Melody: Personagem virtual criada no Blender

A escultura digital é uma área que poucas pessoas conhecem do Blender, e associam com mais frequência com softwares como ZBrush ou Mudbox. Mas, existe um modo de trabalho específico relacionado com escultura digital no Blender para produzir objetos 3d realistas com grande riqueza de detalhes.

Quer ver um exemplo do que é possível fazer com esse modo de trabalho nas mãos de artistas talentosos? Um projeto chamado Melody que foi compartilhado por um artista chamado Yuditya Afandi passa uma excelente ideia da capacidade da escultura associada ao Blender Cycles.

O próprio artista descreve o desenvolvimento do projeto como sendo uma exploração das capacidades do Blender. Ele queria testar o que era possível realizar usando os recursos disponíveis no módulo de escultura, e usar apenas o Blender no processo. Como resultado temos essa belíssima imagem!

Aqui está um vídeo com mais imagens relacionadas com o desenvolvimento do modelo 3D:

Essa é uma das áreas que demanda mais dos artistas digitais em relação a produção 3D, pois mistura conhecimentos técnicos com concepção artística. Diversos dos artistas que conheço e alunos que trabalham bem com escultura, precisaram de muita prática para aperfeiçoar suas habilidades.

Os exercícios como os realizados pelo artista desse projeto são ponto fundamentais para desenvolver essa técnica. Até pela prática do processo completo de escultura. Pois não é só a escultura que gera esse tipo de modelo 3D.

Depois de fazer a escultura digitai você terá um arquivo com malha digital extremamente densa e “desorganizada”. Será necessário fazer um processo chamado retopologia para construir uma malha mais limpa.

A retopologia é a técnica de reconstrução de malhas tridimensionais que permite “decalcar” as formas geradas na escultura. Assim o artista consegue desenhar a topologia ideal para depois gerar mapas UV e aplicar texturas.

Quer conferir mais imagens desse projeto, inclusive a estrutura da malha 3D? Visite o endereço compartilhado no BlenderArtists.

Aprendendo escultura digital

Quer aprender a fazer escultura digital e renderização no Blender? Os seguintes cursos do EAD – Allan Brito podem ajudar você:

Modelagem paramétrica no Blender

A chamada modelagem paramétrica é um recurso comum de encontrar em softwares relacionados com a criação de modelos 3d especializados em arquitetura. O motivo para isso é simples! A modelagem paramétrica facilita muito o trabalho de construção 3d, especialmente quando trabalhamos com blocos reutilizáveis.

O Blender nao possui suporte nativo para trabalhar com modelagem paramétrica, mas isso não significa que usando os recursos certos não seja possível trabalhar com modelagem paramétrica no software.

Você quer aprender a usar modelagem paramétrica no Blender? Agora no EAD – Allan Brito você conta com o curso de modelagem paramétrica para arquitetura no Blender que aborda exatamente a aplicação da técnica. Como funciona essa modelagem?

Com o uso das ferramentas certas é possível adicionar parâmetros em objetos que possuam significado semântico. Por exemplo, ao criar uma parede podemos usar propriedades como espessura, comprimento e altura. Assim é possível lidar com o recurso como se fosse uma parede mesmo!

Isso inclui todo o tipo de objeto relacionado com arquitetura como móveis, que podem ter partes opcionais e até mesmo sofrer modificações dinâmicas. As paredes podem receber alterações com ajustes para posição de portas e janelas, além de controles múltiplos para materiais.

Esse tipo de objeto pode receber mapas UV e serem renderizados no Cycles? Claro que sim! Você pode transformar os objetos em instâncias próprias que podem receber mapas UV únicos, e serem renderizados com o Cycles.

No curso você aprende a usar todos os recursos necessários para reproduzir e criar objetos paramétricos. É uma evolução da modelagem simples no Blender, que pode ajudar muito a criação e reprodução de ambientes no software.

