Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for the ‘Fotografia’ Category


Entre as diversas tarefas e requisitos para finalizar um projeto em 3d que mais aflige os artistas 3d está a composição com imagens reais. Por exemplo, imagine que você precisa criar uma renderização de uma edificação e esse objeto 3d deve ser posicionado e mesclado com uma fotografia real. Esse é um requisito comum em projetos que envolvem a visualização ou estudo de projetos arquitetônicos. O grande desafio nessa fase é conseguir resultados próximos o suficiente em termos de cor e iluminação, para que a imagem renderizada se confunda com a fotografia. A parte de cores é apenas um dos problemas que devem ser superados pelos artistas 3d para conseguir concretizar essa parte do projeto.

Outro caso que requer muita paciência e habilidade do artista é na alteração ou ajuste das linhas que delimitam a perspectiva na foto. Isso é muito importante para a composição da imagem, e quase sempre é uma dor de cabeça para o artista, pois as informações da foto não estão disponíveis para consulta. Por exemplo, um cliente encomenda a criação de maquetes eletrônicas para uma área e entrega as fotografias já com os ângulos em que tudo precisa ser alinhado. Muito provavelmente as informações sobre a altura do observador, lente e outros elementos que ajudariam na composição não são anotados pelo cliente.

Mas, existem ferramentas muito interessantes para manipulação de fotografias que podem auxiliar os artistas 3d nesses momentos. A ferramenta em si não é o Photoshop, mas um software chamado Hugin que por sinal é de código aberto e totalmente gratuito. Essa ferramenta é especializada na criação de imagens panorâmicas usando montagens de fotos, mas também consegue deformar e corrigir diversos elementos em imagens.

Quer ver o Hugin em ação? O tutorial baixo mostra como é possível fazer a união de duas imagens separadas, indicando pontos em comum nas fotos de maneira a criar uma imagem panorâmica.

Assim fica mais fácil entender o funcionamento da ferramenta. Outro ponto interessante em que o Hugin ajuda é na correção de perspectivas. Por exemplo, fotografias que apresentam linhas verticais na imagem muito distorcidas, podem ser corrigidas usando a ferramenta.

Se você quiser fazer o download do Hugin para fazer correção de perspectiva nas suas imagens, visite esse endereço. Existem versões para diferentes plataformas como Windows, Linux e OS X.

Jul
28

Na maioria dos casos os artistas 3d concentram seus esforços na configuração das luzes de uma cena, para conseguir elaborar uma imagem realista. Mas, alguns aspectos de uma boa renderização ficam um pouco esquecidos, como os parâmetros e opções das câmeras. Uma câmera bem configurada pode fazer toda a diferença, na qualidade e realismo da cena.

Esse é um dos motivos que fazem o estudo da fotografia ser tão importante, para artistas envolvidos com renderização em softwares 3D. Um ótimo exemplo de como esse tipo de configuração pode fazer a diferença, é esse tutorial de renderização com o V-Ray no 3ds Max, em que um artista 3D explica os passos necessários para criar uma cena noturna, com o foco direcionado para objetos de pequena escala.

A imagem final do tutorial é essa:

tutorial-vray-3dsmax-cameras

Repare que temos a clara sensação de uma menor escala dos objetos sobre a mesa, inclusive com detalhes pequenos nas sombras. Para a parte de iluminação foi usada uma fonte de luz fotométrica, que pode ser copiada caso você queira tentar reproduzir a mesma cena. O arquivo IES da luz é disponibilizado como um link externo pelo autor.

O segredo do tutorial, explicado pelo artista em detalhes é o ajuste da câmera do V-Ray usando parâmetros e configurações de uma câmera fotográfica. Por exemplo, como essa é uma cena noturna, a câmera deve ser configurada com um tempo de exposição maior e valores pequenos na abertura do diafragma. Se alguma vez você já precisou realizar configurações e ajustes em uma câmera, essa tarefa não será difícil.

Nos casos em que a cena tem muita luz, as configurações necessárias para a câmera são exatamente o oposto, com uma menor exposição e mais abertura do diafragma. Isso mostra o quanto é importante o conhecimento de fotografia, para conseguir melhores resultados nas renderizações. Outro parâmetro que pode fazer a diferença na imagem é o ISO, que ajusta a sensibilidade da câmera para a iluminação.

