Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for February, 2011


Escultura em camadas no ZBrush

Posted on: 16, Feb

A escultura digital é uma das poucas partes que são muito melhor desenvolvidas por artistas que realmente tenham habilidades nessa área, sendo que o destaque fica para o pessoal que já tem experiências bem sucedidas em escultura física. Estou fazendo essa afirmação com base no conhecimento que tenho e também em experiências com alunos e colegas que trabalham com escultura. Na sua grande maioria essas pessoas passam da escultura física para a digital e conseguem extrapolar os limites que tinham no molde da argila usando ferramentas como o ZBrush. O software é um dos preferidos na área de escultura devido a sua grande gama de ferramentas e opções.

Por exemplo, uma das mais interessantes e que gosto de mostrar para alunos acostumados a usar ferramentas como o Photoshop é a possibilidade de trabalhar com escultura em camadas. Sim, o ZBrush permite realizar o processo de escultura digital usando uma opção que segmenta a escultura em algo parecido com os Layers do Photoshop, ou qualquer ferramenta que faça esse tipo de separação.

Se você nunca usou o ZBrush, o vídeo abaixo mostra de maneira simples mas eficiente o funcionamento das camadas do ZBrush.

Tutorial: Sculpting with Layers in ZBrush from David Lally on Vimeo.

O autor do vídeo apresenta a opção de segmentação em camadas da escultura, permitindo adicionar e ter controle sobre a influência da escultura em diferentes partes do modelo 3d. O vídeo demonstra isso com o uso de duas camadas distintas que se forem editadas, acabam aplicando efeitos bem diferentes no objeto.

A esfera que é editada no vídeo recebe duas camadas, sendo que em momentos diferentes do vídeo o autor aplica níveis de influência diferentes na escultura. Quando a influência assume valores negativos, o resultado da escultura é invertido no objeto. O que havia sido criado como uma deformação na superfície em alto relevo, acaba ficando em baixo relevo. Mas, o interessante mesmo do processo é que podemos ajustar de maneira independente cada uma das camadas, fazendo com que cada parte da escultura possa ser removida individualmente, ou mesmo, mescladas usando valores e influência diferentes.

Esse tipo de recurso permite aproveitar as ferramentas de escultura do ZBrush de maneira muito mais flexível, oferecendo ao artista a oportunidade de fazer testes, e caso não goste do resultado ele pode simplesmente remover a camada.

Feb
16

Nas últimas versões do AutoCAD a Autodesk apresentou recursos para melhorar o desenho de projetos em 2d como foi o caso do Geometry Constarint. Esse tipo de recurso permite adicionar regras de comportamento para entidades de desenho 2d, que são nada mais que as linhas, arcos, círculos e outros elementos de desenho. Esse tipo de recurso na prática pode fazer a ligação entre partes de ilustrações, como manter duas linhas seguindo sempre a mesma orientação. Isso ajuda a atualizar o desenho mesmo que apenas um segmento de linha seja modificado no processo de edição.

Esse recurso foi um dos destaques no lançamento do AutoCAD para desenvolvimento de pranchas para desenho técnico. Mas, o AutoCAD não será a única ferramenta que deve possuir esse recurso, pois o FreeCAD está para receber um módulo que permitirá usar o mesmo tipo de regra para desenho 2d.

Entre as alternativas para desenho técnico de código aberto e gratuitas, o FreeCAD tem me agradado bastante em relação a quantidade de recursos disponíveis, e também pelos novos recursos que estão sendo desenvolvidos para o software. Entre esses recursos está um módulo chamado de Sketcher que deve adicionar a possibilidade de adicionar constratints baseados em geometria para desenho 2d. O recurso ainda está em desenvolvimento, mas já podemos ter uma idéia do seu funcionamento com o vídeo abaixo que já faz uso do Sketcher no FreeCAD.

Como esse tipo de recurso pode ajudar no desenvolvimento de desenho técnico?

Basta pensar na facilidade de editar as propriedades de apenas uma linha, e fazer com que todas as outras sigam a mesma orientação, copiando a mesma propriedade. Os constraints são muito usados em animação 3d para controlar a posição de objetos, e atribuir restrições em transformações como posição, rotação e escala.

Se você procurava uma alternativa para o AutoCAD em ambiente Linux e até outras plataformas, como Mac Os X e Windows o FreeCAD deve surpreender em termos de recursos e similaridades com o AutoCAD. Mesmo que ainda não existem recursos suficientes para equiparar a ferramenta em termos de funcionalidades ao AutoCAD, a constante evolução do software mostra que com o tempo essas ferramentas devem ser integradas ao já muito bom conjunto de opções do FreeCAD.