As ferramentas usadas ajudam não só com a modelagem 3d, mas também com rigging. Os recursos são relacionados com modelagem, mas algumas das opções são derivadas de técnicas antes usadas apenas por animadores 3d. Você pode até chamar o curso de rigging para arquitetura.

Aprendendo a usar modelagem paramétrica

Além do curso relacionado com modelagem paramétrica no Blender você também conta com diversos outros tutoriais e treinamentos específicos sobre Blender no EAD – Allan Brito:

Cycles para arquitetura: Apartamento

Entre os tipos de projetos que mais interessa os usuários do Blender está a renderização de material para arquitetura, devido a sua rápida aplicação como forma de trabalho. É algo que possui demanda praticamente imediata no mercado. Aqui no blog sempre estou compartilhando os projetos que podem contribuir de alguma forma para o seu aprendizado, ou então mostram o grande potencial do Blender nas mãos de artistas talentosos.

Hoje trago mais um incrível projeto do artista Brasileiro Julio Dias que foi compartilhado no final de janeiro nos fóruns BlenderArtists. O material é relacionado com um projeto de apartamento residencial, e diferente do que muitas pessoas fazem nos seus trabalhos, o artista resolveu publicar não uma imagem, mas um total de oito vistas do ambiente.

O projeto representa mais um belo exemplo de visualização para arquitetura produzida no Blender, mas não é apenas só isso que pode compensar a visita ao material do artista. As imagens são complementadas com diversos dos ajustes usados pelo artista no projeto.

Por exemplo, as configurações dos materiais e texturas de alguns dos móveis e superfícies no projeto. Outro ponto que gera muito interesse por parte dos usuários de Blender é a iluminação. As imagens dos ajustes relacionados com as luzes são compartilhados também pelo artista! Está tudo lá, inclusive com as opções e valores numéricos usados nos ajustes.

Um ponto interessante da técnica empregada na iluminação, é o balanço no controle de cores e exposição com a intensidade da luz. A técnica difere um pouco do que a maioria dos artistas usa no Cycles, mas o resultado é muito bom.

Apesar de ser tentador pegar os ajustes compartilhados e tentar aplicar diretamente em outros projetos, é bem provável que o resultado não seja o mesmo. Para que tudo funcione de maneira “ideal”, é preciso que um conjunto de fatores sejam combinados.

Esses favores incluem a escala do modelo 3d, mapa HDR usado na iluminação e a configuração das texturas. Tudo acaba influenciando no resultado final. Então, antes que você use as informações diretamente nos seus próprios projetos, saiba que provavelmente será preciso fazer ajustes.

Só para finalizar os comentários relacionados com o projeto, repare no equipamento usado para o render. Com uma GTX 760 as cenas foram renderizados em apenas 45 minutos. É um tempo de render excelente.

Renderizando projetos com Blender Cycles

Quer aprender como funciona o Blender Cycles para aplicar todos esses recursos existentes no artigo? No EAD – Allan Brito você encontra diversos cursos que abordam o Cycles para fins de renderização:

Curso de automação usando Drivers no Blender

Um dos recursos que mais impressiona no Blender quando você o conhece são os Drivers. Eles são ferramentas que ajudam a relacionar valores numéricos entre objetos diferentes. Por exemplo, é possível controlar a rotação de um objeto com base no deslocamento de outro. Isso permite criar verdadeiros painéis de controle para animação.

Apesar de ser uma opção extremamente útil, ainda são poucos os artistas 3d e usuários do Blender que conhecem e utilizam os Drivers na sua totalidade.

É por esses motivos que resolvi produzir um curso específico sobre Drivers e automação para o Blender! Já está disponível no EAD – Allan Brito o curso de automação usando Drivers no Blender. No curso você aprende exatamente a aplicação dos Drivers para criar ferramentas que ajudam você em tarefas comuns de modelagem e animação.

Por exemplo, já pensou em trabalhar com modelagem paramétrica? É aquele tipo de modelagem em que os valores das propriedades dos objetos possuem valores com significado. Seja ele uma dimensão ou um quantitativo. O recurso representa uma grande ajuda quando é preciso criar variações do mesmo objeto.

