Tecnologia MAX-Q transforma notebooks para artistas digitais

Uma tecnologia que está sendo usada em diversos equipamentos baseados em placas da Nvidia pode mudar bastante a maneira como trabalhamos nos próximos anos. Essa tecbologia deve permitir que notebooks e equipamentos portáteis recebam placas de vídeo com performance semelhante ao que encontramos em desktops.

Se você é leitor(a) do site sabe que o uso de uma boa placa de vídeo pode fazer a diferença quando o assunto é renderização e processamento gráfico. Por esse motivo, sempre é mais recomendável adotar computadores com placas dedicadas. Os notebooks nunca tiveram placas com “poder de fogo” equivalente ao que encontramos nos desktops.

A Nvidia criou um padrão chamado MAX-Q que promete equipar notebooks com placas equivalentes ao que encontramos em desktops. Uma nova leva de equipamentos já está adotando a tecnologia, e saindo de fábrica com placas como a GeForce GTX 1080. Usando os mesmos parâmetros encontrados em placas para desktop.

Um exemplo disso é o ASUS ROG ZEPHYRUS, que é muito próximo a um ultrabook com uma GTX 1080 nas suas “entranhas”. Apesar da ASUS classificar ele como um equipamento voltado para jogos, é o tipo de computador que pode fazer a diferença para artistas digitais.

É a possibilidade de renderizar seus projetos em qualquer lugar! Sem depender de desktops. Ainda não temos informação de preço desse tipo de equipamento, mas considerando as leis de importação e impostos do Brasil não deve ser barato.

Você trocaria as vantagens de um desktop por mobilidade? Lembre que ao adotar um notebook você perde a possibilidade de fazer upgrades, melhor refrigeração e expansão. Mas, pode trabalhar em qualquer local.

A mudança que esse tipo de tecnologia deve proporcionar é o acesso facilitado aos equipamentos que podem criar um artista 3d digital móvel.

Aprenda a renderizar com sua GPU

Ainda não faz idéia de como trabalhar com a sua GPU para renderizar projetos? No EAD – Allan Brito você encontra diversos cursos e treinamentos que podem ajudar você a começar:

GPU Shark: Acompanhe a performance da sua placa de vídeo

A renderização de projetos usando recursos oriundos da GPU é uma constante e deve ser foco de investimento para todos os artistas digitais. Se você pretende montar um computador para trabalhar com renderização de projetos, recomendo invesitr em boas placas de vídeo para conseguir a melhor performance.

Em termos de equipamentos, a maioria dos softwares é muito amigável com equipamentos da Nvidia como as GeForces. As placas da AMD são mais baratas, mas ainda estão ganhando recursos e compatibilidade com uma gama maior de softwares. Para evitar problemas e aplicação imediara, recomendo seguir com placas da Nvidia, pelo menos por enquanto.

Assim que você tiver a sua placa de vídeo recém instalada, é bem provável que de alguma maneira você queira acompanhar seu desempenho. Existem diversas aplicações e recursos que permitem verificar o processamento dessas placas.

Uma dessas ferramentas é o GPU Shark, que acaba de ser atualizado para a sua versão 0.10. É um software pequeno, que não adiciona praticamente nenhuma carga ao seu sistema.

Infelizmente o software é compatível apenas com sistemas Windows. Ele consegue emitir estatísticas de uso para placas da Nvidia e AMD. É possível monitirar sistemas com múltiplas placas de vídeo. Tudo é exibido em colunas com diversas informações.

A utilidade desse tipo de ferramenta é conseguir verificar se a renderização de uma cena ou projeto está usando todo o potencial das placas. Por exemplo, você pode algumas vezes marcar um software para fazer uso de múltiplas placas, e descobrir que o mesmo está usando apenas uma!

É o tipo de ferramenta essencial para quem está procurando dominar e entender o funcionamento do seu equipamento, principalmente do hardware que foi recém adquirido e você ainda não domina.

Já mencionei que o GPU Shark é gratuito?

