Archive for March, 2011Mapeamento 3d físico de vídeo para arquiteturaPosted on: 17, MarO desenvolvimento de projetos para design de interiores é um dos tipos que mais exige a parte de edição das texturas e materiais, pois geralmente nesse tipo de situação o cliente quer fazer vários estudos com texturas e cores diferentes. Já tive a oportunidade de participar de vários projetos em que a modelagem 3d era usada como forma de desenvolver o projeto com o estudo de materiais. A apresentação para os clientes geralmente é feita usando um vídeo que mescla os diversos materiais e texturas, usando animação linear ou mesmo uma pequena interface multimídia usando o Flash. Mas, já pensou de fosse possível criar um grande painel interativo que mostrasse essas opções de materiais e texturas em um ambiente real? Você poderia até imaginar o uso de painéis de LCD gigantes que seriam acoplados as paredes, mas o efeito não seria muito bom devido as bordas dos painéis que ficariam visíveis. A solução para fazer esse tipo de estudo é o uso de projetores! Um experimento muito interessante desenvolvido por um artista chamado Beam mostra como isso pode ser possível, usando mapeamento 3d sobre as superfícies e mobiliário de uma sala, em que dois projetores criam o efeito interativo dos materiais. O vídeo abaixo mostra o resultado desse mapeamento físico e a projeção das texturas em um ambiente com as paredes completamente brancas. Living Room from Mr.Beam on Vimeo. O resultado final é muito interessante e mostra o que podemos fazer em termos de apresentação interativa para projetos. Com o uso desse tipo de recurso dentro de uma loja ou stand, as pessoas poderiam escolher em tempo real as cores e texturas das paredes e também a aparência do mobiliário. O interessante é que a projeção perfeitamente alinhada com as superfícies do ambiente, evitam a necessidade de realizar diversas renderizações e testes com materiais, que podem demandar muito tempo e ajustes na iluminação. A única limitação é que ninguém pode caminhar pelo ambiente sem gerar sombras na cena. Para saber mais sobre o projeto, recomendo a visita ao blog oficial do projeto, em que o artista mostra outros experimentos com mapeamento físico de superfícies para projeção de vídeos. Infelizmente não existem instruções detalhadas sobre a técnica utilizada, mas apenas a idéia já é interessante. MSCAD: Alternativa nacional ao AutoCADPosted on: 16, MarO desenvolvimento de projetos que envolvem desenho técnico requer obrigatoriamente o uso de um software de CAD, que permita criar e modificar desenhos e pranchas técnicas para projetos de arquitetura e engenharia. No Brasil existe um domínio do AutoCAD nessa área, devido a fatores históricos e a disseminação de que o AutoCAD é a melhor opção para desenho técnico por professores de faculdades e universidades. Já tive a oportunidade de conversar com vários estudantes de arquitetura e engenharia, que procuraram cursos de AutoCAD por recomendação dos professores. Antes de procurar estudar, e principalmente, adotar o AutoCAD como ferramenta de desenho técnico principal na sua prática profissional, é importante conhecer algumas alternativas para a ferramenta. Nos últimos dias tive contato com uma alternativa nacional ao AutoCAD chamada de MSCAD que me chamou a atenção em relação ao custo e ferramentas. O primeiro ponto positivo do MSCAD é que ele é todo em português, um requisito para muitas pessoas que tem dificuldade em trabalhar apenas com softwares em língua inglesa. A leveza do software também chama a atenção, pois não é necessário ter computadores com configurações robustas para executar o software, diferente de muitas ferramentas de CAD atuais, que praticamente demandam uma workstation compatível com modelagem 3d para criar desenhos técnicos.
