Archive for October, 2009Entre os diversos renderizadores que podemos usar no 3ds Max, um dos que ganha fama de ser o mais complicado em termos de configuração e uso, é o Mental Ray. Esse é um dos motivos alegados por muitos usuários que acabam migrando do Mental Ray para soluções como o V-Ray. Claro que o V-Ray tem as suas vantagens no que se refere à velocidade no render, mas muitos se queixam que o Mental Ray é difícil de dominar. Caso você seja usuário do 3ds Max e nunca tentou usar o Mental Ray para criar imagens realistas, principalmente em projetos envolvendo visualização de cenários e arquitetura, existem duas apostilas gratuitas que podem ajudar muito no entendimento do software. As apostilas foram desenvolvidas com o objetivo de explicar o funcionamento do Mental Ray de maneira rápida e resumida, sendo uma excelente fonte de informações sobre a configuração da iluminação e renderização.
O material está dividido em duas partes chamadas de Mental Ray 101 e Mental Ray 102. Para fazer o download das apostilas de Mental Ray e 3ds Max, que estão em inglês, visite esse endereço. A primeira apostila apresenta os conceitos gerais sobre o funcionamento do Mental Ray e como podemos usar definições prontas (presets) e acelerar a configuração de uma cena. Essa é uma ótima opção para quem não quer aprender tudo sobre o Mental Ray, pois o uso das definições prontas acelera a configuração dos parâmetros do renderizador. Existem configurações para cenas com alta, média e baixa qualidade de render. Sempre que ministro aulas sobre Mental Ray junto com o 3ds Max, as pessoas acabam preferindo nos projetos iniciais usar apenas as configurações prontas para depois partir para personalização. Na segunda apostila é possível acompanhar um guia sobre iluminação com o Mental Ray, que aborda a criação e configuração de sistemas Daylight usando o mr Sun. Para quem precisa usar o 3ds Max na renderização de projetos arquitetônicos e cenários, o material apresenta informações úteis como explicações sobre luzes fotométricas e tipos de iluminação interna e externa usando o Mental Ray. Outro ponto positivo para as apostilas é a ótima introdução dos conceitos abordados, como uma das melhores descrições que já encontrei sobre o processo de Final Gathering. Esse processo é usado no Mental Ray, assim como em outros renderizadores como o YafaRay. O download é mais que recomendado. Tutorial 3ds Max 2010: Introdução a animação e efeitos com FumeFXPosted on: 19, OctO 3ds Max é repleto de plugins que adicionam funcionalidades e efeitos impressionantes e poderosos para qualquer produção em 3d, e que podem ser usados tanto em comerciais para TV como em filmes. Um dos mais famosos plugins do 3ds Max para criação de efeitos com fumaça e partícula é o FumeFX que isolado do 3ds Max, já é significativamente complexo de dominar pela grande quantidade de parâmetros e controles disponíveis. Caso você tenha interesse em aprender o funcionamento dessa ferramenta no 3ds Max, encontrei um excelente tutorial que mostra todo o procedimento necessário para criar fogo no FumeFX, assim como explica a parte básica do software. O tutorial tem aproximadamente uma hora de duração e está disponível em HD (720p). Se você for usuário registrado do Vimeo, pode fazer o download do vídeo visitando a página do mesmo. Fumefx Basics Tutorial from Mathew Kelly on Vimeo. Os usuários do 3ds Max já acostumados a trabalhar com efeitos atmosféricos do próprio software, devem achar semelhante a maneira de trabalho do FumeFX, que requer uma área de domínio para que os seus efeitos fiquem limitados apenas em áreas determinadas. Isso acontece com os chamados Gizmos do 3ds Max, que limitam a criação de efeitos atmosféricos do próprio software. Depois que a área de domínio da simulação está pronta e redimensionada, o autor do tutorial adiciona uma fonte do FumeFX na cena, para que exista um emissor para o efeito, semelhante ao que acontece com as partículas. Isso não é tudo, para conseguir ao menos uma visualização prévia do efeito gerado pelo FumeFX, ainda é necessário:
