Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for January, 2011


O uso do SketchUp como ferramenta para modelagem pode ser aceitável para a grande maioria dos usuários que estão ainda começando a ter contato com ferramentas 3d, mas pode por outro lado acabar frustrando usuários mais avançados. É verdade que as suas ferramentas de modelagem baseada em subdivisão atendem a maioria das demandas do seu público, voltado para a representação de projetos arquitetônicos, mas até mesmo em arquitetura precisamos em alguns projetos de opções mais flexíveis de modelagem. Para atender a essa demanda no SketchUp, podemos adicionar uma série de plugins ou scripts que implementam novas opções de modelagem e até mesmo animação.

Nessas últimas semanas reuní vários scripts que foram atualizados ou disponibilizados para o SketchUp 8, permitindo que usemos a versão mais nova do software com scripts atualizados.

A lista abaixo relaciona os plugins com os respectivos links para download:

  • SketchUp 8 – Driving Dimensions 1.4 (Pago): Ferramenta que permite adicionar controles paramétricos baseados nas dimensões do SketchUp. O script foi atualizado para a versão 8 do software.
  • SketchUp 8 – Simple Shell (Gratuito): Esse script permite fazer um extrude usando o volume dos objetos, possibilitando que os usuários criem domos ou esferas vazadas.
  • SketchUp 8 – Keyframe animation (Pago): Com essa ferramenta é possível trabalhar com um sistema de animação semelhante ao que temos em softwares como o Blender ou 3dsmax, em que adicionamos quadros-chave para transformar objetos. Por exemplo, podemos deslocar um determinado objeto pela tela adicionando keyframes em pontos diferentes do tempo.
  • SketchUp 8 – OBJexporter (Gratuito): Os usuários que aproveitam a facilidade do SketchUp para elaborar modelos que são finalizados em ferramentas como o 3dsmax, Maya, Blender ou outros devem gostar desse novo script. Seu objetivo é converter os modelos do SketchUp 8 na extensão OBJ. Esse não é o primeiro script a realizar esse tipo de tarefa, mas segundo o autor da ferramenta, a atualização do script está muito melhor.

Essas são apenas algumas das opções de scripts para turbinar o seu SketchUp 8 com opções inexistentes na versão nativa do software. Claro que algumas das mais completas e úteis acabam sendo pagas, mas para quem aposta no SketchUp como ferramenta de modelagem principal, o ganho em tempo e flexibilidade na ferramenta pode garantir o retorno do investimento feito na compra do script.

Jan
7

O processo de configuração de texturas em qualquer projeto que envolve a modelagem ou animação é de fundamental importância para conseguir atribuir realismo aos objetos. A escolha das imagens que devem fazer parte da composição geral das texturas é apenas o primeiro passo nesse processo de configuração de texturas. Em todas as ferramentas 3d o processo mais usado e conhecido de ajuste das texturas é o chamado mapeamento UV, que é a técnica que consiste na planificação do modelo 3d para gerar um mapa com a localização de cada uma das faces do objeto. Esse mesmo mapa é exportado como uma imagem em formato bitmap ou vetor, para receber a parte de pintura das texturas.

A grande vantagem dessa técnica é que podemos ter controle absoluto sobre a posição e escala da textura em todas as partes do modelo 3d. Entre os pontos negativos do processo está a parte da planificação, que pode demandar uma boa quantidade de trabalho dependendo da topologia do modelo 3d e também da ferramenta usada para realizar esse tipo de trabalho.

Caso você esteja começando a usar o Blender 2.5 e queira saber como realizar esse procedimento na nova versão do software, encontrei um tutorial que pode ajudar muito nesse tipo de conhecimento. Esse material pode dar o pontapé inicial no seu aprendizado com o Blender 2.5, que está cada vez mais estável na versão 2.56.

