Archive for October, 2009Configurando vidro no Blender 3D e Indigo RendererPosted on: 15, OctQuando o assunto é representar projetos arquitetônicos ou cenários virtuais que precisem de grandes painéis transparentes, será necessário conhecer as nuances e detalhes da configuração de vidro usando o renderizador da sua escolha. Cada renderizador possui ferramentas próprias para representar vidro, como é o caso do LuxRender que tem até mesmo tipologias diferentes para vidro destinado a arquitetura. Como estou usando o Indigo para renderizar alguns projetos antigos, resolvi escrever um pequeno guia sobre a configuração de vidro com o renderizador, para os artistas que também queiram renderizar projetos usando o Indigo. Existe algum segredo para configurar vidro no Indigo? Sim, precisamos seguir uma regra simples para poder representar vidro, que é a necessidade do objeto possuir volume. Por exemplo, a representação de objetos transparentes usando planos acaba resultando em superfícies completamente pretas. Isso acontece devido ao fato de não existirem superfícies assim no mundo real. É necessário criar algo com volume para representar o vidro, como um box. O primeiro passo para criar vidro no Indigo é selecionar o shader apropriado para essa superfície que é o “SPECULAR = transparent+sss”. Com o shader selecionado, podemos acionar o botão transparent e alterar o IOR para 1.5, fazendo com que o material represente vidro com ótimo grau de transparência. Isso é feito no Blendigo:
Veja esse teste de renderização, em que apliquei o material do vidro simulando uma janela chumbada na parede. Metade da janela está coberta com o vidro, ficando a outra metade sem absolutamente nada. O nível de luz que entra no ambiente é excelente.
O resultado do mesmo material aplicado apenas em um plano é uma superfície preta.
Mas, e vidro colorido? Isso também pode ser configurado no Blendigo, apenas com a alteração da cor do material na mistura do RGB e do parâmetro Gain. O valor do Gain determina o quanto da cor será usada para representar o material.
O resultado da renderização com o vidro colorido é esse:
Para representar bem o uso do vidro colorido, resolvi fazer um teste com um pequeno vitral no ambiente, que resultou na seguinte imagem.
Repare que a imagem apresenta os temidos fireflies, que são os pontos de luz parecendo pequenos vaga-lumes, comuns em renderizadores do tipo Unbiased, quando acontecem problemas na solução do render. No meu caso, devo testar a cena novamente habilitando o uso do algoritmo Metropolis no render. Uma dica valiosa no Indigo para acelerar o render é desabilitar o Metropolis para cenas simples, o que resulta em cenas limpas de granulação em menos tempo. Nesse caso, acho que será necessário usar o algoritmo, pois existe muita transparência e sombras sofrendo influência de materiais transparentes. Download gratuito de blocos e mobiliário em 3D para AutoCAD, 3ds Max, Blender, Rhino e outrosPosted on: 14, OctA modelagem 3d de ambientes e partes técnicas de projetos é relativamente simples e rápida de executar, permitindo que um artista 3d construa em poucas horas um cenário com paredes, forro, piso, tubulações e outros elementos. Como a maior parte desses objetos é formada por primitivas geométricas deformadas, é possível conseguir excelentes níveis de produtividade. Mas, apenas trabalhar com a construção de elementos geométricos nas maquetes eletrônicas não é suficiente. Ainda é necessário adicionar diversos elementos nos modelos para fazer a ambientação, principalmente quando o projeto envolve a visualização de ambientes internos. Uma coisa que sempre faço é visitar web sites que oferecem modelos 3d gratuitos para download, principalmente os que oferecem os modelos em formatos compatíveis com diversos softwares, e não apenas com o 3ds Max como é o caso de modelos salvos no formato max. Semana passada encontrei um web site especializado em oferecer modelos de móveis e objetos para projetos desenvolvidos no Rhino 3D, com arquivos disponíveis no formato 3DM. Mas, para minha surpresa os modelos 3d sempre tem duas versões disponíveis em 3DM e 3DS também! O que faz com que possamos usar móveis em diversos softwares 3d, inclusive o Blender. O web site se chama Flying Architecture e ele já conta com noventa modelos (hoje), disponíveis para download nas mais diversas categorias. A imagem abaixo ilustra uma cadeira criada com design de Le Corbusier e importada para o Blender 3D no formato 3DS:
