Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for the ‘Vídeo Digital’ Category


Sempre que temas relacionados à edição de vídeo e composição são levantados em projetos ou trabalhos, alguns softwares geralmente surgem como as primeiras opções para esse tipo de tarefa, como o Adobe Premiere e Adobe After Effects. Nos últimos anos outro nome muito forte ganha cada vez mais terreno nessa área, o Final Cut da Apple. Mas, nem todas as empresas usam esse tipo de software para fazer trabalhos de edição, pois ainda é muito forte o mercado para um dos pioneiros nessa área que é o Avid Media Composer.

As primeiras versões desse software foram lançadas ainda em 1989 para a plataforma do MacOS na época, que era muito limitado em termos de edição de vídeo, mas era uma das melhores opções até então. O Adobe Premiere que conhecemos hoje só seria lançado em 1991.

Muitas empresas e estúdios que abordam trabalhos mais robustos de edição de vídeo, ainda se baseiam nas tecnologias de edição da Avid. Por isso, ainda pode ser interessante conhecer um pouco o funcionamento desse tipo de ferramenta, para uma eventual migração ou trabalho nesse tipo de empresa. Caso você queira aprender o funcionamento do Media Composer, uma série com mais de 60 tutoriais gratuitos sobre o Avid Media Composer foi publicada nos fóruns de usuários da Avid.

tutoriais-avid-media-composer

Os tutoriais disponíveis abordam os mais diversos assuntos, desde explicações sobre a interface do Media Composer, que é muito semelhante a do Adobe Premiere até efeitos e truques de montagem para vídeo mais avançados. Portanto, os tutoriais podem ajudar não só as pessoas interessadas em conhecer um pouco mais sobre o Media Composer da Avid, mas também os usuários do Premiere e Final Cut, com dicas valiosas de edição não-linear.

O foco no desenvolvimento e distribuição desse tipo de software foi um dos motivos que fez a Avid, vender a Softimage para a Autodesk. A empresa colocou como meta o fortalecimento dos seus produtos na área de vídeo digital. Para os artistas 3d que não entenderam o motivo que fez a Softimage ser vendida, por um preço tão baixo, esse software mostra que a Avid é mesmo focada em vídeo digital.

Como o acesso aos tutoriais é gratuito, o material é mais que recomendado para as pessoas interessadas em aprender sobre edição e montagem para vídeos.

Jan
20

Sempre que um projeto de animação tem início, a equipe responsável precisa tomar uma decisão muito importante, sobre o formado de vídeo, resolução e o aspect ration escolhido para a produção. Hoje a maioria das produções é feita no formato widescreen, que tem como proporção de tela 16:9. Ainda existem algumas produções que são realizadas usando o formato standard de produção, o chamado 4:3. Isso é hoje, mas e se um projeto antigo, renderizado há um bom tempo, precisar ser adaptado para as TVs e monitores atuais, que na sua grande maioria tem displays em widescreen?

Qual a solução? Renderizar tudo novamente? Essa pode ser a solução mais radical, mas com certeza iria evitar muitos problemas de enquadramento e perda de qualidade, porém o tempo de render e todo o trabalho de pós-produção envolvido na finalização do vídeo precisaria ser feito novamente. O melhor mesmo é editar o vídeo, em softwares como o After Effects, e adaptar o material para que ele se ajuste as resoluções 16:9 ou até mesmo no formato usado em produções épicas, também chamado de widescreen estendido, o 2.35:1.

Caso você queira aprender os procedimentos necessários, para editar um vídeo gravado no formato 4:3, para adaptação no formato de cinema, esse tutorial em vídeo, mostra como realizar o procedimento no Adobe After Effects, e depois repete o mesmo procedimento no Sony Vegas. Recomendo assistir em tela cheia.


Aspect Ratio Tutorial from Paul Del Vecchio on Vimeo.

O vídeo usa um do After Effects chamado Aspect Ration Letterbox, que pode ser copiado de maneira gratuito nesse endereço.

