Archive for the ‘Técnicas de Iluminação’ CategoryComparação entre o YafaRay, Maxwell Render, LuxRender e Indigo Renderer para arquiteturaPosted on: 10, DecA escolha de um renderizador externo é presença obrigatória na lista de tarefas que qualquer artista 3d precisa definir antes de começar um projeto. Ainda conheço artistas que escolhem usar técnicas conhecidas como Fakeosity, em que a iluminação global é simulada usando diversos pontos de luz e muita habilidade artística, para criar efeitos realistas sem os modernos algoritmos de GI. Depois de escolher o renderizador próprio para seu projeto, ainda será necessário determinar se o renderizador deve usar métodos do tipo Unbiased ou Biased render. No primeiro caso as imagens usam derivações ou o próprio Metropolis Light Transport, muito famoso pelo seu alto nível de realismo nas imagens. A melhor maneira de escolher um renderizador é fazendo testes com o mesmo, para verificar se o tempo de render e qualidade dos materiais e efeitos gerados na iluminação se enquadram as suas necessidades. Os usuários do Blender 3D estão ganhando mais opções de renderização com diversos renderizadores disponíveis por scripts, como o V-Ray standalone que pode ser integrado com o Blender de maneira simples e eficiente usando um Script em Python. Estou até pensando em comprar uma licença do V-Ray para poder escrever sobre essa integração e aplicar o V-Ray nos meus projetos e aulas. Como sei que muitas pessoas tem a mesma dúvida, sobre qual o melhor renderizador para projetos de arquitetura e interiores, encontrei alguns testes feitos por usuários do Blender 3D comparando quatro renderizadores diferentes em dois projetos distintos. O primeiro teste é uma comparação entre renderizadores do tipo Unbiased, que usam ou se baseiam no Metropolis Light Transport que são:
A avaliação da renderização foi publicada nos fóruns de usuários do LuxRender, com o uso da seguinte cena:
Qual o vencedor? Nesse teste os melhores resultados foram obtidos pelo Indigo Renderer. Quando comentei esse teste com meus alunos, os mesmos acharam que o vencedor seria o Maxwell Render, afinal o mesmo custa quase 1000 dólares e deveria ser o melhor. Bem, o teste mostra que no tempo estipulado pelo autor o Indigo foi quem produziu as imagens mais “limpas”. Todas as cenas foram criadas no Blender 3D. O Maxwell Render suporta arquivos do Blender? Sim! O Maxwell é um programa indepedente, com uma interface e controles independentes. No caso, o Blender 3D cria o modelo e exporta para um formato de arquivo compatível com o Maxwell para o teste. Os dois links abaixo levam para mais testes de renderização um pouco mais antigos, que comparam apenas renderizadores compatíveis com o Blender 3D:
Com essa quantidade de material e testes de render, a escolha do software mais adequado para seus projetos deve ficar bem mais simples. A configuração de uma cena interna para representar projetos de design para interiores sempre é complicada, dependendo do software usado e dos requisitos necessários para a conclusão do projeto, precisaremos dedicar um bom tempo a configuração geral da iluminação, assim como caprichar nas técnicas de pós-produção para retirar qualquer tipo de imperfeição. Uma coisa que não existe em computação gráfica, principalmente em iluminação de ambientes é a chamada “receita de bolo”. É muito complicado aproveitar o mesmo tipo de configuração em todos os projetos e situações, pois as variáveis presentes em cada projeto são muito diferentes e alteram significativamente o resultado final. Mas, existe um tipo de configuração que pode ser usada como base em todos os projetos, especialmente se você adotar o VRay no 3ds Max como software de renderização. O truque é bem simples e envolve criar uma VRay Light em cada janela existente no ambiente para simular a entrada de luz vinda de fora do ambiente, e caso seja necessário adicionar outra VRay light em forma de esfera dentro do ambiente para ajudar na iluminação. Essa é um técnica que aprendi logo no início das minhas experiências com o VRay. Caso você nunca tenha realizado esse tipo de projeto no 3ds Max e VRay, encontrei uma série com três tutoriais em vídeo que mostra o processo completo de configuração da iluminação, partindo do modelo 3d e chegando até a configuração da iluminação e render no VRay. Só para ter uma idéia de como funciona o tutorial, essa é uma amostra do terceiro último vídeo que apresenta o final do tutorial, em que a iluminação já está quase pronta e o modelo 3d criado. 3DS Max Vray Tutorial : Interior Setup (Part 3) from Designers Lust on Vimeo. Para assistir ao primeiro e segundo vídeo, use os links abaixo:
