Archive for February, 2010Mapa mental de uma palestra ou aula sobre modelagem 3dPosted on: 10, FebComo você já deve estar acostumado a ler nos meus artigos em que sempre comento sobre as minhas experiências em sala de aula, estou sempre ministrando aulas e cursos sobre computação gráfica e assuntos relacionados. Os cursos podem ser tanto isolados e dedicados a uma ferramenta em especial como o Blender 3D ou 3ds Max, como fazer parte dos cursos de graduação em que leciono. O ato de ensinar computação gráfica é uma excelente forma de estar sempre estudando, e também uma maneira de colocar em prática o ato de ensinar, coisa que gosto bastante de fazer. Apesar de comentar sobre minhas experiências aqui no blog, dificilmente menciono as técnicas ou maneiras que uso para organizar minhas apresentações, aulas ou palestras. Entre as diversas técnicas que já usei para organizar conteúdos para palestras e aulas, uma das mais eficientes que encontrei foi a dos mapas mentais. É um tipo de imagem organizada em hierarquia, e que apresenta nós que partem do centro. Bem, o objetivo desse artigo é mostrar a organização de uma dessas aulas, que pode muito bem ajudar outros profissionais ou artistas que precisem falar sobre o mesmo assunto. Com o retorno das minhas aulas, acabo revisando parte do material e fazendo pequenos ajustes. O mapa mental da aula sobre modelagem 3d foi revisado essa semana. O tema relacionado com a modelagem 3d é abordado em todos os meus cursos, principalmente na disciplina de computação gráfica dos cursos de graduação. Como funciona esse mapa mental? A imagem abaixo mostra a linha de raciocínio que uso para explicar o funcionamento da modelagem 3d como um todo. Clique na figura para visualizar de maneira ampliada. Os números em cada tópico mostram a ordem com que os assuntos são abordados, e as ramificações na estrutura levam para subtópicos que explico durante a aula. Na primeira vez em que tive que preparar uma palestra ou apresentação sobre esse tipo de assunto, a dificuldade para montar uma linha de raciocínio foi muito grande. Depois de fazer vários testes e ministrar aulas para os mais variados públicos, acabei adotando esse esquema como uma base de referencia. Claro que dependendo do público que vai assistir a apresentação, a estrutura da aula ainda é passível de pequenos ajustes. Por exemplo, quando o tema da disciplina é a modelagem para arquitetura, acabo removendo a parte em que falo sobre escultura digital ou modelagem usando NURBS, pois as mesmas têm pouca aplicação. À medida que falo sobre os conteúdos, diversas imagens e vídeos são usados para ilustrar o procedimento. Se for necessário falar mais sobre determinado assunto, para tirar uma dúvida, o Blender está sempre aberto e esperando para fazer alguma coisa na prática. Espero que esse esquema possa ajudar outras pessoas a planejar apresentações ou seminários sobre modelagem 3d. Caso você queira tentar fazer mapas mentais, recomendo o site Mind Meister como ferramenta online e gratuita que trabalha muito bem com esse conteúdo. Renderização de interiores com Blender 3D e YafaRayPosted on: 9, FebApesar de falar sempre sobre diversos renderizadores externos para o Blender 3D como o LuxRender e Indigo, usando técnicas e algoritmos avançados como o Metropolis Light Transport, o YafaRay ainda é uma das opções mais rápidas e amigáveis de usar no Blender. O único problema que a maioria dos usuários acaba enfrentando com o YafaRay é a parte de instalação que pode ser um pouco trabalhosa, pois é preciso remover todos os arquivos de versões anteriores do YafaRay para atualizações e instalação, inclusive os com extensão “py” que são os scripts responsáveis pela conversão da cena. No final de Janeiro um usuário publicou uma imagem nos fóruns de usuários do YafaRay que pode ser de grande ajuda para muitos artistas, principalmente os interessados em trabalhar com visualização para arquitetura e design de interiores. A imagem está com uma qualidade excelente e diversos detalhes que não são simples de produzir, como um carpete bem detalhado na imagem. Abaixo temos uma versão menor da imagem produzida com o Blender e YafaRay.
