Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for September, 2009


A maioria das pessoas dedica tempo e esforços para aprender softwares 3d e animação voltadas para animação de personagens ou então visualização para arquitetura. Esses são mercados muito promissores, mas representam apenas uma parte das inúmeras possibilidades do que você pode fazer com um softwares 3d. Uma das áreas que demanda de profissionais com talento para criação de material em 3d é a de TV. O uso de softwares 3d para criar vinhetas e clips introdutórios é muito comum e forma um mercado seleto e restrito, que sempre procura por novos profissionais sem sucesso. Pois, a maioria das pessoas se especializa apenas no desenvolvimento de personagens.

Entre os softwares 3d que melhor se integram com aplicativos de vídeo design como o After Effects está o Cinema 4D, que conta até mesmo com uma versão otimizada para criar motion graphics.

Um dos tipos de gráficos mais simples e comuns de aparecer em ambientes de TV, são os gráficos que apresentam dados de maneira visual. Em softwares de apresentação como o PowerPoint ou Keynote, esse tipo de gráfico pode ser representado de maneira estática, mas na TV é muito mais interessante trabalhar com uma animação.

Caso você tenha interesse no Cinema 4D, existe uma série de tutoriais em vídeo que mostra muito bem o procedimento para criar um gráfico de barras animado, com o objetivo de publicar as informações diretamenta na TV. Os três tutoriais perfazem quase 30 minutos de vídeo e mostram desde a parte de modelagem dos gráficos em si até a animação.

A parte de modelagem e animação é até simples. O segredo está na ligação entre os movimentos e transformações dos objetos, como a transformação de escala das barras do gráfico que segue os números que se deslocam no eixo Z. Os vídeos abordam os seguintes temas:

  • Parte 1: Modelagem da barra e dos elementos visuais
  • Parte 2: Configuração dos comportamentos e relações de hierarquias entre os diversos objetos
  • Parte 3: Ajuste de transformações usando o Xpresso. Essa parte mostra como podemos configurar o valor numérico da barra, para que o número tenha variação entre 0 e 100 de acordo com a posição em Z.

Para os usuários de outros softwares, o vídeo é um excelente exercício. Como será que esse mesmo tipo de comportamento poderia ser criado no Blender 3D, 3ds Max, Maya ou outros?

Sep
16

Com a proximidade do lançamento do Blender 3D 2.50 e cada vez mais versões de testes aparecendo em web sites como o graphicall.org, os usuários mais antigos do Blender começam a dissecar a nova interface procurando pela localização das suas ferramentas preferidas. No meu caso, ainda não tive oportunidade de passar por todas as partes da nova interface, mas muita coisa já foi localizada e outras ainda estão “perdidas”. Essa semana um dos meus alunos me fez uma pergunta sobre a localização do sistema de Rigid Body do Blender 2.50, que segundo ele havia sido removido da versão usada para testes. Como eu ainda não tinha tido oportunidade de usar essa ferramenta no 2.50, parei um pouco e fui pesquisar no build 23161.

A primeira coisa que um usuário mais antigo faz é tentar localizar a ferramenta no mesmo lugar em que sempre esteve, e para minha surpresa o sistema da física da Game Engine não estava na janela de lógica, como acontece com o 2.49b.

tutorial-blender-3d-250-animacao-rigid-body-01.jpg

O próximo passo era verificar o painel próprio de física do Blender que agrega opções como o Smoke e o Cloth, e também não havia nada relacionado com o Rigid Body. Nesse ponto parei um pouco para analisar o seletor que existe na parte superior da interface. Esse seletor permite determinar qual será o método de renderização usado para o Blender 3D. Existe uma opção chamada Blender Game. Depois de escolher essa opção, voltei até o painel de física e para minha surpresa lá estavam as opções de seleção.

tutorial-blender-3d-250-animacao-rigid-body-02.jpg

tutorial-blender-3d-250-animacao-rigid-body-03.jpg

Apenas quando o método de render está selecionado como sendo a Game Engine é que as opções ficam disponíveis.

Com isso em mente, você já pode tentar reproduzir o clássico tutorial dos dominós em fila no Blender 2.50 usando Rigid Body Dynamics.

No futuro, essa opção de usar simulação com corpos rígidos em tradução literal, pode estar presente no Blender 3D como um modificador e não mais integrado apenas como parte da Game Engine. Isso iria deixar o uso desse tipo de simulação mais simplificado no Blender. Quem sabe depois do projeto Durian, com as melhorias propostas pela equipe do projeto, que está planejando usar muita simulação física na animação.

