Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for the ‘3D’ Category


A Maxon está preparando para esse mês uma grande atualização da sua suíte de animação 3d e modelagem, o Cinema 4D. O Cinema 4d não é a ferramenta mais usada para produção de conteúdo aqui no Brasil, mas na Europa ele é muito forte, talvez pela Maxon ser uma empresa alemã. A nova versão do cinema 4D apresenta algumas novas ferramentas interessantes, e a promessa de oferecer aos usuários de sistemas Apple a possibilidade de usar todo o poder de processamento do Leopard, em 64 Bits, na renderização e operações que demandem grande quantidade de memória.

O anúncio da atualização foi feita na Siggraph 2008, em que a Maxon divulgou um vídeo muito interessante, demonstrando as novidades e atualizações da ferramenta. Esse vídeo foi “acidentalmente” disponibilizado antes da data de lançamento por algum funcionário da Maxon no Youtube. Digo isso, pois na data em que o vídeo foi lançado pela primeira vez, eu consegui assistir ao mesmo, sendo que dois dias depois o material foi misteriosamente removido do Youtube, para ser republicado apenas na semana passada.

O vídeo é bem instrutivo e mostra várias das melhorias do software:

A primeira coisa que chama a atenção no vídeo é o desempenho do render, que segundo o próprio narrador fala, praticamente é cortado pela metade nessa nova versão. Em uma comparação direta, uma mesma cena renderizada no Cinema 4D 10 e no Cinema 4D 11, podem variar de 3 minutos para 1 minuto respectivamente. Se isso for verdade mesmo, é um ganho de desempenho fenomenal em termos de performance.

Ainda na parte de renderização, o vídeo demonstra alguns exemplos criados com a nova engine de iluminação global e renderização avançada da versão 11. Mas, não foi apenas a renderização que sofreu melhorias, os interessados em animação de personagens com o Cinema 4D, ganharam muitas ferramentas para otimizar o processo de ajuste.

Por exemplo, uma ferramenta muito parecida com as camadas de animação do Maya 2009 foi adicionada, além da opção chamada Ghost, que permite ao animador visualizar múltiplos frames da animação. Quem usa o Flash para animação 2d deve conhecer bem esse recurso, que lá se chama Onion Skin. O Blender já conta com essa ferramenta Ghost já faz umas duas versões.

E para finalizar, o Cinema 4D agora tem uma opção parecida com o Grease Pencil do Blender, que permite ao artista desenhar e fazer anotações na interface.

Quer conhecer um pouco mais os trabalhos desenvolvidos com o Cinema 4D? Esse é o Demo Reel da Maxon para o Cinema 4D, apresentado na Siggraph 2008:

Para quem usa essa ferramenta, a atualização parece valer a pena, principalmente na parte de renderização, que ganhou melhorias significativas. Assim que uma versão de testes estiver disponível (Trial), tento fazer alguns testes e publicar os resultados aqui no Blog.

Se você quiser saber mais sobre essa nova versão, recomendo uma visita ao web site da Maxon.

Sep
8

Algumas universidades, principalmente as que têm cursos voltados para cinema e design de produto, demandam que seus alunos aprendam a usar ferramentas como o Maya ou Blender, para apresentar projetos e desenvolver melhor suas atividades acadêmicas. Na maioria dos casos, esse tipo de aprendizagem é responsabilidade de cada aluno, mas algumas instituições providenciam uma “pequena” ajuda, como é o caso da Universidade de tecnologia de Swinburne, na Austrália.

Eles disponibilizaram para os seus alunos e para o público em geral, um conjunto completo de tutoriais gratuitos, todos baseados em vídeo sobre Maya. Os tutoriais apresentam apenas dois pequenos problemas, que são a língua inglesa usada para narrar os tutoriais e a versão do Maya usada nos tutoriais, que está um pouco desatualizada. No caso, eles usam o Maya 7.

