Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for the ‘Vídeo Digital’ Category


O que é necessário para produzir efeitos especiais? Algumas pessoas podem dizer que uma boa quantia de dinheiro, pode fazer os “milagres” que vemos nos filmes contemporâneos. Com o avanço das tecnologias e ferramentas de efeitos especiais, hoje em dia o dinheiro ainda é necessário, mas em uma escala muito menor. O mais importante hoje é ter criatividade e saber como aproveitar, os incríveis recursos oferecidos pelas ferramentas de modelagem 3d e composição em vídeo, oferecidas para os computadores que temos nas nossas casas.

Um ótimo exemplo disso foi um vídeo, produzido por três designers, retratando a invasão aliada nas praias da França, durante a segunda guerra mundial. Espere o um pouco! Se você assistiu ao filme, o Resgate do Soldado Ryan, deve ter visto uma reprodução extremamente fiel desse episódio que ainda é uma das cenas de guerra mais verossímeis produzidas até hoje.

A produção se chama Bloody Omaha. Bem, veja o vídeo para entender o que eles fizeram:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=uYkTqOcRoMs[/youtube]

Impressionante não é? Vamos entender bem, o que eles fizeram. A cena que comentei no início do artigo, do Resgate do Soldado Ryan, usou aproximadamente 1000 extras nas filmagens para representar a cena do desembarque dos aliados. Os designers, atuando eles mesmos como atores, conseguiram tudo filmagens repetidas deles mesmos. Claro que isso acaba fazendo a produção do vídeo, se transformar em um trabalho de paciência e domínio da técnica de filmagem. Mas mesmo assim, isso mostra que qualquer pessoa ou equipe com criatividade e um pouco de vontade, pode criar cenas complexas e cheias de detalhes e multidões com poucos recursos e material humano.

Mas o que eles fizeram não elimina o fator financeiro. Alguns dos itens usados por eles não são encontrados com facilidade, como as simulações das explosões e os planos em fundo verde, que precisam de material especial. Claro que o investimento é infinitamente menor, que o usado pelo Spielberg, mas pode atrapalhar as pessoas interessadas em repetir a experiência e que não saibam aonde encontrar esses recursos.

De uma maneira ou de outra, o vídeo é fantástico e muito bem executado, desde a parte da produção do vídeo e multiplicação dos atores até a eficiente composição do material filmado com modelos 3d!

Fonte: Esse vídeo foi dica do Alexandre Canario no Motion Brasil.

Feb
6

No final da última semana, para ser mais preciso no domingo, mais um episódio do Fxguide TV foi disponibilizado para download. Dessa vez, o episódio 20 apresenta dois temas: uma entrevista com a equipe da ILM, responsável pelos efeitos e produção de Transformers e depois um ótimo tutorial sobre estabilização de câmeras com o After Effects. A parte da entrevista é pouco atrativa visualmente, apresentando apenas imagens do filme já divulgadas, nada de making of. Mesmo assim, alguns dados interessantes sobre a produção são divulgados pela equipe.

Fxguidetv 20: Transformers e After Effects

Como o vídeo está em inglês, fiz uma pequena lista com os principais pontos abordados na entrevista:

  • Esse foi um dos projetos mais desafiadores para a ILM, por vários motivos. Além da dificuldade técnica, vários projetos de peso como Piratas do Caribe 3 estavam em desenvolvimento simultâneo. Já pensou trabalhar nos robôs e na turma de Davy Jones ao mesmo tempo?
  • Para agüentar o tranco, eles tiveram que dobrar a capacidade da render farm na ILM.
  • O design dos robôs foi seguido quase a risca, com base nos desenhos produzidos pela equipe do diretor Michael Bay.
  • Um detalhe interessante sobre a animação, os robôs foram criados com ênfase no design e visual. Ninguém pensou na animação ou mecânica envolvida nas transformações. Tudo ficou sob responsabilidade dos animadores da ILM.
  • A solução encontrada por eles foi alterar a maneira com os robôs se transformam, dependendo da posição da câmera. Eles analisam a cena e fazem a transformação parecer visualmente mais atrativa para a câmera. Tanto é que alguns robôs se transformam de maneiras diferentes ao longo do filme. Bem, eu não tinha percebido isso, mas da próxima vez tento prestar mais atenção nisso.

