Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for the ‘Técnicas de Iluminação’ Category


Essa semana uma nova versão do Luxrender foi lançada, e um grande salto foi dado no desenvolvimento dessa ferramenta. Já falei aqui sobre o Luxrender, logo que o projeto foi lançado de lá para cá muita coisa mudou. A última versão é a 0.5, que é um salto considerável em relação a recursos e avanços no desenvolvimento. Para quem não lembra, o Luxrender tem os mesmos princípios de renderização do Indigo e Maxwell Render, ou seja, é com base em princípios reais de comportamento da luz. O que resulta em imagens bem realistas.

Como fazia tempo que não usava nem testava o Luxrender, resolvi fazer o download do renderizador que também tem scripts para se integrar com o Maya e Softimage XSI, mas claro que o meu teste foi com o Blender 3D.

Primeiro, faça o download do Luxrender e do script para usar o Blender, nesse link. O Luxrender deve ser instalado e o Script é um arquivo em Python, que deve ser copiado para a pasta de Scripts do Blender (…\Blender\.blender\scripts).

Depois de instalar tudo, você vai encontrar uma opção para exportar cenas para o Luxrender. Como maneira de testar o renderizador, acabei criando uma cena simples, com uma luz do tipo Sun apontando para dentro de um ambiente, o objetivo seria simular um ambiente interno.

Adicionei dois objetos na cena, apenas para o espaço não ficar vazio. Com a cena pronta, agora precisamos apenas acionar o menu File -> Export -> Luxrender 0.5

Se for a primeira vez que você executa o Script, uma mensagem solicitando que você aponte o local em que o Luxrender foi instalado vai aparecer. É só localizar o diretório para que o Script funcione.

Agora vem a parte da configuração, como eu queria apenas fazer um teste com o Luxrender configurei o painel de materiais, ambiente e render.

Veja as configurações para cada painel.

Material

Nesse painel, você pode escolher os materiais configurados no Blender e depois selecionar entre vários tipos de configurações para os materiais.

Na cena eu usei apenas os tipos Matte, Plastic, Light e Portal. O Matte foi aplicado no ambiente como um todo, menos no plano localizado na parte posterior da câmera, em que apliquei um material do tipo Portal.

A esfera da esquerda ficou um Plastic e a da direita com Light.

Cam/Env

Aqui podemos escolher aspectos relacionados com a câmera e o ambiente, nesse caso selecione a opção “sunsky” no Environment. Caso você queira mais qualidade, recomendo aumentar o número se samples também.

Render

No próximo menu, escolha a opção “exphotonmap” e aumente o número de samples. Nos meus testes essa opção foi a melhor para ambientes internos.

Output/System

Nos dois últimos menus, você pode escolher o tamanho da imagem renderizada e no último o número de núcleos usados na renderização.

Resultado

Depois de “alguns minutos” renderizado, aqui está o resultado final.

Pronto! Agora você já sabe usar o Luxrender e pode fazer os seus próprios testes!

Jun
27

Maxwell Render 1.7

Posted on: 20, Jun

Essa semana foi lançada uma atualização para o “primo” rico do Indigo Renderer, o Maxwell Render ganhou uma atualização, a versão 1.7 que trouxe várias atualizações interessantes para o renderizador. Mas espere, se eu não uso o Maxwell Render, qual o meu interesse em ficar estudando as suas atualizações e novas ferramentas? Simples, a maneira com que o Maxwell trabalha é idêntica ao Indigo, sendo assim ao estudar as nuances e ferramentas do Maxwell render, estou indiretamente tendo idéias e dicas sobre como trabalhar os elementos do Indigo, seja com modelos produzidos no Blender 3D ou SketchUp.

Se você quiser saber a lista completa de melhorias do Maxwell Render 1.7, recomendo o download desse documento PDF com 14 páginas, muito bem ilustradas. No documento você encontra todos os novos recursos.

