Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for September, 2010


As animações baseadas em física como as criadas usando sistemas de Rigid Body são sempre interessantes de trabalhar, e principalmente de exibir em sala de aula. Para meus alunos que não trabalham ainda com deformações e animações com hierarquias, o uso de sistemas baseados em Rigid Bodies é o passo mais simples para conseguir criar animações de teste, pois tudo que é preciso é configurar os objetos e ajustar as forças do ambiente. Nesse caso a única força necessária é a gravidade. Mas, as animações de Rigid Body podem ajudar em muito a criar simulações com objetos como os do vídeo abaixo.

Esse vídeo mostra uma animação gerada no 3dsmax, usando o Rigid Body do Reactor para controlar os impactos das cápsulas das balas na superfície. Além dos impactos, podemos verificar também a criação de um sistema de partículas que simula muito bem a fumaça residual gerada pelos disparos das balas, que nessa animação não aparecem.

Você gostaria de criar essa animação?

O autor desse vídeo preparou um detalhado tutorial com o procedimento completo desde a modelagem até a animação, mostrando o que é preciso para gerar esse tipo de animação. Para quem nunca usou o Reactor para animações como essa, ficando apenas nas simulações e testes isolados, pode ser a oportunidade de aproveitar os Rigid Bodies para trabalhar com algo mais direcionado.

(Tutorial em 12 partes)

Nas partículas será necessário trabalhar com a simulação de fumaça, que pode ajudar em muito outros tipos de projetos. Durante a parte de preparação da animação, o autor acaba passando várias dicas sobre os procedimentos usados para criar o ambiente, incluindo a modelagem dos objetos usados para a animação que são as cápsulas de bala.

Mesmo que você não seja usuário do 3dsmax, recomendo assistir ao tutorial para entender o procedimento. Com o processo bem definido, a adaptação da técnica para outros softwares é relativamente simples. A única coisa que você vai precisar é trabalhar com a modelagem em outros softwares, e conhecer o funcionamento dos sistemas de Rigid Body e partículas. A simulação de fumaça pode ser um pouco complicada, dependendo da ferramenta escolhida. Mas, assim como nos Rigid Bodies a grande maioria oferece ferramentas dedicadas para isso em softwares como Blender ou Maya.

Sep
14

O ciclo de desenvolvimento do Blender 2.5 continua a todo vapor, com o lançamento da versão 2.54 nesse final de semana. Antes que você corra achando que existem ferramentas novas, essa foi apenas uma atualização com o objetivo de corrigir problemas e bugs das versões anteriores. Portanto, você terá a mesma cara do Blender 2.53 com menos problemas de travamento. Ainda não tive oportunidade de testar, mas opções simples como o equivalente ao Dupliframes estava literalmente impossível de usar. O material para a quarta edição do Blender 3D – Guia do Usuário foi todo baseado na versão 2.53 e não deve apresentar grandes alterações daqui para frente, apenas acréscimos.

Agradeço a todos que tem aguardado pela nova edição do livro. Assim que tiver notícias sobre a data de lançamento, publico aqui ou no meu Twitter.

Mas, quais projetos ainda estão em desenvolvimento para o Blender? Existem vários módulos e ferramentas que podem aparecer num futuro não muito distante. Por exemplo, o BMesh que deve permitir usar N-Gons para modelagem 3d. Os N-Gons são os polígonos com mais de quatro lados que muitos amam, e outros odeiam.

Entre os diversos projetos em desenvolvimento, está o Unlimited Clay que promete melhorar significativamente o sistema de escultura do Blender. O vídeo abaixo mostra um exemplo do novo modificador em ação.

unlimited clay modifier from Raul Fernandez Hernandez on Vimeo.

Com esse tipo de ferramenta será muito mais fácil conseguir trabalhar com esculturas apresentando pequenos detalhes, e grandes níveis de subdivisão. O recurso ainda está em desenvolvimento, e deve demorar um pouco até aparecer em versões estáveis do Blender.

Outro que você talvez não conheça é a habilidade de pintar objetos do tipo Mesh com outros Modelos 3d. Como assim? O recurso é bem simples, e envolve a simulação de um tipo de pincel. Ao colidir com outros objetos, um determinado modelo 3d pode deixar uma “marca”. Os vídeos abaixo mostram alguns exemplos da ferramenta em ação:

Esses novos recursos se unem ao que já está em andamento nos projetos do Google Summer of Code, e prometem o período pós-sintel ainda mais corrido. É só ter um pouco de paciência que veremos o Blender evoluir ainda mais no futuro.

Sep
14

Um dos sistemas especializados em renderização de partículas e animação mais poderosos para o 3dsmax acabou de ganhar uma atualização. O Krakatoa está agora na sua versão 1.6 e continua sendo uma referência no render de efeitos e partículas para o 3dsmax. Como forma de divulgar e promover o uso da ferramenta, a empresa responsável pelo seu desenvolvimento criou uma série de três tutoriais em vídeo que mostram um pouco do seu funcionamento. Para os curiosos sobre o 3dsmax, essa é uma excelente e rara oportunidade de conhecer o funcionamento do Krakatoa. Até hoje foram pouquíssimos os tutoriais que encontrei sobre a ferramenta.

Os vídeos mostram como converter um modelo 3d em partículas e adicionar diversos efeitos diretamente da interface do 3dsmax. Mas, afinal o que o Krakatoa pode fazer? Antes de assistir aos tutoriais, você pode conhecer um pouco mais sobre o render nesse pequeno vídeo que mostra testes renderizados com o Krakatoa.

