Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for November, 2009


Os softwares e tecnologias próprias para ajudar a desenvolver projetos para arquitetura e engenharia, como as famosas ferramentas de CAD, acabam deixando muita gente confusa e sem ter noção sobre qual é a melhor opção para a sua área. Aqui no Brasil é inegável que a grande maioria dos cursos de graduação aposta e incentiva o uso do AutoCAD, seja para trabalhar com projetos elétricos ou topografia a maioria tem um curso de AutoCAD na própria faculdade. Muito disso é resultado das indicações dos próprios professores e de uma base tecnológica já adquirida e que não pode ser desperdiçada. Imagine se uma instituição que gastou um bom dinheiro para montar um laboratório de informática com o AutoCAD, vai incentivar os alunos a trabalhar com outro software?

Bem, ainda acredito que o certo mesmo é aprender o funcionamento do software e tentar se adaptar ao máximo de ferramentas possíveis. Assim você domina os meios de produção e não o contrário.

Uma das principais vantagens em usar ferramentas que são especializadas em apenas certos segmentos, como o ArchiCAD para arquitetura, é que temos opções próprias para criar elementos da própria área. Ao aprender o AutoCAD apenas, você tem domínio sobre o ambiente de desenho, mas sem controle sobre opções como o desenho de telhados. Por exemplo, para conseguir criar um telhado em 3d é necessário trabalhar com sólidos, usando uma mescla de extrude e operações booleanas. No final do processo, teremos um sólidos com aparência de telhado, mas que o AutoCAD reconhece apenas como um modelo 3d genérico.

Quando o mesmo processo é executado pelo ArchiCAD, a modelagem é direcionada para os elementos que estão sendo elaborados. No vídeo abaixo, podemos acompanhar os métodos para criar um telhado em 3d no ArchiCAD, em que fica fácil de perceber como o próprio software já faz boa parte do trabalho.

O vídeo mostra a criação de um telhado com múltiplas águas, em que o usuário precisa apenas identificar as bordas das paredes, para que o próprio ArchiCAD posicione e organize as águas do telhado, depois que o usuário adiciona algumas informações sobre o objeto. No segundo exemplo o telhado é criado apenas com uma água, mas o diferencial é que as paredes em 3d foram adaptadas automaticamente a inclinação do telhado.

Se você não tinha idéia das diferenças, agora já sabe um pouco mais sobre as vantagens de uma ferramenta especializada. O mundo do CAD não se resume apenas ao AutoCAD.

Nov
20

O trabalho de edição e ajustes em vídeos está diretamente relacionado com o de animação 3d, pois um dos componentes principais da animação é a matéria-prima em ambas as áreas. O ajuste do tempo em que as ações acontecem é fundamental para conseguir criar movimento e passar a dinâmica necessária, seja nos cortes do vídeo como o movimento dos personagens. Algumas vezes esse trabalho de edição exige que o artista faça alterações na velocidade do movimento, muito comum em clips de vídeo montados com base em vários trechos menores. Para enfatizar uma determinada cena ou movimento, o video designer acaba fazendo com que o trecho seja exibido em câmera lenta.

Esse tipo de edição pode ser realizado em vários softwares, seja ele o Adobe Premiere ou Final Cut da Apple, mas hoje vou mostrar como isso pode ser realizado usando o After Effects da Adobe, que é muito usado para trabalhar com pós-produção de animações e vídeos comerciais também. O tutorial abaixo mostra como é possível selecionar apenas um trecho na timeline do After Effects e alterar o tempo do vídeo, para criar o efeito de câmera lenta necessária para enfatizar uma parte do vídeo.

No vídeo, o autor do tutorial precisa selecionar um trecho do vídeo e para isso ele clica com o botão direito do mouse sobre o vídeo na timeline, e no menu Time escolhe a opção Enable Time Remapping que adiciona automaticamente dois keyframes no vídeo.