As atualizações dessa vez se concentram na parte de materiais do Maxwell e em novas opções do Physical Sky. Inclusive eles tiveram uma ótima idéia com o Physical Sky, permitindo que a simulação reproduza as características do céu, de acordo com a localização geográfica do modelo 3d. Algumas ferramentas até permitem escolher a posição geográfica da luz, como o 3ds Max, mas apenas para posicionamento de lâmpadas e pontos de luz.

O Maxwell Render vai um pouco além, propondo simular a iluminação do local com o máximo de realismo. Está ai uma ótima idéia para o Indigo.

Outro ponto muito trabalhado no Maxwell 1.7 foram os materiais, em particular o editor de materiais que foi atualizado. Para minha surpresa, no documento PDF que indiquei para download existem um modelo da Suzanne, como exemplo de material. Sim, a mascote do Blender 3D foi usada para ilustrar um dos novos recursos do Maxwell. No texto não está explicito o software usado para gerar o render, mas desconheço a existência de um plugin para integrar o Blender com o Maxwell Render.

Dentre os recursos apresentados, eles mostram imagens impressionantes de sub surface scattering. Eles estão investindo pesado, na simulação de materiais pouco convencionais, como poliuretano, plásticos, vidro jateado e outros.

Esse é um ponto delicado para o Indigo, que tem um editor de materiais trabalhoso e que dificulta um pouco a configuração de superfícies mais complexas.

Se você tem interesse em render realista, deve fazer o download do material para conferir as novidades.

Jun
20

Sempre que menciono alguma opção de renderização externa para o SketchUp, duas opções entram em destaque, respectivamente o V-Ray e o SuPodium. Ambos são renderizadores consagrados e de qualidade comprovada, pelo menos pelos inúmeros trabalhos de artistas que usam essas ferramentas. Bem, hoje vou mostrar como agregar mais um renderizador a gama de opções que você já tem com o SketchUp, que é o Indigo Renderer. Quem acompanha o Blog, sabe que estou sempre falando sobre o Indigo. Ele é um renderizador gratuito, que se baseia, nos mesmos princípios do Maxwell Render e Fryrender.

Tudo é computado com base em física real, com comportamentos de distribuição de luz extremamente reais. Isso vai à contramão do SketchUp, que tem como objetivo criar imagens estilizadas. Se você for usuário do SketchUp, acompanhe o tutorial até final e verifique o realismo da cena exemplo, que mostro no final desse tutorial, para avaliar o nível de realismo.

Antes de começar o tutorial, veja o que será necessário:

O SketchUp precisa ser instalado, já o Indigo e o SkIndigo são arquivos compactados, que devem ser extraídos para uma determinada pasta. Primeiro extraia o conteúdo do Indigo, caso você não tenha ele instalado no seu computador.

Depois extraia o conteúdo do SkIndigo. Quando você extrair o conteúdo do SkIndigo, você vai se deparar com duas pastas e um arquivo. Veja o que é necessário fazer com cada um:

  • Arquivo “SkIndigo_1_0_9.rb”: Esse arquivo deve ser copiado no diretório de plugins do seu SketchUp.
  • Pasta SUpreviews SkIndigo: Copie a pasta para o diretório de plugins do SkethUp também.
  • Pasta SkIndigo SUpreviews: Por último, essa pasta deve ser copiada para o diretório em que você extraiu o Indigo.

Pronto! Está tudo devidamente instalado. Agora é só abrir o SketchUp, assim que você abrir o software, uma caixa de diálogo irá aparecer perguntando a localização do arquivo “ingido.exe”. Localize o arquivo para que o Plugin possa direcionar a renderização das cenas.

Alguma coisa muda no SketchUp? Sim, agora teremos novos menus para controlar a renderização com o Indigo, chamado de SkIndigo.

No menu temos três botões, que controlam respectivamente da esquerda para direita:

  • Renderizar com o Indigo
  • Render rápido e simplificado
  • Configurações do Indigo

O objetivo desse tutorial é apenas demonstrar a integração, portanto vamos pular a parte de configuração. No sketchUp o Indigo já é configurado automaticamente para trabalhar com o Physical Sky, então assim que você aciona o botão da esquerda, o render com o Indigo será lançado imediatamente.

