Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for April, 2010


A criação de projetos arquitetônicos usando tecnologias e recursos amigáveis ao meio ambiente é hoje tido como um recurso extra, que muito em breve deve começar a ser adotado como lei em várias das grandes cidades. Da mesma maneira que artiquetos precisam respeitar recuos e normas técnicas, uma edificação vai precisar comprovar o baixo nível de emissão de carbono, ou uso eficiente da luz solar. Para esse tipo de tarefa já existem diversas tecnologias e técnicas que auxiliam na escolha dos melhores materiais e configurações, fazendo com que as decisões de design nos projetos sempre sejam voltadas para uma melhor eficiência energética.

Se você quiser aprender um pocuo mais sobre como funcionam essas tecnologias e quem sabe já aplicar as técnicas nos seus projetos, o AUGI (Autodesk User Group International) organizou um curso totalmente gratuito sobre o Autodesk Ecotect. Esse é um software especializado na análise e estudo da projeção do sol, conforto térmico entre outros. O curso está todo disponível em vídeo.

curso-gratuito-arquitetura-solar.jpg

Essa é uma lista dos assuntos abordados no curso:

  • Interface
  • Editando opções dos projetos
  • Editor de modelos 3d
  • Página de visualização
  • Página de análise dos dados
  • Análise térmica
  • Análise da projeção solar na edificação
  • Custos de materiais
  • Consumo de recursos pela edificação

Todos esses assuntos são abordados de maneira muito rápida, pois o tempo do curso é bem curto, mas já servem como ponto de partida para que possamos utilizar os recursos em outras ferramentas. Apesar de ser bem completo, o Ecotect não é a única solução para esse tipo de projeto. Por exemplo, existe o excelente e gratuito IESVE para o SketchUp que exporta as informações para o VE-Ware, para realisar análises semelhantes sobre a eficiência energética do projeto.

Ainda existe o Energy Plus para o SketchUp também, que é menos amigável que o produto da IESVE, mas apresenta resultados bem completos.

Entre os dois a minha opção ainda é pelo IESVE pela facilidade e rapidez no uso e criação de pequenos relatórios para análise energética e solar. Se você trabalha com visualização de projetos para arquitetura, esse pode ser um mercado ainda inexplorado que tem muito potencial para demandar visualizações e estudos especializados. Recomendo fazer o curso que requer apenas o registro nos fóruns do AUGI para que o acesso seja liberado.

Apr
12

Entre as diversas opções de trabalho em ambientes que envolvem o trabalho com computação gráfica 3d, a que mais gera demanda em estúdios e produtoras de médio ou grande porte é a capacidade de criar ferramentas personalizadas. Por exemplo, se para um determinado projeto você precisa trabalhar com animação de coisas repetitivas como trens e vagões, seria excelente ter uma ferramenta que já criasse os trilhos e depois ajustasse a trajetória de animação do trem sobre os trilhos. Isso é o ideal, e não a criação manual de todo o conjunto. Para conseguir esse nível de sofisticação é preciso conhecer alguma linguagem que se integre com a ferramenta 3d e criar as opções.

Uma das linguagens mais usadas na área de computação gráfica agora ganhou o suporte oficial da Maxon, empresa que desenvolve e comercializa o Cinema 4D. A Maxon comprou o software que fazia a integração entre o Python e o Cinema 4D chamado de Py4D. Essa é uma jogada da Maxon para oferecer mais capilaridade entre os profissionais de computação gráfica, pois já existem várias ferramentas de alto nível usando Python.

cinema-4d-python-py4d.png

Por exemplo, entre essas ferramentas podemos citar o Blender, Softimage e o Houdini. Todas elas usam Python para criar ferramentas personalizadas e até mesmo alterar aspectos da interface. O que a Maxon faz com isso é permitir que profissionais e estúdios que já usam Python, tenham mais “conforto” ao escolher o Cinema 4D para desempenhar algum tipo de tarefa nos seus projetos.