No final do episódio, eles mostram uma ótima técnica de estabilização de câmera para o After Effects. Ela é necessária para minimizar os movimentos de câmera, gerados por ambientes ou fontes instáveis. Por exemplo, no vídeo eles mostram uma filmagem feita de um avião, que acabou ficando um pouco tremida. O objetivo do exercício é passar a impressão que o vídeo tinha sido feito de um helicóptero, apresentando um movimento mais estável.

Se você tem curiosidade ou gosta do After Effects, recomendo o vídeo! A técnica é muito interessante e envolve alguns truques na ferramenta.

Para fazer o download desse episódio, visite esse endereço.

Jan
22

Que tal usar sem restrição alguma uma ferramenta de alto nível, para fazer composição e câmera track? Pois agora nós podemos usar, sem restrição de tempo o PFTrack, da The Pixel Farm. A empresa foi bondosa em disponibilizar uma versão PLE da sua renomada plataforma de composição e efeitos. Essa é uma das ferramentas mais poderosas, para fazer câmera track e composição de objetos reais, filmados com atores ou paisagens, com modelos 3d gerados por suítes de animação. A lista de empresas que usam o PFTrack é impressionante, abrangendo alguns pesos pesados como Sony Pictures e Digital Domain.

Composição e efeitos para vídeo

Mas o que podemos fazer com essa ferramenta? Caso você não tenha idéia, sobre o que é possível fazer com o PFTrack, compilei uma lista com alguns dos recursos:

  • Geometry tracking: Com esse recurso é possível importar modelos 3d animados, para o ambiente do PFTrack. Isso permite substituir facilmente a face de atores ou animais, por animações. Essa é a ferramenta usada para realizar aquelas produções em que os animais conversam com tanta naturalidade.
  • Focal Length Estimation: Com essa ferramenta é possível identificar a abertura da lente usada para fazer a filmagem. Assim você pode mesclar perfeitamente um objeto em 3D com vídeo filmado. Sem esse tipo de opção, ou uma informação prévia, seria necessário chutar a abertura da câmera.
  • Modelling tools: Existem ferramentas de modelagem 3d básicas, permitindo que artistas envolvidos na composição, possam criar objetos 3d de maneira fácil, sem a necessidade de uma suíte 3d. Ainda existe a vantagem de usar a imagem de fundo como guia.
  • Motion capture: Existem ferramentas próprias para manipular e armazenar dados sobre captura de movimento, diretamente do vídeo. Tudo pode ser capturado de uma ou mais câmeras, para um resultado mais completo.

Quais as restrições do PFTrack PLE? Essa versão não consegue exportar arquivos, mas salva os projetos feitos nele sem restrições. Ainda tem mais, os arquivos da versão PLE não são compatíveis com a versão comercial. Caso você tenha ficado curioso e queira testar a ferramenta, visite esse endereço na The Pixel Farm.

Ainda não faz idéia do que o software pode fazer? Veja esse vídeo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=yuHX5iGBzvw[/youtube]

Exemplo Camera Match

O artista criou o helicóptero no Maya e fez a composição da câmera e sombras com o PFTrack. Até que ficou legal o vídeo!

Jan
21

Muita da mágica dos efeitos em vídeo, que vemos diariamente em vinhetas e comerciais de TV são produzidos em ferramentas como o After Effects, Combustion ou Shake. Mas como é que os chamados vídeo designers criam, esses efeitos mirabolantes? Alguns precisam de uma boa dose de trabalho manual, para criar as animações com base em keyframes mesmo, sem o auxilio de nenhuma ferramenta extra. Mas, algumas pessoas ou estúdios com um pouco mais de recursos, acabam investindo em plugins e softwares para agilizar o processo de criação.

Assim como no photoshop, o After Effects apresenta uma infinidade de plugins e filtros especiais para as mais variadas tarefas e efeitos. Um desses plugins se chama Knoll, ele é especializado em criar efeitos com luzes e partículas. Mesmo que você não use o After Effects, mas trabalha com animação ou vídeo, é interessante conhecer essa ferramenta, assim como as possibilidades que ela proporciona na criação de efeitos.

After Effects - Knoll

Para exemplificar melhor o funcionamento do plugin, encontrei um ótimo vídeo que mostra as suas opções em funcionamento. Na verdade o vídeo não é um tutorial, seria mais uma demonstração do desenvolvedor, mas que serve aos nossos propósitos de estudo. Não repare no logo da empresa, usado como exemplo para um dos efeitos exibidos no vídeo.

