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Fabric Engine: Computação 3d na nuvem para desenvolvedores

Essa semana publiquei um artigo em que mencionava a integração de tecnologias baseadas na “nuvem” para renderizar projetos 3d, em que poderíamos enviar cenas criadas no 3ds Max 2012 para servidores remotos renderizar com tecnologia de GPUs da NVIDIA. O projeto se chama Pandora e já está em fase de testes na Autodesk. A migração desse tipo de serviço para a nuvem não é a única possibilidade que temos de passar o trabalho de processamento de projetos 3d para servidores remotos. Um projeto muito interessante chamado de Fabric Engine mostra o que poderemos fazer no futuro em termos de uso de softwares em navegadores.

O Fabric Engine é um serviço inicialmente projetado para ajuda desenvolvedores no uso de servidores remotos para ajudar no processamento de grandes volumes de dados, relacionados com aplicações 3d. Mas, depois de assistir a demonstração do software que está disponível no vídeo abaixo, fica difícil não imaginar o uso desse tipo de tecnologia em ferramentas 3d no futuro.

O uso dos recursos remotos ajuda bastante a aliviar o processamento dos nossos computadores, e permitiria que artistas 3d investissem apenas na assinatura do serviço e em computadores apenas com grandes displays, para conseguir trabalhar de maneira confortável.

Esse tipo de recurso mostra como será o futuro dos softwares 3d, pois isso teoricamente iria dificultar em muito a pirataria de softwares 3d, pois não seria mais distribuída uma instalação em mídias como DVD ou CD. O artista teria que pagar uma mensalidade/anuidade para usar o serviço diretamente dos servidores da empresa que desenvolve a ferramenta.

Isso ainda está longe de acontecer, pois a logística de funcionamento desse tipo de distribuição ainda é muito complicada. O primeiro fator complicador é a necessidade de ter uma conexão com a internet permanente e rápida, mesmo que você esteja usando um notebook. Já pensou não poder trabalhar por falta de internet?

Outro limitador é a capacidade dos servidores dessas empresas conseguirem processar a quantidade de dados geradas por alguns projetos em particular. Já que boa parte do processamento seria feita em servidores remotos, passaríamos a não ter tanto cuidado com subdivisões na suavização e quantidade de polígonos, principalmente para imagens estáticas.

Sobre o Autor:

Arquiteto que trocou as construções baseadas em tijolos pelas que utilizam pixels! Sim, os pixels também precisam ser devidamente construídos, e quem melhor do que um arquiteto para planejar construções?

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