Para exemplificar a renderização, veja esse modelo de exemplo.

Esse é o resultado do render, depois de alguns minutos.

Claro que o render precisaria de mais ajustes, mas é o suficiente para começar a usar o Indigo como ferramenta de renderização para o SketchUp.

Com o tempo, publico mais tutoriais sobre a integração das duas ferramentas, com detalhes sobre uso de materiais e outros recursos.

Jun
19

Quem trabalha com visualização de projetos arquitetônicos e precisa representar ambientes com certa precisão, tanto nas dimensões com o na iluminação final do projeto, deve necessariamente trabalhar com luzes fotométricas. Já não faz muito tempo, que recomendei uma biblioteca gratuita de luzes fotométricas, também chamadas de IES. Naquele artigo eu tinha prometido mostrar com usar esse tipo de luz no Blender 3D, para que qualquer pessoa pudesse simular iluminação de ambientes de maneira realista.

Para trabalhar com esse tipo de iluminação no Blender, farei uso do renderizador Indigo. Desde a sua versão 1.0.2, o Indigo suporta o uso de luzes do tipo IES. Recomendo que você leia atentamente o artigo sobre luzes IES, indicado no início desse texto. Ele aponta para uma biblioteca gratuita dessas luzes, assim como mostra as ferramentas necessárias para manipular e abrir esse tipo de arquivo.

Bem, vamos ao que interessa, para começar esse tutorial, irei utilizar os seguintes softwares:

Para aprender a instalar e configurar o Blendigo, leia esse outro tutorial. Se você estiver lendo esse tutorial quando versões mais atualizadas dessas ferramentas estiverem disponíveis, as configurações apresentadas podem mudar.

Antes de começar, me permita explicar com funciona essa integração para que fiquem claros os passos necessários para modelar e ajustar a cena. Quando usamos luzes IES no Indigo, precisamos ajustar um material de qualquer objeto, para que ele emita luz. Na configuração do material podemos acionar a opção Photometrics, para esse material apenas, e escolher um arquivo IES para que o material adquira as mesmas propriedades fotométricas da lâmpada, representada pelo arquivo IES.

Bem, chega de conversa e vamos ao tutorial! Para poder trabalhar com o Indigo criei uma cena bem simples, que vai servir com o cenário para o nosso teste.

Ele é composto por um cenário simples, sem luzes (Lamp) e apenas um pequeno plano, que deixei um pouco maior que o normal, para que fique mais fácil de localizá-lo na imagem. O plano será o nosso emissor de luz.

Se você não tiver paciência, para criar a cena, estou disponibilizando a mesma aqui para download, assim você pode seguir o tutorial com a atenção concentrada na iluminação.

Depois que o modelo estiver pronto, acione o Blendigo no menu File -> Export -> Blendigo 1.0.9 para que a janela de configuração do Script apareça.

Lá você deve escolher a opção material. Essa é a parte do Blendigo que configura os materiais, nele precisamos configurar o material do plano. Como ele ainda não tem nenhum, selecione o plano e adicione um novo material nele. No meu caso, ele ficará com o nome “Material.001″, você pode alterar o nome se quiser.

Agora no painel de materiais, você deve fazer o seguinte, escolher o nome do material “Material.001″ e configurar na aba inferior o Indigo Mat, como sendo “EMITTER = lights+meshes”.

O próximo passo é acionar o botão Photometric, para que o material possa receber informações de um arquivo IES. No seletor de arquivos escolha um arquivo IES.

Pronto! Antes de acionar a renderização, precisamos apenas fazer mais uma coisa, acione o botão Environment na parte superior, para desligar qualquer iluminação adicional, escolha a opção “None (lit by mesh emmiters)”.

Isso fará com que a cena seja iluminada apenas pelos emissores de luz.