Tirando as ferramentas de desenho que são as mesmas que encontramos em ferramentas de desenho como Mirror, Offset e outras, existem alguns diferenciais bem interessantes. O primeiro deles é a capacidade de converter múltiplos arquivos entre os formatos DWG, DXF e PDF. A conversão de arquivos PDF é muito útil e deve ajudar bastante as pessoas que recebem arquivos em PDF e precisam editar os arquivos. Já tive casos em que recebi arquivos em PDF de projetos que precisavam ser usados para gerar modelos 3d. Como o ideal é usar arquivos DXF ou DWG para importar em softwares como o SketchUp, Blender ou 3ds Max, o MSCAD teria ajudado bastante nesse tipo de situação. O contrário também é muito útil, pois é possível selecionar múltiplos arquivos DWG e converter para PDF. Na parte da conversão existe também a possibilidade de converter arquivos PLT para DXF, o que ajuda bastante a resgatar arquivos de projetos que você só tem em PLT. Eu mesmo tenho alguns projetos que tem versões diferentes salvas em arquivos PLT, e que posso transformar em DXF. A possibilidade de de abrir e visualizar arquivos de praticamente todas as versões do AutoCAD (DWG), inclusive do AutoCAD 2011, é outro diferencial para o software, possibilitando a edição desses arquivos e o aproveitamento de blocos salvos nas versões mais recentes do AutoCAD. A conversão de arquivos é um diferencial do MSCAD, mas é apenas uma parte do software. Além disso temos todas as ferramentas de desenho que são capazes de criar e editar desenhos técnicos nos mais variados níveis de complexidade para engenharia e arquitetura. Se você quiser testar o software é possível fazer o download de uma versão Trial no web site do MSCAD, que funciona por 21 dias. O arquivo tem apenas 56 MB! No futuro devo publicar mais artigos mostrando outros recursos interessantes do MSCAD que ajudam bastante no desenvolvimento de projetos. Modelagem de terrenos com o Blender 2.5Posted on: 16, MarA modelagem de terrenos e cenários pode ser realizada de várias maneiras dependendo do software usado para o projeto. Uma das técnicas mais usadas é a modelagem baseada em superfícies, em que o artista criar diversas curvas de maneira semelhante as curvas de nível do terreno e depois faz a ligação entre essas curvas, gerando uma superfície que representa de maneira fiel a topografia do terreno. Apesar de ser relativamente eficiente, o trabalho com esse tipo de procedimento exige muita edição e ajuste nas curvas, e dependendo do software isso pode ser bem complicado. Por exemplo, ainda me recordo do trabalho que dava criar esse tipo de geometria no AutoCAD, usando o comando Ruled Surface e ajustando a forma das curvas para conseguir um bom resultado com o terreno. Mas, já existem opções bem mais flexíveis e intuitivas para trabalhar com modelagem de terrenos. Um desses exemplos é o próprio Blender com a sua ferramenta chamada de Surface Sketch. Para quem não conhecem essa ferramenta do Blender, o seu funcionamento é muito semelhante a um sistema de desenho manual, em que vamos criando linhas. Com as linhas desenhadas é possível criar superfícies baseadas em polígonos, o que pode ser muito bem usado para criar terrenos. No vídeo abaixo você pode acompanhar todo o processo de modelagem de um terreno no Blender, usando como referência uma imagem da área e as suas respectivas curvas de nível. O autor do vídeo faz uso de uma mesa digitalizadora para ajudar no desenho das linhas, o que facilita bastante e dá precisão ao traço. T&T Blender for Architecture n°4 : landscape from contour lines from Viralata on Vimeo. Um dos segredos para conseguir gerar esse tipo de linha é aproveitar o controle que temos sobre o cursor 3D. Se a opção Cursor do Surface Sketch estiver marcada, as linhas são geradas na mesma altura do cursor 3D. Como precisamos trabalhar com as curvas usando algum deslocamento vertical para representar a inclinação do terreno, o autor faz ajustes na altura do cursor antes de criar uma linha. O resultado é uma superfície que representa muito bem o terreno. Como nem tudo é perfeito, a superfície gerada ainda é passível de pequenos ajustes para que a topografia siga de maneira mais fiel a forma representada pelas curvas. No final do vídeo ainda somos apresentados a uma técnica alternativa, usando o Add-on Bridge do Blender para modelar um terreno. O vídeo é muito bom para quem trabalha com topografia ou arquitetura, e precisa constantemente trabalhar com modelagem de terrenos. Tutorial SketchUp: Modelando uma janelaPosted