Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Archive for the ‘VRay’ Category


Um dos maiores desafios para as pessoas que se aventuram em usar um renderizador do tipo o V-Ray é entender diversos parâmetros de render disponíveis, e como a modificação de apenas um desses parâmetros pode influenciar de maneira positiva ou negativa o render. Para conseguir entender o que faz cada uma dessas configurações, precisamos trabalhar com a descrição de cada parâmetro ou então realizar vários renders de teste para avaliar as mudanças ocasionadas nas imagens.

Se você for usuário do V-Ray e quiser economizar algum tempo com o entendimento dos ajustes nas imagens com base nas configurações e métodos de render, encontrei um artigo que pode ajudar de maneira significativa a escolher o melhor método e configuração para o seu projeto. Ao visitar essa comparação de ajustes para renderização, será possível visualizar uma grade com várias imagens, e pequenas descrições na parte inferior.

Render-V-Ray.jpg

Essas descrições explicam os ajustes utilizados para gerar cada uma das imagens, que aproveitam os vários métodos de render do V-Ray como Light Cache, Brute Force e Irradiance Map. As descrições já comentam de maneira breve as vantagens e desvantagens de cada um dos resultados, ressaltando a velocidade com que foi gerada cada uma das imagens e também detalhes como a suavidade das sombras.

Para quem está estudando o V-Ray e não faz a menor idéia de como trabalhar e escolher os parâmetros de render, esse tipo de material é muito útil. Mas, é importante lembrar que apesar de servir como guia, você precisa fazer os seus próprios experimentos com o software, para encontrar as melhores soluções para cada projeto.

Na configuração desse tipo de projeto é difícil selecionar um conjunto de parâmetros que funcione para todos os tipos de situação.

Uma coisa que sempre gosto de fazer é renderizar um projeto e anotar na imagem usando editores, como o GIMP ou Photoshop, os parâmetros que foram usados para gerar aquela imagem. Isso serve de base para entender o efeito que cada um dos ajustes teve na imagem, principalmente no estágio em que realizamos vários testes para descobrir a melhor configuração para um projeto.

Eu recomendo a você fazer o mesmo, para ajudar nos seus estudos!

Aug
22

No planejamento da iluminação de um ambiente a primeira coisa que pensamos é na distribuição de pontos de luz pelo espaço, para conseguir organizar de maneira adequada a energia emitida pelas luzes, e gerar o efeito desejado. Mas, nem sempre o uso das fontes de luz tradicionais dos softwares 3d resolvem a iluminação dos ambientes. É preciso pesquisar por meios alternativos de iluminação que não estejam relacionados diretamente com os pontos de luz. Esses métodos são chamados de alternativos, pois estão em locais que não são associados diretamente com a iluminação de objetos. Por exemplo, os materiais que conseguem emitir energia luminosa. Nesse ponto é preciso fazer uma divisão entre os que realmente conseguem gerar iluminação, e os outros que servem apenas como meio de deixar mais claros os materiais.

O último caso é conhecido como Self Illuminate, e não serve para ajudar na iluminação dos ambientes e cenas. No V-Ray dentro do 3ds Max existe um tipo de material muito útil chamado de VRayLightMtl que ajuda a gerar um efeito de iluminação em objetos. No tutorial abaixo, você pode acompanhar a criação de um material que simula uma lâmpada fluorescente com a ajuda de um material do tipo VRayLightMtl e um mapa de textura. Mas, a iluminação dessa cena é complementada com uma luz do tipo área do próprio V-Ray.

O procedimento para usar a VRayLightMtl é muito simples e requer apenas a atribuição do tipo de material ao objeto que deve emitir a luz, e a associação da textura, para conseguir as sombras um pouco mais escuras nas pontas da lâmpada, como ocorre com as fontes de luz do tipo fluorescente.

Se você quiser saber mais sobre a VRayLightMtl, visite esse endereço que lista várias configurações diferentes para o material e pode ajudar você a encontrar o melhor ajuste sua iluminação.

