Archive for February, 2011Simulador de oceanos no Blender 2.5 disponível para downloadPosted on: 8, FebNos projetos de desenvolvimento de novas ferramentas para o Blender, é comum o apoio da comunidade de usuários para financiar o trabalho dos programadores. Esse é o caso do já quase lendário B-Mesh, que está evoluindo como fruto do trabalho de apenas uma pessoa. Apesar do longo tempo de desenvolvimento, a ferramenta recebe pequenas atualizações da maneira constante e mostra sinais de que num futuro próximo poderemos ter N-Gons no Blender. Outro desses projetos é a ferramenta que se propõe a simular grandes superfícies de água, chamado de Ocean Sim. Esse projeto já foi apresentado aqui no blog algumas semanas atrás, mas na época os desenvolvedores estavam angariando fundos para dar continuidade ao projeto. No último dia 6 tivemos novidades interessantes no Oceam Sim, inclusive com o lançamento de uma versão experimental do Blender já com o simulador em funcionamento. Para fazer o download do Ocean Sim, visite esse endereço. Ocean tests from Matt Ebb on Vimeo. Será necessário um pouco de paciência para conseguir copiar o arquivo, pois o servidor do projeto está recebendo grande quantidade de tráfego nas últimas horas, e retornando mensagens de erro. Alguns dos recursos disponíveis no OceanSim com base na descrição do próprio Web Site:
Ainda não tenho o Build para testar, pois também estou recebendo a página de erro quando tento fazer a cópia do arquivo, mas assim que tiver o Ocean Sim disponível, pretendo fazer um tutorial básico sobre como a ferramenta funciona. O vídeo que ilustra esse artigo foi criado por um dos integrantes da equipe de desenvolvimento chamado de Matt Ebb, e foi renderizado no 3delight que é um render baseado no RenderMan. A interface e resultado da ferramenta dentro do Blender, pode ser conferida na figura abaixo:
Depois que o projeto atingir a estabilidade e eliminar os bugs, teremos a possibilidade de gerar um dos tipos mais difíceis de superfície no próprio Blender e de maneira totalmente gratuita e segura, pois as ferramentas que simulam esse tipo de superfície para animação são geralmente caras e inacessíveis para a maioria dos projetos de pequeno e médio porte. Rigging e animação básica com o Blender 2.5Posted on: 7, FebA configuração de personagens em softwares 3d nunca é tarefa simples, e requer um misto de conhecimento técnico e artístico para conseguir gerar resultados satisfatórios em animação. Existem diversos métodos para estudar o processo conhecido como Rigging de personagens, sendo que um dos mais eficientes é pela observação. Esse tipo de procedimento me ajudou bastante no início, pois analisar estruturas já criadas por artistas ajuda no entendimento do efeito que cada ferramenta usada no Rigging exerce sobre os modelos 3d. O Blender 2.5 trouxe diversas novidades para a parte de animação e os procedimentos de Rigging não ficaram de fora dessa lista de novidades. Apesar de oferecer opções semelhantes ao que tínhamos na versão 2.49, é preciso uma pequena reciclagem para trabalhar com Rigging no 2.5. Percebi esse tipo de coisa quando estava atualizando a parte de animação do Blender 3D – Guia do Usuário para a quarta edição, usando a versão 2.5. Foi necessário fazer pequenos ajustes no texto para adaptar material para o 2.5. Caso você esteja querendo fazer essa reciclagem sobre o processo de Rigging, encontrei um tutorial que pode ser de grande ajuda no entendimento do Blender 2.5. Um artista mostra no vídeo abaixo o que é necessário para adicionar uma estrutura de controle básica dentro de um modelo do mascote do Android. O procedimento é bem simples, e envolve a adição dos bones principais que formam a estrutura do objeto. Durante o vídeo podemos acompanhar como o autor realiza as seguintes operações:
No final do vídeo temos uma estrutura de controle simples para o robô do Android que pode não servir para todos os personagens virtuais, mas ajuda a explicar e demonstrar o funcionamento das ferramentas de Rigging do Blender 2.5. Tutorial 3dsmax: Como modelar usando apenas curvas Spline?Posted on: 7, FebA modelagem com base em polígonos não é a solução para todos os tipos de objetos em projetos de animação, ou mesmo indicados apenas para os casos em que o objetivo é apenas a modelagem. A minha técnica de modelagem preferida é a que se baseia apenas em polígonos, mas isso devido a natureza dos objetos que tenho que produzir com mais freqüência, que é o caso de visualização para arquitetura. Sempre que preciso elaborar alguma forma mais complexa, envolvendo formas orgânicas, acabo recorrendo ao uso de curvas para gerar superfícies. As ferramentas de modelagem com curvas estão disponíveis em praticamente todos os softwares 3d, e podem ajudar em diversas situações. Mas, para considerar o uso desse tipo de ferramenta, precisamos antes de qualquer coisa conhecer as suas possibilidades em termos de criação. Para os usuários do 3dsmax interessados em aprender a trabalhar com curvas, encontrei um vídeo sem narração, que mostra diversos exemplos de modelagem usando apenas curvas no 3dsmax do tipo Spline. O vídeo pode ser encontrado abaixo: O primeiro exemplo do vídeo já demonstra bem o que podemos fazer em termos de modelagem, gerando um objeto com volume e semelhante a um cubo, usando apenas curvas. O autor usou duas curvas criadas a principio de maneira separada, e unidas pelo modificador Editable Spline, usando a opção Attach. Depois que as curvas são unidas em apenas um objeto, o autor conecta os pontos inferiores e superiores, gerando uma linha de ligação. Com isso teremos um tipo de caixa que é preenchida com o modificador