Agora sim, você pode acionar o render! Nesse caso, aperte o botão EXPORT Scene. Se tudo correu bem, você deve ver a cena renderizando no Indigo.

Algumas coisas que você deve saber, sobre as luzes IES no Indigo:

  • A direção da luz é controlada pela normal do plano emissor, caso a sua luz seja emitida na direção errada, verifique a normal do plano
  • Algumas luzes IES não podem ser emitidas de planos, você verá um erro no momento de renderizar com o Indigo, mude de arquivo IES para resolver
  • Escolha bem o arquivo IES, você pode visualizar informações sobre a luz, com o a potência e dimensões no IES Viewer (Link para download no início do artigo).

Para não deixar a cena tão simples, adicionei algumas poltronas ao cenário e deixei renderizar por alguns minutos, eis o resultado.

Agora você já sabe como usar luzes fotométricas no Blender 3D.

Jun
3

Existem alguns recursos ou links com tutoriais que me fazem às vezes perder horas, apenas assistindo até os vídeos sobre assuntos que já conheço. Mas nunca é demais fazer uma revisão, é com eu sempre costumo dizer aos meus alunos, nunca se sabe quando é que você vai aprender algo novo, com um texto ou vídeo que aparentemente não é interessante. Ontem escrevendo um artigo para a BlenderNation, encontrei uma coleção de vídeos, com tutoriais sobre Blender 3D, Maya e ZBrush. Todos os vídeos são de autoria de um artista chamado Jason Welsh. Ele tem uma vasta experiência na criação de tutoriais e vídeos para as mais diversas ferramentas 3d e de composição.

Todos os seus vídeos estão organizados no Veoh, um canal de vídeos semelhante ao Vimeo e Youtube. Nele eu consegui encontrar a página com o perfil do Jason, que leva para todos os vídeos disponíveis. Visite esse endereço para acessar os tutoriais.

Veja a lista com alguns dos treinamentos que ele disponibiliza no Veoh:

  • Maya college
  • Animação com Maya
  • Introdução ao ZBrush
  • Introdução ao Photoshop CS3
  • Aprendendo o Blender 3D
  • Tutoriais diversos sobre Photoshop
  • Processos de modelagem 3d excêntricos
  • Texturas e iluminação com o Maya
  • Dreamwaever e ZBrush
  • Personalizando o jogo Unreal
  • Personalizando o jogo Doom 3
  • Texturas e renderização com o Mental Ray e Maya

Esses são apenas alguns dos títulos disponíveis para quem quiser aprender um pouco mais sobre modelagem 3d e animação, principalmente no que se refere ao Maya. Mesmo ele tendo um canal de vídeos sobre o Blender 3D, que por sinal é muito bom principalmente a parte sobre texturas UV.

Agora, dentre todos os vídeos disponíveis o maior volume de informação é para o Maya mesmo. Se você está interessando em aprender com o modelar (Maya College) e fazer animações, para depois iluminar e texturizar as cenas com o a ferramenta da Autodesk, recomendo que reserve um tempo para assistir a todos os tutoriais! Eu mesmo já assisti quase, todos os vídeos sobre Blender e animação.

Estou agora para começar os vídeos sobre personalização de Jogos, que são interessantes também. Mesmo que você não jogue os jogos citados, é interessante saber como o autor faz para personalizar os cenários e personagens.

May
27

O Fryrender é um promissor renderizador, que funciona de maneira semelhante ao Maxwell render e Indigo, simulando a distribuição da luz usando física real. Isso gera imagens absurdamente realistas, com o uso intenso de recursos de hardware e tempos de render muito longos. O Fryrender esteva sendo desenvolvido, mas há pouco tempo foi lançando como um render comercial para qualquer artista interessado em usá-lo para criar imagens realistas. Ele até tem um módulo compatível com o SketchUp.