A maioria dos softwares e renderizadores possuem um tipo de material que emite energia luminosa como é o caso do VRayLightMtl, e você deve pesquisar no seu software preferido, como esse tipo de iluminação funciona. Entre as vantagens desse tipo de iluminação, está a associação de um perfil do tipo IES para gerar iluminação fotométrica, e conseguir efeitos realistas de iluminação.

Jun
15

Os artistas que trabalham com visualização de projetos ou design de cenários sempre precisam representar ambientes externos, pois a maioria desses projetos é ambientado a céu aberto. Isso acaba gerando uma grande demanda por informações sobre a simulação de iluminação baseada apenas na luz solar, que é bem fácil de identificar, principalmente quando ministro alguma aula sobre visualização de projetos. Para criar esse tipo de iluminação existem várias técnicas que vão desde o uso de estruturas semelhantes a anéis que circundam uma edificação, e uma luz mais intensa que simula o sol. Esse tipo de configuração pode ser conferida nesse tutorial que utiliza o 3ds max como referência.

Ainda podemos aproveitar as ferramentas de iluminação de renderizadores como o V-Ray que dispõe de uma luz própria para simular o sol, que nesse caso é a VRay Sun. Esse tipo de luz já apresenta os parâmetros e opções necessárias para gerar de maneira extremamente simplificada a iluminação e efeitos necessários para criar o sol virtual.

Apesar de ter citado a demanda por render externo, é nas vistas internas que as pessoas realmente ficam perdidas e confusas na configuração dos seus projetos. É nesse ponto que o V-Ray pode ajudar e facilitar a configuração usando a VRay Sun.

Se você nunca teve a oportunidade de usar o V-Ray com o 3ds max e gerar uma cena iluminada com a VRay Sun para cenas internas, o tutorial abaixo pode ser de grande ajuda. No vídeo, o autor aproveita os recursos do V-Ray para iluminar uma cena que apresenta um modelo simples, composto apenas por elementos geométricos com deformações básicas, apenas para compor o cenário. O cubo inicial acaba se transformando em um pequeno quarto com uma janela.

Com o modelo 3d criado e a cena preparada, basta adicionar a fonte de luz e preparar tanto os materiais como os parâmetros do V-Ray. Nesse caso, a parte mais trabalhosa de todo o processo é o painel de configuração do V-Ray, que pode ser bem desafiador para usuários iniciantes. Por isso, se você nunca usou o V-Ray, pode seguir os mesmos passos realizados pelo autor do vídeo, para conseguir um resultado semelhante em ambientes internos. Os únicos ajustes que podem ser necessários nos parâmetros do render, são relacionados com alterações na escala do cenário.

A iluminação de cenários dificilmente é algo que segue um padrão que possa ser repetido nas mais variadas cenas e ambientes, mas é sempre bom ter alguma referência para começar.

May
18

O uso de renderizadores baseados em GPU é uma das tecnologias que prometem reduzir o tempo de render significativamente, e pelo que já pude comprovar pelo uso desse tipo de software a promessa tem fundamento. O uso de GPUs já está sendo inclusive aplicado em softwares especializados em compactação e processamento de vídeo. Basta imaginar o uso de centenas de núcleos de processador manipulando um arquivo de vídeo, fazendo a conversão de formatos de vídeo em poucos minutos, sendo que a mesma usa do apenas a CPU levaria no mínimo o mesmo tempo de duração do vídeo.

Entre os renderizadores disponíveis no mercado que podem fazer uso de GPU, o mais famoso para o 3ds max é o V-Ray RT. Quem nunca teve a oprtunidade de usar esse tipo de software deve se perguntar se ele é realmente rápido, e como seria o mesmo render realizado com o método tradicional em CPU e depois em GPU. Qual é mais rápido?

