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Making of do filme Avatar

Nesse final de semana consegui fazer uma visita ao cinema para assistir ao tão esperado Avatar, que tudo indicada seria um marco em termos de computação gráfica e efeitos. Em minha opinião, o filme superou as minhas expectativas e cumpriu muito bem a promessa de mostrar efeitos revolucionários, aliados a uma história cativante e interessante. O objetivo desse artigo é falar sobre a parte técnica do filme, pois não tenho conhecimento suficiente de cinema para fazer uma crítica convincente sobre o enredo do filme. O grande chamariz desse filme na parte técnica é a apresentação da chamada Captura de performance, que pretende passar para modelos 3d a atuação realizada por atores reais.

Essa técnica adiciona um pouco mais de realismo as cenas, permitindo que os próprios atores adicionem vida aos personagens e não os animadores. O modelo é uma evolução da técnica conhecida como captura de movimento, em que apenas os movimentos dos atores é capturado e passado para personagens virtuais. Quer ter uma idéia de como isso funciona? O vídeo abaixo mostra um Making of do filme, com diversas cenas que apresentam a captura de performance. Repare que os atores tem até pequenos dispositivos parecendo microfones de um headset, mas são câmeras para capturar as expressões faciais.

A maioria dos efeitos especiais presentes no filme foi desenvolvido pela WETA do diretor Peter Jackson, que deu vida a maioria das cenas envolvendo os personagens virtuais. As grandes produções sempre usam mais de uma empresa especializada em efeitos, devido aos prazos apertados e complexidade dos efeitos. Por isso, um pouco depois que o projeto começou, a ILM entrou no projeto para ajudar a finalizar as cenas no prazo.

Toda a parte de visualização 3d do filme impressiona, pois os personagens parecem realmente interagir com o ambiente. Desde as sombras que os objetos recebem e projetam no ambiente, até as texturas da pele e os olhos dos personagens. A quantidade de detalhes em todos os objetos virtuais é impressionante. Depois de trabalhar com computação gráfica por vários anos, ainda achava difícil ficar impressionado com efeitos especiais, mas o material apresentando nesse filme me surpreendeu.

A ILM ficou responsável por boa parte das cenas envolvendo os veículos militares e máquinas. Quer ter uma idéia da coordenação envolvida no projeto? Existe uma cena no filme em que dezenas de naves militares se alinham para destruir uma parte do planeta, não vou dizer qual é a parte para não estragar a história. Essa essa foi criada tanto pela ILM como pela WETA. Existem basicamente dois enquadramentos de câmera para essa cena com visualizações da parte de trás dos veículos, e outro enquadramento mostrando o solo na parte frontal da formação. Quando visualizamos a cena de trás, as animações são da ILM e a parte frontal é da WETA.

Já pensou ter que produzir esse tipo de animação, em dois ambientes diferentes e sem saber o que está sendo criado pela outra empresa? Isso só foi possível graças a pré-visualização extremamente detalhada que o James Cameron entregou para ambas as empresas. Mais informações sobre os efeitos de Avatar podem ser conferidas nesse artigo.

O próximo passo é tentar assistir ao filme em 3d, que infelizmente só está disponível na minha cidade em 3D dublado. Isso é lastimável, pois em outras capitais existem cópias em 3d legendadas.

Se você ainda não assistiu ao filme, corra para conferir uma das simulações 3d mais realistas do cinema.

Sobre o Autor:

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

2 Comentários

  1. Rodrigo Gnoatto Amaral 28/12/2009 em 1:04 pm

    Em Curitiba existem salas de Avatar 3D legendadas, vale muito a pena.

  2. rosana 10/02/2010 em 11:43 pm

    não lamente tanto o fato de sua cidade somente oferecer a versão dublada em 3D, pois, acredite, ela é bem melhor de assistir do que a legendada. Como as legendas também tem o efeito 3D, a gente perde muito da atenção ao ficar tentando acompanhar aquelas letrinhas flutuantes. Quando não há essa preocupação, você “entra” no filme e aproveita muito mais os efeitos fantásticos que a produção oferece.

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