Faça renderizações usando a sua GPU

Quer aprender a usar a sua GPU para acelerar o render? No EAD – Allan Brito você encontra diversos cursos e treinamentos relacionados com o uso do Blender Cycles, que é capaz de aproveitar a GPU para renderizar cenas estáticas e animações:

Ultrabook com uma GeForce GTX 1080?

Um dos tipos de artigos que gera mais demanda no blog são os relacionados com a escolha do hardware para produção de conteúdo digital. Sempre comento que o nosso trabalho está mais próximo de uma plataforma para jogos, que as ditas “profissionais”. É por esse motivo que sempre recomendo procurar equipamentos voltados para jogos.

Se você pensar bem, o hardware voltado para jogos é preparado para processamento intenso de informações e grandes quantidades de dados. Algo muito semelhante ao que acontece com plataformas de produção digital em 3d, vídeo, CAD ou a criação de jogos.

Entre os equipamentos que nunca recomendei para as pessoas que me procuravam solicitando conselhos, são os chamados ultrabooks. Esses notebooks voltados para portabilidade geralmente são finos e leves, mas deixam a desejar no processamento gráfico.

Mas, uma nova geração de equipamentos está para ser lançada esse ano, e isso deve mudar com o tempo.

Já pensou em ter uma GeForce GTX 1080 em um ultrabook? Essa é a promessa da Acer com o Predator Triton 700 que será lançado em agosto desse ano.

O equipamento faz parte da linha dedicada apenas aos jogos da Acer, mas pode representar o início de uma linha de ultrabooks seguida por outras empresas.

Veja alguns detalhes do equipamento:

  • GeForce GTX 1080
  • Core i7–7700
  • 16GB RAM DDR4
  • SSD 512GB

Tudo isso pesando apenas 2.6KG e com menos 18mm em espessura. Esse não é o primeiro notebook com uma 1080, mas é o primeiro ultrabook.

É o tipo de equipamento que seria o sonho em termos de mobilidade para qualquer artista digital, mas a animação termina quando você chega na parte do preço. A configuração citada terá preço base de US$ 2.999,00.

Se usarmos a fórmula de conversão para esse tipo de equipamento no Brasil, ele deve chegar aqui por R$ 29.990,00. Sim, é melhor só adicionar mais um zero no final para ser realista. Depois de impostos, encargos, seguro e taxas de importação deve ficar próximo disso.

Mas, nem se anime. A Acer já anunciou que ele será vendido apenas na América do Norte e partes selecionadas da Europa.

Com o tempo esses equipamentos devem ficar mais baratos, e teremos acesso a opções melhores para trabalhar em qualquer lugar.

Fonte: Anandtech

Posso usar notebooks para trabalhar em arte digital?

Os assuntos relacionados com as escolhas do hardware para uso em projetos de arte digital são tema recorrente aqui no blog. Hoje vou abordar outra dúvida que recebo com frequência pelo formulário de contato do site, que é a aquisição de notebooks para uso em arte digital. Vale a pena?

A escolha de um notebook como equipamento para produção de arte digital precisa levar alguns pontos em consideração. Um dos pontos que gera muita confusão está na comparação com equipamentos do tipo desktop. Dependendo da marca e modelo, os notebooks podem ter itens “idênticos” aos desktops.

Elementos como:

  • Processador
  • Memória
  • GPU
  • SSD

Por exemplo, hoje encontramos notebooks e desktops com processadores com o mesmo nome.

Tudo parece com um desktop em termos nominais, e com a vantagem de ser móvel. Então, eles são melhores? Na maioria dos casos não.

Para não dizer que todos os notebooks são ruins, podemos fazer uma lista com características desses equipamentos móveis que influenciam no trabalho de um artista digital:

  • Apesar de ter itens com mesma nomenclatura, os notebooks são otimizados para baixo consumo energético. Isso é bom quando precisamos economizar bateria, mas faz o conjunto perder performance;
  • Tarefas que exigem muito processamento como o render, demandam mais resfriamento. Devido ao corpo compacto, esses equipamentos tem problemas de super-aquecimento;
  • Ao adquirir notebooks você provavelmente terá muitas dificuldades em fazer upgrades ou substituição de partes. Talvez a memória e armazenamento sejam os únicos itens que podem ser substituídos;

A placa gráfica desses equipamentos é uma categoria a parte, e deve ser levada em consideração também pelas suas limitações. Quando não é um equipamento bem limitado, encontramos versões “mobile” de placas GTX. Que possuem menos poder de processamento se comparadas com versões para desktop.