O vídeo está no formato MOV, com alta resolução, somando no total quase 50 MB.

No vídeo, o destaque fica para alguns efeitos que mesclam o uso de luzes com lentes, para gerar efeitos de lens flare personalizados. Com ele é possível fazer aquelas clássicas cenas no espaço, com imagens em movimento. Depois eles mostram um pouco do uso de uma opção, um pouco mais avançada, que mostra luzes funcionando como pequenas partículas. Isso gera um efeito muito interessante no vídeo.

Por último, aparece um efeito que mistura o uso das luzes, como partículas, mas com algo semelhante a um Blur na imagem, gerando uma impressão de um lens flare em várias camadas. Isso gera um ótimo efeito, composto com um logotipo. Se você tiver algum tempo livre, recomendo assistir ao vídeo para conhecer as possibilidades do Knoll, quem sabe um dia você pode precisar dele.

Jan
9

Mesmo com todas as ferramentas e opções disponíveis no Blender, ainda é grande a quantidade de pessoas que ainda tem dificuldades em mesclar com sucesso, partes em 3d com material em vídeo ou fotografia. As técnicas para fazer esse tipo de integração são variadas, permitindo fazer montagens das mais simples até as mais complexas. Ontem, navegando por um fórum sobre Blender, descobri um ótimo tutorial sobre composição, que mostra de maneira simples, mas eficiente, como mesclar um vídeo com partículas produzidas no Blender.

Como você vai perceber, a técnica é relativamente simples, para as pessoas que tenham um vídeo parecido, o processo pode ser facilmente reproduzido.

Veja o vídeo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=bL4S8e0vYRs[/youtube]

Tutorial composição

O procedimento usado pelo artista é simples, primeiro ele configura a 3D View do Blender, para que o nome de vista seja exibido na interface. Assim que isso é feito, o próximo passo é ajustar a câmera, adicionando o vídeo, no formato MPG como plano de fundo da câmera.

Depois ele ajusta um plano, estrategicamente posicionado na mesma inclinação necessária para servir como plano de fundo da câmera também. Quando o plano está devidamente alinha, ele aplica uma textura ao objeto, usando como mapa o arquivo de vídeo. Isso fará o vídeo ser renderizado, quando uma animação for produzida.

Com o vídeo devidamente configurado, o próximo passo é ajustar as partículas. Para gerar partículas é necessário um objeto emissor, que é representado por um pequeno plano. Como a idéia é ajustar a emissão das partículas a uma área específica da mesa, em que o dedo no vídeo supostamente pressiona, o plano precisa ser alinhado ao tampo da mesa.

Assim que o plano está alinhado, o artista configura a emissão das partículas e o seu respectivo material, para que ele ganhe um aspecto de fumaça.

Pronto! Agora é só renderizar o vídeo, para gerar uma composição em vídeo com o Blender.

Caso você queira examinar o arquivo original, usado pelo autor no tutorial, ele gentilmente o disponibilizou para download, assim como uma versão do vídeo em alta resolução. Para fazer o download, visite esse endereço. Como hoje é fácil criar esse tipo de material, com celulares e máquinas fotográficas digitais, você pode tentar reprodizir o tutorial usando suas próprias referências. Ao menos você já sabe como começar!

Jan
8

Você já ouviu falar sobre o projeto Jahshaka? Caso não tenha ouvido falar sobre ele nos últimos tempos, se prepare para começar a ouvir muito! Esse é um projeto muito interessante, que tem como objetivo criar uma ferramenta semelhante ao After Effects ou Combustion, mas de código aberto e gratuita. Hoje em dia uma boa parte do trabalho de pós-produção pode ser feita no Blender, com o seqüenciador de vídeo e o compositor de nós, mas nunca é demais ter mais uma opção. Nos últimos dias foram divulgadas notícias interessantes sobre o projeto.

Um anúncio nos fóruns do projeto divulgou que o Jahshaka voltará a ganhar atualizações. Isso mesmo! Nos últimos dois anos o Jahshaka esteve praticamente morto, ganhando poucas ou nenhuma atualização importante. Na escola em que ministro aulas, estávamos até pensando em uma época na escolha do Jahshaka como ferramenta de composição e efeitos, mas com a falta de apoio ao projeto acabamos desistindo.

A animação dos usuários e participantes da comunidade é evidente, pelas mensagens de apoio que vem sendo publicadas nos fóruns.