Fora isso, o material é muito bom e bem completo. Veja a lista de assuntos abordados nos tutoriais, divididos em aproximadamente 9 módulos:

  1. Introdução e interface do Maya: Aqui é apresentada a interface e os comandos básicos de transformação. Por exemplo, nos vídeos você aprende a fazer extrude e realizar operações booleanas.
  2. Modelagem: Depois que os conceitos básicos estão assimilados, os vídeos mostram como realizar modelagem por subdivisão e NURBS no Maya.
  3. Texturas e materiais: Com os modelos 3d prontos, o próximo módulo aborda o uso de materiais e texturas, inclusive mostrando várias ferramentas e técnicas para fazer mapeamento UV.
  4. Iluminação: Aqui os vídeos mostram as configurações básicas da iluminação no Maya, assim como o uso de iluminação global.
  5. Câmeras e renderização: Além das câmeras e opções de render, os vídeos desse módulo começam a mostrar técnicas de animação para a câmera.
  6. Animação: Agora sim, os interessados em conhecer as ferramentas de animação do Maya, podem conhecer técnicas como a criação de uma animação em Looping constante e o blendshape para criar a animação de olhos piscando.
  7. Simulações físicas: Um bom conjunto de tutoriais sobre o Maya não poderia terminar sem a abordagem das partículas. Nos vídeos o autor mostra dois exemplos, sendo um deles a criação de fogo.
  8. Criando projetos no Maya: Esse módulo é baseado em exercícios. Mesmo que você não assista a nenhum dos módulos, recomendo consultar o material disponível aqui, pois eles englobam boa parte dos outros tutoriais.
  9. Configuração de personagens para animação no Maya: Por último, uma introdução sobre a criação de personagens com o Maya. Nos vídeos o autor mostra a configuração de um personagem bípede, assim como os passos necessários para fazer esse personagem caminhar.

Cada uma dessas partes apresenta vídeos detalhados do processo, alguns até com divisões em capítulos dos vídeos, de tão detalhado que o processo é apresentado. Em suma, os vídeos são imperdíveis para os interessados em aprender o Maya.

Mesmo estando desatualizado, esse tipo de material pode fazer a diferença no seu aprendizado.

Aug
26

O advento de ferramentas e renderizadores cada vez mais poderosos, muitos softwares oferecem opções para ajustar às câmeras virtuais com parâmetros parecidos ou idênticos as reais. Quem já trabalha com fotografia tem clara vantagem no entendimento desse tipo de configuração. Por exemplo, o Henrique Zorzan que anda meio sumido aqui do Blog é fotografo lá em Portugal, e usuário do Blender 3D, ele deve saber de cor o significado de configurações como ISO e Shutter speed da câmera. Muitas ferramentas como o V-Ray e Indigo oferecem a possibilidade de ajustar esses parâmetros para deixar a imagem gerada na ferramenta 3d ainda mais realista.

Se você não conhece o significado e função desse tipo de opção para a câmera, encontrei algumas exemplos da câmera real (VRay Physical Camera) do V-Ray que explica em detalhes o significado de cada uma dessas configurações.

Agora, melhor que falar ou escrever é mostrar alguns exemplos. Esse é o ponto positivo do manual, mesmo que você não passe por nenhuma linha do texto, ele é ilustrado de maneira rica com imagens e renderizações com as mais diferentes configurações de câmera.

O artigo mostra no total dez exemplos de configurações presentes em algumas câmeras virtuais:

  1. Controle de exposição – f-number
  2. Controle de exposição – Shutter speed
  3. Controle de exposição – ISO
  4. Fator de Zoom
  5. Correção de Câmera
  6. Distorção
  7. Vignette
  8. Balanço de branco
  9. Profundidade de foco
  10. Motion Blur

Alguns desses parâmetros não estão disponíveis em todos os softwares, mas é importante conhecer todos eles, pois mais cedo ou mais tarde esses recursos acabam sendo adicionados.