O tutorial é bem básico mesmo, e mostra apenas o processo de planificação de um cubo simples com a marcação das arestas que devem ser separadas na planificação com a ferramenta “Mark Seam“. Essa é a base para todos os tipos de topologias no processo de mapeamento UV. Depois que isso é realizado, podemos partir para a configuração das texturas usando a opção Unwrap na janela chamada de UV/Image Editor que tem como objetivo controlar esse tipo de informação no Blender.

No vídeo o autor usa uma textura pronta que é apenas ajustada para abranger a área total das faces que foram planificadas no cubo. Mas, a grande vantagem dessa técnica é a possibilidade de exportar uma imagem com a organização das faces e pintar a textura sobre as mesmas.

Caso você queira saber mais sobre texturas no Blender 2.5, recomendo a leitura do Blender 3D – Guia do Usuário quarta edição que foi reformulado para abranger a nova versão do Blender. Existem dois capítulos no livro que abordam apenas o uso de texturas.

Aproveite e faça a atualização para o Blender 2.56a que corrige alguns bugs sérios da versão 2.56.

Jan
6

Um novo ano acabou de começar e o que todos nós precisamos para manter os compromissos em dia e não perder nada relacionado a prazos e datas é um bom calendário de 2011. Assim como acontece todo o início de ano, pelo menos desde comecei a escrever para o blog, o portal CG Arena organizou uma série de imagens de destaque na área de computação gráfica e compilou um calendário de 2011 gratuito para download. As imagens estão dimensionadas de maneira a se encaixar como papel de parede de praticamente qualquer computador, estando inclusive disponível em Full HD (1920 por 1080).

calendario-2011-download-gratuito.jpg

Agora, a parte mais interessante desse calendário é que se você não gostou da imagem que ilustra o mês em questão, pode fazer o download dos arquivos PSD do calendário 2011, e alterar as imagens como achar melhor. Com isso, podemos fazer a seleção pessoal de imagens ou fotografias e deixar apenas a marcação dos dias de cada mês. Essa é uma alteração muito legal do CG Arena em relação ao calendário e que permite inclusive que você possa criar algo semelhante para distribuir para seus clientes.

Para artistas que trabalham por conta própria ou que possuem pequenos estúdios, essa pode ser uma excelente, e barata, oportunidade de divulgar os seus projetos. Você pode montar o seu próprio calendário com suas imagens e adicionar a marca d’água do seu escritório ou estúdio, e enviar para seus clientes. Se o material estiver formatado como papel de parede, qualquer pessoa que use o computador no local de trabalho do seu cliente poderá visualizar os seus projetos. Isso acaba gerando oportunidades de contato e quem sabe até novos projetos?

Outra dica que diferencia um pouco do calendário é fazer material impresso para seus clientes, pois muita gente ainda prefere ter alguma coisa de papel ao calendário digital. Até na época do ano novo é bom pensar em maneiras de prospectar novos clientes para acelerar a entrada de projetos nesses primeiros meses do ano, pois caso você ainda não trabalhe na área, deve se preparar para o período com menos atividade entre o dia 20 de dezembro o o final de janeiro.

A quantidade de trabalho despenca nessa época.

Jan
5

Na chamada animação procedural existem diversas vertentes, sendo que uma das mais interessantes de se trabalhar é a que tenta reproduzir fenômenos físicos. Por exemplo, as animações com simulações de Rigid Bodies ou mesmo fluidos. Esse é um tipo bem específico de animação e que envolve uma quantidade bem razoável de parâmetros e opções para que possa ser reproduzida da maneira como um roteiro exige. As animações que simulam fluidos estão entre as mais complexas, devido a sua quantidade de parâmetros e a grande demanda por poder computacional para gerar animações com a riqueza de detalhes necessária para simular de maneira realista. A área é tão complexa, que despontam softwares e ferramentas específicas para esse tipo de tarefa como costumo mencionar aqui no blog.