Pode até parecer simples, ainda lembro que na época em que ministrava aulas sobre o After Effects, os meus alunos questionavam se um simples zoom na imagem resolveria a adaptação. O uso do zoom no vídeo é uma solução perigosa, pois o resultado é uma inevitável perda de qualidade. Se o material foi produzido com uma resolução fixa, qualquer alteração no tamanho dos pixels resulta na perda de definição nas bordas e contornos.

O tutorial mostra que, ao adicionar faixas pretas na parte superior e inferior do vídeo, a edição final apresenta muito mais qualidade já que o tamanho é mantido.

Se você for usuário do Vegas, o tutorial faz uma ótima comparação do procedimento usado no After Effects e depois no software da Sony.

Quem quiser aproveitar, pode fazer o download dos outros presets para o After Effects, de maneira gratuita. Estou analisando a lista disponível no web site para publicar uma análise mais detalhada, ainda essa semana. Mas, o material já parece ser muito bom!

Oct
23

Uma das várias áreas em que um artista 3d pode trabalhar é o chamado broadcast design, que para alguns é chamado de motion design. Esses são aqueles gráficos que vemos em transmissões de TV, que misturam de maneira muito explicita elementos de animação 3d com o material 2d. O Adobe After Effects é uma ferramenta 2.5D usada para criar esse tipo de gráfico, pois ele permite criar e editar gráficos e animações com coordenadas no eixo Z, mas não permite trabalhar com modelagem 3D.

Quem precisar usar material criado totalmente em 3D, para mesclar e trabalhar com softwares de composição como o After Effects, precisa conhecer alguns pequenos truques para realizar a integração sem maiores problemas. Lembro que nas minhas aulas sobre After Effects, sempre tentava fazer a integração com material criado com o Blender 3D e 3ds Max, mas isso já faz um bom tempo.

Nessas mesmas aulas, eu passava vários links e materiais de apoio para os alunos, alguns deles já nem estão mais online. Mas, um desses tutoriais que mostra a integração entre o Cinema 4D da Maxon e o Adobe After Effects, para trabalhar com Broadcast design ainda está online. O tutorial é de 2006, mas com ele é possível compreender o processo completo de integração.

DixonBaxi Sci Fi Cinema 4D

Nesse caso, o tutorial ensina a usar um fantástico plugin para o Cinema 4D, que prepara a cena 3d para ser trabalhada diretamente no After Effects. O que acontece é o seguinte, se não for usada nenhum plugin ou artifício para exportar o material, será necessário renderizar um arquivo de vídeo para cada objeto ou elemento do Cinema 4D. Assim será possível simular as camadas dos objetos no After Effects.

O plugin do Cinema 4D, já faz tudo isso usando um artifício chamado de Object Buffer. Com as configurações recomendadas no tutorial, o Cinema 4D exporta os vídeos de uma vez só, criando inclusive um arquivo de composição do After Effects, pronto para ser trabalhado.

Se você trabalha com Cinema 4D, o plugin acompanha o software, não sendo necessário fazer nenhum download extra.

O resultado do tutorial pode ser assistido nos links disponíveis na parte superior do artigo.

Sep
12

O Adobe Premiere é muito famoso pelas suas funções de edição e montagem de vídeo, mas uma das grandes vantagens de fazer edição nele, assim como no Final Cut da Apple é a possibilidade de trabalhar com elementos extras no vídeo, como a adição de textos e efeitos nos diversos trechos da edição. Muitas pessoas sabem apenas usar a função de montagem do texto, deixando um pouco de lado a parte das legendas e efeitos do Premiere. Para ajudar quem está nessa situação, encontrei um ótimo tutorial que mostra todo o processo de criação, configuração e tratamento de elementos textuais, para utilização em projetos no Premiere.

