Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for the ‘Ilustração’ Category


Uma das coisas que sempre comento em artigos relacionados com o aprendizado de técnicas para melhorar projetos criados em softwares 3d, é o conhecimento de fotografia. Muito do que fazemos e ajustamos em termos de imagem em softwares 3d é oriundo da fotografia, principalmente nos softwares baseados em física real como os renderizadores do tipo Unbiased. Por exemplo, ao configurar uma câmera ou render nesses softwares será preciso manipular e trabalhar com propriedades do tipo exposição, ISO e FStop. Todos esses termos são conhecidos por fotógrafos ou artistas com um mínino de prática com fotografia. Os artistas 3d que já conheçam esse tipo de terminologia, já começam a trabalhar com a vantagem de saber as conseqüências dos ajustes de cada propriedade.

Como podemos aprender esse tipo de técnica e aplicar em softwares como LuxRender, V-Ray, Mental Ray, Maxwell Render, Indigo Render e outros? A solução mais simples é partir para o estudo com bons livros sobre o assunto, que abordam as técnicas com o enfoque mais voltado para fotografia. Mas, nessa área é importante tomar cuidado para selecionar livros que não sejam específicos para ferramentas como Photoshop, e ensinem apenas procedimentos do software, e sim a teoria necessária para trabalhar com fotografia e entender a sua dinâmica.

A Editora Photos está com uma série de livros sobre técnicas de fotografia muito interessantes, e que podem ajudar não só as pessoas que gostariam de aprender fotografia mesmo, mas os profissionais e artistas envolvidos com produção de imagens e animações 3d. Desde o início desse mês estou com um exemplar do livro “O Controle da Cor – Gerenciamento de Cores para Fotógrafos“, que tem como objetivo servir como um guia ao mesmo tempo prático e teórico, sobre como é possível manipular e gerenciar cores para fotografia. O autor do livro se chama Alex Villegas, sendo o mesmo autor de diversas obras sobre Photoshop e com vários anos de experiência como fotógrafo profissional. Esse livro é um dos que recomendo para pessoas interessadas em adquirir mais conhecimentos sobre a área.

O-Controle-da-Cor-Gerenciamento-de-cores-para-Fotografos-01

Nesse tempo em que estive com o livro, tive tempo para ler o material por completo e posso dizer que mesmo para profissionais mais experientes, o livro apresenta dicas valiosas para ajustar cores em imagens. No total o livro apresenta 212 páginas em cores, impressas com papel couché fosco de excelente gramatura, o que não poderia ser diferente para um livro que aborda fotografia.

O-Controle-da-Cor-Gerenciamento-de-cores-para-Fotografos-02

Entre os capítulos do livro, posso destacar como mais interessantes em termos de informação para profissionais de computação gráfica os capítulos 2 e 4, que abordam respectivamente o funcionamento da captura digital de imagens e o processamento de imagens. No capítulo sobre processamento de imagens é possível encontrar dicas sobre balanço de cor, temperatura da cor, profundidade em imagens, histograma, correção de cor e técnicas para reduzir ruído em imagens. Essa última técnica é excelente para renderizadores como o LuxRender, Indigo e Maxwell Render.

Esses são assuntos abordados em outros capítulos do livro:

  • Como mostra o seu próprio laboratório fotográfico digital?
  • Capturando imagens de maneira correta
  • A teoria da cor
  • Espaços de cor
  • Construindo perfis de cor
  • O gerenciamento de cores nos aplicativos
  • Exemplos práticos
  • Tutoriais aplicados em diferentes softwares e objetos como a calibração de câmeras e uso no Photoshop

Se você tem interesse em se especializar ainda mais em fotografia ou computação gráfica, esse é o tipo de material que ajudará no entendimento dos conceitos teóricos sobre cores, fazendo a ponte para a prática. Para os fotógrafos interessados em ferramentas mais especializadas para trabalhar com gerenciamentos de coleções de fotos e edição, recomendo conferir o livro sobre Adobe Photoshop Lightroom 2 no web site da editora.

Oct
28

Os produtos que podem ser criados com os softwares 3d são bem variados e podem abranger desde imagens estáticas até animações para cinema, podemos aproveitar as capacidades de criação dessas ferramentas para criar também logomarcas. Isso se tornou tão comum alguns anos atrás que a maioria dos softwares de ilustração vetorial como o Adobe Illustrator e o Corel Draw já oferecem opções, mesmo que rudimentares para criar elementos 3D. Mas, quando é possível usar os softwares de ilustração em conjunto com ferramentas 3d como o Cinema 4D, as possibilidades de design para essas marcas em 3d aumentam consideravelmente.

