Archive for September, 2009Blender 3D 2.50 com suporte nativo a estereoscopiaPosted on: 21, SepO uso de estereoscopia como recurso para incrementar os aplicativos interativos como jogos, está em voga no mercado, assim como acontece com os filmes e projetos de animação que usam tecnologias mais recentes para modos mais sofisticados de estereoscopia. Uma boa parcela dos softwares 3d está ganhando atualizações com câmeras capazes de reproduzir e renderizar material já pronto para visualização com os famigerados óculos 3d. Entre os softwares que já possuem esse tipo de recurso de maneira nativa podemos citar o Maya e o Houdini, sendo que outros como o 3ds Max permitem criar esse tipo de câmera usando scripts. O Blender 3D também apresenta um script bem interessante que faz a saída de imagens usando estereoscipia, para que os vídeos gerados pelo software possam ter visualizados com óculos também. Até comprei um óculos próprio para escrever e produzir material em 3d para minhas aulas, mas ainda não tive tempo de colocar em prática o script. Para minha surpresa, depois de usar o build 23161 do Blender 3D 2.50 e fazer alguns testes com a Game Engine, descobri que a nova versão do Blender 3D já disponibiliza de maneira nativa opções para exibir as renderizações em tempo real usando estereoscopia. Para ilustrar de maneira mais eficaz o funcionamento dessa ferramenta, resolvi gravar um vídeo que mostra todo o processo de seleção e configuração do render com estereoscopia no Blender 2.50. Assim que escolhemos esse tipo de renderização e pressionamos a tecla P, para acionar a Game Engine já é possível visualizar as imagens com a separação em duas cores própria para os óculos. Esse tipo de recurso deixa a game engine do Blender 3d ainda mais atrativa para realização de projetos que envolvam estereoscopia para renderização em tempo real. Basta conseguir os óculos 3d, para visualizar os jogos com uma excelente sensação de profundidade. Claro que a maior dificuldade nesse tipo de recurso é a compra em si dos óculos. Qualquer projeto que use o recurso, precisará de distribuição em mídia física para que acompanhe os óculos, caso contrário é interessante criar um mecanismo para ligar e desligar a estereoscopia, ou então trabalhar com versões diferentes do aplicativo. Ainda não tive notícias de nenhum jogo ou aplicativo usando esse recurso, pelo menos dos grandes estúdios. Quem sabe o Blender 3D não começa a popularizar a técnica. Na semana passada publiquei um artigo falando sobre o funcionamento do sistema de simulações físicas no Blender 2.50, que também ganhou um vídeo para ilustrar melhor o assunto: Agora é só esperar pelo lançamento do Blender 2.50 e testar essas novas funcionalidades. Tutorial de iluminação com 3ds Max para arquitetura: Ambientes externosPosted on: 18, SepDesde o início de agosto voltei a ministrar aulas sobre 3ds Max, o que está me dando acesso ao software e também a possibilidade de rever vários dos meus antigos projetos que estou usando como exemplo para os alunos. O curso é destinado a visualização de projetos arquitetônicos, sendo um módulo mais voltado para criação de visualizações externas de projetos, com pouca abordagem em design de interiores. Um dos tópicos da aula foi o uso do sistema de iluminação Daylight do Mental Ray, que é excelente para gerar simulações da luz do sol, mas que pode ser lento e inviabilizar animações. Nas aulas sobre iluminações, abordei várias técnicas para simular iluminação global em ambientes externos nas maquetes, sendo que um deles não é muito conhecido. Nesse artigo, vou explicar o funcionamento da técnica que tenta simular uma Skylight usando apenas círculos de omnis, funcionando no render Scanline do 3ds Max sem o usar o Mental Ray ou iluminação global. Essa técnica foi explicada por um arquiteto mexicano em um fórum sobre visualização de projetos arquitetônicos. Como já faz mais de 8 anos que vi esse link, fico devendo a fonte. A técnica é bem simples, e consiste no uso de três anéis com um total de doze pontos de luz em cada um deles. Cada um dos anéis deve apresentar configurações de cor e intensidade específicos para as luzes de maneira a reproduzir o efeito da Skylight. Para começar, vamos conferir a maquete usada para esse tutorial:
O primeiro passo é criar três omnis com as seguintes características de cor e intensidade:
Quando você verificar as cores pelos códigos do RGB, ficará mais clara a comparação com a Skylight. A luz na parte interior apresenta uma cor mais próxima do cinza, a luz intermediária algo próximo do marrom e a que está no topo é uma luz próxima do azul.
