Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for December, 2010


A simulação de grandes superfícies representando líquidos é um dos tipos mais complexos de simulação na área de computação gráfica, e pode representar um grande fardo para artistas equipamentos na renderização de uma animação ou mesmo imagem. Esse é um tipo de área em que softwares altamente especializados e sofisticados acabam tendo domínio sobre a preferência de artistas como é o caso do Real Flow. Mas, ainda existem opções promissoras na área do software livre como é o caso do Blender. Já faz um tempo que podemos trabalhar com simulação de fluidos no Blender, usando opções padrão para gerar objetos do tipo Mesh, simulando fluidos dentro de containers. Mas, em um futuro não muito distante talvez tenhamos opções para reproduzir grandes superfícies de fluido como oceanos de maneira bem simples e rápida.

O projeto Ocean Sim tem como objetivo exatamente trazer para o Blender uma interface que permita reproduzir esse tipo de situação. A imagem abaixo mostra um exemplo de como esse tipo de ferramenta pode prover o controle sobre as superfícies com base em diversas opções paramétricas, que muito provavelmente podem receber keyframes segundo a nova arquitetura da versão 2.5, em que tudo é “animável”.

blender-ocean-simulation.jpg

Mas, assim como acontece com projetos de grande complexidade, as pessoas responsáveis pelo projeto estão tentando angariar fundos para manter os trabalhos de desenvolvimento em curso. O modelo usado nesse projeto é semelhante ao que está sendo usado no B-Mesh em que o desenvolvedor condiciona o progresso do trabalho a quantidade de doações que ele recebe. Na verdade não é uma maneira de forçar a comunidade a doar, mas de mostrar que com a devida ajuda financeira, as pessoas podem dedicar mais do seu tempo a esse tipo de projeto com grande nível de complexidade.

Até o presente momento ainda não temos nenhuma versão de testes pública do Oceam Sim, mas diversos vídeos que mostram o progresso na simulação desse tipo de superfície no Blender 2.5.

foam accumulation test from Matt Ebb on Vimeo.

O objetivo da campanha para arrecadar fundos é chegar na marca dos 3000 dólares para conseguir financiar o resto do desenvolvimento do projeto. Para incentivar as doações, o pessoal até organizou uma lista com os colaboradores no blog do projeto.

Dec
15

O material que acompanha o DVD de Sintel é um dos melhores guias de aprendizado multimídia para o Blender 2.5, e que por enquanto ainda não foi disponibilizado na íntegra para download no webs site do projeto, mas isso é apenas questão de tempo. Enquanto você não pode conferir todo material, caso não tenha adquirido o DVD, que tal assistir aos tutoriais do Colin Levy? Mas, quem é Colin Levy? Ele é ninguém menos que o diretor de Sintel e responsável por muito do que assistimos no projeto, inclusive os ajustes no enredo. Para ajudar as pessoas que ainda estão aprendendo o Blender 2.5, ele decidiu colocar no seu web site pessoal a coletânea com todos os vídeos que acompanham o DVD de Sintel que foram de sua autoria.

Os vídeos são um conjunto de tutoriais em vídeo que mostram o funcionamento do Blender em vários aspectos, desde a explicação sobre a interface até partes mais complexas como retopologia e animação de grupos.

tutoriais-blender-25.jpg

No total podemos encontrar os 12 vídeos com os seguintes títulos:

  1. Interface e Local View
  2. Lamp Specials
  3. Parent Chain (hierarquias), OnlyRender
  4. Simplify, Open in OS
  5. Camera Switching (Alterando a câmera na animação)
  6. Lights Placement
  7. Cursor Origin, Link OB data
  8. Quick Render, Comp UI
  9. Seq. Color, Chart Addon
  10. Retopo, Projection
  11. F-Curve, Navigation
  12. Animation Groups

As explicações e o conteúdo dos tutoriais são de excelente qualidade e principalmente os usuários mais experientes do Blender devem gostar, pois os assuntos abordados em cada vídeo remetem na sua maioria a conteúdos existentes nas versões 2.4 do Blender. Portanto, se você quiser saber o que mudou em relação ao funcionamento básico do Blender na versão 2.5, usando Sintel como exemplo, recomendo assistir e copiar todos os tutoriais.

