Allan Brito

Migrando dos tijolos para os pixels!

Na modelagem 3d para arquitetura, encontramos diversos tipos de elementos qe agregam grande nível de dificuldade na sua concepção, tanto no que concerne a sua representação real como na virtual. Estou me referindo aos telhados e as suas disposições complexas em vários tipos de projeto. Quando recebemos esse tipo de elemento como parte da modelagem 3d em qualquer software, precisamos utilizar alguns pequenos truques para conseguir reproduzir de maneira fiel as inclinações e conjuntos de elementos existentes nessas superfícies.

Em ferramentas 3d especializadas na modelagem para arquitetura a coisa fica um pouco mais fácil, mas ainda é possível facilitar de vez a vida de artistas 3d especializados na visualização de projetos com plugins. No caso do SketchUp existe um plugin chamado Roof Creation que é indispensável na criação desse tipo de elemento.

Criando telhados no SketchUp com o Roof Creation

Já falei sobre plugins para criação de telhados no SketchUp, mas como foi publicada mais uma pequena demonstração do funcionamento desse plugin, resolvi fazer a recomendação do seu uso novamente.

O procedimento para usar o plugin é bem simples, e consiste na seleção das bordas das áreas que correspondem aos limites do telhado. Ao acionar a ferramenta, aparece o menu de opções do Roof Creation, e dependendo das opções que escolhermos, o telhado é criado de maneira automática nas superfícies.

No web site do plugin, existem vários modelos de telhados de exemplo para download no formato PDF, para ajudar na nomenclatura em inglês.

Uma das opções mais interessantes do plugin Roof Creation para o SketchUp, é a possibilidade de criar não só as superfícies e planos que formam as águas dos telhados, mas de adicionar telhas! Sim, podemos solicitar que o plugin faça o cálculo de distribuição de telhas dos mais variados tipos nas superfícies do telhado. Para quem já ficou um bom tempo editando e aplicando transformações e ferramentas como o Boolean para conseguir “moldar” as telhas em um telhado de maneira perfeita, esse tipo de ferramenta ajuda bastante.

O Instant Roof está disponível em duas versões, sendo uma delas totalmente gratuita e outra versão PRO. O esquema é bem parecido com o que já encontramos no SketchUp, em que a versão gratuita funciona bem, mas os recursos que fazem a diferença estão mesmo disponíveis na versão PRO. Ainda assim, recomendo o download da versão gratuita, pois ajuda muito no processo de criação e modelagem para arquitetura.

Oct
5

O uso de softwares como o SketchUp é uma das melhores alternativas para as pessoas que estão começando a trabalhar com computação gráfica 3d, mas também consiste em uma das melhores soluções para profissionais e estudantes de arquitetura. A criação de projetos 3d para arquitetura no SketchUp é muito fácil e simples, e com a sua metodologia de modelagem intuitiva, você pode começar em pouco tempo a trabalhar com projetos de complexidade mediana. Uma das opções para aprender o SketchUp é adquirir um dos vários livros sobre o software, sendo que entre os mais antigos temos o do João Gaspar que é o autor da série “SketchUp Pro Passo a Passo“.

O livro aborda a parte básica do SketchUp Pro e vai um pouco além do que é necessário para iniciar com o software. Depois de ler o livro você estará pronto para seguir em frente com seus projetos de arquitetura. Mas, chega um determinado momento que o conhecimento básico do SketchUp não é mais suficiente para suprir as suas necessidades, e algo mais avançado se faz necessário.

E para atender a essa demanda é que o João Gaspar lançou um segundo título sobre o SketchUp chamado “SketchUp Pro Avançado”. Foi com uma satisfação que recebi uma cópia do livro para ler e fazer uma análise aqui no blog. Já conhecia o trabalho do João Gaspar nos seus livros anteriores, e esse novo título manteve o mesmo padrão de qualidade dos livros passados.

Para quem não conhece o SketchUp é importante ressaltar que existem duas versões do software. Uma delas é o “SketchUp” e a outra é o “SketchUp Pro”, sendo que a versão pro é paga e se diferencia da gratuita por ser capaz de importar arquivos DWG nativamente, possuir uma ferramenta própria para criar pranchas de impressão chamada de LayOut.

SketchUpPro-avancado.png

Essa explicação foi necessária, pois muito do livro é dedicado ao uso do LayOut do SketchUp Pro, que não está disponível na versão gratuita do software. Portanto, você deve tomar cuidado com isso caso esteja querendo aproveitar o livro por completo.