Feb
16

O renderizador de código aberto LuxRender que usa métodos de renderização do tipo Unbiased, está para receber uma atualização para breve, e a sua versão 0.8 já está em Release Candidate 1. Isso significa que já podemos começar a aproveitar os benefícios da versão 0.8 apenas com alguns bugs que podem vir a aparecer, mas o que existe já está muito próximo da versão final. Para quem não conhece, o LuxRender é um renderizador externo de código aberto que funciona muito bem com o Blender. Um dos pontos fortes do LuxRender é o uso de métodos de renderização como o sofisticado algoritmo Metropolois que é capaz de fazer cálculos de iluminação com base em física real. O resultado é uma imagem com grande fidelidade e qualidade fotográfica, mas que demandam grandes tempos de render para ficarem prontas.

O processo de render no LuxRender é baseado em refinamento progressivo, o que significa dizer que a imagem final do render é gerada de imediato, mas em baixa qualidade. Ao longo do tempo o renderizador refina a imagem e remove o seu aspecto granulado.

Oulierrejection_comparison-LuxRender-08.jpg

Na esquerda temos a aplicação do novo filtro para remover artefatos no LuxRender 0.8.

Quais são as novidades do LuxRender 0.8? Esse link agrega todos os novos recursos do LuxRender 0.8 em formato de lista e com várias imagens de exemplo. Para ajudar no entendimento do conteúdo, compilei a lista com uma descrição traduzida sobre cada uma das suas novas ferramentas:

  • Volumetric Scattering: Esse recurso adiciona a possibilidade de simular materiais como pele humana, cera e outros. O resultado é conhecido também como Subsurface Scattering (SSS).
  • External Photon Mapping: Aqui temos um novo método de renderização que já era utilizado em outros renders como o YafaRay. No caso do Photon Mapping é possível gerar a iluminação aproveitando um mapa de fótons nas superfícies dos objetos 3d. Para cenas internas e que façam uso de renderização do tipo Biased, esse é o novo método recomendado de render no LuxRender.
  • Outlier Rejection: Um dos problemas desse tipo de renderizador é a existência de pequenos artefatos na imagem conhecidos como Fireflys. São pequenos borrões que podem demorar uma edternidade para sair, ou mesmo não sair do render final. Até a versão 0.7 tínhamos que recorrer a edição das imagens para remover esses borrões. Agora cm um filtro chamado de Outlier Rejection esse processo fica bem mais simples, pois o próprio LuxRender remove os borrões usando um filtro.
  • Glossy Translucent: Materiais translúcidos que fazem uso de reflexões são mais fácies de criar agora com o uso desse novo material.
  • Film Response: Opções melhoradas para simular a sensibilidade de filmes fotográficos deixam as imagens mais realistas com o novo Film Response.
  • Microdisplacement: O LuxRender suporta o uso de Microdisplacement que são pequenas deformações na superfície do modelo 3d, geradas durante a renderização.
  • Suporte a arquivos PLY: Agora o LuxRender permite importar arquivos para seus projetos usando o formato PLY, sem a necessidade de exportar modelos em ASCII.
  • Aceleração por GPU: Esse é um dos destaques dessa nova versão. Usando as experiências do SmallLuxGPU, a nova versão do LuxRender implementou aceleração por GPU usando OpenCL. Isso significa dizer que o tempo de render poderá ser reduzido drasticamente se você possuir uma boa placa de vídeo. Na descrição do recurso esse novo módulo foi até chamado de BigLuxGPU!
  • Melhorias na interface: Novas opções para exportar imagens e pequenos ajustes na interface do LuxRender foram implementadas.

A lista não é pequena e temos diversas novidades interessantes, sendo para mim a aceleração por GPU um dos maiores destaques. Se ela realmente aproveitar os núcleos disponíveis em placas de vídeo modernas, teremos tempos de render bem reduzidos.

Como estou recebendo muitos pedidos para tutoriais sobre o LuxRender com o Blender 2.5, vou prepara uma seqüência de vídeos mostrando os novos recursos para breve. Assim aproveito para voltar a produzir tutoriais em vídeo. Para quem já quiser aproveitar o LuxRender usando GPU, recomendo fazer o download no Graphicall.org de builds já integradas do Blender 2.5.