Surface. Na criação de modelos 3d usando curvas, o uso do modificador Surface é o passo necessário para adicionar sombreamento as estruturas geradas apenas com curvas, e conseguir moldar um objeto 3d. Ainda na criação do primeiro objeto 3d o autor do vídeo mostra como ajustar a visualização das normais e também a quantidade de subdivisões geradas pelo modificador. Nos outros exemplos apresentados no vídeo, podemos acompanhar o mesmo procedimento de criação de curvas e aplicação do modificador Surface, usando compostos com curvas do tipo Spline. O resultado sempre é um objeto com superfície pronta para receber materiais e texturas, e fazer parte de qualquer projeto. Para informações ainda mãos detalhadas sobre o assunto, recomendo uma visita a pagina ajuda do 3dsmax em que o processo de modelagem com curvas é descrito em detalhes. Mesmo que você não precise dessas informações agora, salve o link para referencia futura. Tutorial 3dsmax e VRayPattern: Criando uma florestaPosted on: 7, FebO VRayPattern é uma ferramenta muito nova e que foi lançada para o público em geral faz apenas alguns dias, mas que despertou grande interesse por parte dos usuários do 3dsmax. A possibilidade de aproveitar cópias de objetos e gerar modelos 3d sem a preocupação com o carregamento do aplicativo é muito tentadora. Os artistas que já precisaram trabalhar com a representação de paisagens como florestas ou simplesmente áreas com grande densidade de povoação, devem ter percebido que a abordagem simples, baseada na representação das árvores como polígonos não dá muito resultado prático. O problema é que esse tipo de modelo demanda muito processamento, apenas para manipular os objetos, e acaba prejudicando o resultado final. Com um pouco de experiência encontramos soluções criativas, como representar as árvores apenas com um plano, e recorrer para o uso de texturas. A proposta do VRayPattern é exatamente eliminar esse tipo de problema, adicionando as cópias dos objetos penas quando necessário, e sem prejudicar o carregamento da cena. Se você quiser acompanhar um exemplo do VRayPattern em ação, criando a cena de uma floresta, encontrei um tutorial em vídeo de quase uma hora em que um artista aproveita o software dentro do 3dsmax 2009 para gerar esse tipo de cenário. VRayPattern – Populating from VrayART on Vimeo. O próprio autor do tutorial afirma no início no seu texto de apresentação, que ainda está se habituando ao funcionamento do VRayPattern, mas que já conseguiu alguns resultados interessantes. No vídeo, podemos acompanhar a configuração da cena que faz uso de uma árvore inserida no projeto como um XREF. O autor adiciona diversos planos ao cenário que funcionam como referências para o posicionamento das árvores do VRayPattern. Durante o vídeo, as árvores são associadas aos planos para que durante o render as mesmas fiquem nos locais dos planos. Mas, as árvores não são os únicos elementos adicionados ao projeto para simular a floresta, e para complementar o cenário o autor ainda faz uso de rochas em variados tamanhos, que também usam o VRayPattern e também grama. O resultado final não é perfeito, mas ainda assim apresenta uma leveza na manipulação e edição que impressiona. Se você tiver interesse em aprender o funcionamento dessa nova ferramenta baseada no V-Ray, recomendo muito assistir ao vídeo. O material não tem áudio, apenas textos intermediários que explicam os procedimentos. Como importar arquivos DWG no SketchUp 8 gratuito?Posted on: 4, FebO lançamento do SketchUp 8 trouxe muitas novidades para os usuários do SketchUp em termos de ferramentas, mas acabou com a possibilidade de importar arquivos DWG na versão gratuita da ferramenta. Essa é uma opção de fundamental importância para usuários que estão usando o SketchUp para desenvolver projetos em arquitetura, pois com base nos arquivos DWG, podemos importar os arquivos do projeto em CAD, e trabalhar já em escala na modelagem dos objetos dentro do SketchUp. Ainda na versão 7 do SketchUp esse recurso foi removido da opção gratuita, mas um plugin gratuito que adicionava novamente o recurso foi prontamente disponibilizado pela equipe do Google, mas não foi convertido para a versão 8. Como resolver isso na versão 8? Na verdade, a versão 8 do SketchUp só tem o recurso para importar arquivos DWG na versão Pro que é paga. Mas, usando um pouco de criatividade podemos contornar esse tipo de contratempo. Qual a solução? Manter uma instalação do SketchUp 7 junto com a versão 8. Para quem ainda não tentou realizar esse procedimento, a versão 7 do SketchUp ainda está disponível para download. Mesmo que o link aponte para a versão Pro, depois de 8 horas de uso a versão Pro será revertida no SketchUp 7 gratuito. Junto com o plugin que importa arquivos DWG, podemos usar a instalação do SketchUp 7 apenas para importar os arquivos DWG, salvar no formato SKP e depois abrir o arquivo no SketchUp 8. Se você decidir instalar a versão 7 do SketchUp e já tiver instalada a versão 8, você pode enfrentar problemas no diretório do SketchUp, demandando a instalação da versão 8 novamente. Mas, depois que todo o procedimento for realizado, você terá duas versões distintas do SketchUp para usar e desenvolver os seus projetos. Esses arquivos estão disponíveis para download hoje, mas nada garante que o Google não possa retirar os links das suas páginas a qualquer momento, portanto corra e garanta já a sua cópia! Para quem está estudando o uso do SketchUp para aplicação em projetos arquitetônicos, recomendo a leitura da análise que publiquei essa semana do livro SketchUp Pro aplicado ao projeto arquitetônico. |
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