A necessidade de usar Python em projetos é tamanha que estúdios como o Blur, trabalham no desenvolvimento de maneiras para adaptar e interpretar Python em ferramentas como o 3ds Max. Assim eles podem criar ferramentas parecidas para o Softimage e o 3ds Max. O projeto do Blur se chama Py3dsMax e pode ser copiado de maneira gratuita no link indicado.

Quem já usa o Blender e estuda a criação de scripts em Python tem uma excelente vantagem competitiva nesse aspecto, pois pode migrar depois para a criação de ferramentas para o Softimage, Houdini, Cinema 4D e até mesmo 3ds Max. Se você estava em dúvida sobre que linguagem usar, recomendo estudar Python.

Apr
12

Os projetos de visualização para arquitetura geralmente tem dois pontos de partida bem definidos, e dependendo do tipo de referência usada para iniciar a modelagem e visualização, o artista pode ter muito trabalho para desenvolver o projeto. O mais comum é o tipo de visualização baseada em arquivos de CAD como os projetos em DWG ou DXF, em que o artista usa o material como ponto de partida para criar elementos gráficos usando as linhas do desenho técnico. Esse é o método mais usado pela velocidade com que é possível criar modelos 3d com a ajuda do desenho técnico, pois o artista não precisa se preocupar muito com as dimensões já definidas no arquivo de CAD.

Mas, existe outro tipo de modelagem que é mais difícil e desafiadora para os artistas. Esse tipo de modelagem usa como ponto de partida apenas referências fotográficas ou mesmo esboços sem escala. Nessa situação o artista precisa pesquisar por material de apoio e determinar as dimensões com base em observação e proporções.

Caso você nunca tenha realizado um projeto como esses, existe um excelente tutorial envolvendo o uso do Blender e YafaRay para reproduzir uma cena urbana com base em fotografia. O objetivo do tutorial é reproduzir de maneira exata a fotografia abaixo:

tutorial-visualizacao-arquitetura-fotografia.jpg

O tutorial pode ser encontrado no link apontado no parágrafo anterior, mas existe um pequeno detalhe. O texto está todo em Francês, mas isso não é nada que o Google Translate não possa resolver. A tradução não é perfeita, mas como o tutorial apresenta muitas imagens a parte do texto não gera impedimentos para entender o conteúdo.

O material está dividido em cinco partes distintas:

  • Pesquisa de imagens e referências para o projeto
  • Estudo de iluminação sobre a iluminação existente na cena
  • Guia sobre a modelagem de todos os elementos da imagem e cenário de fundo
  • Ajustes e configuração dos materiais e texturas
  • Renderização e composição da imagem

A última parte do tutorial ainda adiciona um elementos extra ao tutorial que é a composição da imagem usando o GIMP. O autor do material cria mapas de Ambient Occlusion e Z-Depth para adicionar um senso extra de realismo no GIMP, usando misturas de camada.

Para os que trabalham ou precisam desenvolver habilidades na visualização para arquitetura, o tutorial é uma ótima fonte de informação e uso do Blender com o YafaRay.

Apr
8

A modelagem orgânica de objetos é sem sombra de dúvidas o tipo de criação em 3d que exige mais disciplina e habilidades artísticas. Se o objeto da modelagem ainda precisar passar por softwares ou ambientes de escultura digital, a necessidade de algum tipo de habilidade ou experiência com escultura é ainda maior. Uma das ferramentas usadas para facilitar a criação de versões e correções em modelos 3d orgânicos é a chamada retopologia, presente em boa parte dos softwares 3d que trabalham com modelagem orgânica. A retopologia pode funcionar de várias maneiras, sendo a mais comum a interseção de superfícies com modelos 3d prontos, que geram novos objetos 3d com estrutura mais organizada.