Assim que esses passos forem seguidos, é possível acionar uma pré-visualização do FumeFX e renderizar uma animação prévia do efeito de fogo. Caso você tenha o 3ds Max com o FumeFX instalado e nunca soube muito bem o que é necessário para usar o plugin, esse tutorial será de grande ajuda. Mesmo sendo narrado em inglês, os usuários que seguirem os passos do autor no tutorial devem conseguir reproduzir sem maiores problemas o efeito de fogo proposto pelo tutorial. Recomendo assistir e fazer o download do tutorial. O vídeo é parecido com outro já publicado aqui no blog em agosto, mas o seu enfoque é mais a parte básica agora. Usando técnicas de fotografia no render com o LuxRender e Blender 3DPosted on: 19, OctNa semana passada publiquei no blog um artigo em que recomendava a leitura de um excelente artigo comparando parâmetros e valores de câmera real, como ISO e exposição na renderização 3D. O artigo inclusive apresentava diversas imagens e comparações entre tipos diferentes de configuração. Todo o tutorial é voltado para usuários do 3ds Max, mas como já havia comentado no próprio artigo, qualquer artista 3d pode se beneficiar desse tipo de conhecimento. Por isso, resolvi fazer um artigo semelhante, indicando o local em que podemos fazer esse tipo de ajuste usando o LuxRender e o Blender 3D. O Blender não apresenta esses parâmetros reais de câmera, mas ao usar renderizadores do tipo Unbiased como o LuxRender ou o Indigo, podemos facilmente aproveitar esse tipo de configuração para melhorar nossas imagens. O primeiro passo para conseguir fazer isso no LuxRender é encontrar o local em que essas opções estão disponíveis na interface do render. A princípio não é tão óbvio de encontrar, pois precisamos alterar o tipo de tonemapper para termos acesso a esse tipo de configuração. Por padrão o LuxRender sempre usa como tonemapper o Reinhard/non-Linear para controlar a imagem gerada. Precisamos alterar esse tonemapper para Linear na interface do LuxRender, como mostra a imagem abaixo ou então no próprio LuxBlend.
Depois que fazemos a alteração para o tonemapper do tipo linear, teremos a disposição três parâmetros que se assemelham as configurações reais de uma câmera que são o Sensitivity, Exposure e FStop. Vejamos o que cada um deles significa. Sensitivity Esse valor no LuxRender funciona como o Film ISO em outros renderizadores, sendo identificado aqui por um índice que é funciona com 1 unidade do sensitivity para 100 do ISO. Então temos para o Sensitivity de 3 a equivalência do ISO 300. Essa é realmente a sensibilidade do filme da câmera, que significa simplesmente o aumento da luminosidade com o aumento da sensibilidade, pois a câmera capta mais luz. Veja as imagens abaixo, com uma comparação entre o ISO 100 e ISO 800.
A imagem foi renderizada sem nenhum tipo de alteração na intensidade da luz, apenas alterando o ISO da câmera é possível fazer o ambiente “parecer” mais claro. Exposure Aqui temos o valor que controla o tempo de exposição da câmera durante o render em segundos. Ao usar uma máquina fotográfica profissional que tenha esse tipo de opção habilitada, podemos deixar o filme vários segundos exposto. Quando mais tempo o filme for exposto a luz, mas claro será o render. As imagens abaixo mostram como o tempo de exposição pode fazer a diferença em câmeras configuradas com ISO 400. O tempo está em segundos.
FStop Por último, podemos controlar também o FStop que determina a abertura física da “lente” dessa câmera virtual. Quando maior for a abertura da câmera, mais luz entra pela lente e consequentemente teremos mais luminosidade na imagem. Quanto menor for o valor desse parâmetro, maior será a abertura do ângulo da câmera. Veja as imagens abaixo que mostram as diferenças de luminosidade entre FStop de 5 e 4. Sendo que a diferença de luminosidade nas imagens se dá pelo fato do FStop com valor 4 ter uma abertura maior, o que resulta em mais luz sendo captada pela câmera.
Com esses valores em mente, agora você pode começar a aplicar os seus conhecimentos de fotografia em renders criados no Blender 3D e LuxRender, ou quem sabe fazer exatamente o inverso. As pessoas com experiência em fotografia já começam com a vantagem de manipular com certa facilidade as combinações desses valores para conseguir boas imagens. Renderização estilizada para arquitetura com o Blender 2.50 e FreeStylePosted on: 16, OctOs projetos desenvolvidos como parte do Google Summer of Code e que envolvem o Blender 3D, sempre tem como objetivo melhorar a ferramenta de alguma maneira, ou adicionar novos recursos. Um desses projetos ainda está sendo desenvolvido e fez parte do SoC 2008. A integração entre o Blender 3D e o renderizador FreeStyle ainda não está completa, mas podemos fazer o download de diversas versões de testes que já permitem renderizar imagens estilizadas. O FreeStyle é o oposto dos renderizadores externos que estamos acostumados a usar para render realista, pois o seu objetivo é criar imagens estilizadas. Agora o projeto está sendo adaptado para o Blender 3d 2.50 e já pode ser testado em algumas versões experimentais disponíveis no graphicall.org. Caso você também queira fazer um teste, resolvi fazer um pequeno tutorial mostrando como funciona a configuração do FreeStyle no Blender 2.50. A cena usada para esse tutorial pode ser visualizada na imagem abaixo. A versão que usei para esse tutorial pode ser copiada aqui.
