Radeon RX 480: Placa mais barata para VR

O desenvolvimento de material em VR exige do artista 3d um bom conhecimento do ambiente, e os equipamentos certos para entregar ao seu público as melhores soluções para visualização. Um dos desafios para quem trabalha com o desenvolvimento de VR é o alto custo de equipamentos, para oferecer experiências de qualidade. Mas, uma placa promete mudar esse panorama, a Radeon RX 480 da AMD.

Mas, espere um pouco. As placas da AMD são boas para computação gráfica? Já mencionei no blog em inúmeras vezes que não sou fã dessas placas por diversos motivos, sendo o principal a baixa compatibilidade com dispositivos de renderização. Por exemplo, ao construir um computador específico para render você terá problemas com uso de softwares como Cycles, Octane, V-Ray e outros caso queira fazer aceleração por GPU.

radeon rx 480

Qual o motivo que faz essa placa ser importante? O fato que faz dela uma peça importante dentro do desenvolvimento de conteúdo em VR, é que até o momento ela é o equipamento mais barato com suporte a tecnologia. A Radeon RX 480 custa 199 dólares. As outras placas com suporte a VR estão em faixa de preço muito superior.

Isso faz muito diferença? Claro que sim! As soluções baseadas em celulares como o Google Cardboard e Gear VR não precisam de computadores de apoio, mas outros equipamentos como o Oculus dependem de PCs bem poderosos. O uso dessas placas pretende exatamente reduzir essa demanda. E não ache que são computadores apenas “poderosos”, as configurações dos equipamentos demandam alto investimento financeiro.

Mais informações sobre a Radeon MX 480 podem ser encontradas na página oficial. É o tipo de placa que é indicada para fazer apresentações dos seus ambientes desenvolvimentos em ambientes como Unity, Unreal e outros.

Desenvolvimento para VR

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GeForce GTX 1080

A escolha de uma placa de vídeo que será usada como base para a sua produção gráfica é talvez um dos equipamentos mais importantes do seu computador. Se você pretende fazer investimentos nos próximos meses em novos computadores para renderizar projetos ou produzir jogos, recomendo usar uma placa da família GeForce. O custo benefício desses equipamentos é o mais atrativo nessas situações, e a grande maioria dos softwares oferece suporte as placas GeForce com tecnologia CUDA. Agora você tem mais uma opção de compra, que é a GeForce GTX 1080.

GeForce GTX 1080

Essa placa foi anunciada durante um evento da NVIDIA e possui diversas características que fazem dela uma opção muito mais interessante do que a Titan X. Mas, o que faz essa placa especial? A Titan X tinha o título de ser a placa mais poderosa da família GeForce, mas em diversos testes realizados com a GeForce GTX 1080 a placa foi quase duas vezes mais rápidas que a Titan X. Quer a melhor parte em relação aos testes? A placa consome muito menos energia que a Titan X.

GeForce GTX 1080

Quer as características da placa? Nesse link você encontra todos os detalhes da placa. Mas, em resumo ela tem:

  • 2560 CUDA cores
  • 8GB DDR5 de memória
  • Suporte a VR
  • Resolução máxima suportada 7680 x 4320 pixels

Infelizmente o custo desse tipo de placa é uma grande barreira para artistas que recebem em Reais, mas precisam adquirir placas como a GeForce GTX 1080 em dólares. É por esse motivo que você deve avaliar se não vale mais a pena adquirir múltiplas placas, para fazer uso de uma estrutura paralela com a tecnologia SLI da NVIDIA. Por exemplo, ao usar duas ou três placas GTX 970 ou 980 pode ser mais interessante em relação ao custo.

Qual o preço estimado da placa? Em média ela custa 599,00 dólares.

Desenvolvimento de conteúdo otimizado para GPU

Quer aprender a desenvolver jogos ou conteúdos que fazem uso de GPU? Aproveite os seguintes cursos do EAD – Allan Brito para começar a produzir jogos ou conteúdo em VR:

Renderização por GPU no Cycles com placas AMD

Uma das novidades mais aguardadas por alguns artistas e usuários do Blender 2.75 consistia no suporte ao uso de placas de vídeo AMD na renderização por GPU no Cycles. Isso fica evidente pela quantidade de pessoas decepcionadas ao adquirir um computador novo, e ao instalar o Blender e começar a tentar renderizar uma cena com placas da AMD recebiam uma mensagem de erro ou simplesmente telas pretas. Algumas dessas pessoas só descobriam muito tarde que precisavam trocar a placa de vídeo para conseguir renderizar seus projetos.

Assim que o Cycles foi lançado junto com o Blender 2.61 a quantidade de pessoas que pedia por suporte as placas da AMD era bem razoável, e isso acabou gerando muitas mensagens e comunicados da Fundação Blender em relação aos problemas com o suporte ao Open CL. Isso foi em 2011 e depois de todo esse tempo a própria AMD resolveu tomar as rédeas do desenvolvimento e colocou uma equipe de engenheiros de software para trabalhar no suporte do Cycles ao seu hardware. O resultado dessa empreitada pode ser conferido no blog de desenvolvimento da empresa, e o resultado por ter beneficiado até mesmo os artistas usando equipamento da Nvidia.

blender-amd-gpu

De acordo com o relato no blog da AMD a equipe de engenharia fez propostas de alteração na estrutura e funcionamento do Cycles na renderização por GPU.