Como é que isso funciona? Se você nunca trabalhou com a integração entre ferramentas de ilustração 2d e softwares 3d, o tutorial que mostro nesse artigo é um excelente exemplo de como isso pode ser realizado para o design de logomarcas. Esse tipo de integração é usada também quando é mais fácil criar o perfil de um objeto usando curvas, para que posteriormente essas curvas sejam usadas para a modelagem de algum objeto mais complexo.

No tutorial abaixo, que está dividido em duas partes é possível acompanhar o procedimento necessário para que um arquivo vetorial salvo no formato EPS seja usado no Cinema 4D, para guiar a modelagem de uma logomarca.

O formato EPS é muito usado para desenhos e ilustrações vetoriais, o que faz com que a maioria dos softwares 3d aceite esse formato. Além do formato EPS poderiamos muito bem aproveitar arquivos no formato AI do Adoe Illustrator que são muito usados também.

No caso desses tutoriais é possível acompanhar as edições e alterações realizadas pelo autor do tutorial nas curvas, sendo que a primeira das alterações é a mais óbvia em se tratando da modelagem de por curvas que é o uso de um extrude. Assim que as curvas recebem o extrude temos a logomarca transformada em 3d. Essa é apenas a primeira parte de uma série de pequenos ajustes e transformações que abrangem o uso de modificadores como o Bevel para suavizar as arestas do modelo 3d e também a aplicação de materiais e iluminação na logomarca.

Depois que as curvas são importadas para o software, o trabalho de modelagem fica muito semelhante ao que é realizado com outros elementos 3d. A pior parte é saber fazer os ajustes iniciais, como a união das curvas no início do tutorial.

Jul
27

O uso de scripts e ferramentas personalizadas não se restringe apenas aos softwares 3d, sendo possível elaborar alguns scripts e opções úteis até mesmo para softwares que tem como objetivo proporcionar interfaces apenas para desenho vetorial. Esse é o caso do Adobe Illustrator, que assim como todos os softwares que trabalham com computação gráfica, poderiam se aproveitar de pequenos scripts para suprir algumas deficiencias em detalhes do desenho 2d. Se você trabalha com o Illustrator CS3 e gostaria de soluções para alguns pequenos problemas de design em linhas e organização de objetos, um usuário chamado Sato Hiroyuki montou uma lista com os scripts mais úteis para o Adobe Illustrator.

Apesar do nome do responsável pela lista estar em japonês, a lista pode ser consultada em inglês. Mesmo que você tenha dificuldades em entender a função de cada um dos scripts, cada um dos links é acompanhado por uma imagem que ilustra a função da ferramenta.

scripts-adobe-illustrator-download-gratuito.gif

Essa é uma lista com os scripts e uma descrição rápida do funcionamento dos principais scripts da lista:

  • Ajustar tracejado (distribuição): Essa opção é para os usuários que precisam criar formas usando a linha tracejada, e gostariam de mais opções para alinhar e organizar o posicionamento dos traços nos cantos dos objetos.
  • Ajustar tracejado: Algumas vezes as curvas que usam linhas tracejadas deixam transparecer o começo e o fim da forma. Com esse script é possível ajustar o comprimento do tracejado para que isso não fique mais evidente para os usuários.
  • Dividir curvas por comprimento: Com esse script é possível fazer divisões em curvas já existentes com base no comprimento dos segmentos, função muito semelhante ao que existe em softwares de CAD.
  • Criação por metaballs: A união de várias formas pode resultar na criação de um objeto mais complexo, função parecida com as metaballs em softwares 3D.
  • Remover pontos de controle: Esse script consegue remover pontos de controle de curvas, adaptando as formas restantes de maneira automática.
  • Tangentes de uma curva: Com essa ferramenta é possível ligar os pontos tangenciais de qualquer curva a um determinado ponto.
  • Gerador de árvores: O último script da lista consegue gerar a forma 2d de árvores.

Ao visitar o link indicado no início do artigo você vai perceber que a lista de ferramentas disponíveis é bem maior, sendo esses apenas os que julguei serem os mais úteis. As opções para controlar linhas tracejadas são as que considero mais importantes. O download é mais que recomendado para os usuários do Adobe Illustrator, só lembrando que o autor testou os scrips apenas na versão CS3.

May
25

A Adobe acaba de lançar um guia para o InDesign CS4 com o foco direcionado aos artistas que já tenham conhecimento no QuarkXPress. O material é semelhante a uma apostila para o InDesign, com conteúdo bem resumido e objetivo, que tem como objetivo claro fazer os artistas e designers gráficos migrarem para o InDesign CS4. Caso você não tenha nenhuma experiência com o QuarkXPress, o guia também pode ser útil para conhecer o funcionamento do software de diagramação eletrônica da Adobe.