É muito comum encontrar alguns artistas que ainda criam as cenas e ajustam apenas a luz, mas como você pode perceber pelo tutorial, os ajustes na câmera podem fazer muita diferença, até mesmo para a criação de imagens estáticas e compor um bom conjunto com a iluminação da cena.

Na maioria dos renderizadores, esses ajustes de câmera estão disponíveis e podem ser ajustados para melhorar as imagens de render. Você pode usar isso no Indigo, YafaRay, Maxwell Render e outros.

Jan
28

A fotografia está diretamente relacionada com a produção de conteúdo em 3d, basta dizer que você precisa adicionar uma câmera na sua cena, com configurações como lentes, abertura, velocidade do obturador e ISO. Tudo isso faz com que conhecimentos de técnicas relacionadas com fotografia, sejam de grande valia para qualquer artista envolvido com a produção de conteúdo 3d. Existem até mesmo técnicas fotográficas que permitem transformar objetos reais, com grandes dimensões em imagens que representam aparentemente uma minúscula maquete. Essa técnica chama a atenção, pelo fato de fazer exatamente o oposto do que muita gente procura fazer com a modelagem 3d e renderização, que é o foto realismo.

Como podemos usar esse tipo de conhecimento em nosso benefício? Ao conhecer as técnicas usadas pelos fotógrafos, seja com o uso de lentes ou até mesmo as configurações no Photoshop, podemos evitar essas características para obter o foto realismo.

Antes de continuar, veja esses dois exemplos de imagens geradas com técnica do Tilt Shift, uma delas é estática e a outra um vídeo gravado nas praias de Sydney, Austrália.

mini work station


Beached from Keith Loutit on Vimeo.

Reparem que na imagem e no vídeo, a impressão que temos é de observar uma miniatura. Tudo parece minúsculo, desde os veículos até as pessoas se movimentando no vídeo, aparentemente na mesma escala das formigas.

Como eles fazem isso? Para gerar esse tipo de imagem, existem algumas regras que os fotógrafos seguem.

  • Sempre tirar as fotografias de lugares altos, para obter vistas aéreas do cenário. Isso simula perfeitamente o efeito de um fotógrafo, tirando a foto de uma maquete;
  • Como os materiais das maquetes são geralmente novos, ou passam a impressão de cores mais vivas, pois são feitos de papel, vidro e acrílico os fotógrafos acentuam a saturação das cores no Photoshop;
  • Na fotografia de maquetes e objetos pequenos, são usadas lentes especiais chamadas de Macro. Sempre que essas lentes são usadas, a imagem acaba recebendo nas suas bordas um desfocamento característico, semelhante a um efeito de Blur. No Photoshop isso pode ser obtido com filtros, para simular esse tipo de efeito. Em máquinas fotográficas reais, existem lentes próprias para simular o efeito das Macros em ambientes e cenários mais amplos.

Mesmo não tendo uma aplicação prática e direta, podemos aprender um pouco mais sobre enquadramento de imagens, que deve respeitar a altura do observador e a escolha correta das cores. Isso pode ser determinante para que a sua imagem, produzida em algum software 3d seja considerada real.

Mais um excelente exemplo de como a fotografia pode influenciar o trabalho de um artista 3d, com técnicas e ferramentas úteis, para mostrar que nem sempre o objetivo é transformar o artificial em real, mas o contrário também é possível.

Para conferir mais alguns ótimos exemplos desse tipo de fotografia, recomendo uma visita a essa galeria de imagens, com fotografias tiradas usando a técnica do tilt shift.

Dec
2

Se tem uma coisa da qual não podemos reclamar da Adobe, é que eles conseguiram algo muito difícil com um software, transformar uma ferramenta que deveria ser conhecida apenas por designers e fotógrafos em um sinônimo de edição de imagens. Ontem mesmo, eu estava assistindo a um filme na TV quando um personagem em determinado momento quis dizer para uma pessoa, que a sua fotografia havia sido melhorada no computador. Para isso ele disse que a foto passou pelo Photoshop.

Muito provavelmente essa pessoa nunca usou um computador para esse fim, mas sabe que para editar fotografias e fazer as pessoas assumirem outra aparência, o Photoshop é a melhor opção.

Dentre todas as opções disponíveis, as técnicas de rejuvenescimento de pessoas em imagens é uma das mais conhecidas, em que os fotógrafos conseguem tirar rugas e marcas de idade em fotos de mulheres famosas.