Isso só reforça o que digo sobre a integração entre a fotografia e o trabalho com computação gráfica 3d, nesse caso é necessário conhecer esses parâmetros para criar de maneira eficiente cenas realistas.

Repare que a configuração correta do ISO assim como o Vignette associado à correção vertical da câmera pode fazer a diferença na criação de uma imagem realista. A correção vertical da câmera é muito importante para evitar o terrível efeito da perspectiva na imagem, quando o ângulo de visão da câmera está muito aberto. Essa ferramenta é fundamental para ambientes muito fechados, em que a manipulação do ângulo de abertura da câmera ajuda a visualizar o espaço como um todo.

Aug
18

O Fryrender é um promissor renderizador, que funciona de maneira semelhante ao Maxwell render e Indigo, simulando a distribuição da luz usando física real. Isso gera imagens absurdamente realistas, com o uso intenso de recursos de hardware e tempos de render muito longos. O Fryrender esteva sendo desenvolvido, mas há pouco tempo foi lançando como um render comercial para qualquer artista interessado em usá-lo para criar imagens realistas. Ele até tem um módulo compatível com o SketchUp.

Mas, não é sobre as qualidades e benefícios do Fryrender que estou escrevendo hoje, mas sim sobre o lançamento dessa ferramenta, como produto comercial o a disponibilização de uma rica documentação, explicando como essa incrível ferramenta funciona. Ai é que entra um benefício para todos que usam ferramentas 3d para animação, eles lançaram vários tutorias acompanhando o lançamento do Fryrender.

Para fazer o download dos tutoriais, visite esse endereço. Depois é só escolher um tutorial, na lista da direita.

Você pode estar se perguntando; mas eu não uso o Fryrender? Bem, os tutoriais são destinados a ensinar tanto o uso do Fryrender, como conceitos básicos de renderização e enquadramento. Por exemplo, existe um PDF fanstástico sobre fotografia e simulações de câmeras em ambientes virtuais, que tem aplicações no Blender 3D, Indigo, V-Ray ou qualquer outra ferramenta que use câmeras.

Como você pode perceber pela imagem que ilustra esse artigo, o material é recheado de ilustrações ricas em infográficos, que facilitam a compreensão, mesmo para quem não entende inglês.

Entre os títulos em PDF, podemos destacar:

  • Como gerar normal maps
  • Introdução a fotografia
  • Renderizando líquido dentro de um copo
  • Efeito de cautics dentro de uma piscina
  • Efeito de caustics gerado pela luz do sol

Esses são apenas alguns dos exemplos disponíveis, todos em formato PDF e gratuitos para download.

Não deixe de conferir os tutoriais sobre caustics que mostram o potencial desse renderizador. Nessa mesma página, estão programados alguns tutoriais em vídeo, mas os links ainda não estão disponíveis, apenas os arquivos em PDF.

Todo esse material, pode ser “transportado” para renderizadores como o LuxRender e Indigo, que trabalham com princípios semelhantes, mas são de código aberto e se integram de maneira razoavelmente bem com o Blender 3D. Você precisa apenas de um pouco de paciência e transferir os conhecimentos adquiridos com o tutorial, para o renderizador no qual você está acostumado a trabalhar.

May
27

As leitoras aqui do Blog que me perdoem, mas a figura feminina é uma das mais reproduzidas por artistas 3d em qualquer tipo de ambiente. Seja na modelagem 3d ou na pintura digital, são inúmeros os exemplos de modelagem e personagens virtuais criados por artistas, pelo simples fato de estudar a topologia e os limites da modelagem 3d ou para trabalhos comerciais. O pessoal do 3dm³, compilou uma lista muito legal, com artigos mostrando o trabalho de modelagem e pintura para algumas dessas modelos virtuais, para fins de estudo e apreciação desses trabalhos.

Para acessar a lista, visite esse link.