Como o documento é organizado para apresentar o InDesign de maneira rápida e com o foco voltado para as principais ferramentas de produção, o material se torna bem atraente até mesmo para os que já são usuários do software.

Adobe-Indesign-CS4-guia-gratuito.png

Entre os assuntos abordados no material, podemos encontrar tópicos como:

  • Os 25 principais atalhos para melhorar a produtividade no InDesign
  • Como criar documentos e adicionar gráficos e imagens
  • Formatação e configuração de tabelas nos documentos
  • Adicionando efeitos criativos em objetos e formas vetoriais
  • Técnicas importantes de diagramação e como fazer para realizá-las no InDesign
  • Criando documentos virtuais interativos com os recursos integrados do Flash

O guia está disponível de maneira gratuita no web site da Adobe no formato PDF, sendo recomendado para todos que se interessam por design gráfico. Mesmo que a sua especialidade seja computação gráfica 3D, essa é uma ótima oportunidade para conhecer o funcionamento de um software de diagramação, pois ele é um dos pontos finais do trabalho de renderização para imagens estáticas. O processo é semelhante ao que acontece com a edição de vídeo para os animadores, mesmo não sendo a sua especialidade trabalhar nessa área em especial, o conhecimento de alguns detalhes técnicos facilita o diálogo com os profissionais e possível equipe na qual você venha a trabalhar.

O conhecimento no InDesign ajuda a dialogar com gráficas e pessoal responsável pela publicação de revistas e material impresso. No final do documento ainda temos outro guia muito bom de recursos e web sites que falam sobre o uso do InDesign, para os mais variados fins e usando os recursos avançados da versão CS4, como os vídeo de tutoriais disponíveis na Adobe TV.

Mar
12

Quando o assunto é renderização com softwares como o V-Ray ou Mental Ray, a maioria dos artistas é unânime em afirmar que o seu principal objetivo é conseguir o máximo de realismo em uma cena. Esse é o objetivo da maioria, mas nem sempre essa é uma tarefa fácil ou que se adapta da melhor maneira possível a todos os projetos. Com a facilidade e acesso as ferramentas de iluminação global, o uso de ferramentas para gerar imagens do tipo NPR, ou Photo Realistic Render Non-Photorealistic Rendering é cada vez mais escasso. Mas, ainda assim muitas pessoas preferem trabalhar com imagens conceituais e estudos baseados em renders do tipo NPR para desenvolver a volumetria de projetos.

Para gerar esse tipo de imagem em softwares como o V-Ray existem várias técnicas, mas a mais eficaz consiste no uso de uma ferramenta que simula linhas nas bordas dos modelos 3d, para atribuir uma aparência conhecida como Toon aos objetos. O 3ds Max tem um shader próprio para isso chamado de Ink n`Paint, mas que resulta em imagens com tempo de render elevado e com compatibilidade limitada, quando a cena é renderizada com softwares como o V-Ray. No vídeo abaixo, podemos conferir uma maneira rápida e simples de configurar um material do tipo toon no V-Ray, para gerar imagens NPR no 3ds Max.

O autor do turorial usa para o efeito NPR um tipo especial de material do V-Ray chamado de VRayDirt. Esse material pode atribuir a aparência de superfícies com leve índice de sujeira, que pode ser configurada para aparentar também uma célula de animação. Os requisitos para que uma imagem tenha esse tipo de atributo são:

  • Superfícies pintadas com cores sólidas ou gradientes simples
  • Iluminação gerando sombras bem definidas
  • Linhas de contorno dos objetos com cor preta e bem definida

Se você tem o V-Ray e quiser seguir as configurações necessárias para reproduzir o material, basta usar os mesmos parâmetros indicados no vídeo.

Depois que o material estiver criado, o autor ainda faz alguns ajustes na área Global Switchers nas propriedades de renderização do V-Ray, para marcar como ativo o Override mtl, adicionando o material configurado previamente no slot disponível ao lado dessa opção. O render final é gerado com a clara impressão de uma imagem gerada para células de animação, e o melhor de tudo é o tempo de render, extremamente curto e rápido.

Sempre que você precisar usar imagens renderizadas para avaliar a volumetria ou mostrar o progresso no desenvolvimento de um projeto, as imagens do tipo NPR ainda são uma ótima opção, principalmente para artistas e estúdios com pouca disponibilidade de hardware para renderizações longas e baseadas em iluminação global.

Feb
16

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