Sep
15

O Indigo Render já foi uma das melhores opções em termos de renderizador gratuito para o Blender 3D, pois a sua maneira de trabalhar simula com muita precisão o comportamento físico da luz no mundo real. Essa é a característica principal dos renderizadores classificados como Unibased render engine. Desde que o Indigo mudou a maneira com que as suas licenças são oferecidas para os usuários finais, não me animei muito em usar a ferramenta. Mas, se você é um usuário antigo do Indigo e quer ter a chance de ganhar uma licença para a versão 2.0 do software, um concurso lançado nos fóruns de usuários do renderizador pode ser a sua chance.

O concurso é bem simples e tem como objetivo a criação da imagem mais realista e que mostre o potencial do Indigo como render realista. Os critérios de participação do concurso são bem simples e envolvem a disponibilização da cena vencedora para distribuição junto com o renderizador, e também do uso de todos os elementos do projeto como texturas e blocos de mobiliário. Nas regras do concurso não há absolutamente nenhuma restrição para uso da versão gratuita do render, que pode ser usada da mesma maneira que a paga. Apenas com a restrição do tamanho máximo do render que é de 0.7 Megapixels e uma marca d’água na imagem.

O vencedor leva vários prêmios, entre eles uma licença da versão 2.0. Para saber mais sobre o concurso e as regras, visite esse endereço nos fóruns do Indigo. O prazo se encerra no dia 30 de setembro.

Para os usuários mais antigos do Blendigo, o script que faz a integração entre o Blender 3D e o Indigo, o tutorial abaixo foi produzido pela equipe do renderizador para atualizar os artistas interessados no uso da ferramenta.

Assim como esse vídeo, também estão disponíveis novos arquivos com tutoriais e documentação atualizada sobre o uso do Blender 3D com o Indigo. Uma lista com os novos recursos pode ser encontrada nesse endereço nos fóruns do Blenderartist.org.

Se você for usuário do SketchUp, o Indigo é uma excelente opção de renderizador para maquetes eletrônicas pela existência de uma versão gratuita e também o nível de realismo que pode ser atingido usando o renderizador. Para ter uma idéia de como um render do tipo Unbiased pode melhorar o seu render, basta visitar a galeria de softwares concorrentes como o Maxwell Render ou FryRender. É uma pena que ainda não exista um script para renderizar modelos do SketchUp no LuxRender de maneira direta, para fazer comparações.

Sep
15

No final do mês de agosto foi lançada uma atualização para o livro do João Gaspar, sobre modelagem 3d para arquitetura com o SketchUp. O livro agora está abordando a versão 7 do software do Google que é a versão mais recente. O autor e a editora gentilmente me enviaram uma cópia do livro para fazer a análise da atualização, e estou lendo e acompanhando o material desde o começo deste mês. Até agora estou muito satisfeito com o que li e posso dizer que é um excelente guia para qualquer pessoa interessada em aprender o SketchUp. Um detalhe interessante em relação ao livro é que ele serve ao mesmo tempo como guia de estudos, mas também como referência para usuários mais experientes.

Por exemplo, na semana passada estava organizando um artigo que deve ser publicado em pouco tempo aqui no blog e que falava sobre a criação de terrenos em 3d no SketchUp. Eu sabia que no SketchUp 6 era possível modelar terrenos usando curvas de nível, e queria verificar o método no SketchUp 7 para comparar. No livro existe um capítulo dedicado apenas a esse tipo de tarefa. Com isso em mente, abri direto o capítulo 6 e tirei as minhas dúvidas sobre a modelagem de terrenos na versão 7 do SketchUp.

A parte interna do livro é representada usando apenas escala de cinza, mas isso não prejudica em nada o aprendizado. Como o SketchUp cria na sua maioria gráficos usando formas estilizadas, isso não atrapalha a didática do material. A didática do livro é muito simples de seguir, pois o autor apresenta o conteúdo do livro usando referências rápidas e diretas, sem mencionar a grande quantidade de ilustrações e exemplos práticos.