Mas, por qual motivo você deveria se importar por renderizar cenas com a sua GPU? A razão é muito simples e está relacionada com a velocidade com que as imagens são renderizadas! Vamos fazer uma conta de padaria rápida! A sua CPU (processador) deve ter provavelmente algo entre 2 a 8 núcleos dependendo da marca e modelo. Algumas placas de vídeo podem ter mais de 1000 núcleos! Quando as tarefas de renderização são jogadas para esse tipo de equipamento, o tempo para finalizar o render acaba sendo bem pequeno!

Renderização por GPU no Cycles

Ainda não sabe aproveitar tudo que o Cycles tem a oferecer para renderização por GPU? No EAD – Allan Brito você encontra uma série de cursos que abordam uso do renderizador com GPU:

Blender Cycles com suporte a placas da AMD

O Blender Cycles é um renderizador em constante evolução e apesar de sempre receber atualizações e novas ferramentas, desde os seus primórdios ele já tinha suporte a um recurso extremamente poderoso que era a possibilidade de usar a GPU para renderização. Mas, o que é a GPU? Esse é o processador da sua placa de vídeo, e a não ser que você possua um equipamento jurássico antigo o seu computador provavelmente tem alguns núcleos a mais do que o seu processador. Algumas placas podem chegar a ter a ignorância, muito bem vinda no render, de 3000 núcleos como é o caso da GeForce GTX TITAN X que aceleram de maneira significativa o render.

Apesar de ser rico em recursos e oferecer todo esse poder computacional, o Cycles só tinha compatibilidade plena com equipamentos usando a tecnologia CUDA da NVIDIA. Isso significa um banho de água fria nos proprietários de placas da AMD. Você poderia ter uma Radeon R9 295X2 com 5632 núcleos, que você usa jogar, e quando chegava no Cycles a renderização simplesmente não funcionava!

RadeonR9

Essa é uma reclamação antiga de donos desses equipamentos, e que deve estar com os dias contados. Boa parte da culpa dessa incompatibilidade era da própria AMD que não é muito amigável em termos de documentação sobre o funcionamento dos seus equipamentos e tecnologias, e isso dificultou a integração da tecnologia Open CL no Cycles. Como o Blender é um software de código aberto, e a sua adoção no mercado está crescendo de maneira significativa a AMD percebu que poderia ajudar seus consumidores ao passar para a sua equipe de engenheiros de software a responsabilidade de adicionar no Cycles o suporte a essa tecnologia. O resultado disso foi um patch que integra as tecnologias!

Calma! Antes que você jogue fora aquela GeForce ou vá na loja mais próxima comprar a sua Radeon lembre que faz apenas alguns dias que o patch foi submetido e antes de lançar ele para todos os usuários é necessário testar e validar o código. Já deve estar disponível na versão 2.75? Provavelmente não, deve ser algo que ficará disponível apenas na versão 2.76 ou posterior. Ao menos é bom saber que uma solução para deixar o Cycles ainda mais acessível para mais usuários está sendo trabalhada.

Tem uma Radeon? Por enquanto continue usando a boa CPU e aguarde até que o suporte seja adicionado, ou então pense na possibilidade de trocar o equipamento por uma GeForce.

Aprendendo a usar o Blender Cycles

Se interesseou pelo Blender Cycles? No EAD – Allan Brito você encontra vários cursos que ensinam a usar o software para os mais variados fins relacionados com renderização, inclusive fazendo uso da GPU:

NVIDIA anuncia GeForce GTX Titan Z

O mercado de placas de vídeo para computação gráfica, jogos e aplicações de alto consumo de GPU receberá uma adição de peso nas próximas semanas graças a um anúncio da NVIDIA. O novo integrante da família de aceleradores gráficos da empresa se chamada GeForce GTX Titan Z e segundo as informações divulgadas até agora a placa será um monstro em todos os sentidos! A primeira coisa que já chama a atenção em relação ao equipamento é o seu custo estimado, que deve ficar em torno de três mil dólares para o mercado americano. Se um dia essa placa for comercializada no Brasil deve equivaler ao preço de um carro popular. No que diz respeito as especificações técnicas os números também impressionam.

A primeira coisa que devemos levar em consideração é a quantidade de núcleos CUDA da placa que é de 5.760! Isso só é possível graças a existência de dois chips GK110 que oferecem 12GB de memória. Com a maioria das placas de vídeo disponíveis no mercado beirando a marca dos 1000 núcleos CUDA, uma única placa GeForce GTX Titan Z deve fazer muita diferença no momento em que precisarmos renderizar cenas complexas.

Os jogadores ávidos por atualizações e novos equipamentos para deixar a experiência e gráficos em PC's são uma das bases desse tipo de equipamento, mas os artistas 3d e profissionais que utilizam softwares capazes de aproveitar todos esses núcleos para renderização devem encontrar muitas vantagens em usar esse tipo de equipamento. Entre os softwares que podem aproveitar os recursos da GeForce GTX Titan Z estão:

Todos esses renderizadores conseguem acelerar o render de imagens e animações com base em placas gráficas com a tecnologia CUDA. Se você ainda não tem uma placa assim, recomendo procurar orçar um upgrade para turbinar o seu equipamento. A minha recomendação nesse tipo de situação é dar preferência para placas da NVIDIA, pois o suporte para tecnologia CUDA é mais difundido nesses softwares.

Só fico imaginando que essa placa deve precisar de uma pequena usina de força para suprir as suas necessidades relacionadas com energia! Uma fonte simples não deve ser capaz de aguentar a demanda.