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Evolução da interface do Blender 3D

A evolução das interface e das ferramentas do Blender 3D nos últimos anos é impressionante e mostra os avanços conseguidos pela equipe e desenvolvedores, que com muito esforço trabalharam para chegar até a última reformulação dessa interface. Depois de uma conversa com alguns colegas e alunos dos meus cursos sobre computação gráfica, percebi que muitos deles nunca tiveram a oportunidade de usar ou conhecer as interfaces passadas do Blender 3D, para perceber como tudo mudou. A primeira vez que tentei usar o Blender 3D foi na versão 2.04, em que literalmente abri o software e depois de alguns minutos desisti de entender o funcionamento do mesmo. Apenas algumas semanas depois foi que realmente pesquisei e comecei a trabalhar e estudar com mais empenho a maneira com que o Blender funciona.

Desde esse dia fui deixando gradativamente de usar o 3ds Max como minha principal ferramenta 3d, para adotar apenas o Blender 3D nos projetos. Como ainda tenho algumas dessas versões mais antigas e a própria fundação disponibiliza nesse endereço, praticamente todas as versões anteriores do Blender para consulta e download, resolvi fazer um pequeno vídeo demonstrando a evolução das interfaces.

Como fica claro pelo vídeo em questão a evolução da interface “espartana” do Blender 3D 1.60 até o que vemos no final do vídeo, com a versão 2.50 Alpha 0 é impressionante e perfaz diversas pequenas melhorias que são complementadas pelos lançamentos intermediários.

Naquela época era complicado e trabalhos realizar operações simples de modelagem 3d, como a restrição de movimentos dos objetos ao receber algum tipo de transformação como escala ou rotação. Essa era uma das funções destinadas ao botão do meio do mouse, que junto do grid funcionava para modelar com mais precisão.

Repare que os famosos modos Object, Edit e muitos outros não estavam agrupados em seletores de fácil localização na interface, mas em botões espalhados sobre uma Header montada sobre ou abaixo da 3D View ou painel de botões. Com o tempo, a interface foi ganhando mais retoques e ferramentas mais sofisticadas como os modificadores. Basta fazer uma rápida comparação com o número de modificadores disponíveis na versão 2.

O vídeo em si não tem como objetivo mostrar o funcionamento da ferramenta, apenas demonstrar o quanto já foi melhorado e aprimorado nos últimos anos, e que deve culminar com o lançamento do Blender 2.60 no final desse ano. Agora é só esperar!

2017-04-11T10:29:14+00:00 By |Blender 3D|4 Comentários

Sobre o Autor:

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

4 Comentários

  1. Thiago 07/01/2010 em 9:05 am

    Engraçado que haviam defensores ferrenhos da interface do Blender – dizendo e achando-se melhores de uma maneira geral tanto como artista e o software em si por entenderem a tal interface.Eu espero que a nova versão o que provavelmente será de transição apresente melhorias de fluxo pois ela parece e ainda parece uma interface fragmentada – característico do Linux.Uma pena pois deixou o software para poucos interessados no novo e afastou pessoas que realmente poderiam evoluir o software a patamares bem maiores pois o software existe há anos e só agora artista aproximaram-se dele por uma série de outras questões sociais da internet.Antes só uns técnicos que sabem muito de software e pouco de arte.

  2. Evolução da interface do Blender 3D « netCAD 3D 07/01/2010 em 4:37 pm

    […] clipped from http://www.allanbrito.com […]

  3. Fernando Pacheco 07/01/2010 em 6:19 pm

    Nossa muito show!!! da uma olhadinha neste link parece ter todas as versões do blender para download..
    http://www.graphicall.org/builds/builds/userbuilds/

    abs.

  4. Heaven 09/01/2010 em 9:16 pm

    @Thiago

    Na realidade os artistas só tiveram verdadeira aproximação do projeto Open Movie (visava melhorar a ferramenta durante a criação de projetos realmente artísticos focando pelas dificuldades dos mesmos), antes disso tinha-se poucas aproximações dos artistas.

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