado de Alignit. A ferramenta pode ser copiada nesse endereço, sendo de extrema importância para artistas especializados na produção de modelos 3d para arquitetura, pois permite organizar modelos 3d na 3d View usando apenas outros objetos como referência. O script pode ser acionado dentro de uma janela de texto do Blender 3D (Text Window), em que abrimos o texto e pressionamos a tecla ALT+P para executar o código.
A interface é bem simples e precisamos apenas entender a nomenclatura com que o script usa os objetos selecionados para aplicar nos projetos. Existem duas regras básicas que são:
O exemplo abaixo ilustra bem o funcionamento da ferramenta, que é usada para alinhar os modelos 3d de diversas cadeiras. Depois de selecionar todas as cadeiras e escolher uma delas que será usada para alinhar as outras, que deve ser selecionada por último.
Usamos a opção disponível no botão +Y to +Y para que os objetos sejam alinhados usando a maior coordenada em Y para a cadeira de referência. Isso faz com que a extremidade frontal da cadeira seja usada para o alinhamento, pois é a parte mais próxima na direção positiva do eixo Y.
Ao pressionar o botão, o resultado é o alinhamento das cadeiras com base no modelo de referência.
Se você é usuário do Blender 3D e já precisou realizar esse tipo de operação e sentiu falta de uma ferramenta como essa, esse script vai ajudar bastante. Maxwell Render 2Posted on: 25, SepEssa semana o Maxwell Render ganhou uma atualização para a versão 2.0 que havia sido anunciada já faz um bom tempo. Para quem não conhece, o Maxwell Render é um renderizador que funciona com base em métodos Unbiased e que se assemelha muito ao funcionamento do LuxRender, FryRender, Indigo Render e o Path Tracing do YafaRay. Segundo a Next Limit, empresa que desenvolve o Maxwell Render uma das melhorias dessa nova versão é a velocidade do render que ficou muito melhor. A velocidade de renderização é fator crítico para os renderizadores do tipo Unbiased como o Maxwell. Esse tipo de software gera as suas imagens por um processo chamado de refinamento progressivo, em que a imagem final aparece em poucos instantes, mas cheia de granulação e defeitos. Aos poucos a imagem ganha mais nitidez e fica limpa do granulado. O problema é que em algumas situações esse render pode levar várias horas para ficar limpo da poluição visual. Por isso que a maioria dos avanços e melhorias nesse sentido são sempre voltadas para a melhoria na velocidade do render. Existe vantagem em usar esse tipo de render? Sim, o tempo de render é compensado pela qualidade na iluminação e efeitos óticos, pois quase tudo é baseado em física real. Quer ter uma idéia? O vídeo abaixo mostra alguns trabalhos desenvolvidos com o Maxwell Render 1.5 nos últimos meses, e demonstram projetos nas áreas de publicidade e visualização para arquitetura. Entre as novidades que estão relacionadas nesse artigo publicado nos fóruns de usuários do Maxwell Render, podemos destacar:
Para ter acesso ao fórum é necessário se registrar. Claro que tudo isso tem um preço e o Maxwell Render é um dos mais caros renderizadores nesse segmento, com preço equiparado ao do V-Ray. Para saber mais sobre o renderizadore, visite o web site oficial do Maxwell Render em que é possível fazer inclusive o download de uma versão de testes que funciona por 30 dias. O trabalho com vídeo digital e composição é tão desafiador quanto o de um artista 3d, principalmente pela enorme variedade de padrões e formatos de vídeo disponíveis no mercado. Sempre que ministro aulas sobre vídeo digital, acabo levando em torno de duas aulas ou quatro horas para poder explicar de maneira superficial o funcionamento e variedade dos padrões de vídeo. Em softwares como o After Effects ou Premiere, esse tipo de diversidade acaba dificultando a identificação de problemas e erros na renderização dos projetos. Se você nunca usou esses softwares, saiba que o termo renderização não é aplicado apenas em softwares 3d. Tanto no After Effects, Premiere e outros como o Final Cut, usamos a palavra renderizar para gerar o vídeo final de uma produção. Assim como acontece na renderização de alguns projetos em 3d, podemos encontrar erros diversos na renderização de projetos em After Effects ou Premire. Isso pode ser um verdadeiro pesadelo para a maioria dos usuários, pois os erros são apresentados sempre na forma de um código numérico, e nenhuma dica sobre possíveis soluções é passada para os usuários. Caso você já tenha passado por situação semelhante, solicitar a renderização no After Effects e encontrar uma mensagem de erro. Um usuário do After Effects chamado Lutz Albrecht compilou uma lista muito interessante dos erros no After Effects. Agora, não são apenas os erros que ele lista no web site, também estão relacionados a cada código de erro as possível causas e soluções para o problema. Assim que você visitar o web site, procure na direita o código numérico do erro, ou então pelo assunto relacionado ao problema. Por exemplo, os erros de codificação para arquivos usando MPEG estão muito bem explicados e relacionados com as soluções para erros nos codecs. Claro que as soluções muitas vezes envolvem a reinstalação dos aplicativos ou o uso de artifícios, como a alteração de algum arquivo de texto no computador. Esse tipo de recurso é indispensável para qualquer profissional envolvido com a produção freqüente de projetos no After Effects. É uma pena