Autor da imagem: Max Edwin Wahyudi

Existem vários exemplos no artigo, alguns direcionando para tutoriais publicados no próprio 3dm³. Vale à pena visitar e estudar o material? No total são 35 modelos virtuais exibidas no artigo, essa variedade de tipos se reflete na complexidade dos artigos e ferramentas utilizadas.

Por exemplo, você encontra tutoriais de apenas duas páginas, mostrando algumas telas bem resumidas do software usado pelo artista para criar a imagem da modelo. Em outros tutoriais, podemos encontrar uma descrição mais completa de como o artista chegou à concepção da cena e o processo de modelagem e iluminação.

Na cena chamada “Making of Showstooper”, o artista mostra a imagem que o inspirou a fazer a cena. Isso é muito interessante para quem está começando, veja que ele usa referências reais para criar os personagens virtuais. De onde ele tirou a inspiração para fazer as personagens cibernéticas? Revistas de moda. Nunca elimine uma referência para esses tipos de trabalho, nesse caso ele precisava das revistas para copiar as poses das modelos.

Os artigos que envolvem pintura digital reforçam a idéia que tudo tem inicio com um esboço no papel. Mesmo um artista mais experiente, precisa definir algumas formas básicas para trabalhar na pintura. Eles fazem isso em diferentes níveis de complexidade, mas todos eles fazem!

Existem vários outros exemplos, alguns deles até foram temas de livros sobre computação gráfica, como a série Exposé da Ballistic Publishing.

Bem, fica ai a dica para quem está estudando modelagem 3d ou pintura digital, que apesar de não serem extensos em mostrar as técnicas, podem nos dar uma boa idéia de como começar.

May
25

Já faz um bom tempo que não comento o lançamento de revistas eletrônicas sobre computação gráfica, desde o último artigo sobre esse assunto já passaram alguns lançamentos de peso, como o novo número da Render Out! e da CG Arena. Entre as duas, prefiro muito mais a Render Out! pela consistência das matérias e pela ótima contextualização que os autores dos artigos conseguem imprimir no conteúdo. Por exemplo, nela podemos encontrar matérias sobre a produção de imagens e conceitos como storyboard, não só do lado artístico, mas também do lado técnico. Isso é muito importante para quem procura conhecimento.

Antes de mais nada, se você quiser fazer o download da revista, visite esse endereço. Se prepare para um download mediano, o arquivo tem aproximadamente 40 MB. Para quem torce o nariz, para as publicações em língua inglesa, pode ficar feliz! Existe uma versão em espanhol da revista.

Agora vamos a uma pequena lista, dos principais artigos da revista:

  • A influência da modelagem 3d na publicidade
  • Produzindo a cena Aaron
  • Lost Planet: Extreme condition
  • O Storyboard
  • Entrevista com Jacobo Navarro
  • O caminho para ser freelancer
  • Scripts e expressões para o Softimage XSI

Dentre todos os artigosm recomendo em particular os que falam sobre storyboards e as dicas para ser freelancer. Os artigos não são específicos sobre um determinado software, mas falam de maneira geral como elaborar um bom Storyboard e passa algumas dicas sobre os desafios de ser autônomo. Claro que a maior parte do texto faz referência a normas trabalhistas da Espanha, mas mesmo assim é possível tirar várias lições do artigo.

Pronto! Como você pode perceber o pessoal continua com a mesma proposta de trazer matérias relacionadas à produção e making of, de imagens produzidas por artistas consagrados.

Estou avaliando a possibilidade de assinar uma das famosas revistas pagas sobre computação gráfica e 3d, como a 3D World. Eles têm um sistema de assinaturas pela internet. As matérias técnicas não são o chamariz desse tipo de revista, mas conhecer a análise que eles fazem sobre as diversas ferramentas e sobre a indústria de computação gráfica é importante!

Tutoriais e dicas, podemos encontrar nessas revistas gratuitas. Por exemplo, nas últimas edições da 3D World parece que eles fizeram uma reportagem especial sobre o Big Buck Bunny. Bem, se eu assinar, começo a comentar as matérias aqui também.