O próximo passo é fazer as cópias ao redor de um ponto de referência e criar uma figura semelhante a um cilindro. Para esse tipo de edição você pode usar tanto o Array como a própria cópia do 3ds Max.
Pronto, podemos adicionar uma luz do tipo Target Direct que representa a luz do sol com as seguintes características: Target Direct – Intensidade: 0,80 Cor: r-255 g-238 b-201
Ao pressionar o render, teremos uma imagem que simula muito bem os efeitos de iluminação gerados pela Skylight.
O tempo de render para esse tipo de imagem que usa o render Scanline do 3ds Max, sem nenhum recurso de iluminação global do 3ds Max é extremamente curto, funcionando de maneira perfeita para animações. Claro que isso pode ser reproduzido em outros softwares 3d também, pois o conceito de simulação da luz é o mesmo. Alguém quer tentar reproduzir o efeito em outros softwares? Tutorial SketchUp: Como fazer extrudes múltiplos para modelagem 3DPosted on: 17, SepO SketchUp é notório pela sua facilidade em criar e construir modelos 3d para os mais diversos fins, usando técnicas muito parecidas com a de um desenho mesmo. Basta criar uma primitiva geométrica e sair desenhando para criar em poucos minutos, um modelo que demandaria mais tempo de trabalho em outras ferramentas 3d. Mas, mesmo senso tão fácil de usar o SketchUp pode ser melhorado com o uso de vários scripts e plugins. Uma das funções que outros softwares 3d já disponibilizam e que o SketchUp não tem, é a possibilidade de fazer extrude em várias faces ao mesmo tempo. No SketchUp o extrude tem até outro nome, sendo representado pela ferramenta Push/Pull ou Empurrar/Puxar em português. A imagem abaixo mostra uma série de planos organizados para mostrar a fase inicial da modelagem de uma maquete eletrônica no SketchUp. Sem o uso de nenhum artifício como plugins, seria necessário trabalhar com um extrude para cada uma das faces não contínuas. No caso da imagem seriam necessários três extrudes.
Para conseguir fazer realizar a operação com apenas um comando, podemos usar um plugin chamado multiple push/pull que pode ser copiado de maneira gratuita nesse endereço. O arquivo do plugin deve ser colocado na pasta de plugins do SketchUp. Assim que ele estiver lá, teremos acesso a um menu chamado Multiple Push-Pull.
Selecione todas as faces que devem ser extrudadas e acione esse menu, para que a janela de configuração do plugin apareça.
Basta informar a distância em que o extrude deve ser realizado, para que todas as faces do objeto sofram a alteração.