Caso você não tenha o DVD de Sintel, essa é a oportunidade de conhecer um pouco da qualidade e tratamento dado aos tutoriais existentes no conjunto com 4 discos, sendo um deles apenas para esse tipo de conteúdo.

Para em quem teve que aprender muito sobre as atualizações do Blender, enquanto estava atualizando o Blender 3D – Guia do Usuário para a quarta edição, esses vídeos seriam de grande ajuda na época. Pena que só tive acesso a eles com a chegada do DVD.

Dec
14

Nessa última semana estive revisando alguns livros para publicar um parecer aqui no blog, sendo que um deles é a atualização do já consagrado Google SketchUp Passo a Passo do João Gaspar. A série de livros do Gaspar é uma das melhores referências para quem precisa aprender de maneira rápida, e detalhada o funcionamento do SketchUp para arquitetura. O próprio título do livro já explica a metodologia usada na obra, que é realmente segmentada em vários pequenos passos para ajudar a compreender melhor o funcionamento do SketchUp. Com a atualização do SketchUp para a versão 8, o material foi prontamente atualizado para englobar as novidades do SketchUp Pro 8.

Um dos pontos positivos do livro é que apesar do título ser direcionado para o SketchUp Pro 8, a maioria do conteúdo pode ser aproveitando na íntegra na versão gratuita do SketchUp 8. Isso mesmo, as opções que não estão presentes na versão gratuita do SketchUp são poucas em relação do conteúdo do livro, como a importação de arquivos DWG.

sketchup-pro-8-livro-analise.jpg

O que é abordado no livro? Essa é uma lista com a divisão dos capítulos que já mostra um pouco do conteúdo:

  1. Começar a usar o SketchUp
  2. Como desenhar mais e melhor
  3. Sombras, cores e texturas
  4. Como organizar um projeto?
  5. Uma apresentação impressionante
  6. Como criar terrenos em 3D
  7. Montar pranchas no SketchUp Layout
  8. SketchUp, Google Earth e Armazém 3D
  9. Interação com outros programas
  10. Interface, menus, paletas e janelas

Do conteúdo apresentado nesses capítulos, o único que não tem aplicação direta na versão gratuita do SketchUp 8 é o de número 7, que aborda o uso do LayOut. Esse é um software especializado em montar pranchas para impressão, e que só está disponível para os usuários que comprarem o SketchUp Pro. Fora essa parte, podemos usar o conteúdo sem grandes problemas tanto na versão Pro como na gratuita.

Como já conhecia o trabalho do Gaspar a análise do livro foi bem simples e rápida, pois a metodologia que ele aplica no material é dinâmica e voltada para os usuários que partem do básico, até organizar projetos completos de arquitetura. Mas, isso não significa que o livro não possa ser usado por profissionais ou usuários experientes. Mesmo nesses casos, o livro serve como uma ótima referência para comandos ou funções do SketchUp 8, sem falar das novidades que já são bem explicadas.

Meu veredicto?

O livro é mais que recomendado a todos que precisam aprender o SketchUp 8!

Dec
13

O mercado de softwares para edição profissional de vídeo é bem segmentado, sendo na grande maioria dos casos os pequenos estúdios e produtoras acabam escolhendo entre duas opções que são o Adobe Premiere ou o Final Cut da Apple. Ainda existem outras opções interessantes como o Vegas da Sony, mas a maioria se concentra entre esses dois pólos. Bem, você deve estar lembrado da notícia sobre o lançamento de uma versão de código aberto de um editor de vídeo não-linear chamado de Lightworks. O software estava muito próximo de ser lançado, e como já estava sendo esperado, essa semana a empresa responsável pela manutenção da ferramenta disponibilizou a versão beta do Lightworks de código aberto para download.

Para conseguir fazer o download do software, você precisa se cadastrar no web site da EditShare para ter acesso ao Lightworks gratuito. Por enquanto, apenas a versão do software para a plataforma Windows está disponível, mas no futuro devem aparecer opções para Mac OS X e Linux.