Agora que você já conhece esse detalhe do SketchUp, voltemos a falar especificamente do livro. A linguagem e didática do livro é muito parecida com a da série “Passo a Passo” sendo de fácil compreensão e sempre levando para a parte prática. As explicações sobre as ferramentas sempre envolvem de alguma maneira um exemplo prático para uso em projetos de arquitetura.

Essa é a lista de capítulos do livro:

  1. Modelagem e texturização avançadas
  2. Técnicas avançadas de organização e produtividade
  3. Como usar os plugins mais famosos para SketchUp
  4. Como usar o Style Builder
  5. Blog Dicas de SketchUp!
  6. Ferramentas básicas do SketchUp LayOut
  7. Criar viewports e apresentar com o SketchUp LayOut
  8. Interface, menus, paletas e janelas do LayOut!

Um dos pontos positivos do livro é o uso de plugins do SketchUp para realizar diversas tarefas, sendo que alguns desses plugins são gratuitos para download. O uso de plugins é muito disseminado hoje entre usuários de SketchUp, e os usuários avançados acabam precisando recorrer a esse tipo de recurso para conseguir criar modelos 3d complexos de maneira rápida. E como é difícil encontrar material educacional sobre esses plugins, o livro funciona como uma excelente referência para os plugins.

Um dos destaques nos plugins é o chamado 1001bit que é um grande conjunto de ferramentas para o SketchUp, especificamente voltadas para arquitetura. No livro encontramos orientações e a descrição de como funcionam várias das ferramentas desse plugin. A única parte complicada em relação aos plugins são as urls de acesso ao material. Por exemplo, o livro recomenda os downloads de alguns plugins usando as urls do SketchUcation que são assim: http://forums.sketchucation.com/viewtopic.php?f=323&t=17587

A urls está correta, só é um pouco trabalhoso de digitar esse caminho todo no navegador. Talvez o uso de um encurtador de urls fosse uma opção mais simples, mas as urls funcionam tranquilamente para quem não errar a digitação.

O veredicto final é que o livro é um excelente material para quem está precisando expandir os seus conhecimentos no SketchUp Pro, e desenvolver tarefas mais avançadas, principalmente usando plugins e técnicas de apresentação de projetos mais aprimoradas com o LayOut. Aqui você pode fazer o download de algumas páginas do livro para avaliação em PDF de maneira gratuita.

Jun
28

O controle da câmera em projetos de visualização é de fundamental importância não importa qual seja o software que você está usando. Mas, apesar dessa aparente importância atribuída ao controle da câmera, é difícil encontrar artistas 3d que tenham real interesse pelo aprendizado desses controles. Posso afirmar isso com base no que vivencio nas minhas aulas sobre animação 3d, em que a maioria das pessoas só está preocupada com o movimento relativo dos objetos e não com aspectos como o enquadramento da câmera.

Se você for usuário do Blender e quiser aprender alguns truques interessantes sobre o uso de câmeras com o Blender, o vídeo abaixo que tem como público-alvo os artistas especializados em visualização para arquitetura, mas qualquer pessoa pode aproveitar as dicas e aplicar nos seus projetos.

A primeira coisa que podemos perceber na cena é como o autor do material montou com cuidado a cena, usando planos e outros elementos associados a texturas que simulam vegetação. Isso deixa a cena leve e também atribui maior grau de realismo, pois as imagens renderizadas sempre exibem vegetação baseada em bitmaps. Outro ponto interessante dos planos, é que à medida que a câmera se move pela cena, a orientação dos planos acaba se movendo também, e permite usar os mesmos planos para várias vistas da câmera.

Mas, é com os ajustes da câmera e enquadramento que vemos as reais opções de manipulação da visualização com o Blender.

Um ponto interessante que é exibido no vídeo é o uso da visão ortogonal da câmera para gerar vistas em corte no projeto, com o deslocamento da visão da câmera e também o ajuste da escala da câmera para a visão ortogonal.

Apesar de o vídeo estar narrado em inglês, a simples observação dos procedimentos descritos no tutorial podem fazer com que você pense um pouco diferente em relação ao controle da câmera no Blender, e consiga enquadrar e ajustar melhor o enquadramento e visualização dos seus projetos de maneira geral.

Esses mesmos controles estão disponíveis em outros softwares 3d e funcionam de maneira muito parecida aos que foram apresentados no Blender. Para expandir ainda mais esses controles, recomendo o uso das câmeras com propriedades físicas disponíveis em renderizadores como o V-Ray, LuxRender, YafaRay e mental ray.