Podemos fazer o download de móveis e objetos próprios para as seguintes áreas:
Pela imagem que ilustra o artigo é possível perceber o alto nível de qualidade dos modelos 3d, contando inclusive com pequenas ranhuras na manha e elementos como a costura de tecidos. É um excelente conjunto de objetos e modelos para qualquer projeto de visualização. Enquanto esperamos pela conclusão do projeto que vai melhorar o suporte ao formato COLLADA no Blender 3D, precisamos nos ater a essas alternativas com download de objetos em formatos como o 3DS. Quando o suporte ao formato COLLADA estiver totalmente implementado no Blender 3D, poderemos fazer o download de modelos 3d diretamente no 3D Warehouse e exportar do SketchUp para o Blender 3D. Mas, para que isso aconteça é preciso ter paciência e torcer para que o projeto desenvolvido como parte do Google Summer of Code 2009 seja concluído. Palestras gratuitas sobre 3ds Max, Softimage, Maya e Mental RayPosted on: 14, OctNa maior conferência sobre computação gráfica do mundo, a Siggraph que acontece todos os anos no segundo semestre, a maioria das empresas que desenvolve ferramentas de computação gráfica participa com palestras e apresentações dos seus produtos. Com a Autodesk não é diferente, e esse ano foram muitas palestras e apresentações que fariam qualquer usuário de softwares como 3ds Max, Maya ou Softimage querer fazer uma visita a Nova Orleans. Caso você também não tenha conseguido visitar a feira e assistir as apresentações da Autodesk, assim como eu, pode conferir os vídeos das apresentações diretamente no web site da empresa. A maioria desses vídeos é narrada em inglês, o que consiste uma grande barreira para boa parte dos usuários e artistas que não dominam a língua, principalmente ouvir uma apresentação. Se existisse ao menos uma transcrição das apresentações já seria uma grande ajuda. Pois, agora podemos conferir praticamente todas as apresentações realizadas pela Autodesk na Siggraph 2009 legendadas em português também!
Para acessar os vídeos é necessário visitar esse link que leva ao web site da Autodesk, em que você precisará se registrar para ter acesso ao material. Caso você já possua uma conta na AREA, o canal de tutoriais e blogs para usuários da Autodesk, basta fazer o login antes de visitar esse endereço. Esses são os títulos das palestras disponíveis:
Essas são as chamadas Master Classes, que a Autodesk sempre oferece aos visitantes da feira e também disponibiliza com freqüência no seu web site. As legendas em português não estão disponíveis para todos os vídeos, mas apenas pelo fato de poder acompanhar o que a pessoa está falando, por escrito, ajuda no entendimento dos termos técnicos e nuances dos softwares. Só para reforçar, o acesso aos vídeos é totalmente gratuito. Blender 3D 2.50 pode ganhar melhorias na criação de sombrasPosted on: 13, OctO simples fato de um projeto ser aceito no Google Summer of Code não é garantia que o mesmo seja levado até o fim, como já foi presenciado inúmeras vezes com o Blender 3D e outros softwares que tiveram projetos aprovados no programa de incentivo do Google. Um dos projetos “abandonados” do Blender 3D é a implementação de Deep Shadow Buffer. Com o desenvolviimento do Blender 3D 2.50 avançando cada vez mais, um dos principais colaboradores no desenvolvimento do Blender, resolveu resgatar o tema e adicionar uma versão própria do algoritmo que cria esse tipo de sombra no Blender 2.50. Mas, qual a vantagem em ter esse tipo de recurso em sombras geradas no Blender 3D? Com o uso desse recurso, poderemos trabalhar com efeitos avançados de visualização nas sombras do Blender. Por exemplo, ao criar objetos com diferentes níveis de transparência a sombra vai considerar essa transparência para poder ser projetada de maneira correta nas superfícies. Veja o exemplo das imagens abaixo, renderizadas usando versões preliminares da primeira tentativa de implementar o recurso no Blender em 2007.