Ficou curioso com o livro? Essa é a capa dele:

Livro SketchUp 7 - Capa

Algumas páginas com ilustrações e a parte interna:

Livro SketchUp 7 - Interior

Livro SketchUp 7 - Interior

Os usuários da versão gratuita encontram dicas para usar ferramentas como o LayOut, que é o software especializado em criar pranchas para impressão, baseadas nas vistas do modelo 3d. O LayOut só está disponível para os usuários do SketchUp Pro, o que pode deixar alguns usuários da versão gratuita confusos por nunca ter visto essa ferramenta, mas isso é indicado no capítulo que aborda o uso da ferramenta LayOut e outras só disponíveis no SketchUp Pro. Se você quiser conhecer mais sobre o livro do SketchUp 7, visite esse endereço para consultar mais material e dicas.

O livro como um todo é bem completo e organizado. A compra dele é mais que recomendada para os interessados no SketchUp 7! A única coisa que senti falta foi a orientação sobre como instalar scripts em Ruby, que podem adicionar algumas funcionalidades bem interessantes ao SketchUp. Mas, é perfeitamente possível usar o SketchUp sem o uso desses scripts. Seria apenas algo extra a adicionar no conteúdo, o que de maneira alguma tira a qualidade educacional do material.

Vale a pena estudar o SketchUp?

O SketchUp é um dos softwares mais usados como porta de entrada para o mundo da modelagem 3d, principalmente por estudantes e profissionais envolvidos com modelagem para arquitetura. A sua facilidade de uso e criação atrai muita gente que não se identifica com 3ds Max, LightWave, Maya ou Blender 3D. O sinal desse interesse no SketchUp pode ser mensurado pela grande quantidade de renderizadores especializados em arquitetura, compatíveis com o SketchUp como o V-Ray, Maxwell Render, FryRender e Indigo Renderer.

Com o livro você aprende a parte de modelagem e desenvolvimento de projetos, que é o primeiro passo antes de começar a trabalhar com renderização realista.

Sep
14

A simplicidade de um objeto no mundo real não quer dizer absolutamente nada em relação ao seu processo de modelagem em softwares 3d, principalmente quando o objetivo é trabalhar com modelagem realista usando o mínimo de polígonos. Essa é a situação que a maioria dos artistas 3d especializados na criação de elementos para jogos, como pedras ou paisagens virtuais enfrenta no seu trabalho. Como a quantidade de polígonos de um objeto 3d é fundamental para definir a performance do aplicativo em computadores menos potentes, qualquer face que possa ser economizada no cenário pode ser aproveitada para melhorar os personagens. Isso é uma boa otimização dos modelos 3d, pois o detalhamento será feito com os personagens que precisam de mais apelo visual que partes do cenário vistas apenas algumas vezes.

Caso você queira aprender os procedimentos e técnicas necessárias para criar o modelo 3d da rocha exibida no vídeo abaixo:

Existe uma excelente série de tutoriais mostrando o processo completo de criação desse modelo 3d envolvendo o uso do Autodesk Maya, Autodesk Mudbox e o Adobe Photoshop. Para ajudar na navegação visualização dos tutoriais, compilei a sequência completa como um playlist do youtube:

O tutorial é bem detalhado e deve ajudar no entendimento de como funciona o processo de criação usando modelagem poligonal, escultura digital e a confecção de texturas em alta qualidade. O processo ;e bem simples e começa no Maya, com a criação de um modelo 3d base que é posteriormente exportado para o Mudbox e esculpido. Entre a escultura digital do modelo 3d que resulta em objetos com grande quantidade de polígonos, o artista ainda aborda a retopologia do modelo 3d para redução desse quantitativo e depois a atribuição e edição de texturas.

No final, teremos o modelo 3d com boa quantidade de detalhes para aplicar em qualquer aplicativo de renderização em tempo real. Como a maior parte dos detalhes é criada pelas texturas, o modelo 3d apresenta números bem razoáveis para a quantidade de polígonos. Se você está pensando em trabalhar com desenvolvimento de modelos 3d para aplicação em jogos, esse tipo de tutorial ajuda muito no entendimento do processo como um todo. Em outros tipos de elementos 3d, a técnica usada para representar os objetos é exatamente a mesma, só muda a complexidade e topologia do objeto.

Sep
14

Livros recomendados

Blender 3D - Guia do Usuário Blender 3D - Jogos e Animações Interativas Modelando personagens com o Blender 3D Google Sketchup Pro 8 - Passo a Passo Google SketchUp Pro: Aplicado ao Projeto Arquitetônico ESTUDO DIRIGIDO DE AUTOCAD 2011 Autocad 2011 - Utilizando Totalmente Desenvolvendo Personagens em 3D com 3Ds Max ZBrush para iniciantes Estudo Dirigido de 3ds Max 2011

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