Isso mostra um pouco do que é possível fazer com o render, deixando animações simples de partículas muito mais interessantes.

Agora, os tutoriais sobre como configurar o render no Krakatoa 1.6 e 3dsmax 2010.

No total são três vídeos que perfazem quase trinta minutos de material instrucional. Essa é uma oportunidade rara, pois é até difícil de encontrar livros ou cursos que ensinem a usar o Krakatoa.

Além do fato de ensinar o funcionamento da ferramenta, você pode fazer o download do renderizador de maneira gratuira. Sim, o Krakatoa agora dispõe de uma versão gratuita que permite renderizar vídeos e imagens na largura máxima de 480 pixels sem nenhuma marca d’água. O download gratuito do Krakatoa 1.6 pode ser realizado nesse endereço.

Mesmo que você não tenha pretensões de comprar o software para uso profissional, sempre é interessante estudar e aprender um novo recurso, principalmente em ares relacionadas com efeitos especiais como é o caso das partículas animadas. Junto com o Particle Flow ou Thinking Particles, o Krakatoa compõe o conjunto de opções mais poderosas para renderizar e animar partículas no 3dsmax. É por isso que muitos dos comerciais e efeitos em filmes gerados com partículas usam o Krakatoa no render.

Sep
13

Na representação de projetos envolvendo arquitetura a presença de diversas peças gráficas é de grande importância para ajudar no entendimento da edificação. A quantidade e qualidade dessas peças é diretamente proporcional ao entendimento que pessoas externas ao grupo de design tem sobre a sua forma e organização. Entre essas peças gráficas está o chamado corte. A importância dessa peça gráfica está no fato de possibilitar a visualização interna do projeto, como partes críticas envolvendo escadas ou outros elementos construtivos. No SketchUp podemos criar esse tipo de representação de maneira bem simples, usando ferramentas próprias para isso.

Mas, ainda é necessário trabalhar com o preenchimento das áreas em corte para destacar a visualização. O tutorial abaixo mostra duas técnicas para adicionar esse tipo de preenchimento em paredes cortadas com a ferramenta section do SketchUp. O tutorial aproveita uma propriedade interessante dos planos no SketchUp, que é a de receber cores de maneira independente em lados opostos.

O vídeo começa mostrando um pouco de como fazer esse tipo de corte usando a ferramenta section que é fácil de usar. Depois o autor aponta as paredes resultantes e explica o procedimento, que será o de adicionar cores sólidas nas áreas vazadas da parede.

A primeira técnica envolve o uso da ferramenta de pintura, o balde, que pode ser usado para pintar faces de maneira individual. Para pintar as faces internas, inclusive as que estão conectadas a essa superfície, podemos manter a tecla CTRL pressionada enquanto acionamos a ferramenta sobre qualquer uma das superfícies internas da parede. Isso resulta no preenchimento das faces com a cor escolhida, nesse caso a cor preta.

O segundo método usado pelo autor do vídeo para trabalhar o preenchimento envolve o uso painel Styles do SketchUp, em que podemos alterar os parâmetros do estilo usado para gerar o mesmo efeito.

Ambos os métodos são válidos e podem gerar ótimos resultados, principalmente se você pretende trabalhar com pranchas impressas no Layout. Os métodos funcionam muito bem no SketchUp 8. E pensar que antigamente esse tipo de ilustração precisava ser pintada com nanquim em folhas de papel vegetal.

Sep
9

A configuração de personagens para animação é um processo que demanda muito tempo e paciência por parte do artista responsável pela configuração do mesmo. Essa configuração é a chave para que depois o personagem possa ser deformado de maneira apropriada. Nas minhas aulas sobre animação de personagens o que geralmente faço é trabalhar a dinâmica dos movimentos, antes de partir para o controle específico dos ossos nos personagens. Uma excelente ferramenta para esse tipo de controle são os chamados Ragdolls. Esse tipo de objeto é uma estrutura humanóide que é toda liga usando juntas e constraints. Ao acionar uma simulação com Rigid Bodies é possível conferir a dinâmica da animação e impactos gerados pelas partes do personagem.

O tutorial abaixo mostra o procedimento necessário para criar os Ragdolls no Blender 2.5 e gerar simulações baseadas em Rigid Bodies. Como não existe narração no vídeo, mas diversos textos que aparecem periodicamente mostrando as instruções e ações no Blender, ele não deve ser difícil de seguir pelas pessoas com dificuldade no inglês.

A criação desse tipo de personagem é um pouco trabalhosa e repetitiva, mas no final podemos adicionar diversos elementos para deixar a animação mais divertida. No vídeo podemos acompanhar a configuração que é totalmente baseada no Rigid Body Joint, que deve ser ajustado para todas as juntas do personagem. No tutorial o autor até adiciona uma pequena estrutura semelhante a uma forca. A última parte do vídeo adiciona uma iluminação básica e renderiza o modelo 3d com a estrutura do Ragdoll usando materiais com cores sólidas, próprios para mostrar aspectos volumétricos da estrutura.

Uma sugestão interessante para animações com Ragdolls é multiplicar o número desses personagens, jogando os mesmos dentro de recipientes como caixas ou outras estruturas. A quantidade de impactos e interações entre eles fará com que a animação tenha um aspecto de complexidade e interação disponível apenas em projetos muito mais complexos.

Para quem já tinha o costume de criar Ragdolls no Blender 2.49 ou anteriores, o vídeo é uma excelente oportunidade de atualizar os seus conhecimentos para a versão 2.53. As ferramentas são praticamente as mesmas, mudando apenas o local em que precisamos acionar cada uma delas.

Sep
8

Livros recomendados

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