que o mesmo recurso não esteja disponível para mostrar os erros do Adobe Premiere, mas quem sabe o autor não se anime a compilar outra lista. Autodesk focando na plataforma Mac e testes de software apenas pela webPosted on: 24, SepEssa semana a Autodesk fez anúncios importantes sobre o uso das suas ferramentas, que pode muito bem facilitar ou mudar a maneira como usamos os seus softwares. Os anúncios envolvem a disponibilidade de alguns softwares para a plataforma Mac e maneiras diferentes de distribuir software. A primeira notícia envolve uma parceria entre a Autodesk e a equipe do software parallels, que desenvolve soluções de virtualização para Mac Os X. O projeto visa melhorar a performance de softwares como o AutoCAD, 3ds Max e outros rodando no Mac Os X, mas sob uma plataforma de virtualização. Isso deve agradar algumas pessoas, mas ainda credito que não seja a melhor opção para usuários do Mac Os que precisem de soluções de visualização. O 3ds Max e o AutoCAD são notórios exemplos de ferramentas da Autodesk que foram projetadas para Windows e dificilmente veremos esses softwares em outras plataformas. Eu mesmo uso softwares como o DWG Trueview em um Mac Os, rodando sob o VMWare Fusion. Assim posso converter arquivos e projetos em CAD na plataforma. O ponto negativo desses sistemas é a performance que fica muito comprometida. Se for para usar uma ferramenta 3d que não seja o Blender, é melhor investir no Cinema 4D, Modo 3d ou mesmo o Maya. Todos eles possuem versões nativas para o Mac Os. Para saber mais sobre a parceria da Autodesk, visite esse endereço. Além dessa parceria, a Autodesk fez o lançamento em fase beta de um serviço baseado em internet chamado de Twitch. Esse é o nome que identifica o projeto. O objetivo dele é bem simples, oferecer testes de softwares como 3ds Max, AutoCAD, Revit e outros sem a necessidade de instalar a ferramenta no seu computador. O software seria executado diretamente dos servidores da Autodesk. A tecnologia é inovadora e muito interessante, mas ainda me questiono sobre a banda necessária para conseguir executar softwares como o AutoCAD apenas pela internet. O objetivo por enquanto ainda é apenas oferecer uma maneira de avaliar o software, mas ainda acho que num futuro não muito distante, os softwares serão comercializados sob um serviço de assinatura. Nada mais de comprar uma licença de uso por tempo indeterminado. Se você quiser saber mais sobre o Autodesk Twitch, visite esse endereço. Por enquanto, ele só está disponível para usuários dos EUA. Usando luzes fotométricas no YafaRay e Blender 3D para arquiteturaPosted on: 24, SepAssim como acontece com o Blender 3d que recebe versões de testes para que os artistas e usuários possam testar novas ferramentas, antes que um lançamento seja disponibilizado, o YafaRay ganhou no início desse mês uma versão preliminar do que será a versão 0.1.2. Entre as diversas melhorias dessa versão estão correções em problemas conhecidos e a promessa de menos artefatos na renderização, que são aqueles incômodos pontos pretos que teimam em aparecer na tela quando renderizamos algumas cenas. Mas, entre a lista de novidades incluídas nessa versão do YafaRay, está uma que me deixou muito interessado por equiparar o YafaRay em termos de recursos de iluminação com ferramentas como o LuxRender e o Indigo Render. Agora também poderemos usar luzes fotométricas no YafaRay, que também são conhecidas pela sigla IES. As chamadas luzes IES atribuem maior realismo em projetos de visualização, pois usam dados reais dos pontos de luz. Por exemplo, ao projetar um ambiente interno é possível solicitar a equipe responsável pelo projeto a marca e modelo das fontes de luz artificial. Depois é só visitar o web site do fabricante e fazer o download dos arquivos “.ies” e associar os mesmos aos pontos de luz. O resultado é muito bom e próximo do real. Se você quiser fazer o download dos arquivos de instalação dessa versão do YafaRay para testar o seu funcionamento, visite esse endereço nos fóruns de usuários do YafaRay. Devo lembrar que por se tratar de uma versão experimental, não é aconselhável usar cenas ou modelos 3d dos quais você não possui cópias de segurança. Todo cuidado é pouco com versões experimentais de softwares! Como usar essas luzes no YafaRay? Depois que tudo estiver instalado, tanto o YafaRay como o script que exporta as cenas para o renderizador. Podemos configurar o uso desse tipo de luz. No YafaRay apenas as luzes do tipo Spot podem receber arquivos IES. Selecione uma luz desse tipo de acione a aba Object o YafaRay.
Lá podemos encontrar o seletor para os tipos de luz e encontramos a opção IES Light. Para informar o uso desse tipo de luz, precisamos digitar o nome do arquivo, sem a extensão, que representa a luz IES.
Mas, em que pasta esse arquivo deve estar localizado? Nesse caso precisamos fazer uma verificação no local em que essa versão do YafaRay foi instalada. Caso não exista, crie uma pasta chamada “iesFlies”. Ficaria assim para os usuários do windows “c:\arquivos de programas\yafaraydevbranch\iesFiles“. Os arquivos IES devem estar copiados nessa pasta. Agora basta criar uma cena e posicionar vários pontos de luz e configurar a renderização para ter uma cena usando luzes fotométricas.
Os artistas 3d que trabalham com visualização para arquitetura devem gostar bastante desse tipo de recurso. |
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