Para ajudar a responder esse tipo de pergunta, encontrei um vídeo muito interessante que se propõe exatamente a fazer esse tipo de comparação. O autor do vídeo seleciona um projeto e faz o estudo de velocidade usando o V-Ray no modo tradicional e depois na GPU. O vídeo é interessante também para hem tem o V-Ray RT e não faz a menor idéia de como habilitar o render usando GPU.

O vídeo não tem áudio, portanto só podemos acompanhar visualmente o que o autor do material realiza durante o teste de render.

A cena é formada por algumas figuras geométricas que recebem materiais próprios do V-Ray e depois uma câmera real do V-Ray, baseada na física de câmeras mesmo, e depois o processo de render começa. Para quem não conhece aquela pequena janela que abre no meio do vídeo, o autor do material faz uso de um script muito interessante para usuários do V-Ray chamado de Solid Rock. Nesse vídeo o autor está usando o SR 0.98, que é um tipo de script que otimiza ao máximo os ajustes do V-Ray. Ele é indicado para quem não quiser ter trabalho com os ajustes de cena e outros detalhes que podem deixar o processo de configuração do render mais demorado.

Na primeira metade do vídeo acompanhamos a preparação da cena, encerrada pela colocação de um mapa HDRI como plano de fundo e também fonte de luz da cena. Nesse ponto o vídeo começa a fazer os testes entre o render com a versão RT e a baseada em GPU. Para trocar entre as duas opções, precisamos apenas habilitar o modo ActiveShade do 3ds Max para mudar para o V-Ray RT, e depois teremos o render da cena usando GPU.

Qual você achou mais rápido?

Mar
30

Os chamados renderizadores externos quando instalados junto de softwares 3d adicionam diversos recursos extras para ajudar os artistas a gerar imagens realistas, usando o mínimo possível de configuração e ajustes. Claro que isso acaba jogando muita da responsabilidade de gerar a imagem no hardware, pois será preciso recorrer a algoritmos que usam muito da CPU e GPU para simular o comportamento da luz no mundo real. Mas, alguns desses renderizadores adicionam elementos próprios como luzes e materiais, que muitas vezes acabam dando um pouco de trabalho devido a falta de algum manipulador ou recurso. Esse é o caso do V-Ray que instalado no 3ds max, acaba adicionando as chamadas V-Ray Lights que são tipos de planos que emitem luz.

Qual o problema das V-Ray Lights? Sempre que usamos esse tipo de luz no 3ds max, precisamos ficar rotacionando o plano para conseguir a orientação desejada das luzes. Se você é usuário do 3ds max e ilumina as suas cenas usando as V-Ray Lights, então o script chamado de TargetVRayLight deve chamar a sua atenção. A sua função é extremamente simples, mas pode acelerar a produtividade em projetos usando o V-Ray. Ele consegue adicionar um alvo para as V-Ray Lights, permitindo que a sua orientação seja ajustada de maneira muito semelhante ao que fazemos com luzes como a Spot.

O vídeo abaixo mostra o plugin em ação, sendo usado para ajustar a orientação das V-Ray Lights:

A instalação do script é bem simples, sendo necessário apenas copiar o arquivo do plugin dentro do diretório “”".

O uso desse tipo de luz é bem difundido entre usuários do V-Ray devido a técnica que várias pessoas conhecem, que consiste no posicionamento desse tipo de iluminação nas aberturas das cenas, principalmente quando trabalhamos em renders de interiores. Esse tipo de luz acaba jogando muita energia para dentro dos ambientes e sem complementadas com uma V-Ray Sun, permite gerar um tipo de iluminação bem realista para esse tipo de projeto. Esse esquema de iluminação é quase uma receita de bolo, que precisa de ajustes nos parâmetros do V-Ray no momento do render, mas acaba gerando bons resultados.

Com o uso do TargetVRayLight a manipulação das luzes no V-Ray deve ficar bem mais fácil e rápida no 3ds max.

Feb
24

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