A única coisa que não ficou muito bem configurada no tutorial foi a reflexão do piso de madeira usada no tutorial, pois o resultado apresentado no exercício mostra muita reflexão, fazendo com que a superfície tenha uma aparência de ser material tipo plástico. Fora o detalhe da textura, a técnica pode ser reproduzida em quase todos os ambientes internos que usam o VRay para render. Claro que é necessário fazer pequenos ajustes, mas nada que alterações nos parâmetros das luzes não possa resolver. Guia sobre uso de luzes fotométricas com o Indigo RendererPosted on: 7, DecA escolha do melhor tipo de iluminação para cada ambiente ou projeto pode ser uma tarefa bem trabalhosa, pois dependendo do objetivo de cada projeto a escolha em si pode ser determinante para alcançar ou não esses objetivos. Por exemplo, projetos que exigem o máximo em fidelidade entre a simulação dos ambientes reais com a iluminação criada nos softwares, demanda técnicas e ferramentas que possam simular essa situação. Nesses casos, a melhor escolha é usar as chamada luzes fotométricas baseadas em perfis do tipo IES. Quando escolhemos esse tipo de iluminação para nossos projetos, estaremos usando um pequeno arquivo de texto com extensão “ies”, que armazena todas as informações relevantes sobre a fonte de luz usada para emitir energia. Esse é um recurso que não é suportado por todos os renderizadores ou softwares, mas a tendência é que a maioria dos renderizadores passar a oferecer esse tipo de suporte. Caso você seja usuário do Indigo Renderer, pode fazer o download de um excelente guia sobre configuração e uso de luzes IES no Indigo.
Para quem decide usar esse tipo de luz no Indigo ou qualquer outro renderizador, o primeiro desafio é conseguir encontrar os arquivos IES corretos. Nesse caso, a melhor opção é recorrer aos web sites dos fabricantes de lâmpadas, pois a grande maioria oferece o download de inúmeros arquivos IES prontos para usar em qualquer projeto. Isso dá um aspecto de maior veracidade a iluminação, pois é possível aplicar o mesmo tipo de lâmpada especificada no projeto real, na visualização criada no computador. Além do pequeno guia em PDF que mostra o básico e necessário para usar luzes IES no Indigo, mesmo que você não seja usuário do Indigo Renderer, pode achar dois outros links extremamente úteis no artigo. O primeiro é um pequeno arquivo zip com diversos perfis de lâmpadas prontas para uso, todas já no formato ies. Mas, como seria complicado trabalhar com esse tipo de visualização, tendo que aplicar o perfil em um modelo 3d para visualizar o efeito da luz, existe também um pequeno software que permite abrir o arquivo IES e visualizar uma prévia da iluminação gerada pelo perfil, assim como dados sobre a lâmpada. Junto com o Indigo Renderer, esses perfis podem ser usados no LuxRender e futuramente no YafaRay, quando o suporte a luzes IES estiver estável. Controle de exposição na renderização com Mental RayPosted on: 1, DecNas minhas aulas sobre renderização com o Mental Ray no 3ds Max é sempre necessário enfatizar o uso de técnicas e artifícios para ajustar a iluminação de imagens, sem o uso de opções como a edição dos atributos e características dos pontos de luz. Esse é o caminho natural e intuitivo que a maioria das pessoas assume como correto e adota nesse tipo de situação, e conseqüentemente é a primeira escolha de todos os meus alunos. Mas, será que é a única opção viável? Uma opção rápida e simples de usar nesse tipo de ajuste é