Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for December, 2009


Uma das perguntas que mais recebo dos meus alunos é sobre cursos e material avançado em diversos softwares 3d. Qual o próximo passo para conseguir trabalhar com tópicos avançados em softwares 3d? Seria a criação de modelos 3d mais complexos? Na verdade, o que muitos consideram como conhecimento avançado nesses softwares, inclusive as empresas e estúdios de produção, é a possibilidade de trabalhar com a criação de rotinas e pequenos softwares para automatizar tarefas nos softwares 3d. Esse tipo de recurso é muito procurado em empresas de pequeno e médio porte. Imagine poder oferecer no seu currículo a possibilidade de desenvolver ferramentas e scripts específicos para resolver problemas que demorariam várias horas usando as opções padrão dos softwares? Qualquer empresa ou estúdio ficaria muito feliz em ter um artista com essas habilidades no seu quadro de colaboradores.

Já falei e indiquei aqui no blog diversos recursos para aprender MAXScript, Python e MEL. Mas, ainda não tinha recomendado nenhuma ferramenta para aprender Ruby aplicado ao SketchUp. Assim como acontece com outras ferramentas 3d, o SketchUp pode aproveitar a linguagem Ruby para automatizar tarefas e criar ferramentas personalizadas. A maioria dos plugins e scripts que recomendo aqui no Blog são criadas usando Ruby.

Caso você queira começar a criar seus próprios scripts, recomendo fazer o download de um outro Script chamado de WebConsole. Ele permite digitar os scripts diretamente no SketchUp, salvar e carregar versões diferentes desses scripts para testar. A interface é bem simples como mostra imagem abaixo:

tutorial-avancado-sketchup-script-webconsole.png

Como funciona esse script? Como ele pode me ajudar?

Se você é usuário do SketchUp e quer começar a trabalhar com ferramentas personalizadas para seus projetos de modelagem, o vídeo abaixo pode ser um excelente primeiro passo. No tutorial é possível acompanhar a criação de um script bem simples usando o Webconsole como base, para filtrar a seleção de objetos na área de desenho. O objetivo é bem simples, selecionar apenas linhas que tenham um determinado comprimento ou estejam dentro das regras estabelecidas pelo script.

Claro que se você tiver alguma experiência prévia com programação ajuda muito, para entender o funcionamento das estruturas de repetição e dos momentos em que lógica condicional é usada. O que o script faz e verificar as linhas selecionadas, comparando com a condição especificada pelo autor, que pode ser o comprimento menor que um determinado valor ou exatamente igual a 10. Depois de criar o mesmo script no seu SketchUp é só alterar o trecho da condição para aproveitar a ferramenta nos seus próprios projetos.

O vídeo está em HD, ficando bem fácil visualizar os códigos que o autor digita na janela do Webconsole.

Dec
8

O processo de aprendizagem das técnicas necessárias para conseguir criar bons modelos 3d, envolve muita prática e dedicação no domínio da ferramenta 3d usada para o estudo, mas também das soluções necessárias para criar bons modelos 3d, usando como base estruturas que tenham apenas faces triangulares e quadradas. Nas minhas aulas em que o assunto é modelagem 3d, sempre tento passar esquemas de modelagem abstratos que sirvam de base para uma prática mais elaborada na resolução desses problemas. Por exemplo, ao passar uma malha 3d com a topologia totalmente bagunçada e pedir para que o artista reconstrua aquela malha, usando apenas quadrados e triângulos, ajuda a desenvolver o olho clínico dos artistas para problemas de topologia.

É claro que a maioria das pessoas não gosta desse tipo de exercício, principalmente depois que percebem a quantidade de ferramentas e pequenos ajustes necessários na malha com uso de snap e transformações. Com o tempo a vantagem em realizar esse tipo de tarefa acaba aparecendo de maneira natural. Se você quiser ter uma boa idéia de como esses exercícios podem ser desenvolvidos usando esquemas abstratos, encontrei uma ótima referência para quem quiser tentar desenvolver as mesmas habilidades.