May
15

Sempre que falo sobre o Indigo Renderer aqui no Blog, me refiro a ele como sendo um renderizador externo do Blender 3D. Mas isso está longe de ser verdade, o Indigo é uma ferramenta de renderização usada por artistas do 3ds Max, SketchUp , Cinema 4D e outros. Tudo o que é necessário para fazer a exportação de uma cena para o formato do Indigo é um script. No Blender 3d temos o Blendigo, já no Cinema 4d temos o Cindigo que faz essa tarefa. Nas últimas semanas, um tutorial mostrando como configurar o Cinema 4D e o Cindigo para renderizar cenas no Indigo.

Você pode estar se perguntando, mas eu não uso Cinema 4D. Sem problemas, lembre que o foco final do tutorial é o Indigo, que é o mesmo para todos. O que muda no tutorial são as imagens e locais em que é possível configurar os parâmetros, mas os ajustes necessários são sempre os mesmos.

Antes de mais nada, visite esse endereço nos fóruns do Indigo para fazer o download dos tutoriais. no total são dois arquivos, o primeiro abordando configurações gerais do Cindigo e o segundo mostra como usar arquivos HDRI.

O primeiro tutorial, mostra como instalar o Indigo no Cinema 4D, desde a cópia do renderizador para a pasta de plugins do Cinema 4D até o acesso ao Indigo, na interface do Cinema 4D. Para quem usa o Cinema 4D, essa é uma ótima oportunidade de aprender como usar e instalar o Indigo, que pode ser uma opção mais viável economicamente para o Maxwell Render, com perda quase mínima de qualidade.

Nas 8 páginas do tutorial, o autor reserva as duas últimas para a configuração da iluminação dos materiais. Claro que tudo é abordado de maneira rápida, mas muito instrutiva.

Agora o útlimo arquivo, apesar de ser mais curto, apenas 5 páginas, mostra como usar imagens no formato HDRI no Cinema 4D, para renderização com o Indigo. Isso gera imagens com nível de realismo impressionante, como a imagem que ilustra esse artigo. Esse é o resultado da iluminação do tutorial.

Lembre que esse mesmo poder de renderização está disponível para o Blender 3D, basta seguir os mesmos princípios de iluminação e configuração com o Blendigo.

May
8

Como fazer para incrementar as suas maquetes eletrônicas? As técnicas e ferramentas que você pode usar para conseguir resultados hiper-realistas são variadas. Essas mesmas técnicas hoje em dia não são mais um diferencial, mas se transformaram em padrão. Ou você apresenta trabalhos com o mesmo nível de qualidade, ou então não poderá competir com outros artistas por um espaço no mercado de trabalho. Para conseguir se destacar no mercado é necessário agregar mais valor aos seus trabalhos. Isso pode ser atingido com um pouco de reflexão em relação ao que produzimos. Qual o objetivo de uma maquete eletrônica?

Apesar do cunho filosófico desse questionamento, entender o produto é fundamental para planejar o seu diferencial. Hoje em dia, algumas das coisas que estão mais em voga na mídia são o controle ambiental e eficiência energética das edificações. Quem trabalha com modelagem 3d, principalmente para arquitetura deve estar antenado para esses detalhes.

Quem trabalha com maquetes eletrônicas, provê apenas uma maneira de visualizar um projeto antes que o mesmo esteja concluído. Só isso! Como expandir as suas possibilidades?

EnergyPlus - Análise e eficiência energética

O que acha de fazer maquetes eletrônicas para visualização, e ainda por cima oferecer aos seus clientes uma análise da eficiência energética da edificação? Já pensou em oferecer um serviço de computação gráfica com responsabilidade ambiental? Aposto que você nunca havia pensado nisso.