Os dois keyframes adicionados a timeline são a base do processo de edição. O próximo passo depois que os keyframes estão na timeline é prolongar um pouco o tempo do vídeo, puxando a borda deste um pouco mais para a direita. Depois, que o vídeo está redimensionado é possível adicionar manualmente mais dois keyframes, sendo um no final e outro no início do vídeo. O objetivo desses keyframes é isolar a área do vídeo que deve receber a alteração no movimento. No trecho entre o segundo e terceiro keyframes teremos o vídeo sendo reproduzido em câmera lenta.

Com isso, basta fazer os ajustes necessários na posição dos keyframes na timeline do After Effects para determinar quais partes do vídeo devem ser reproduzidas com velocidades bem mais baixas que o normal.

Nov
20

A criação e uso de texturas em projetos envolvendo computação gráfica 3d sempre exige um bom domínio de softwares como o Photoshop ou outro editor de imagens, pois é quase certeza que as imagens que temos na nossa biblioteca de texturas não servem de imediato para o contexto do projeto. Quando nem o Photoshop resolve o problema da criação das texturas, é necessário partir para outras soluções um pouco mais drásticas. Por exemplo, a criação de texturas o tipo rocha para grandes superfícies externas é um desafio, principalmente devido ao tamanho da textura necessária. Por isso, quando a textura é criada já consideramos que a mesma deve ser distribuída por uma superfície usando uma técnica conhecida como tiling.

Essa é a técnica que pega uma imagem e sai repetindo a imagem inúmeras vezes sobre uma superfície, para que a mesma fique coberta e com a aparência de ter aquele material. Isso é útil em alguns casos, mas na grande maioria das vezes acaba gerando padrões de repetição que são facilmente percebidos até por pessoas leigas no assunto. Mesmo sendo evitado na maioria das vezes, essa distribuição das texturas pode ajudar quando o artista responsável conhecer técnicas para evitar o aparecimento das marcas características desse tipo de distribuição.

O tutorial abaixo mostra o procedimento para criar uma textura própria para ser distribuída usando o tiling, aproveitando a facilidade em trabalhar com escultura do Mudbox e a edição de imagens do Photoshop.

Mudbox techniques for props #3 – Tileable Stone from sascha henrichs on Vimeo.

A técnica é bem simples e consiste na criação de uma pequena textura de pedra esculpida no Mubdox, que na sua primeira fase não demanda nenhum cuidado especial para evitar o aparecimento das bordas na textura. O objetivo da escultura é criar um mapa de displacement que será usado depois para gerar mais um bloco de texturas. Assim que a primeira parte da escultura termina, o autor exporta uma imagem do modelo que será o mapa de displacement para o photoshop.

No photoshop a imagem recebe um filtro do tipo Offset para que a mesma fique distribuída em um bloco de 2 por 2. Essa imagem é salva como uma textura qualquer, sem nenhuma configuração especial. Ao voltar para o Mudbox, a mesma imagem recém salva no Photoshop é aplicada como um mapa de displacement sobre outro plano com boa quantidade de subdivisões. Isso resulta na criação de outra escultura, com as marcas da textura anterior bem visíveis nas bordas do modelo. Com a ferramenta Eraser do Mudbox, o autor do tutorial faz os ajustes e acabamento nessas bordas para suavizar e retirar essas marcas.

Esse é o segredo para criar texturas sem a marca! Logo depois dessa edição no Mudbox, a textura pode ser criada e aplicada sobre outros objetos 3d sem a criação das marcas características das texturas distribuídas usando tiling.

Nov
19

Os materiais metálicos já demandam de uma boa quantidade de trabalho para conseguir gerar efeitos de reflexão e o aspecto de metal. Entre os diversos tipos de metal que podemos criar em ambientes 3d está o chamado metal escovado, muito comum em projetos envolvendo o design de interiores e visualização para arquitetura. Alguns softwares disponibilizam as configurações para esse tipo de metal já pré-instaladas nos softwares, mas quando não temos essa facilidade disponível é preciso partir para a configuração do material diretamente nos shaders do software.