Feb
16

Antes de continuar a ler esse artigo, recomendo que você o faça de barriga cheia, pois apesar de se tratar de uma simulação, as imagens podem gerar um desejo incontrolável de comer chocolate. A representação de elementos orgânicos sempre foi bem mais complicada de reproduzir em 3d, mesmo com softwares e shaders avançados os detalhes e pequenas variações no comportamento da iluminação fazem desse tipo de superfície um verdadeiro desafio para artistas. Na época em que estavam produzindo o Ratatouille, a Pixar colocou toda a sua equipe de animadores para fazer cursos de culinária, para que pudessem perceber as texturas e dinâmica dos alimentos antes de partir para a produção usando computação gráfica.

O artigo que vou recomendar para quem tiver interesse nesse tipo de produção é um tutorial detalhado, sobre os procedimentos para gerar uma simulação que envolve uma barra de chocolate coberta com chocolate derretido! Sim, a imagem abaixo mostra o resultado final do tutorial:

3ds-max-realflow-chocolate.jpg

No tutorial podemos acompanhar o processo completo de desenvolvimento da imagem que usa o 3ds max e o Realflow para realizar a simulação.

Para quem nunca usou as ferramentas, ambas funcionam de maneira integrada por meio de scripts que exportam cenas no 3ds max para o Realflow, mas boa parte do trabalho de criação dinâmica é feita dentro do Realflow. O tutorial mostra exatamente esses procedimentos, orientando o leitor a gerar um objeto básico no 3ds max e depois exportar o mesmo para o Realflow.

Dentro do Realflow é que teremos o posicionamento do objeto representando a barra de chocolate, e os ajustes de gravidade e keyframes para gerar o movimento do fluido que será o chocolate derretido. Na verdade, a configuração do fluido é genérica em termos de material, e no Realflow são aplicados apenas filtros e modificadores para grudar o fluido na superfície da barra.

O próximo passo é exportar o objeto para o 3ds max e finalizar a cena. Nesse caso foi usado o V-Ray para a renderiazação, em que o artista configura a iluminação da cena e também o material que representa o chocolate. No final temos um render que é formado pelo conjunto da iluminação, modelos 3d e materiais. Hoje em dia esse tipo de composição é muito usada na publicidade, pois é infinitamente mais barato de realizar do que montar esse tipo de imagem usando fotografia tradicional.

E você, ficou com fome?

Feb
15

O V-Ray é uma das ferramentas mais usadas no mercado global de visualização para arquitetura e design, devido ao seu equilíbrio entre qualidade de imagens renderizadas, facilidade de configuração e principalmente velocidade. Esses fatores fazem com que muitos usuários do 3dsmax deixem de lado o mental ray que acompanha o software de maneira gratuita, para utilizar outra ferramenta paga como é o caso do V-Ray. A demanda pelo V-Ray no 3ds max fez surgirem versões do renderizador para softwares como SketchUp e Rhino que eram desenvolvidos por empresas que licenciavam o código da Chaos Group e portavam para essas plataformas. A americana ASGVIS é uma dessas empresas que desenvolvia o V-Ray para SketchUp e Rhino.

As versões do V-Ray para o SketchUp geravam muitas críticas dos usuários provenientes do 3dsmax, devido a simplicidade de recursos da interface e opções. Mas, agora parece que o suporte a essas ferramentas deve melhorar consideravelmente com o anuncio da aquisição da ASGVIS pela Chaos Group que deve fortalecer a presença da empresa em solo americano.

Sim, agora a ASGVIS se chamará Chaos Group USA.

Test illumination VRay

O resultado disso para os usuários finais?

Para quem aposta no V-Ray para o SketchUp ou Rhino isso deve significar uma melhoria significativa no software para os próximos anos, pois agora é o pessoal do Chaos Group que irá direcionar o desenvolvimento da ferramenta junto com a equipe da ASGVIS. Mas, isso não deve ter reflexos imediatos e provavelmente exigirá uma atualização em termos de licenças para todos os usuários.

Você conhece o V-Ray para SketchUp? Já escrevi diversos artigos sobre o V-Ray para SketchUp que mostram algumas das suas principais características, como processo de renderização e ajustes para produção de arquitetura. Dos diversos usuários de SketchUp que conheço, a maioria preferie soluções mais simples e rápidas para render como é o caso do SU Podium, mas o V-Ray agrega a fama que ele ganhou no 3ds max para o SketchUp, sendo o software de renderização mais procurado por usuários iniciantes do SketchUp. O mito de que o renderizador pode fazer a diferença acaba aumentando a demanda.

Para quem está começando com o V-Ray, vale conferir outras opções como o SU Podium ou Indigo, e até mesmo opções de código aberto, e gratuitas, que estão para ganhar scripts que exportam cenas do SketchUp para muito breve, como é o caso do LuxRender e o YafaRay.

Feb
15

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