Como é essa versão do software? O vídeo abaixo mostra o processo de download e instalação do Lightworks já funcionando na sua fase open source.

No vídeo podemos visualizar na parte final da demonstração como podemos acionar diversos elementos da interface do Lightworks, como o acionamento de janelas que editam e montam trechos de vídeo. O conceito da interface é um pouco diferente do que encontramos em ferramentas como o Final Cut e Premiere, mas deve ser bem familiar para quem já trabalha com edição de vídeo.

Nesses tipos de softwares o que encontramos é basicamente uma janela com os chamados Assets ou Library, em que ficam agrupados os elementos e trechos dos vídeos usados na montagem. Depois temos a timeline que agrega todos esses trechos de vídeo, podendo ou não considerar o uso de grupos na timeline como as sequências do Adobe Premiere.

Para os que aguardavam a oportunidade de usar um editor de vídeo profissional no windows, aproveitando as vantagens de uma licença de código aberto, o Lightworks acabou com essa espera! A próxima espera será pelo lançamento do software para outras plataformas, incluindo nessa lista o Linux e Mac OS X.

Dec
9

V-Ray 2.0 para 3dsmax

Posted on: 7, Dec

A briga para saber quem é o renderizador mais rápido e que permite criar em menor tempo imagens com grande nível de realismo é acirrada, principalmente em softwares comerciais como é o caso do 3dsmax. Hoje, um desses concorrentes ganhou uma atualização que promete somar ainda mais pontos ao já aclamado V-Ray. Na atualização o Chaos Group anunciou o V-Ray 2.0 para o 3dsmax com uma gama de novidades em termos de ferramentas e recursos, sem mencionar a melhoria na velocidade no render. Na eterna disputa entre a solução da Autodesk que já acompanha o 3dsmax (mental ray) e o V-Ray, os usuários acabam escolhendo o V-Ray devido a velocidade e facilidade em configurar o software.

Essa comparação é sempre polemica, pois em termos técnicos é possível conseguir os mesmos resultados com ambos os softwares, basta saber configurar os parâmetros dos softwares.

v-ray-2-3dsmax.jpg

Mas, voltando ao V-Ray 2.0, quais são as novidades dessa versão? Entre os recursos adicionados no V-Ray 2.0 podemos encontrar:

  • VRayStereoRig: Ferramenta que permite trabalhar de maneira mais simples com a renderização de imagens com estereoscipia.
  • V-Ray Light Select: Opção que facilita a extração de informações dos pontos de luz em projetos com V-Ray. Assim é possível controlar a contribuição de cada luz na cena.
  • EXR: Uso de texturas em formato OpenEXR já com tiling usando VRayHDRI.
  • V-Ray Lens Effect: Efeito de render que adiciona opções como Glow e Glare com suporte a oclusão por obstáculos.
  • Dispersion: Essa opção permite trabalhar com a criação de dispersão de luz, semelhante ao que temos em caustics.
  • V-Ray Multi Sub Texture: Agora podemos atribuir texturas em objetos com base em diferentes números de ID.
  • V-Ray Distance Tex: Podemos criar efeitos com texturas baseados na distância em entre pontos.
  • Car Paint Material: Shader com simulação realista dos reflexos e aparência de superfícies metálicas.
  • Lens Analysis utility help: Opção para gerar padrões de distorção para a câmera física do V-Ray 2.0.

Cada um dos links aponta para vídeos de demonstração individuais correspondentes ao recurso.

Quer ver uma apresentação geral sobre o V-Ray 2.0? O material abaixo é a introdução geral do V-Ray 2.0 para o 3dsmax em que são apresentadas as diferenças entre versões anteriores, focando nas pessoas já com experiência no software.

Para quem está disposto a pagar pela licença do software, a atualização deve trazer ainda mais opções para usuários do 3dsmax. Quando sair a versão stand-alone do V-Ray 2.0, poderemos até mesmo usar essas opções avançadas com o Addon para o Blender 2.5.

Dec
7

Curso de Animação Baseada em Física

Curso Rigging de personagens

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