O tutorial está em vídeo e dividido em duas partes. Essa é a parte 1:

A primeira parte do tutorial mostra o autor do vídeo usando o Adobe Title Designer para criar a parte textual. Essa ferramenta funciona como um software auxiliar do Premiere, em que estão disponíveis várias opções apenas para elaborar textos, usados nos projetos de vídeo. Pela resolução do vídeo fica difícil de perceber, mas além daquela enorme lista de prestes prontos, com várias opções de formatação para o texto a ferramenta disponibiliza, controles detalhados para o texto. Eles são tão detalhados que é possível até comparar a formatação dos textos dele, a que é realizada por ferramentas ainda mais especializadas em tipografia como o Indesign CS3.

Depois que o texto está criado, ele salva e adiciona a palavra no stage do Premiere, para começar a trabalhar com a adição de keyframes no menu Effects Controls. Esse é o menu mais importante para criar animações e ejustes avançados no Premiere.

Agora a segunda parte do tutorial:

Nessa parte o autor mostra algumas opções extras de configuração para a animação do texto. Por exemplo, ele mostra uma opção muito semelhante a criação de uma trajetória de animação para o texto criado, em que o artista pode fazer edições e ajustes na curva da animação, para criar efeitos ainda mais elaborados.

Bem, com esses tutoriais fica mais fácil compreender o processo de criação desse tipo de animação com o Premiere. Quem sabe até você tenha aprendido que o Premiere, assim como o Final Cut não apenas editam e montam vídeos, mas permitem que o artista trabalhe com textos integrados ao vídeo, com animações controladas por keyframes.

Aug
8

Por muito tempo, usei o Adobe Premiere para fazer os meus trabalhos de edição de vídeoe até mesmo ministrei aulas sobre motagem e edição com ele por um tempo também. Depois que tive a oportunidade de usar o Final Cut da Apple para fazer alguns trabalhos em um estúdio, durante um semestre, devo dizer que não queria mais saber do Premiere para fazer edição. Além do Final Cut ser “igual” ao Premiere, ou como costumo dizer para os meus alunos “a cara cuspida dele”, ficou fácil começar a usar a ferramenta mesmo sem nunca ter aberto o software aterioremente.

Uma das coisas que me impressionou no Final Cut Studio, que estava disponível no estúdio era uma ferramenta chamada compressor, que finciona como um módulo do Final Cut. O que ele faz? Como o próprio nome diz, a ferramenta é especializada em compressão de vídeo e para isso ele é muito bom! Tem configurações prontas para comprimir vídeo para DVD e H264, de maneira rápida e fácil.

Quer saber como ele funciona? Esse tutorial em vídeo que mostra o processo de edição básica de um vídeo no Final Cut e a posterior compressão do mesmo no Compressor, para o formato de DVD.


Using compressor for mpeg2 compression from ske on Vimeo.

Repare no vídeo que o autor faz duas marcações que uma ferramenta idêntica a uma existente no Premiere, até a tecla de atalho é a mesma.

Depois que o vídeo está devidamente marcado ele aciona o Compressor de um menu do próprio Final Cut. As opções do Compressor são muito simples, quem não quiser fazer configurações complexas conta com uma enorme lista de configurações prontas, para DVD e outros tipos de vídeo. Você precisa apenas escolher o formato, clicar e arrastar as configurações sobre a trilha de vídeo.

Após um curto tempo de processamento o vídeo está finalizado, com um arquivo para o vídeo em MPEG2 (M2V) e outro para o áudio (AC3), pronto para autoração do DVD.

Esse é apenas um exemplo do que é possível fazer com o Compressor. Já conversei com alguns editores de vídeo iniciantes, que não sabiam que o Final Cut Studio acompanhava esse tipo de ferramenta. Bem, agora você já sabe.

O Premiere CS3 está disponível para Mac OS hoje em dia, mas conheço poucos estúdios e profissionais que migraram do Final Cut para o software da Adobe. Se você está pensando em trabalhar exclusivamente com vídeo, recomendo um teste com as ferramentas da Apple, que são muito boas. Depois do teste você pode fazer melhor a sua escolha.

Jul
31

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