Mas, não é sobre as qualidades e benefícios do Fryrender que estou escrevendo hoje, mas sim sobre o lançamento dessa ferramenta, como produto comercial o a disponibilização de uma rica documentação, explicando como essa incrível ferramenta funciona. Ai é que entra um benefício para todos que usam ferramentas 3d para animação, eles lançaram vários tutorias acompanhando o lançamento do Fryrender.

Para fazer o download dos tutoriais, visite esse endereço. Depois é só escolher um tutorial, na lista da direita.

Você pode estar se perguntando; mas eu não uso o Fryrender? Bem, os tutoriais são destinados a ensinar tanto o uso do Fryrender, como conceitos básicos de renderização e enquadramento. Por exemplo, existe um PDF fanstástico sobre fotografia e simulações de câmeras em ambientes virtuais, que tem aplicações no Blender 3D, Indigo, V-Ray ou qualquer outra ferramenta que use câmeras.

Como você pode perceber pela imagem que ilustra esse artigo, o material é recheado de ilustrações ricas em infográficos, que facilitam a compreensão, mesmo para quem não entende inglês.

Entre os títulos em PDF, podemos destacar:

  • Como gerar normal maps
  • Introdução a fotografia
  • Renderizando líquido dentro de um copo
  • Efeito de cautics dentro de uma piscina
  • Efeito de caustics gerado pela luz do sol

Esses são apenas alguns dos exemplos disponíveis, todos em formato PDF e gratuitos para download.

Não deixe de conferir os tutoriais sobre caustics que mostram o potencial desse renderizador. Nessa mesma página, estão programados alguns tutoriais em vídeo, mas os links ainda não estão disponíveis, apenas os arquivos em PDF.

Todo esse material, pode ser “transportado” para renderizadores como o LuxRender e Indigo, que trabalham com princípios semelhantes, mas são de código aberto e se integram de maneira razoavelmente bem com o Blender 3D. Você precisa apenas de um pouco de paciência e transferir os conhecimentos adquiridos com o tutorial, para o renderizador no qual você está acostumado a trabalhar.

May
27

Calma, esse não é mais um dos inúmeros recursos do Blender 2.46, mas uma das ferramentas que está sendo desenvolvida para o Blender, com o objetivo de implementar suporte nativo a iluminação baseada em imagens no Blender. Você não leu errado, talvez no Blender 2.50 vejamos o suporte nativo a iluminação com mapas HDRI, que em outras ferramentas 3d proprietárias só podem ser usadas com o auxílio de renderizadores externos.

O responsável pelo projeto se chama Matt Ebb, ele está usando uma pesquisa científica realizada na universidade de Standford, sobre Irradiance Environment Maps, que pode ser consultada aqui. Nesse link você encontra o PDF com a pesquisa completa, para quem está pensando em escrever trabalhos de conclusão de curso, sobre computação gráfica, o texto é uma ótima referência.

Mas como isso foi implementado no Blender 3D? Para explicar melhor o projeto, fiz o download da versão de testes publicada essa semana no Graphicall.org, que já apresenta a ferramenta operacional, mas ainda muito instável.

O que essa versão tem de diferente? Ela adiciona mais um menu no painel World Buttons, como mostra a imagem abaixo:

Nesse menu, podemos escolher uma imagem que será usada para iluminar o ambiente. O procedimento é simples. Acione o botão Image Based Lighting, depois clique na opção Load e escolha um mapa HDRI. Caso você não tenha nenhum mapa HDRI, pode fazer o download gratuito de vários no web site do Paul Debevec.

Pronto, agora você já está pronto para usar iluminação baseada em imagens, que pode ser de grande auxilio na iluminação de cenas complexas. Para deixar o sistema ainda mais interessante, existe uma maneira de usar o IBL em conjunto com o Ambient Occlusion, fazendo com que a energia luminosa seja proveniente da imagem e não do background.

Bem, com essa versão do Blender podemos ter apenas uma idéia do que está por vir. Espere melhorias para versões futuras, como o próprio autor do Patch disse, essa versão ainda é muito instável e pode deixar o computador lento.