A descrição completa da cena com as respectivas imagens mostrando como foi o processo de configuração, podem ser conferidas nesse endereço nos fóruns do YafaRay. Assim como acontece com todas as cenas internas no YafaRay e Blender, a técnica adotada pelo artista para conseguir bons resultados para ambientes internos foi o Photon Mapping que teve seus parâmetros ajustados para a escala e contexto adotado na cena. Lembre que os valores disponíveis na página em que o projeto é descrito devem ser adaptados para cada contexto, e caso sejam copiados de maneira literal, podem acabar produzindo resultados bem diferentes. Apesar de ser um excelente exemplo de como criar uma cena com iluminação realista, esse tipo de situação é bem fácil de reproduzir dependendo da sua experiência com o Blender e YafaRay. Uma coisa que podemos aprender com o uso desse material e que não é comum de encontrar em outros exemplos é a configuração do tapete usado na cena. O artista usou um conjunto de texturas e o modificador Displacement do Blender para conseguir o efeito. Mesmo que você já tenha conhecimento sobre o Blender e YafaRay, recomendo visitar o link e conferir a técnica usada pelo artista para criar o modelo do tapete. Infelizmente o modelo 3d não está disponível para download. Como converter materiais entre V-Ray e Mentay Ray?Posted on: 8, FebO trabalho em escritórios de arquitetura ou como profissional especializado em visualização apresenta diversos pequenos desafios, como o gerenciamento de materiais e grandes bibliotecas de objetos 3d. Quando optamos por trabalhar com softwares que apresentam grande quantidade de opções em renderização como o 3ds Max, a incompatibilidade entre alguns objetos e materiais é fato corriqueiro. Por exemplo, imagine que você está usando apenas o VRay para renderizar os seus projetos, e depois de muita pesquisa por blocos de mobiliário, aquele modelo da cadeira Eames que faltava para completar o projeto foi encontrado! Mas, para sua decepção o autor do modelo configurou o couro e madeira da cadeira usando o Mental Ray. Ao acionar o render no VRay as coisas acabam ficando estranhas, como texturas borradas ou reflexões fortes demais. Como resolver isso? A maneira mais simples de resolver esse tipo de problema é com a configuração manual do material, usando os conhecimentos do artista 3d. O problema nesse caso é que o artista precisa conhecer as configurações e ajustes dos dois renderizadores, e que nesse caso são o VRay e o Mental Ray. Só isso demanda uma boa quantidade de estudo e prática, pois as opções de ajustes para materiais nas duas ferramentas são bem variadas. Para os usuários do 3ds Max, existe um script que pode ajudar significativamente nesse tipo de tarefa, permitindo converter de maneira automática os materiais ajudstados para VRay, Mental Ray e Maxwell Render. O Script pode ser copiado de maneira totalmente gratuita nesse endereço.
A ferramenta considera alguns dos ajustes do 3ds Max para materiais como sendo padrão entre as ferramentas, mas isso não excluí a possibilidade do artista realizar algum tipo de configuração manual, pois nem tudo pode sair da maneira como esperamos. O script acaba fazendo a maior parte do trabalho, mas o ajuste das superfícies e reação a luz pode variar de artista para artista. Esse é o tipo de problema pelo qual todos os artistas 3d um dia acabam passando, seja com a manipulação de materiais no Blender 3D que sofram configurados no YafaRay, mas o render será executado no LuxRender ou em ferramentas como o 3ds Max, Maya e outros. Autodesk Maya: Script permite criar edificações automaticamentePosted on: 5, FebA modelagem de projetos para arquitetura é um trabalho metódico e cansativo, mas o processo que envolve compor um cenário maior em que esse tipo de edificação deve ser posicionado é pior ainda. O problema é que o projeto principal ainda acompanha diversas ilustrações de referência e até mesmo desenhos técnicos. Mas, ao posicionar a câmera e enquadrar o seu modelo 3d, você descobre que o plano de fundo da imagem ficará vazia demais. A primeira alternativa é adicionar grande quantidade de árvores no plano de fundo para cobrir o vazio, mesmo que essa quantidade fuja completamente da realidade. Caso as árvores não resolvam, ou o posicionamento das mesmas acabe prejudicando a composição, a solução é adicionar edificações extras para composição. Nesse tipo de situação a modelagem de outras edificações cheias de detalhe não é recomendável. A melhor opção é adicionar blocos simples e com poucos detalhes. A criação dessas edificações demanda muito tempo e pode atrasar a entrega do projeto como um todo. Existem alguns scripts que permitem criar edificações de maneira procedural usando apenas alguns cliques de mouse. Já havia mostrado um desses scripts aqui no blog para o 3ds Max, mas essa semana encontrei uma opção muito semelhante para usuários do Autodesk Maya. A ferramenta foi escrita em MELScript e se chama KludgeCity, o script pode ser copiado de maneira totalmente gratuita nesse endereço. A utilização do mesmo não requer muitos passos, apenas a instalação e escolha de alguns parâmetros. A imagem abaixo mostra todas as opções disponíveis de criação nas edificações criadas pelo script.