Para essa tarefa, descobri na semana passada uma ferramenta incrível chamada EnergyPlus. Ela foi desenvolvida pelo governo americano, para oferecer uma maneira de calcular a eficiência energética de edificações. Para melhorar o impacto da descoberta, duas características chamam a atenção em relação ao EnergyPlus:

  • Código open source
  • Compatível com o SketchUp

Isso mesmo! A ferramenta é de código aberto, podendo também ser integrada com o SketchUp. A integração com o SketchUp foi o que me chamou mais a atenção. Também é possível fazer a análise sem uma ferramenta visual como o SketchUp, mas interagir com o modelo 3d deixa o EnergyPlus mais atrativo para artistas.

Funciona assim:

Infelizmente o SketchUp é a única ferramenta de modelagem compatível com o EnergyPlus.

Outro ponto importante, no web site oficial é possível fazer o download dos perfis climáticos para várias regiões do globo (Sim, o Brasil está lá). Seria impossível trabalhar com análise energética sem o cruzamento com informações climáticas.

Ainda estou aprendendo a usar essa ferramenta, mas quando tiver mais domínio sobre o processo, publico um tutorial detalhado sobre como usar a ferramenta com o SketchUp. Aqui tem um tutotial em inglês para quem quiser se adiantar.

Para fazer o download dos softwares é necessário se cadastras no web site do departamento de eficiência energética e energias renováveis do governo Americano, que hospeda e mantém o EnergyPlus.

Pronto! Agora você já tem uma opção interessante a oferecer aos seus clientes que trabalham com construção civil! Quem sabe esse é o diferencial que você estava procurando?

Apr
16

Qual a melhor maneira de criar vegetação em ambientes 3d? Essa é uma das muitas dúvidas que pairam sobre os artistas que precisam elaborar animações ou cenas, que envolvem o uso de grande quantidade de vegetação. Alguns deles partem para soluções mais drásticas, como modelar a vegetação, mas logo descobrem que isso consome uma quantidade absurda de recursos do computador, fazendo o tempo de render inviabilizar qualquer projeto. Quem tiver um pouco de paciência para pesquisa, encontra várias técnicas inteligentes de simular vegetação em ambientes 3d ou softwares que ajudam nessa tarefa.

No Blender temos agora o script Trees from curves, que possibilitou a criação das florestas e vegetação que aparecem na animação Big Buck Bunny. Para os usuários de outras ferramentas 3d, existem várias opções e softwares. Uma das mais conhecidas técnicas para representar árvores e vegetação é aplicar um mapa, ou imagem, de uma árvore em um plano e usar um mapa de opacidade, para deixar apenas as áreas com a foto da árvore visíveis.

Para ilustrar bem essa técnica, encontrei um excelente tutorial sobre o Fusion 5, ferramenta que é um mix entre plataforma de modelagem 3d e composição. Nele o autor realiza essa mesma operação para simular vegetação.

Tutorial Fusion 5

O tutorial está em vídeo, com resolução excelente. Para quem não conhece o Fusion, o vídeo é uma ótima oportunidade de aprender um pouco mais sobre essa poderosa ferramenta, pouco utilizada no Brasil, mas com grande aceitação em outros países. Como você deve perceber pelo vídeo, o Fusion tem um sistema de funcionamento semelhante ao Blender e outras ferramentas 3D. O Autor faz uso intensivo de nós, em um sistema parecido com o Outline para determinar sistemas de emissão e posicionamento de partículas e outros elementos da cena.

As partículas que citei são usadas para criar uma área com vegetação densa, usando a mesma técnica citada no início do artigo, em que o artista aplica um mapa com a imagem de uma árvore em um plano, para depois com um mapa de opacidade remover a parte opaca da superfície. Nesse caso, o artista mostra como usar as ferramentas 3d do Fusion, para com as partículas realizar a mesma operação em vários planos, com imagens diferentes com o objetivo de criar uma região com vegetação densa.

Depois que os planos com as árvores estão devidamente posicionados, ele ainda usa as ferramentas do Fusion para adicionar neblina e Depth of Field na câmera, para que a cena fique ainda mais realista. O tutorial é muito bom e pode ser um desafio interessante, para artistas que usam ferramentas 3d diferentes tentem reproduzir a técnica em seus próprios softwares.