A iluminação fica boa? Não espere nenhum efeito de iluminação global, ele apenas adiciona energia luminosa à cena, mas não gera sombras. Considere isso como um complemento a iluminação.

Para saber mais sobre o projeto, recomendo visitar esses endereços:

Pronto! Agora é só testar. Caso você decida fazer o download, use apenas para teste, não abra arquivos importantes!

May
21

Uma das maneiras mais fieis de iluminar um ambiente, usando ferramentas 3d é com o uso de luzes do tipo IES. Esse tipo de luz guarda informações reais sobre como as luzes se comportam nos ambientes físicos, sendo produzidos na maioria das vezes pelos próprios fabricantes das luzes. Algumas ferramentas como o 3ds Max já apresentam luzes fotométricas embutidas, mas isso não significa que só podemos usar com ele esse tipo de luz.

Existe alguma vantagem em usar luzes IES? Claro que sim! A precisão da iluminação virtual é muito melhor com o uso de luzes IES, mas por outro lado, você precisa ter um mínimo de conhecimento sobre como essas luzes funcionam para tirar o melhor proveito delas. Caso contrário a aplicação desse tipo de iluminação em ambientes 3d será na base do chute, o que nunca resulta em bons resultados.

Quem quiser começar a trabalhar com esse tipo de iluminação no Blender, pode usar o Indigo, que suporta esse tipo de iluminação para as suas cenas. Inclusive, um dos motivos que me levaram a escrever esse artigo, foi uma coleção gratuita de luzes IES (Fotométricas), publicada por um artista nos fóruns do Indigo. São mais de 200 luzes!

Algumas particularidades sobre esses tipos de arquivos:

  • Eles apresentam a extensão IES
  • Podemos visualizar as informações de cada arquivo, antes de utilizar as luzes em ambientes 3D. Alguns softwares gratuitos permitem abrir e visualizar as informações, até com uma pequena imagem mostrando o efeito da luz. Para fazer o download de um desses softwares, visite esse o link indicado no início do artigo. No fórum do Indigo é possível encontrar essa ferramenta de visualização.

Agora, se você gostar desse tipo de luz e quiser fazer o download de vários arquivos, provenientes de diversos fabricantes de luzes, recomendo uma visita a esse link no Vizdept. Um usuário perguntou sobre fontes para download de luzes IES, como conseqüência, várias pessoas indicaram fontes para download! Por exemplo, lá é possível encontrar links para empresas como a Erco, uma das mais famosas fabricantes.

Quem trabalha com visualização de ambientes, precisa dominar a técnica de utilização de luzes IES. Até porque, elas garantem que a sua simulação virtual é o mais fiel possível ao mundo físico.

Como usar luzes IES no Blender 3D? Isso é assunto para outro artigo. Pode ficar tranqüilo que logo publico a técnica necessária para usar esse recurso no Blender 3D.

May
13

Antes de começar a trabalhar com modelagem 3d, ilustração ou animação acho que todos os aspirantes a artistas, deveriam ter noções básicas sobre fotografia. Muito do que fazemos na criação de imagens, envolve o uso de técnicas de iluminação e principalmente composição de cenários. Quando trabalhamos um modelo 3d, apenas o modelo, poucas pessoas se preocupam no enquadramento dele na câmera e como fazer uma imagem interessante. No posicionamento de luzes, tudo pode influenciar a cena, desde a distância da luz até a cor das mesmas.

Lembro que confeitos comuns em softwares 3d hoje, como Depth of Field, não são bem compreendidos por artistas que não tem um mínimo de intimidade com lentes de câmera.

Como resolver isso? A melhor alternativa seria mesmo fazer um curso de fotografia, mesmo que seja curto.

Mark Lund Photography + Homeroom Studio

O estudo da fotografia pode servir como inspiração para a modelagem e composição 3D.