Tomara que o projeto consiga se erguer novamente, para oferecer a artistas 3d uma opção confiável e eficiente para composição e efeitos em vídeo.

Você ficou curioso em usar o Jahshaka? Mesmo sem receber atualizações por algum tempo, a ferramenta é muito interessante. Para as pessoas que quiserem avaliar o software, fazendo algum trabalho de edição, selecionei um ótimo tutorial em vídeo, que mostra as opções básicas sobre como operar o Jahshaka.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=r9YuJSYXlmI[/youtube]

Vídeo 1 – Conceitos básicos

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=xlXkdojRVOY[/youtube]

Vídeo 2 – Conceitos básicos

Esses dois vídeos mostram os conceitos básicos sobre a ferramenta. Existe outro vídeo, muito legal que mostra o processo de animação com ele.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=6ypicUbbmg0[/youtube]

Animação com o Jahshaka

A interface e ferramentas do Jahshaka ainda precisam melhorar muito, a usabilidade dele ainda afasta muitos usuários. Já tentei implementar a ferramenta, como opção para usuários do After Effects, mas a receptividade não foi muito boa. Mas para quem nunca usou ferramenta alguma de composição, a aceitação foi mais fácil!

Que tal aprender o Jahshaka? Pode ser uma ótima tarefa no período de férias!

Dec
19

Mais um episódio do fxguide TV está disponível para download, dessa vez o episódio 19 está mais focado na conversação do que em mostrar imagens espetaculares. Mesmo assim o assunto é interessante! Eles entrevistam o Theo Bialak, supervisor de computação gráfica da Sony Pictures Imageworks. Ele estava diretamente envolvido na produção do filme Beowulf, que já está passando nos cinemas Brasileiros. Se você não está contextualizado no assunto, o filme Beowulf é todo produzido em CG, usando técnicas e cenários fotorealistas. Até os atores são reproduções digitais de pessoas reais.

Durante boa parte desse episódio, o pessoal do fxguide conversa com ele sobre vários aspectos da produção.

Fxguidetv 19: Keying

Claro que as dificuldades técnicas são o principal assunto. Esses são alguns dos assuntos abordados por eles:

  • Captura de expressão: Esse é o nome da técnica que permitiu aos produtores, usar atores reais para atuar no filme. A diferença em relação à captura de movimento é que essa técnica é focada na atuação e expressões faciais dos atores.
  • Fogo e efeitos atmosféricos: Muito do fogo existente no filme, foi realizado com técnicas e softwares usados na produção do motoqueiro fantasma. Fora o desafio na criação, os artistas envolvidos precisaram se preocupar com a iluminação proveniente do fogo. Muitas cenas têm o fogo como única fonte de luz.
  • Desenvolver o Katana: Muitos dos efeitos e ferramentas desenvolvidos para o Beowulf, foram implementados no sistema proprietário da ImageWorks, chamado de Katana. Theo Bialak deixou bem claro que tudo era planejado de maneira que as ferramentas possam ser reutilizadas em futuras produções.

Durante a entrevista, algumas imagens do filme são apresentadas, mas nada revelador para quem já vou os trailers ou assistiu ao filme.

Na última semana eu assisti ao filme, posso dizer que o nível de realismo em algumas cenas é impressionante, mas algumas coisas deixam a desejar. Por exemplo, quando os personagens estão andando a cavalo, o movimento dos eqüinos é muito artificial, acho que eles não participaram da sessão de captura. Outro ponto que deixa a desejar, as emoções. Ainda é perceptível em algumas cenas um aspecto artificial nas emoções dos personagens. Mesmo com toda a tecnologia, muito precisa ser feito para transferir as nuances de uma pessoa real.

Mesmo assim, recomendo a todos assistirem o filme para fazer as suas próprias análises. Se você gosta de computação gráfica, esse é um filme mais que obrigatório!

No final desse episódio do fxguide, um tutorial muito interessante sobre keying no Flame da autodesk. No tutorial é mostrado como ajustar a remoção de uma atriz, atuando sobre um fundo verde em um cenário virtual. O problema abordado no tutorial é a remoção e ajuste dos cabelos da atriz, em contraste com o fundo. Essa é uma ótima dica para quem ainda não entende como funciona o processo de keying.

O Fxguidetv pode ser copiado de maneira gratuita no seguinte endereço. Existem versões em alta e baixa qualidade.