Um artista 3d publicou uma série de imagens contendo esquemas de modelagem 3d, para resolução de topologia que podem ser aproveitados por qualquer pessoa interessada.

exercicios-modelagem-3d-abstrata-edge-modeling.jpg

O exercício é bem simples, e consiste na criação de uma malha 3d perfeita e regular, que deve ser adaptada e editada para apresentar as mesmas divisões e ligações existentes nas imagens mostradas. Assim que você prestar mais atenção nos esquemas de modelagem, vai perceber que os diagramas mostram pequenos desenhos feitos na malha 3d.

Pode até parecer algo menos desafiador que tentar criar o seu próprio personagem virtual, mas garanto que o processo é bem mais trabalhoso do que parece, principalmente para os usuários com menos experiências. Se você ainda está dando os primeiros passos na modelagem 3d, recomendo tentar fazer os exercícios. Os artistas que dispõe de softwares que permitem trabalhar com N-Gons, as famosas faces com mais de quatro lados em softwares 3d, devem resistir ao máximo antes de recorrer ao recurso. O uso apenas de faces quadradas ou triângulos, adiciona um nível a mais de complexidade no exercício.

O segredo é usar apenas ferramentas de corte, subdivisão, Merge ou Weld de vértices. Essas ferramentas somadas as opções de transformação (mover, rotacionar e escalonar) devem ser mais que suficientes para realizar todos os exercícios.

Dec
8

A escolha do melhor tipo de iluminação para cada ambiente ou projeto pode ser uma tarefa bem trabalhosa, pois dependendo do objetivo de cada projeto a escolha em si pode ser determinante para alcançar ou não esses objetivos. Por exemplo, projetos que exigem o máximo em fidelidade entre a simulação dos ambientes reais com a iluminação criada nos softwares, demanda técnicas e ferramentas que possam simular essa situação. Nesses casos, a melhor escolha é usar as chamada luzes fotométricas baseadas em perfis do tipo IES. Quando escolhemos esse tipo de iluminação para nossos projetos, estaremos usando um pequeno arquivo de texto com extensão “ies”, que armazena todas as informações relevantes sobre a fonte de luz usada para emitir energia.

Esse é um recurso que não é suportado por todos os renderizadores ou softwares, mas a tendência é que a maioria dos renderizadores passar a oferecer esse tipo de suporte. Caso você seja usuário do Indigo Renderer, pode fazer o download de um excelente guia sobre configuração e uso de luzes IES no Indigo.

guia-render-luzes-ies-indigo-renderer.jpg

Para quem decide usar esse tipo de luz no Indigo ou qualquer outro renderizador, o primeiro desafio é conseguir encontrar os arquivos IES corretos. Nesse caso, a melhor opção é recorrer aos web sites dos fabricantes de lâmpadas, pois a grande maioria oferece o download de inúmeros arquivos IES prontos para usar em qualquer projeto. Isso dá um aspecto de maior veracidade a iluminação, pois é possível aplicar o mesmo tipo de lâmpada especificada no projeto real, na visualização criada no computador.

Além do pequeno guia em PDF que mostra o básico e necessário para usar luzes IES no Indigo, mesmo que você não seja usuário do Indigo Renderer, pode achar dois outros links extremamente úteis no artigo. O primeiro é um pequeno arquivo zip com diversos perfis de lâmpadas prontas para uso, todas já no formato ies. Mas, como seria complicado trabalhar com esse tipo de visualização, tendo que aplicar o perfil em um modelo 3d para visualizar o efeito da luz, existe também um pequeno software que permite abrir o arquivo IES e visualizar uma prévia da iluminação gerada pelo perfil, assim como dados sobre a lâmpada.

Junto com o Indigo Renderer, esses perfis podem ser usados no LuxRender e futuramente no YafaRay, quando o suporte a luzes IES estiver estável.

Dec
7

O processo de criação relacionado com modelagem 3d envolve muita pesquisa e elaboração de material baseado em estudos e desenhos conceituais. Esse é o processo natural, em que criamos modelos 3d inéditos usando imagens ou fotos como referência. Mas, apesar de ser a maneira mais corriqueira para se criar geometria em 3d, ainda é possível fazer outro tipo de operação em que aproveitamos modelos 3d elaborados para projetos já concluídos. Isso pode ser feito na forma de blocos, mais comuns para representar mobiliário, ou mesmo com partes de um modelo 3d. Imagine que você precisa criar um modelo 3d que misture partes de dois personagens para formar um novo objeto.