May
19

A adição de novas ferramentas em softwares como o Blender sempre apresentam algum propósito, sendo que a animação de personagens é um dos objetivos mais comuns entre as descrições das ferramentas. Por exemplo, quando foi lançado o recurso chamado de Grease Pencil para o Blender, ainda nas versões 2.4x, o objetivo era proporcionar uma maneira de desenhar e adicionar anotações em animações, permitindo que equipes trocassem informações diretamente no arquivo do Blender. O objetivo e descrição podiam até ser direcionados para animação de personagens, mas basta um pouco de criatividade para que artistas encontrem outros propósitos para a ferramenta.

Já pensou em usar o grease pencil do Blender para ajudar no planejamento urbano ou desenvolvimento de projetos arquitetônicos? Um artista francês pensou nisso, e produziu dois tutoriais em vídeo que mostra a aplicação direta do grease pencil no desenvolvimento de paisagens urbanas e até mesmo arquitetura.

Os vídeos somam quase 40 minutos de tutorial, e mostram muito bem o processo com exemplos de anotações sobre os modelos 3d.

Blender 2.5 Grease Pencil Tutorial from Viralata on Vimeo.

Blender 2.5 grease pencil tutorial part 2 from Viralata on Vimeo.

O modelo 3d usado para os tutoriais é uma paisagem urbana formada por ruas e edificações que poderiam ser qualquer ambiente encontrado em grandes cidades. No vídeo podemos acompanhar como é fácil realizar diversas tarefas no projeto:

  • Destacar áreas específicas das ruas ou edificações;
  • Esboçar novos elementos como árvores ou mesmo novas edificações;

Um dos principais benefícios desse tipo de ferramenta é a possibilidade de trabalhar no desenvolivmento de projetos em equipe, e principalmente na educação. Em projetos que de urbanismo dentro de instituições de ensino, o professor pode analisar e adicionar as críticas e sugestões ao trabalho dos alunos no próprio arquivo. Isso poderia até eliminar a necessidade de trabalhar com modelos físicos para análise. Somente no final do processo é que um modelo assim seria criado, aproveitando as críticas que já haviam sido adicionadas no próprio projeto do Blender.

No final ainda é possível aproveitar os elementos usados no grease pencil para gerar efeitos únicos no render, como desenhar manualmente as árvores e vegetação da cena. O resultado é um render que parece ter usado diversos softwares para compor 3d com 3d, quando na verdade apenas o Blender foi usado em todo o processo.

Esse tipo de aplicação do grease pencil mostra como o Blender, usando ferramentas nativas pode ser versátil, se adaptando aos mais diferentes contextos.

Mar
10

A criação de alguns elementos para projetos como cadeiras e mobiliário pode oferecer desafios interessantes de modelagem, pois existem determinados tipos de cadeiras que apresentam topologia relativamente complexa e que pode demandar conhecimentos e técnicas avançadas de modelagem, para que o resultado obtido no processo seja satisfatório. Esse é o caso da cadeira chamada de Tulip Chair que é um ícone de design e foi criada pelo arquiteto Eero Saarinen. A cadeira é item bem comum em projetos de visualização para interiores e se você nunca teve que modelar uma, pode ficar tranquilo, pois o seu dia chegará. É a mesma coisa que tentar passar pelo mercado de visualização se ter que criar móveis clássicos como uma cadeira Eames ou Barcelona.

Mas, para a alegria de quem já está pensando em como resolver esse tipo de problema e adiantar a modelagem desses objetos, encontrei dois vídeos que mostram o processo completo de modelagem da cadeira no 3ds max, e com narração em espanhol. A técnica de modelagem usada para criar a cadeira é a baseada em polígonos, o que não é muito condizente com a forma orgânica da cadeira, mas no final o resultado acaba sendo muito bom.

O autor do tutorial utiliza a imagem da cadeira que é alvo do processo de modelagem como referência pare gerar as formas básicas. A escolha da modelagem por subdivisão não é a mais indicada nessa situação, devido a forma extremamente orgânica e curvilínea da cadeira, o que pode demandar muito trabalho de edição por parte do artista para conseguir bons resultados apenas usando polígonos.

Como primeiro passo para a modelagem o artista adiciona um polígono base que é deformado de maneira a adquirir a forma principal da cadeira. Com as ferramentas de modelagem poligonal do 3ds max dentro do modificador Edit Poly, o artista acaba moldando a forma da cadeira Tulip, até conseguir um resultado próximo do que está representado na imagem de referência.

Mesmo que você não tenha pretensões de trabalhar com projetos utilizando a cadeira Tulip, recomendo criar esse tipo de cadeira como forma de ir agregando blocos na sua biblioteca particular, pois no momento certo será fácil resgatar esses modelos para uso em qualquer tipo de projeto.

Feb
28

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