A quantidade de detalhes e segmentações desse tipo de modelo 3d gerado com o script é perfeita para compor cenários em projetos de visualização para arquitetura. Entre as limitações desse script em particular é que o mesmo só cria edificações com perfil mais comercial, em que os edifícios são sempre formados por grandes painéis de vidro. No ajuste geral do modelo 3d ainda é possível aproveitar um mapeamento UV simples com uma textura própria, aplicada nas janelas do modelo 3d para ajudar a posicionar texturas. Agora você não precisa mais recorrer aos modelos 3d de vegetação para esconder o plano de fundo dos projetos no Maya, pois com esse tipo de recurso é fácil e rápido compor o cenário com modelos 3d reais. Para quem trabalha com visualização para arquitetura ou cenários virtuais, a ferramenta é mais que recomendada! A história do Photoshop nos últimos 20 anosPosted on: 5, FebNo próximo dia 10 de Fevereiro um dos ícones da computação gráfica está comemorando 20 anos de existência. O photoshop já está no mercado ajudando pessoas a tratar imagens e fotografias desde o final dos anos 80, e ajudou a Adobe a se consolidar como uma das maiores empresas de computação gráfica do mundo. Ainda lembro da primeira versão do Photoshop que tive oportunidade de usar, ainda na metade dos anos 90 que foi a versão 4.0 que foi o grande redesign da interface do Photoshop. Além dos méritos técnicos do Photosop e a qualidade das suas ferramentas de manipulação para imagens formadas por mapas de pixels, o seu grande mérito foi ter se popularizado entre usuários que não são de informática. Qualquer pessoa hoje sabe que passar uma foto pelo “Photoshop” é o mesmo que “Melhorar artificialmente as imagens”. Se você, assim como eu, gosta de computação gráfica e da sua história vai querer ler e conferir as imagens reunidas nesse artigo do Webdesignerdepot que fala sobre a história do Photoshop nos últimos 20 anos. Para quem nunca usou as versões antigas do software é interessante conhecer as primeiras interfaces. O vídeo abaixo mostra uma entrevista com Thomas Knoll, um dos criadores do Photoshop e que hoje trabalha na Industrial Light and Magic produzindo efeitos especiais para filmes. A entrevista é conduzida nos corredores da ILM, basta reparar nos manequins que estão no fundo do cenário. O mais engraçado desse vídeo é que sempre assisto aos extras de DVD`s em que aparece a equipe da ILM trabalhando em efeitos, e nunca tinha associado esse Thomas Knoll ao criador do Photoshop. O Photoshop e a Adobe passam por momentos difíceis hoje em dia, pois o lançamento do Photoshop CS4 foi um fracasso de vendas que infelizmente acabou acontecendo em um ano de crise econômica. O resultado não foi muito bom para a Adobe, fazendo com que o projeto do Photoshop CS5 e da sua suíte de aplicativos fosse colocada como prioridade. Desde o lançamento da versão CS3 com suporte a objetos 3d e edição simplificada de vídeo que nenhum recurso realmente “indispensável” é lançado, fazendo com que os usuários e artistas não se empolguem para comprar uma nova licença. Isso acabou derrubando as vendas do Photoshop CS4. |
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