A possibilidade de trabalhar com vários extrudes ao mesmo tempo ajuda na produtividade, pois menos cliques de mouse são necessários para realizar a mesma operação. Assim como os eventuais erros cometidos na modelagem. Pro exemplo, partes do modelo 3d que precisariam ter a mesma dimensão, mas que acabam ficando com tamanhos diferentes devido a cliques acidentais, são reduzidos significativamente com essa ferramenta. Se você já passou por problemas de modelagem como esse, deve conhecer bem a dificuldade em caçar esses detalhes depois que o modelo já está pronto. Por isso que esse tipo de ferramenta é tão útil. AutoCAD 2010 em portuguêsPosted on: 17, SepUma boa parcela dos artistas 3d iniciantes procura por softwares e ferramentas traduzidas para o português, com a impressão de que o aprendizado ficará mais fácil. É inegável que o impacto de uma interface totalmente traduzida para o português é muito menor que outra em inglês. Isso acontece com muita frequência em ferramentas como o AutoCAD, que é um dos poucos softwares da Autodesk que apresenta opções de tradução para a língua portuguesa. Mas, antes de começar a investir em softwares traduzidos, você deve fazer uma pesquisa sobre o contexto em que essa ferramenta é usada. Assim como o uso do software com interface traduzida pode ser vantajoso no aprendizado, isso pode ser tudo jogado fora se ao procurar emprego em escritórios, você encontrar apenas versões em inglês. Já vi isso acontecer, com uma faculdade que montou laboratórios usando apenas softwares em português. Os alunos acharam ótimo, mas ao chegar no mercado de trabalho a maioria só encontrava versões da ferramenta em inglês. Por isso isso, sempre recomendo cautela aos meus alunos no momento de escolher versões em português de softwares como o AutoCAD. Caso você ainda queira alterar o idioma do seu software, as versões mais atuais do AutoCAD permitem que essa troca seja feita usando pacotes de idiomas disponíveis no web site da Autodesk. Até o AutoCAD 2009, você precisava adquirir o software já compilado para a linguagem escolhida. Por exemplo, ao comprar o AutoCAD 2009 em português, você ficava com aquela versão e não havia opção para alterar o idioma. No AutoCAD 2010 e em várias outras ferramentas da família 2010, agora é possível usar esses pacotes de idiomas. O vídeo abaixo foi publicado pela Autodesk e explica os procedimentos para instalar o pacote de idiomas: Para ter acesso aos pacotes de idiomas é necessário estar inscrito no serviço de assinaturas da Autodesk. Passar o AutoCAD 2010 para português pode ser muito tentador para muitas pessoas, mas eu recomendo que você continue usando e estude a versão em inglês mesmo. Até hoje só encontrei três escritórios que tinham o AutoCAD em português instalado. Como até mesmo os comandos mudam de nome, você fica um pouco perdido ao tentar desenhar e modificar desenhos técnicos. Tutorial de retopologia para modelagem com o Blender 3DPosted on: 16, SepO trabalho de modelagem 3d desenvolvido em softwares como o Blender 3D, 3ds Max e outros que suportam o uso de ferramentas ou técnicas baseadas na modelagem poligonal, sempre é um desafio para pessoas sem o costume de trabalhar com vértices, arestas ou planos. Boa parte das técnicas de modelagem poligonal consiste no uso de ferramentas ou artifícios para vencer pequenas dificuldades. Por exemplo, para conseguir abrir um buraco em forma de círculo em uma face 3d no Blender, precisamos usar o cursor 3D alinhado na posição centra desse buraco, para depois criar um mesh circle na posição do cursor. Os lados do círculo devem ser equivalentes a quantidade de arestas que o circunda, para que seja possível conectar os vértices. Esse é o procedimento, descrito de maneira rápida e simplificada, funcionando muito bem para superfícies planas. Mas, quando a topologia do modelo 3d envolve superfícies curvas, a técnica passa a não ser mais tão eficaz. Na verdade, ela não tem nenhum tipo de utilidade, pois o círculo não acompanha a curvatura da superfície. Qual a solução? Para resolver esse tipo de problema, podemos usar as ferramentas de retopologia do Blender 3D, que podem reformular um modelo 3d com base no desenho ou “referência” de outro elemento em 3d. Existe um tutorial de modelagem 3d que mostra exatamente essa técnica, ele pode ser assistido nesse endereço. O autor do tutorial aborda o uso das ferramentas de retopologia para esse tipo de tarefa. O vídeo está em inglês, mas é fácil seguir os passos do tutorial se você já tem alguma experiência com modelagem no Blender 3D.
O procedimento é muito parecido com o descrito no primeiro parágrafo desse artigo, mas envolve a adaptação da topologia do modelo 3d do círculo a forma curva de um objeto. De uma maneira ou de outra, ainda é necessário criar o círculo com o mesmo número de vértices que a área do objeto. Depois que o círculo estiver criado, precisamos posicionar a visualização na vista frontal e acionar a retopologia. Basta mover o objeto com a tecla G para que o mesmo se adapte na superfície curva do objeto 3d. Com o círculo devidamente adaptado, podemos excluir as faces indesejadas do modelo original e criar as faces ao redor do círculo. O resultado final é muito bom. |
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