Um artista e usuário do Blender conhecido como Eclectiel, desenvolveu um pequeno script que deve ajudar significativamente o trabalho de retopologia, e também de modelagem orgânica com o Blender 2.50. A ferramenta se chama Surface Sketching e como o nome mesmo diz, o seu objetivo é desenhar superfícies em 3d de maneira automatizada. O script aproveita as opções de desenho existentes no Grease Pencil do Blender, especializado em desenhar sobre objetos na 3D View, fazendo a ligação entre as linhas e criando superfícies em 3d.

Depois que as linhas são desenhadas sobre a 3D View ou sobre outros modelos 3d, podemos acionar um pequeno botão chamado Add Surface, que cria superfícies 3d baseadas em Meshes ligando as linhas. Bem, explicar com palavras é uma coisa, melhor mesmo é visualizar a ferramenta em funcionamento:

Surface Sketching for Blender (timelapse demo) from Blend_Ideas on Vimeo.

Como fica claro pelo vídeo o processo de criação de superfícies 3d, seja para retopologia ou para modelagem 3d mesmo, fica muito simplificada. Basta criar algumas linhas e deixar que o script faça as ligações entre os objetos. Além da facilidade em criar modelos 3d com esse tipo de ferramenta, o que chama a atenção no script é a elegância com que as superfícies são criadas. Repare que em momento algum são adicionadas faces triangulares ou arestas cruzadas na superfície. O resultado é sempre uma malha regular e bem organizada.

Caso você queira fazer o download da ferramenta do Surface Sketching para o Blender 2.50, visite esse endereço. Será necessário usar uma versão de testes do Blender 2.50 superior a Rev 27974 que é posterior a ao Blender 2.50 Alpha 2. Essas versões são encontradas no graphicall.org.

Apr
7

Uma das coisas que ainda lembro até hoje desde que comecei a trabalhar com o V-Ray é da versatilidade e poder das chamadas Area Lights. Depois que o V-Ray é instalado em conjunto com o 3ds Max, podemos aproveitar diversas ferramentas extras na interface do 3ds Max, como materiais próprios do V-Ray e luzes também. Entre essas luzes está uma chamada V-Ray Area Light que é de extrema importância para a criação daquelas imagens realistas de interiores com o V-Ray. O truque para usar as luzes do V-Ray em ambientes internos é um dos mais antigos da visualização 3d para arquitetura, e consiste no posicionamento estratégico dessas luzes nas áreas de abertura do ambiente.

É importante posicionar as luzes e alterar a escala das mesmas de maneira que o plano de luz cubra a área total da janela. Na renderização isso produz o efeito da luz natural entrando pelas aberturas do ambiente e deixa a imagem com um nível de realismo excelente. Claro que apenas o uso da Area Light do V-Ray não resolve o problema, sendo necessário usar ainda uma V-Ray Sun ou qualquer luz que simule o sol no ambiente. Isso é praticamente uma receita de bolo, em que o artista pode usar o esquema de iluminação para praticamente qualquer cena interna. Só não afirmo que isso é um conjunto de passos fixo, pois sempre é necessário fazer pequenos ajustes na intensidade ou posicionamento das luzes. As cenas em 3d podem varira muito nesse tipo de configuração.

Caso você queira aprender a usar as luzes do tipo Area do V-Ray nos seus projetos, o vídeo abaixo demonstra muito bem como é possível usar diversas luzes desse tipo para adicionar energia luminosa em ambientes. O objetivo é simular luzes artificiais em ambiente noturno, mas o mesmo procedimento pode ser usado em outros projetos:

O ambiente é semelhante a um pequeno galpão, em que as luzes são criadas e distribuídas sob um eixo central. O segredo para criar o efeito é o posicionamento correto das luzes e o ajuste das mesmas para funcionar como um plano de luz. Depois é só escolher as opções de render do V-Ray e conseguir uma iluminação suave e bem distribuída no 3ds Max.

Apr
6

Livros recomendados

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