Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for May, 2010


O AutoCAD ainda é o software mais usado em escritórios de arquitetura e engenharia por diversos motivos, sendo que o principal deles é que o software acabou sendo o pioneiro no país. Isso fez com que muitos professores universitários já indicassem a ferramenta para seus alunos na própria faculdade, como foi o meu caso. Apenas depois de muita pesquisa e sair do ambiente acadêmico é que descobrimos o ArchiCAD e VectorWorks, igualmente úteis e direcionados para o mercado de projetos de engenharia e arquitetura. O AutoCAD é uma ferramenta extremamente poderosa e capaz de criar praticamente qualquer tipo de desenho técnico, o que faz com que muitos usuários fiquem relutantes em comprar uma licença que custa facilmente mais de dois mil reais, apenas para criar layouts.

Pensando nesse tipo de usuário que precisa apenas do básico mesmo, a Autodesk iniciou um projeto chamado de AutoCAD Freestyle. Seria como um SketchUp para o desenho técnico, oferecendo apenas as opções básicas de desenho 2d para elaborar layouts.

O vídeo abaixo mostra o que é possível fazer com o AutoCAD Freestyle:

Como é possível perceber pelo vídeo e até mesmo na interface do AutoCAD Freestyle a ferramenta é bem parecida a um ilustrador vetorial como o Corel Draw ou Illustrator, mas com opções e ferramentas dedicadas ao desenho técnico. De fato, conheço muitos profissionais que criam esse tipo de layout em softwares como o Corel, Illustrator e Inkscape por serem mais simples e fáceis de operar. No caso do AutoCAD 2011, seria muito custoso ter uma ferramenta cara e sofisticada apenas para criar layouts ou estudos rápidos.

Para os que não gostam de caçar blocos de móveis para o AutoCAD na internet, o grande atrativo do Freestyle é a sua biblioteca própria de blocos para os mais variados estilos. Depois de adicionar blocos de mobiliário no layout criado usando o Freestyle ainda podemos adicionar cores e hachurias em partes do projeto, para ilustrar revestimentos ou materiais.

A comparação com o SketchUp para modelagem 3d é inevitável nesse caso, pois a proposta é bem parecida. Uma das grandes diferenças é que o Freestyle não será gratuito. Mas, o preço da licença é infinitamente menor que o do AutoCAD 2011. Como forma de promover o lançamento do software, a Autodesk está oferecendo um desconto por tempo limitado para quem quiser comprar a ferramenta. O preço normal de 149 dólares foi reduzido para 49 (Ao que parece o desconto vai até 9 de Maio). Mas, caso você queira fazer o download do AutoCAD 2011 gratuito para testes, visite o endereço indicado.

É uma pena que a ferramenta só esteja disponível para windows.

May
3

Uma das coisas que teremos que esperar quando o Blender migrar totalmente para a versão 2.50, ou 2.60 na sua versão estável, é a disponibilidade dos inúmeros scripts que permitem encurtar diversas tarefas na ferramenta. Por exemplo, para a criação de cenários de teste com planos inclinados e detalhes existe o excelente Discombobulator. O problema com a migração dessas ferramentas esbarra no fato de que o próprio Blender 2.50 ainda estar sendo desenvolvido e alterado, e a nova API do Python para essa versão ainda é desconhecida pela maioria dos autores desses scripts. A vontade em atualizar os scripts por parte dos autores também é fator fundamental para que os mesmos funcionem na versão 2.50.

Até que todos eles, ou a maioria, estejam portados para o Blender 2.50 teremos que eventualmente usar versões em paralelo do Blender para conseguir realizar principalmente tarefas de modelagem como é o caso do Discombobulator.

Mas, já começam a aparecer diversas iniciativas de bons scripts para o Blender 2.50. Um deles tem como objetivo criar de maneira automatizada objetos que se repetem em padrões sobre um caminho definido. Nesse caso podemos usar como exemplo para aplicação da ferramenta a criação de uma corrente em 3D. O script para o Blender 2.50 pode ser copiado nesse endereço.

O autor do script publicou um vídeo que demonstra a aplicação da ferramenta. É importante ressaltar que esse script ainda não está finalizado, mas já pode muito bem ser testado junto com o Blender 2.50.

Chain Script from blenderscripts on Vimeo.

O princípio de funcionamento do script é bem simples, e consiste apenas na criação de um modelo já com as argolas das correntes já criadas. Depois que objeto é adicionado a cena, podemos fazer alterações entrando no modo de edição e redimencionando o objeto de determina o caminho usado pela corrente, e inclusive trocar o modelo base da corrente. No vídeo de exemplo o autor do script mostra como trocar a base da corrente por um cubo. Outra coisa demonstrada no vídeo é que o simples ato de redimensionar o caminho usado pelo script já adiciona diversas cópias dos elementos.

Para os que não tem receio de testar ferramentas ainda em estágio alpha, o script é uma ótima opção para criar elementos repetidos que se copiam sobre caminhos. O uso de Hooks ou keyframes para deformar os vértices do caminho usado pelo script já possibilitam diversos tipos de animação.

May
3

Uma das técnicas usadas para adicionar elementos visuais em edificações e grandes superfícies é o chamado mapeamento de projeções, que consiste nada mais do que a identificação de pontos chave em superfícies para projetar imagens e vídeos que transformem aquela superfície estática e sem movimento, em verdadeiras interfaces. Essa é uma técnica que mistura ao mesmo tempo os conceitos de realidade aumentada em projetos reais e a simples visualização de projetos de design. Já faz um tempo que apresentei um artigo no blog falando sobre o uso desse tipo de projeção para arquitetura em maquetes, proporcionando maneiras novas de mostrar opções e detalhes construtivos em projetos.

Mas, o uso da técnica não está restrita apenas ao uso em projetos para arquitetura e pode servir para os mais variados propósitos. Por exemplo, com o lançamento do filme Iron Man 2 a produtora do filme criou uma ação de divulgação simplesmente fantástica. Eles pegaram uma das músicas da trilha sonora do filme e criaram um tipo de videoclipe baseado em projeções mapeadas sobre um castelo na Inglaterra. A música escolhida é o Shoot to Thrill do AC/DC que tem várias músicas na trilha do filme.

O resultado do projeto pode ser conferido no vídeo abaixo. Antes de começar a assistir ao vídeo é extremamente recomendável aumentar o volume.

ACDC Vs Iron Man 2 – Architectural Projection Mapping on Rochester Castle from seeper on Vimeo.

No vídeo é possível conferir uma sequência de imagens extremamente bem boladas para a superfície do castelo. Repare na parte do vídeo em que uma das fachadas começa a ser preenchida com tinta, e o excesso acaba escorrendo pelas estacadas laterais. É tudo perfeitamente mapeado e sincronizado com a música.

Além da parte de divulgação do filme Homem de Ferro 2, o vídeo prova que é perfeitamente possível transformar uma obra antiga de arquitetura em um monumento urbano interativo e interessante. É a integração entre o antigo e o novo mediado pela tecnologia.

Para os profissionais de computação gráfica o vídeo demonstra o que pode ser feito em termos de projeção e mapeamento em superfícies, e como uma edificação aparentemente sem nenhum atrativo em termos de tecnologia pode se transformar em algo completamente novo, apenas com o uso inteligente de imagens e mapeamento 3d da superfície.

Você achava que realidade aumentada estava restrita apenas a webcams?

May
2

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