Dec
12

Você já ouviu o termo Motion Tracking? Essa é uma técnica muito utilizada em ferramentas de composição como o After Effects. Ela consiste na identificação de uma área do vídeo, que pode ser seguida por outro elemento. Por exemplo, campanhas publicitárias que usam futebol, usam muito o Motion Tracking. Com ele podemos gravar o vídeo de um jogador, chutando uma bola e depois substituir a bola facilmente, por outro objeto, como uma caixa. Na TV a técnica é usada com freqüência na exibição de logotipos ou textos.

Mas como é que funciona isso? Descobri um tutorial que mostra como realizar o Motion Tracking no After Effects CS3. Essa semana um dos temas da minha aula sobre composição e efeitos, era justamente o Tracking. Por isso, tentei selecionar algum material de apoio para os alunos. Como não achei em português, resolvi fazer uma pequena descrição do tutorial, para ajudar.

After Effects CS3 - Motion Tracking

Antes de começar, devo informar para as pessoas que querem fazer motion tracking. O segredo para um bom tracking, além da seleção correta dos elementos é a paciência. Isso mesmo, muito depende de ajustes manuais, então tenha paciência para fazer os ajustes necessários caso o movimento não fique perfeito em um primeiro momento.

Outro ponto importante, o objeto ou área que deve ser seguido, precisa possuir contornos claros e bem definidos. Caso contrário o tracking será difícil de realizar.

Para acessar o tutorial, visite essa página. Essa é a descrição dos passos necessários, se você tem dificuldades com o inglês, acompanhe os passos:

  • No primeiro passo do tutorial, os elementos que devem sofrer a animação do tracking são criados. Um texto e um retângulo sólido.
  • Tenha certeza que o playback head está no início da timeline. Pressione Home caso não esteja. Aqui é importante organizar as camadas da timeline, para que o vídeo que deve ser rastreado esteja abaixo dos elementos, que sofrem a ação do tracking.
  • Selecione a camada que contém o vídeo. Depois na janela Tracker Controls, pressione o botão Track Motion. Isso ativará a ferramenta. Uma nova janela aparecerá, contendo um pequeno quadrado que serve como alvo do tracking. Com a ferramenta de seleção, clique sobre esse alvo e desloque-o até a área que deve ser rastreada. Caso seja necessário, podemos redimensionar esse alvo para qualquer tamanho.
  • O próximo passo é configurar as opções do tracking. Para rastrear o contraste dos pixels, o autor escolhe a opção Luminance e como os elementos do vídeo não muda muito, o autor desmarca a opção Adapt Feature On Every Frame.
  • Escolha qual a camada que deve receber o movimento gerado pelo tracking.
  • Depois crie um objeto do tipo Null. Ele funciona como os Emptys do Blender ou os Dummys do 3ds Max.
  • Clique no botão que edita as opções do alvo “Edit Target” e escolha o objeto do tipo Null. Aplique o tracking no botão Apply.
  • Selecione a camada de texto e depois com o SHIFT pressionado, selecione o alvo do tracking e o posicione no local desejado em relação ao vídeo.
  • Determine que o texto seja filho do objeto Null em hierarquia.

Pronto! Agora o texto deve seguir o navio no vídeo. Esse processo pode parecer um pouco confuso no início, mas com o tempo você adquire mais prática.

Se você ainda não entendeu bem o que é o motion tracking, veja o que ele pode fazer nesse vídeo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HlnE3UM94Vs[/youtube]

Tracking

O artista fez com que a tela do vídeo, acompanhe os movimentos da mão. Assim fica a impressão do holograma.

Oct
4

Qual o melhor Player multimídia? Essa é uma pergunta que às vezes remete muito a preferências pessoais. Pelas minhas experiências, sempre achei o VLC e o Media Player Classic. Ambos oferecem uma quantidade razoável de recursos, como possibilidade de executar vídeos com legendas, vídeos compactados com vários codecs diferentes, entre outros recursos. Mesmo apresentando vários recursos, ainda faltavam alguns, como a possibilidade de assistir transmissões de TV ou quem sabem salvar vídeos do YouTube. Pois agora existe um novo Player open source, que promete fazer tudo isso e muito mais.

Esse player se chama Miro, sendo totalmente gratuito e cheio de recursos. Sendo um deles a promessa de assistir a TV pela internet. Mas como funciona isso? Seria o Miro uma opção open source ao Joost? Na verdade, essa TV pela internet que o Miro promete é a possibilidade de assinar web sites que oferecem feeds RSS com vídeo. Os chamados videologs, que inclusive acompanham a instalação da ferramenta. Assim que instalamos, vários feeds de vídeo acompanham o Miro.