Como você pode ver, a cena é bem simples e seu objetivo é apenas ajudar no tutorial. O FreeStyle foi adicionado ao Blender como sendo um layer de renderização, por isso o segredo para acionar essa opção está no painel de renderização e no Render Layers. Lá encontramos a opção de habilitar o render com o FreeStyle. Mas, além de habilitar o render com o FreeStyle é necessário adicionar algum estilo de renderização que determina a aparência das linhas. Isso é feito acionando o botão Add Style Module ainda na área de configuração dos layers de renderização. Depois que adicionamos um estilo de render é necessário escolher entre diversos arquivos de estilo que já acompanham essa versão de teste.
O último passo é adicionar o FreeStyle na parte de Post Processing do Blender, ainda no painel de renderização.
Pronto! Agora basta acionar a renderização e visualizar a imagem renderizada com linhas estilizadas.
O resultado é algo completamente oposto que estamos acostumados com renderizadores especializados em Raytracing como o LuxRender, YafaRay ou Indigo. Mas para fins de apresentação, alguns projetos podem se beneficiar desse tipo de recurso. Outra opção interessante é a animação usando render estilizado, como mostra esse exemplo que consegui gerar usando essa versão do Blender. Foram apenas 10 frames renderizados, pois todas as vezes que tentava passar disso o Blender travava (Lembre que essa é uma versão experimental).
Agora é só esperar que o projeto seja concluído e adicionando ao Blender 2.50. Afinal de contas, ele já está em desenvolvimento desde a metade de 2008. Configurando parâmetros de câmeras para renderização em 3DPosted on: 16, OctUma das coisas que sempre comento com meus alunos é que o assunto fotografia, está diretamente relacionado com a produção de material em 3d, seja com imagens estáticas ou animação. O conhecimento de aspectos técnicos de fotografia está sempre bem evidente nas configurações das câmeras, principalmente nos renderizadores do tipo Unbiased, como o Maxwell Render, LuxRender e Indigo. Caso você esteja planejando começar a trabalhar com modelagem 3d e produção de comerciais, seria de grande ajudar estudar um pouco mais sobre fotografia antes de começar. Isso ajudará muito na criação de imagens realistas, principalmente quando o assunto é iluminação. Caso você queira conferir um excelente guia sobre configuração de câmeras em 3d, existe um excelente artigo em inglês descrevendo o que faz cada um dos parâmetros. O autor do artigo escreveu tudo com o foco direcionado para o 3ds Max, mas é possível adaptar as explicações para qualquer software, pois os parâmetros são os mesmos. Quer ver um exemplo de como isso pode ajudar? Imagine que você está criando uma cena iluminada por diversos pontos de luz, para conseguir gerar iluminação uniforme. Ao rederizar a cena, você percebe que o ambiente está muito escuro e precisa de ajustes na iluminação. O que você faz? Ajusta as luzes ou a câmera? A maioria das pessoas acaba editando as luzes, mas com um pequeno ajuste na câmera é possível melhorar a iluminação. Ao ajustar valores como ISO, F-Stop ou Shutter speed é possível determinar se mais luz será captada pela câmera. Por exemplo, ao editar a exposição da câmera para valores que deixem a imagem mais tempo exposta a cena, teremos inevitavelmente um render mais “iluminado”. Mesmo que você não entenda a descrição feita pelo autor em inglês, veja as imagens comparativas dos diferentes parâmetros de render, com os valores das propriedades das câmeras devidamente alterados. Só isso já será de grande ajuda. Portanto, reforço a minha dica para que você procure estudar um pouco mais sobre fotografia e truques usados por fotógrafos para melhorar as suas imagens, pois é exatamente a mesma coisa nos ambientes criados por softwares como o Blender 3D, 3ds Max, Cinema 4D e outros. |
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