Se você usa Blender, está ai um ótimo exercício.

Para fazer o download do vídeo sobre Fusion, visite o seguinte endereço. Além do vídeo, o autor disponibiliza para download os arquivos das árvores usadas no tutorial.

Mas já vou avisando, são aproximadamente 150 MB. Apesar de ser grande, o conteúdo é muito bom!

Apr
9

Esse não é o primeiro concurso sobre modelagem e visualização para arquitetura que divulgo aqui, mas com certeza é um dos que apresenta o tema mais interessante. E além de interessante, trás uma combinação de fatores que deixam o processo ainda mais desafiador. Bem, o concurso foi lançado pelo TDT3D, com o tema de arquitetura Histórica e Medieval asiática. Confesso que fiquei um pouco surpreso com o tema, mas depois de refletir um pouco e imaginar o processo de criação desse tipo de cena, cheguei à conclusão que esse pode ser um dos temas mais difíceis que já encontrei em concursos.

Arquitetura asiática

Antes de qualquer coisa, devemos perceber a dificuldade técnica em elaborar esse tipo de modelo. As formas e características das edificações misturam curvas e planos nivelados. Aqueles telhados são belíssimos e ao mesmo tempo, trabalhosos de executar. As texturas então, se você for entrar em um concurso assim, será praticamente obrigatória a elaboração das texturas. Não acredito que alguma biblioteca de texturas tenha imagens, com temas da Ásia antiga.

Esse foi apenas um comentário sobre a dificuldade técnica em executar isso em 3d, mas agora vem a parte difícil em relação a pesquisa. Antes de começar a trabalhar, você precisa de material de referência. Quando falamos de modelos 3d para castelos medievais, podemos encontrar isso facilmente em jogos e ilustrações. Mas castelos e monumentos asiáticos, ai fica mais complicado, a quantidade de livros e ilustrações disponível não é tão grande.

Ou seja, esse é um dos concursos mais legais dos últimos tempos! Se você está procurando um desafio, que realmente teste as suas habilidades como artista 3d, se inscreva nesse concurso.

Agora vamos falar de coisas boas, como é a premiação e as condições para participar? Para participar é necessário se registrar no TDT3D, o que pode ser realizado de maneira gratuita aqui. Os participantes podem usar qualquer software para gerar as imagens, então o uso do Blender 3D está liberado. Se um artista usando Blender ganhar um prêmio, será que os patrocinadores (Newtek, Softimage, Maxxon e outros) ficariam chateados?

Os projetos enviados para o concurso podem concorrer em duas categorias:

  • 3d interativo
  • Imagens estáticas

Lembra que eu já havia dito aqui que a renderização em tempo real é o futuro do mercado 3d? Esse é um ótimo exemplo de como isso é verdade. Um concurso como esse, abriu uma categoria especial para receber projetos desse tipo. Se você não se ambientou no desenvolvimento de jogos, essa pode ser a deixa para começar a estudar.

Sobre os prêmios, os três primeiros colocados de cada categoria ganham prêmios, que consistem em licenças de softwares oferecidos pelos patrocinadores, assinaturas de revistas e outros. Para conferir a lista completa, assim como as regras e informações (em inglês e francês), visite esse endereço no TDT3D.

O prazo para participar e enviar trabalhos termina em 1 de Agosto, de 2008. Se você decidir participar, parabéns pela iniciativa e boa sorte!

Apr
1

Leitura recomendada

Blender 3D - Guia do Usuário Modelando personagens com o Blender 3D Introdução ao AutoCAD 2008: Guia Autorizado Desenho Técnico sem Prancheta com AutoCAD 2008 Desenvolvendo Personagens em 3D com 3Ds Max  Design para Quem Não é Designer Neufert 3ds max 8 - Guia autorizado

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