A criação de objetos paramétricos é um dos tópicos abordados na aula!

Outro campo que acaba gerando grande interesse na aplicação de Drivers no Blender é a animação com personagens. Já pensou em tornar o processo de animação desses personagens automático? Como assim automático? Os passos do personagem no terreno podem ser automáticos caso os Drivers sejam aplicados de forma a criar um ciclo!

Tudo isso e muito mais é abordado ao longo do curso. No final você será capaz de aplicar esse tipo de automação em diversos tipos diferentes de projetos, e a criar propriedades personalizadas na própria interface do Blender para ajudar nos seus projetos de animação e modelagem.

Esse é o recurso que a maioria dos animadores utiliza para otimizar seus projetos de rigging e conseguir finalizar cenas em tempo muito mais curto. Se você não faz a menor idéia de como funciona o recurso, recomendo começar com esse material. Depois será uma pequena adaptação para aplicar os conhecimentos em projetos maiores.

Usando o Blender para animação de personagens

Ficou interessado em aplicar esses conhecimentos em animação de personagens com Blender? No EAD – Allan Brito existem diversos cursos relacionados com animação que ajudam a aproveitar ainda mais os Drivers:

Ambientes com tons claros no Blender Cycles

Os artistas que começam a trabalhar com renderização de projetos no Cycles sempre pedem dicas, sobre a configuração ideal de cenas. Quais ajustes e controles devem ser usados para acelerar o processo? Hoje vou recomendar a análise de um projeto que passa algumas dicas valiosas.

Um dos fatores que pode influenciar de maneira significativa no desempenho de render no Cycles é o balanço de cores. Como isso acaba ajudando ou atrapalhando? Antes de continuar explicando é importante reforçar a maneira com que o Cycles funciona.

Para gerar uma imagem no Cycles é necessário fazer uso de uma técnica chamada de refinamento progressivo. A imagem é gerada com grande quantidade de granulação, e ao longo do tempo o software faz a melhoria do resultado de modo progressivo. Cada interação é chamada de sample. Quanto mais samples, melhor será a imagem.

É preciso estipular um limite de samples para que o render seja interrompido. Por isso, encontramos imagens geradas no Cycles com valores de samples como 500 ou 1000. Quando o software chega nesse limite ele simplesmente para o processo e o render para. O valor para cada projeto varia bastante, mas alguns fatores adicionam complicadores no processo.

Por exemplo, as cenas com grandes superfícies brancas são um desafio. Elas demandam uma quantidade razoável de samples para atingir níveis baixos de granulação. Veja o caso do projeto apresentado pelo artista ArchWiz nos fóruns BlenderArtists.

É um conjunto de imagens usando grandes superfícies brancas com foco em arquitetura. Um detalhe interessante sobre o projeto é a quantidade grande de samples informada pelo artista. Entre 5000–7000 para cada imagem, o que é considerado alto. Em média as imagens para arquitetura dificilmente passam de 3000.

A razão para essa grande quantidade de samples é provavelmente o balanço de cores do projeto. Para ter melhor noção do “diagnóstico” só analisando os arquivos, mas fazendo uma dedução baseada nas imagens o fator cores é o principal. Se você quiser fazer um teste, basta gerar cenas com materiais todos brancos e fazer um render. Depois adicione cores nas materiais para comparar o resultado.

Então, agora você já sabe que para otimizar a performance dos renders é interessante balancear o uso de cores e texturas. Para finalizar, você pode conferir os ajustes usados para o mapa HDRI na cena ao visitar o link para o projeto.

Aprendendo a usar o Blender Cycles

Ficou interessado ou interessada em usar o Blender Cycles para arquitetura? No EAD – Allan Brito você encontra diversos cursos e materiais que ajudam no entendimento do software, seja para criar conteúdo para arquitetura ou animação: