Archive for December, 2010Análise sobre o DVD de SintelPosted on: 6, DecA espera foi bem longa, mas depois de ficar várias semanas aguardando a chegada do DVD de Sintel, a minha cópia do material chegou na última sexta. Sim, parece que a entrega de material vindo de fora do país sofre algum tipo de atraso, principalmente quando é encaminhado para a região nordeste. Posso afirmar isso, sabendo que vários conhecidos que moram na região sudeste já contam com o DVD já faz um bom tempo. De posse do DVD pude passar o final de semana assistindo a todo o material disponível e posso dizer com toda a certeza que é um dos melhores já produzidos pelo Instituto Blender. A qualidade das informações é somado ao fato de termos uma versão nova do Blender, que a própria equipe confessou ser um dos desafios para a produção. No documentário que acompanha o DVD, os integrantes da equipe comentam sobre a dificuldade inicial em trabalhar com uma versão Alpha do Blender, e acompanhar a evolução do software junto com a produção da animação. Se você ainda não assistiu a animação, pode conferir o material completo no vídeo abaixo:
Quando você compra o DVD da animação, recebe um conjunto com quatro discos que contém não só a animação, mas os arquivos usados na produção e também vários tutoriais. Os tutoriais fazem o conteúdo do DVD valer a pena apenas pela riqueza do material e as informações úteis sobre ferramentas do Blender 2.5, direto de um ambiente de produção. Entre os títulos presentes no DVD, encontramos tutoriais sobre:
A minha única crítica em relação aos tutoriais é a falta de padrão na distribuição dos vídeos, pois temos tutoriais em variados containers de vídeo como MOV, MP4, OGV e AVI. Isso faz com que alguns vídeos abram no navegador e outros precisem de um player específico. O disco que agrega os arquivos da produção é um caso aparte, pois mostra a animação vista com toda a plenitude técnica, em que podemos analisar a posição dos keyframes e texturas usadas pela equipe de produção para gerar a animação. Essa parte do DVD ainda deve consumir várias semanas de observação e estudo para que seja possível absorver todo o conteúdo. O veredicto final sobre o DVD? Em minha opinião esse é o tipo de material que todo usuário e artista que usa do Blender deveria ter, para estudar e também ajudar o Instituto Blender. Se você ainda não tem o DVD, recomendo muito a compra. É importante lembrar que essa é uma das maneiras de financiar projetos desenvolvimentos pelo Instituto Blender. O material pode ser compartilhado com outras pessoas sem nenhuma restrição, pois a licença é Creative Commons, mas para quem puder é importante adquirir o conjunto de discos. Vale cada centavo. Tutorial de iluminação para exteriores com 3dsmax e VRay 1.5Posted on: 2, DecA criação de projetos de visualização para arquitetura faz uso intenso de ferramentas como o 3dsmax e VRay para gerar imagens, o que demanda dos artistas que pretendem trabalhar nesses escritórios ou estúdios que tenham algum tipo de conhecimento sobre essas ferramentas. Já tive vários alunos que tiveram que estudar especificamente o 3dsmax e VRay, apenas para conseguir colocações em estúdios que produziam imagens para arquitetura com essas ferramentas. Para os que nunca trabalharam com render no VRay, encontrei um tutorial simples e objetivo que mostra a configuração de uma cena externa para arquitetura. O objetivo do tutorial é apenas mostrar configurar uma cena com iluminação realista proveniente do sol. No tutorial que é basicamente um pequeno guia sobre como montar uma cena para gerar iluminação realista para maquetes eletrônicas, podemos perceber como o VRay apresenta uma quantidade razoável de parâmetros e opções, mas com os ajustes certos é possível gerar imagens realistas em pouquíssimo tempo. No caso desse exemplo, a primeira coisa que o artista executa é a configuração de um domo que funciona como plano de fundo para todo o render. A criação desse tipo de elemento é perfeitamente válida como plano de fundo, inclusive permitindo pequenos movimentos de câmera que se adaptam perfeitamente a natureza curva do domo. Em algumas situações já vi projetos usarem muito bem grandes planos com texturas de céu aplicadas, simulando muito bem esse tipo de efeito. Com o plano de fundo devidamente posicionado, podemos partir para o ajuste da iluminação. O processo é bem simples e consiste basicamente na criação de uma luz do VRay, seguida por alguns parâmetros básicos. Mas, logo depois do primeiro render de teste a cena se mostra demasiadamente escura. Nesse ponto entra o ajuste dos parâmetros de render do próprio VRay. É importante entender que o ajuste desses parâmetros pode funcionar muito bem em projetos com pequenas variações, mas será necessário adequar muita coisa, principalmente se existirem diferenças na escala. O resultado final pode ser conferido no final do vídeo, com a criação de uma imagem bem iluminada e gerando um efeito que pode ser aproveitado na maioria dos projetos de renderização para arquitetura. Ferramenta ajuda no cálculo trabalhos como freelancerPosted on: 1, DecOs assuntos que geralmente abrangem os artigos aqui no blog são estritamente técnicos, e mostram como esse tipo de conhecimento pode demandar muito esforço e trabalho para a maioria dos artistas que precisa dominar todo o processo de criação na área de computação gráfica. Mas, apesar da parte técnica ser tema recorrente entre qualquer profissional ou estudante na área, ainda existe algo que dá arrepios em qualquer artista iniciante: determinar preços e custos para projetos. Em todos os artigos que já tive a oportunidade de escrever sobre esse assunto, a quantidade de perguntas e dúvidas que recebo por e-mail é significativa. Isso somada a minha experiência em sala de aula, mostra que a parte técnica se aprende com livros e textos, mas a determinação dos custos de um projeto pode ser muito pior. Para ajudar nesse sentido, encontrei um software gratuito chamado FEAT que tem como objetivo ajudar a relacionar os custos fixos e o retorno necessário para determinado projeto, fazendo com que o mesmo fique viável para o artista. O download do software requer apenas a instalação do Adobe AIR, disponível para Windows e Mac.
Basta preencher os campos existentes na ferramenta para receber uma estimativa de quanto você precisa receber por um projeto, sempre se baseando em custos por hora de trabalho. Se tem uma coisa que aprendi com o tempo é que não existe uma fórmula mágica para determinar os custos de um projeto, pois as variáveis são bem diferentes entre artistas e empresas. Quer um exemplo? A primeira coisa que você precisa relacionar para saber o quanto se deve cobrar por um projeto, são os seus custos fixos. Se você trabalha em casa, quanto é o custo mensal gasto em manutenção de internet, hardware, impostos, contas, impostos e etc. Para os que tem empresa formalizada a coisa se complica um pouco mais, pois entra na lista dos custos os gastos com funcionários, encargos trabalhistas, aluguel e outros. Sem falar na infra de software! Você precisa comprar os softwares usados no processo? Como você pode perceber o controle e conhecimento dos custos é fundamental para saber quanto você pode, e deve cobrar por um projeto. Assim você evita problemas, e pode manter um ciclo saudável de produção com baixos custos e bom retorno sobre o seu trabalho. |
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