Como isso é feito no Photoshop? Se você quiser aprender uma das técnicas usadas para trabalhar esse tipo de efeito, o vídeo abaixo mostra bem o processo de “limpeza” facial em uma fotografia. No caso, uma modelo teve uma foto tirada em close, mas ainda aparecem algumas marcas de idade nos lábios e na parte de baixo dos olhos. O artista vai retirar essas marcas no Photoshop.


Glamour y Gaussian Blur from MAXIMA on Vimeo.

A técnica é bem simples e pode ser reproduzida em outros softwares especializados em editar fotografias, como o Gimp e Pixelmator.

O segredo de tudo é a manipulação de camadas no Photoshop, em que o artista demonstra fazendo uma cópia da fotografia para uma camada superior, para depois retirar completamente a saturação da imagem, deixando a foto em tons de cinza.

Depois que ele faz isso, entra uma das partes mais importantes do truque que é a aplicação de um filtro do tipo Gaussian Blur na foto sem saturação. Com isso, a imagem fica fora de foco e com menos opacidade na imagem, ambas as fotos se misturam dando a impressão que a imagem tem certo brilho, mas na verdade o efeito da mistura mascara os defeitos na fotografia.

Para completar o efeito, o artista faz pequenos ajustes individuais para retocar apenas áreas da fotografia que precisam de cuidados extras.

Como você pode perceber, esse tipo de edição requer paciência, mas não exige grandes conhecimentos técnicos e sim um mínimo de percepção artística. Se você decidir assistir ao vídeo, recomendo que o faça em tela cheia e ligue a opção HD do Vimeo, para visualizar todos os detalhes do trabalho de edição.

Agora você sabe como rejuvenescer as pessoas no Photoshop CS4!

Nov
16

Na semana passada uma atualização para o Gimp foi lançada. A versão 2.6 do famoso editor de imagens em código aberto, que é um excelente software para se trabalhar com o Blender 3D, trouxe algumas novidades e melhorias na sua interface. Logo após o lançamento do software, as versões compiladas do Gimp 2.6 começaram a aparecer para os mais variados sistemas operacionais, portanto, se você quiser fazer download do Gimp 2.6, visite esse endereço. A lista de novidades do Gimp é extensa e envolvem a melhoria e adição de algumas ferramentas interessantes, como o Brush Dinamics, restrições de movimento ao mover um objeto e melhorias na ferramenta de seleção livre.

Agora a seleção livre pode intercalar linhas curvas com segmentos retos! Confira a lista completa de novidades do Gimp 2.6 aqui.

Esse vídeo mostra o Gimp 2.6 em ação:

Um dos projetos que estava sendo desenvolvido por um grupo de usuários do Gimp, envolvia a mudança na sua interface. Eles queriam uma interface semelhante ao que o GimpShop faz, mas pelo visto esse tipo de mudança ainda deve levar um tempo.

Essa mudança é positiva? Acho difícil, as pessoas mudarem de software apenas por alterações na interface, e hoje existem muitas opções de sistemas gratuitos na internet, como o próprio Photoshop Express, para realizar edições básicas em fotografia.

Quer ver um ponto de contradição na avaliação da interface do Gimp? Estou usando há algum tempo um software chamado Pixelmator, que só roda em Mac OS X, ele é um editor de imagens e ferramenta de pintura básica. Se você visitar o web site oficial da ferramenta, vai perceber que o conceito da sua interface é bem parecido com o do Gimp, tudo organizado em janelas separadas! Então, qual é o problema? Será que é o Gimp mesmo? Acho que muito disso está em preconceitos dos próprios artistas em usar sistemas Linux.

Então, a interface do Gimp é realmente boa?

A interface do Gimp pode gerar discussões acaloradas entre os defensores do software e os que preferem mais o Photoshop. Para tentar chegar a uma conclusão, fiz um teste com meus alunos em dois semestres diferentes. Em uma das disciplinas do curso, eu precisava falar sobre edição de imagens e fotografia nas aulas, e geralmente falava do Photoshop e do Gimp. Sempre mostrava o Photoshop primeiro e depois o Gimp. Mas, em um semestre, resolvi inverter a ordem e o resultado foi que os alunos acostumados com o Gimp, tiveram dificuldades em aprender Photoshop.

Conclusão? Tudo é questão de costume.

Oct
7

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