Isso é perfeitamente possível de acontecer, principalmente quando o objeto da modelagem envolve o uso de modelos 3d com topologia mais geométrica. Com objetos orgânicos, o processo é bem mais complicado de realizar, pois envolve a adaptação dos edge loops do objeto 3d que literalmente podem inviabilizar a animação por deformação da malha usando bones.

Uma ferramenta gratuita muito interessante, promete facilitar o processo de mesclagem desses modelos 3d. A ferramenta se chama MeshMixer e foi desenvolvida como experimento na Universidade de Toronto, por um pesquisador chamado Ryan Schmidt. A promessa da ferramenta é bem simples, permitindo realizar pequenas cirurgias nos modelos 3d, removendo partes indesejadas e trazendo outras partes para o modelo 3d, fazendo automaticamente as ligações. O vídeo abaixo dá um bom exemplo de como a ferramenta funciona:

O download da ferramenta pode ser feito de maneira gratuita no web site em que o autor disponibiliza o MeshMixer, a única coisa que ele pede em retorno são imagens para expor na galeria do MeshMixer.

Apesar de ser uma ferramenta 3d útil, o MeshMixer deve ser usada com cuidado em projetos destinados a animação com base em deformação. No próprio vídeo de demonstração é possível perceber que para conseguir fazer a união das partes desses modelos 3d, a ferramenta faz uso intensivo de faces triangulares na topologia do modelo 3d. Isso resolve a parte visual do modelo 3d, mas ao tentar fazer qualquer tipo de deformação no objeto, o resultado será uma série de deformações com pequenos problemas de topologia.

Na maioria das vezes, ainda será necessário fazer a “costura” dos edge loops das partes envolvidas, para conseguir boas deformações.

Dec
7

O objetivo da maioria dos projeto envolvendo a produção em 3d é fazer uma apresentação dos resultados para potencializar uma venda ou conseguir participar de projetos maiores. O caminho mais simples para realizar esse tipo de apresentação é o uso da famosa seqüência de slides feitos em softwares como o PowerPoint. Apesar de ser perfeitamente possível usar ferramentas como o PowerPoint para conseguir boas apresentações, se o objetivo do projeto for causar impacto ou uma boa impressão na audiência, existem técnicas mais aprimoradas para conseguir apresentações de impacto.

Quando o assunto é apresentar projetos voltados para arquitetura, ainda existem pessoas investindo na criação de maquetes físicas, que por mais “antiquadas” que possam parecer, ainda são bem aceitas no mercado. Algumas pessoas ainda apresentam dificuldades em visualizar imagens 2d e perceber a volumetria e o espaço tridimensional de uma edificação. Por isso, um bom conjunto de apresentação é formado por imagens 3d e maquetes.

Entre essas técnicas que podem realmente chamar a atenção para a apresentação de projetos arquitetônicos está o uso de ferramentas ou dispositivos de realidade aumentada. Essa é uma técnica que já havia sido comentada aqui no blog, mas com o uso de elementos como vídeo e composição de material 3d e vídeo real. Essa semana, descobri um pequeno guia que mostra como é possível trabalhar com realidade aumentada, projetando imagens 3d sobre maquetes reais.

realidade-aumentada-arquitetura-3d-maquetes.jpg

A técnica é bem simples e envolve o uso de dois projetores e um pouco de cuidado para alinhas as superfícies dos modelos 3d com a maquete usada para a apresentação. O processo começa com o posicionamento dos projetores, usando como referência modelos 3d simples com texturas, para conseguir posicionar a projeção de maneira a ter as superfícies necessárias para fazer animações ou projetar texto.

Basta ter um pouco de imaginação, para perceber que esse tipo de apresentação pode realmente transformar uma simples maquete em pequenos displays multimídia. Por exemplo, é possível projetar imagens para simular texturas ou mesmo pequenos trechos de texto, com explicações sobre o projeto e contornos coloridos que destaquem partes da apresentação.

As possibilidades para esse tipo de apresentação são muito interessantes e baratas também, pois a maior parte do trabalho pode ser feita apenas no software 3d. Basta ter a maquete e os projetores alinhados.

Dec
4

Livros recomendados

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