Caso você use o Blender 3D e o YafaRay para criar os seus projetos, encontrei um tutorial interessante que mostra os procedimentos necessários para criar esse tipo de material, usando uma técnica que mescla o uso de texturas baseadas em bitmaps e os ajustes do material Glossy do YafaRay. O vídeo mostra o processo completo, inclusive com a aplicação dos filtros e efeitos para criar as ranhuras no Photoshop.

A configuração do material no YafaRay é bem simples e consiste apenas no ajuste do material do tipo Glossy para refletir o seu entorno, como faríamos com metal cromado. O segredo para criar esse tipo de metal escovado é usar uma textura. O procedimento para criar essa textura consiste na aplicação de um filtro Add Noise e depois a deformação da imagem com o Free Transform.

Assim que o processo de configuração está concluído, na própria janela do YafaRay é possível visualizar o resultado do efeito com metal escovado. Mas, antes é preciso alterar os ajustes do mapeamento da textura no painel de materiais do Blender 3D.

Nesse caso é recomendável ter um pouco mais de prática na criação desse tipo de textura, pois os projetos envolvendo metal escovado na maioria das vezes demandam o uso de padrões e desenhos pré-definidos pelo autor do projeto. Isso faz com que seja necessário deformar e tratar a imagem para conseguir criar o efeito do escovado para o projeto. Se você quiser usar a mesma cena de testes usada pelo autor do tutorial para aplicar o seu material, visite esse link para acessar o arquivo com esse mesmo modelo 3d, usado no tutorial com a iluminação pronta e texturas aplicadas.

Nov
19

Todos os softwares relacionados com computação gráfica apresentam algumas características únicas ou elementos visuais que os diferem dos outros, como o cursor 3d do Blender e o Utah Teapot do 3ds Max que por muito tempo foi adotado como ícone da ferramenta. Outro software que apresenta alguns ícones característicos e elementos próprios está o AutoCAD que podemos identificar pelos objetos chamados Grips ou quem sabe pelo famoso termo UCS (acrônimo para User Coordinate System). Os usuários do AutoCAD 3d precisam alinhar a UCS com planos inclinados o tempo todo para ajudar na modelagem de telhados e outros objetos com superfícies irregulares. Mas, para mim um dos símbolos do AutoCAD e que deixa muita gente um pouco confusa quando está começando a trabalhar com o software são os chamados Grips.

Esses são aqueles pequenos quadrados azuis que ficam localizados em pontos estratégicos dos elementos gráficos, podem muito bem ajudar e atrapalhar o processo de desenho ou modelagem. As entidades de desenho 2d como curvas e linhas funcionam muito bem com os Grips, permitindo acionar de maneira rápida alterações de escala e deformação sem a necessidade de executar nenhum comando ou ferramenta. Basta clicar sobre o Grip e arrastar o mouse ou digitar as coordenadas.

No AutoCAD 2010 os Grips funcionam de maneira um pouco mais intuitiva que em versões mais antigas da ferramenta, agora apresentando os chamados Grips direcionais que não são mais quadrados e sim setas. Com a direção das setas é possível projetar o tipo de alteração realizada por cada Grip no modelo 3d, antes mesmo de realizar a alteração. Caso você esteja aprendendo a trabalhar com o AutoCAD 2010 para modelagem 3d, e quer aprender um pouco mais sobre a relação dos Grips com os sólidos e objetos 3d do AutoCAD, os dois vídeos abaixo mostram uma excelente introdução ao uso desse tipo de ferramenta no AutoCAD.

Com material desse tipo os usuários iniciantes do AutoCAD podem aprender o funcionamento dos Grips, antes mesmo de criar modelos 3d. Isso facilita muito o aprendizado e ajuda na projeção “mental” necessária para saber em qual dos Grips é necessária a intervenção do usuário, para que o modelo 3d seja construído.

Nov
18

Livros recomendados

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