Para ajudar quem não pode fazer um curso completo de fotografia, encontrei um ótimo recurso para quem quiser aprender com livros e revistas gratuitas sobre fotografia. O Blog DIYPhotography, publicou uma lista com mais de 6 livros gratuitos sobre fotografia. No título o autor menciona que são 6 e dois meios livros, pela quantidade reduzida de informações de dois títulos extras.

Só existe um pequeno inconveniente, todos os títulos são em língua inglesa. Mas acredite; como fonte de informação sobre fotografia, todos são ótimos!

Veja a lista com alguns dos títulos, tomei a liberdade de traduzir alguns dos títulos:

  1. Sistemas de iluminação pessoal (26 páginas)
  2. Básico de iluminação para fotógrafos (36 Páginas)
  3. Revista JPG sobre fotografia
  4. Dicas para fotógrafos digitais, usando Adobe Lightroom (34 Páginas)
  5. Como tirar fotografias para casamentos (99 Páginas)
  6. Como começar a trabalhar com fotografia? (21 Páginas)
  7. Fotografias de paisagens urbanas (160 Páginas)

Os títulos estão em ordem, caso você queira fazer uma visita ao link indicado no inicio do artigo é só acompanhar as orientações aqui. Dentre todos os livros listados, os que você deve fazer um esforço mínimo para ler são os de número 2 e 7! Esses são os melhores e com aplicação direta na criação de elementos visuais, seja 3d ou 2d.

As instruções sobre como fazer o download dos livros estão no artigo original.

May
9

Sempre que falo sobre o Indigo Renderer aqui no Blog, me refiro a ele como sendo um renderizador externo do Blender 3D. Mas isso está longe de ser verdade, o Indigo é uma ferramenta de renderização usada por artistas do 3ds Max, SketchUp , Cinema 4D e outros. Tudo o que é necessário para fazer a exportação de uma cena para o formato do Indigo é um script. No Blender 3d temos o Blendigo, já no Cinema 4d temos o Cindigo que faz essa tarefa. Nas últimas semanas, um tutorial mostrando como configurar o Cinema 4D e o Cindigo para renderizar cenas no Indigo.

Você pode estar se perguntando, mas eu não uso Cinema 4D. Sem problemas, lembre que o foco final do tutorial é o Indigo, que é o mesmo para todos. O que muda no tutorial são as imagens e locais em que é possível configurar os parâmetros, mas os ajustes necessários são sempre os mesmos.

Antes de mais nada, visite esse endereço nos fóruns do Indigo para fazer o download dos tutoriais. no total são dois arquivos, o primeiro abordando configurações gerais do Cindigo e o segundo mostra como usar arquivos HDRI.

O primeiro tutorial, mostra como instalar o Indigo no Cinema 4D, desde a cópia do renderizador para a pasta de plugins do Cinema 4D até o acesso ao Indigo, na interface do Cinema 4D. Para quem usa o Cinema 4D, essa é uma ótima oportunidade de aprender como usar e instalar o Indigo, que pode ser uma opção mais viável economicamente para o Maxwell Render, com perda quase mínima de qualidade.

Nas 8 páginas do tutorial, o autor reserva as duas últimas para a configuração da iluminação dos materiais. Claro que tudo é abordado de maneira rápida, mas muito instrutiva.

Agora o útlimo arquivo, apesar de ser mais curto, apenas 5 páginas, mostra como usar imagens no formato HDRI no Cinema 4D, para renderização com o Indigo. Isso gera imagens com nível de realismo impressionante, como a imagem que ilustra esse artigo. Esse é o resultado da iluminação do tutorial.

Lembre que esse mesmo poder de renderização está disponível para o Blender 3D, basta seguir os mesmos princípios de iluminação e configuração com o Blendigo.

May
8

Leitura recomendada

Blender 3D - Guia do Usuário Modelando personagens com o Blender 3D Introdução ao AutoCAD 2008: Guia Autorizado Desenho Técnico sem Prancheta com AutoCAD 2008 Desenvolvendo Personagens em 3D com 3Ds Max  Design para Quem Não é Designer Neufert 3ds max 8 - Guia autorizado

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