Miro - Player de vídeo Gratuito - Baixar Youtube - Bittorrent

Vejamos a lista completa de recursos do Miro:

  • Assistir vídeos: Como eu já havia comentado, com a ferramenta podemos assistir a praticamente qualquer tipo de vídeo. Além de assistir, o Miro organiza as coleções de vídeo em bibliotecas.
  • Grande quantidade de vídeos em HD: O Miro já é instalado com vários feeds de videologs, oferecendo conteúdo em alta definição (HD).
  • Internet TV Grátis: Aqui temos um recurso legal do Miro, a possibilidade de ficar atualizado com web sites que oferecem conteúdo em vídeo. Por exemplo, podemos assinar o canal da National Geographic e receber pequenos documentários em vídeo, sempre que estiverem disponíveis. Além dos canais existentes no Miro, ele oferece constantemente atualizações na sua lista de canais disponível.
  • Baixar vídeos do YouTube: O Miro ainda oferece a oportunidade de fazer download de vídeos no YouTube, Google Vídeo e outros. Para fazer isso, usamos a caixa de pesquisa na parte inferior esquerda da interface. Lá pesquisamos pela palavra chave do vídeo, depois podemos assistir e salvar o vídeo encontrado.
  • Baixar vídeos do BitTorrent: De maneira semelhante ao que o Vuze faz, podemos pesquisar e fazer download de vídeos pela rede Bittorrent. Claro que os vídeos disponíveis são todos legalizados.

Para quem acha os players de vídeo tradicionais ainda limitados, os recursos do Miro impressionam. Principalmente a possibilidade de salvar vídeos do Youtube e assinar videologs, como o iTunes faz. Se você ficou interessado, visite o web site oficial do Miro para fazer o download.

Sep
23

Sempre que ministro aulas sobre edição de vídeo e composição, os meus alunso me perguntam se as grandes produções de cinema recebem os efeitos e montagem em ferramentas como o Premiere ou After Effects. A maioria das produções com recursos suficientes acaba usando para os efeitos e composição ferramentas como o Autodesk Flame.

Como ferramentas como o Flame ainda não são conhecidas do grande público, a Autodesk está lançando web sites e blogs para promover o seu uso, entre artistas e estudantes. Um desses web sites de chama My First Flame, que mostra as primeiras experiências dos usuários na ferramenta.

Agora essa não é a melhor parte do web site, nele existe um vídeo tutorial, mostrando uma introdução ao Flame e como aplicar efeitos e realizar composição. Tudo gratuito!

Então se você já teve curiosidade em saber como esse tipo de ferramenta funciona, essa pode ser a oportunidade. Já digo que a interface lembra muito a do Blender, com vários botões em texto apenas.

Autodesk Flame

Além do Flame, os tutoriais podem ser usados para as ferramentas Inferno e Flint. Vamos à lista de tópicos:

  • Criando um projeto: Esse vídeo mostra como criar um projeto no Flame.
  • A interface I: Aqui etmos uma introdução a interface da ferramenta. Se você já usou o Combustion, vai perceber que a organização dos elementos na interface lembra em muito ele.
  • A interface II: Continuação da descrição para a interface.
  • Alterando o tempo
  • Keying: Aqui temos algumas explicações sobre como é possível fazer o processo de Keying na composição. Envolvendo chroma key e outras edições.
  • Animação nas composições: Vários aspectos da composição são abordados aqui.
  • Mais opções de composição: Mais opções de composição.
  • Composição em 3D: Ferramentas e opções para fazer composição de objetos em 3D.
  • Edição múltipla de arquivos: caso você tenha vários projetos finalizados no Flame, podemos determinar que todos os projetos sejam renderizados em seqüência.
  • Mais recursos: Mais recursos da ferramenta são abordados aqui.

Essa é uma oportunidade imperdível de conhecer o Flame, então se algum dia você já teve essa curiosidade, vá logo assistir aos tutoriais. Mesmo que você use o After Effects, pode ser de grande ajuda conhecer o processo de composição no Flame. Pelo menos as técnicas podem ser aproveitadas.

Para assistir mais material sobre o Flame, visite esse endereço no My Fist Flame. Esse endereço contém uma lista com mais tutoriais gratuitos.

Sep
20

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