o uso dos atributos existentes no controle de exposição do Mental Ray. Aqui temos uma relação entre o uso do software 3d com a fotografia, sendo o controle de exposição muito usado para determinar a quantidade de energia luminosa que deve ser captado pelo filme, ou então sensor da máquina fotográfica digital. No 3ds Max a função do controle de exposição é muito semelhante a essa, com a iluminação sendo suavizada ou destacada de acordo com os ajustes realizados no controle de exposição. Caso você seja usuário do 3ds Max e nunca tenha usado esse tipo de recurso antes, existe um tutorial bem simples que mostra um exemplo de configuração aplicada na iluminação de uma cena simples, representada por uma variação do Cornell Box. No vídeo podemos acompanhar as diversas alterações realizadas pelo autor do tutorial na cena original, que foi renderizada sem o uso de nenhum tipo de controle de exposição. As alterações feitas nesses parâmetros do mr Photographic Exposure Control permitem suavizar os pontos com iluminação mais forte ou fraca, fazendo pequenos ajustes nos valores existentes no próprio painel de exposição. Existe uma área desses controles chamada de Image Control que permite editar atributos como:
O mais interessante do tutorial é que podemos acompanhar o efeito que as alterações em muitos desses parâmetros tem na imagem, sem a necessidade e trabalho de renderizar a cena. Se você nunca fez uso desses recursos, esse é um bom momento de testar. Apostila gratuita de 3ds Max e Mental Ray para arquitetura e renderPosted on: 27, NovO Mental Ray é um excelente renderizador para produções que demandem grande quantidade de informações e manipulação de dados, sem falar no excelente nível de realismo alcançado nas suas renderizações. Mas, assim como acontece com a maioria dos softwares envolvidos na produção de imagens 3d, ele é uma das diversas opções existentes para renderizar imagens com o 3ds Max. Quando o assunto descamba para a visualização de projetos arquitetônicos é que a coisa acaba ficando ainda mais confusa para os usuários, pois o V-Ray é a escolha da maioria dos artistas 3d para produzir imagens para arquitetura. Eu mesmo estou considerando adquirir uma licença do V-Ray Standalone para usar junto com o Blender 3D e passar a escrever artigos e material, sobre como usar o V-Ray com o Blender 3D. Todos os relatos que li sobre o uso dele em conjunto com o Blender são positivos, e isso adicionaria o V-Ray ao conjunto de renderizadores que uso nos meus projetos. Mas, e o Mental Ray? Muitas vezes usar o Mental Ray junto com o 3ds Max é a melhor escolha, mesmo que a escolha seja condicionada por fatores financeiros. Como o software já acompanha o 3ds Max, ao comprar uma licença do software o renderizador já está lá. Nesse caso, como fazer para conseguir gerar imagens realistas com ele para arquitetura? Para ajudar artistas que estejam interessados em aprender o Mental Ray para esses fins, um artista 3d chamado Pierre-Felix Breton escreveu uma apostila sobre o Mental Ray e 3ds Max para maquetes eletrônicas para a Autodesk. O artista mostra o processo de produção no 3ds Max para arquitetura, com o foco na renderização com o Mental Ray.
O material está disponível em PDF com um total de 35 páginas muito bem ilustradas e explicadas. O artista começa abordando as configurações gerais do Mental Ray e os materiais próprios do renderizador, assim como lista os diversos efeitos e fenômenos óticos que podem ser gerados com esses materiais. Agora, o mais interessante dessa apostila é a análise que o artista faz de diversas imagens e pequenos problemas que acontecem na renderização, fazendo a indicação de como resolver e remover os defeitos. Por exemplo, sombras que ficaram com pouca definição ou texturas com defeitos de exibição ou reflexão. O download é mais que recomendado para os usuários do 3ds Max e Mental Ray, sendo inclusive uma excelente base de estudos para os artistas interessados em aprender como solucionar problemas na criação de imagens em 3D. |
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