on: 15, MarO uso de referências para criação é algo muito comum na maioria dos processo de produção que envolvem alguma coisa gráfica. Esse é o caso de projetos de ilustração vetorial que usam softwares como o Illustrator, permitindo que os artistas possam copiar formas base, ou mesmo decalcar uma ilustração desenhada em papel e digitalizada com scanner. Para modelagem 3d isso não é diferente, sendo inclusive em algumas situações muito complicado de criar alguma coisa em 3d, sem o uso de imagens com referências. Por exemplo, a criação de personagens é muito facilitada quando usamos imagens de referência para guiar a modelagem. A modelagem para arquitetura não foge desse contexto, em que muitos usuários gostam de trabalhar na modelagem usando os desenhos técnicos como base para a criação. Em softwares como o SketchUp que trabalham muito bem com ferramentas de precisão e snap, sem a necessidade de muitas intervenções do usuário por meio de teclas de atalho, o uso de arquivos de CAD acelera muito a modelagem. Para demonstrar esse tipo de modelagem no SketchUp, encontrei um vídeo interessante que mostra o processo de modelagem de uma janela no SketchUp. No turtorial podemos acompanhar o processo de modelagem de uma janela simples, que é acelerado devido ao uso de linhas de referência. Repare que no vídeo o artista usa muito as linhas da janela que já estão presentes na cena, facilitando e acelerando a modelagem. O processo de criação do SketchUp ajuda muito nesse tipo de procedimento de modelagem, mas a diferença mesmo são as linhas. Como a referência está na cena o processo consiste apenas no alinhamento dos objetos recém criados. Para quem está começando a usar o SketchUp e não faz idéia de como criar esse tipo de objeto no software, o vídeo pode ajudar bastante. O problema nesse caso é para os usuários que usam o SketchUp 8 gratuito que não podem mais importar arquivos DWG para essa versão do software. Se você quiser saber como importar arquivos DWG para o SketchUp 8, recomendo a leitura desse artigo. Assim você pode aproveitar o uso de referências para modelagem na última versão do SketchUp e acelerar o processo de produção dos seus modelos 3d para arquitetura. Comparação de performance da viewport do 3ds max 2012Posted on: 15, MarOs projetos que demandam o uso de modelos com grande quantidade de polígonos podem ser o maior pesadelo de artistas 3d, pois o conjunto de software e hardware pode não se suficiente para manipular a complexidade do arquivo. Se você nunca passou por esse tipo de situação, posso garantir que é uma das experiências mais irritantes em termos de trabalho com softwares 3d. Para exemplificar esse tipo de situação, encontrei um vídeo que faz uma comparação no ganho de performance entre o 3ds max 2011 e o 3ds max 2012. O autor do vídeo faz uso de um modelo 3d extremamente pesado que é o War Machine, personagem do universo Marvel. O modelo apresenta mais de 300 objetos e aproximadamente 3 milhões de polígonos, o que é considerável para esse tipo de personagem. Com essa quantidade de detalhes, a manipulação do personagem fica prejudicada. O início do vídeo usa o 3ds max 2011 e mostra como é difícil manipular o modelo, mesmo depois que o mesmo entra no cache da Viewport, operações como a conversão dos objetos para Editlable Poly demoram aproximadamente 5 minutos! Sim, apenas a conversão do tipo de geometria. Aproximadamente na metade do vídeo o autor faz a troca do software para o 3ds max 2012, e o ganho de performance com a tecnologia nitrous é assustadora. O mesmo modelo 3d com aquele quantidade absurda de polígonos é carregado e atualizado quase que de maneira instantânea, e para piorar a situação o max adicionar automaticamente oclusão as sombras, gerando um efeito bem legal na Viewport. A conversão para Editable Poly também acontece praticamente de maneira instantânea! É com esse tipo de comparação que podemos avaliar a evolução de um software. A manipulação desse tipo de objeto é um dos desafios do trabalho em grandes projetos, pois o software acaba não conseguindo trabalhar com a quantidade de dados apresentada. Já pensou adicionar nessa cena outro personagem, para conseguir trabalhar com animações de luta ou interação entre os dois? Pior ainda seria se o objetivo fosse trabalhar com o personagem usando um cenário também baseado em geometria, por isso é que acabamos recorrendo para composição de imagens para gerar imagens com objetos muito complexos. |
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