Um novo software se propõe a ajudar nesse tipo de simulação e ele foi criado pelos mesmos desenvolvedores do já bastante conhecido renderizador V-Ray. Essa ferramenta que simula fluidos é o Phoenix FD, que junto com outros softwares da mesma categoria como o Real Flow ou Fume FX. Para ajudar na divulgação dessa nova ferramenta o Chaosgroup divulgou vários vídeos mostrando como o Phoenix FD funciona, e para a nossa sorte, todos eles estão disponíveis de maneira gratuita no canal da empresa no Youtube.

Esse primeiro vídeo mostra o funcionamento básico do Phoenix FD integrado ao 3dsmax:

O funcionamento do Phoenix FD é muito semelhante ao que já encontramos em outros softwares, pois é necessário criar um domínio para limitar a área em que o fluido será simulado. No vídeo acima o autor tenta criar um efeito de fogo, pois em termos físicos o comportamento de líquidos e gases é exatamente o mesmo, fazendo com que o software que cria fluidos também gere efeitos de fogo ou fumaça.

Outros vídeos mostram algumas das simulações de fluidos criados com o software, e que mostram um pouco do que ele pode fazer em prol de artistas que trabalham com muitos projetos nessa área. O primeiro vídeo mostra uma série de ondas quebrando:

Depois temos tipos diferentes de fluidos como é o caso de leite:

Para quem não tem a disposição um sistema de fluidos como é o caso de ferramentas como o Blender ou o Maya, esse tipo de software acaba sendo a única solução para conseguir criar simulações realistas com fluidos. Um dos mercados que demanda aplicações e animações com esse tipo de qualidade é o de publicidade, em que precisamos elaborar demonstrações de produtos com fluidos de maneira bem freqüente. A maioria dos fluidos que vemos nesse tipo de produção já são totalmente virtuais.

Jan
5

O domínio do movimento realizado pela câmera em qualquer animação 3d é de fundamental importância, e pode muito bem ser fator determinante para a execução de uma seqüência no projeto. No final dos anos 90 tivemos a criação literal do efeito chamado de bullet-time, introduzido no filme Matrix em que o movimento é congelado no tempo, e a câmera faz um movimento em orbita ao redor do objeto ou personagem foco da ação. Depois do filme o recurso foi amplamente usado em comerciais e vídeos musicais para incrementar a ação. Nos softwares 3d esse tipo de efeito é relativamente simples de reproduzir, pois como temos o controle total sobre os quadros da animação, é perfeitamente possível ajustar os tempos para gerar a pausa no movimento.

Caso você nunca tenha realizado esse tipo de efeito em seus projetos, encontrei um vídeo que mostra de maneira simples o processo necessário para criar o bullet-time usando o 3dsmax como referência. Na verdade, o processo não faz uso de nenhum recurso especial do 3dsmax, apenas o posicionamento dos quadros-chave da animação e o movimento da câmera para os objetos.

O vídeo é esse:


3Ds Max Animacion avanzada

A animação do projeto envolve uma colisão entre dois carros em movimento, e quando um dos veículos está começando a capotar devido ao impacto, o animador congela o movimento e faz a câmera se mover ao redor dos elementos. Para esse tipo de animação o artista responsável deve ter o cuidado de posicionar a câmera em pontos estratégicos ao longo da cena, para conseguir o efeito de uma órbita ao redor da cena. Isso dará o efeito do bullet-time.

Assim como aconteceu com o tutorial de modelagem que publiquei aqui no blog ontem, esse mesmo vídeo pode ser aproveitado em diferentes ferramentas 3d. O processo de ajuste de quadros-chave é bem semelhante em todos os softwares, o que facilita a adaptação da técnica.

Repare como a pausa na dinâmica da cena e o movimento da câmera, acabam potencializando a mensagem dramática de uma simples colisão. No caso do filme Matrix, o bullet-time não congelava o movimento, mas fazia com que as coisas fossem executadas em câmera lenta.

Jan
4

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