Autor da imagem: Michael Fox Entre os recursos do Blender que devem aproveitar mais esse tipo de sombra, podemos listar os efeitos atmosféricos como o Smoke. Quando criamos esse tipo de simulação, os objetos representando a fumaça são compostos por diferentes camadas de transparência e a projeção da sombra de maneira realista fica comprometida. Assim que pudermos usar o Deep Shadow Buffer, isso não será mais problema. Assim que surgirem as primeiras versões de teste com o recurso no Blender 2.50, publico aqui no blog testes de renderização. Para saber mais sobre o recurso e visitar alguns links com informações técnicas da implementação, visite essa discussão sobre o Deep Shadow Buffer no fórum Blenderartists.org. Aproveitando que o assunto é o Blender 3d 2.50, sempre é bom lembrar que de acordo com o calendário de desenvolvimento, a primeira versão beta da versão 2.50 será lançada agora em Outubro. Ao longo dos próximos meses teremos várias versões beta do Blender 2.50 representando o avanço no desenvolvimento de recursos como o B-Mesh e outros. As versões beta acompanham também a evolução do projeto Durian. A equipe do projeto já está usando apenas o Blender 3D 2.50 para trabalhar na animação, o que deve alavancar siginificativamente o desenvolvimento. Quando poderemos usar o Blender 2.50 em ambientes de produção? O mais sensato a fazer é aguardar pelo Blender 2.60, que será lançado depois que o Durian estiver finalizado. Isso só deve ocorrer no segundo semestre de 2010. Tutorial 3ds Max: Modelando uma toalha com Cloth e MPD no FryRenderPosted on: 13, OctOs projetos de visualização 3d envolvendo 3ds Max ou qualquer outra ferramenta 3d, requer que os artistas trabalhem na criação ou localização de elementos e objetos para compor os cenários. Alguns desses elementos são simples de encontrar, mas outros demandam mais trabalho de edição, especialmente no que se refere as texturas. Um exemplo clássico disso é a representação de banheiros, ou outros ambientes com grande quantidade de tecidos espalhados pelo cenário. Apesar de ser um objeto do nosso cotidiano, a natureza do tecido usado nas toalhas fazem com que o objeto seja particularmente difícil de criar em 3D. Caso você seja usuário do 3ds Max e queira aprender uma técnica muito útil para modelar esse tipo de objeto, usando o Cloth do Reactor, existe um tutorial que explica em detalhes o procedimento para criar o modelo 3d de uma toalha com o auxílio do Reactor, nesse endereço. Além da modelagem em si, o tutorial aborda a criação do material para a toalha no FryRender de maneira que a toalha fique como essa:
Esse resultado realista é uma combinação da qualidade no render do FryRender e a técnica usada para elaborar a textura da toalha. O FryRender é um renderizador que usa métodos Unbiased para gerar suas imagens, ficando na mesma “família” que o Indigo Renderer e Maxwell Render. Nesse caso é usado um recurso do FryRender chamado de MPD – Micro Poly Displacement, que é uma técnica extremamente poderosa para criar pequenas deformações nas superfícies com base em texturas. É uma derivação das texturas do tipo Displacement, mas com o objetivo de criar deformações minúsculas na superfície do objeto, como é o caso do material da toalha. No tutorial que está dividido em duas partes, podemos conferir o processo de configuração de texturas usando Micro Poly Displacement. Para as pessoas que nunca usaram esse tipo de recurso é uma excelente demonstração de como isso pode ser útil para representação de superfícies com pequenos detalhes. Um dos mais notórios renderizadores que suportam esse tipo de textura é o RenderMan, com as suas diversas derivações. Por exemplo, podemos usar Micro Poly Displacements no Blender 3D com o renderizador Aqsis. |
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