A não ser que você tenha uma razão para adquirir esse tipo de equipamento como a mobilidade. O recomendado é investir em um desktop. Ele será mais útil para sua produtividade e também mais barato.

Mas, isso não significa que os notebooks não devam estar num futuro próximo incorporados no nosso cotidiano. Alguns notebooks voltados para o público “gamer” já estão recebendo placas de vídeo idênticas às versões desktop. Já é possível encontrar modelos com placas GTX 1060, 1070 e 1080.

Ainda são notebooks caros, mas devem ficar mais acessíveis com o passar do tempo. Por enquanto, melhor investir em desktops.

Aprendendo arte digital

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Devo usar uma placa Quadro para fins profissionais?

Entre as diversas perguntas que recebo aqui no blog e também dos meus alunos quando o assunto é hardware para computação gráfica, é sobre recomendações para placas de vídeo. Um dos temas que gera muita controvérsia é a escolha de placas ditas “profissionais” em comparação com modelos voltados para o público de jogos.

A pergunta mais comum está relacionada sobre o uso de placas Quadro em comparação com as GeForces. Elas não seriam melhores para fins profissionais? Já vou começar respondendo que não.

Qual o motivo? Simples, as aplicações das placas Quadro são bem específicas. Essas placas são vendidas pela Nvidia como soluções para pessoas procurando performance profissional em softwares profissionais. A performance das placas acaba vindo de fatores como:

  • Drivers otimizados pelos desenvolvedores para esse equipamento
  • Melhor qualidade dos materiais usados na produção da placa
  • Hardware próprio para acelerar tarefas com grande demanda de processamento

Isso não justifica a o uso desses equipamentos? Claro que sim! Mas, o ganho de performance não justifica a diferença de custo entre as placas Quadro e GeForce.

Sempre que pergunto para artistas digitais, qual é o seu objetivo quando adquire um equipamento novo para trabalhar? A grande maioria deseja reduzir o tempo de renderização. As placas Quadro na sua maioria possuem mais memória que as GeForce, mas acabam tendo bem menos núcleos CUDA. O resultado é que no render acelerado por GPU as GeForces são muito mais rápidas.

Quando as Quadros fazem a diferença? Apenas nos casos em que a memória for o fator determinante e os drives próprios para a sua aplicação fornecerem melhor estabilidade. Com mais memória você poderá renderizar cenas maiores.

Um dos pontos em que o uso de placas Quadro com drivers otimizados ajuda no trabalho 3d é na taxa de atualização da viewport. Por exemplo, imagine que você está criando o modelo 3d de um estádio de futebol completo ou aeroporto. Isso vai demandar a visualização de milhões de polígonos ao mesmo tempo na tela. Com o uso de drivers otimizados para o software de modelagem, você terá performance melhor na visualização e exibição das informações.

Quer fazer uma comparação rápida? Podemos pegar a Quadro P6000 e a GeForce GTX 1080Ti que são algumas das melhores placas de cada segmento hoje em dia:

  • Memória: 24GB (Quadro) e 11GB (GeForce)
  • CUDA Cores: 3.840 (Quadro) e 3.584 (GeForce)
  • Preço: US$ 5.000,00 (Quadro) e US$ 850,00 (GeForce)

Claro que você precisa usar outros parâmetros para fazer a comparação exata, mas os números devem ajudar você a entender o motivo que faz diversos artistas 3d se arrependerem e muito ao migrar para placas Quadro.

Na velocidade de render, a Quadro terá performance igual ou até pior do que as GeForces.

É pela soma do elevado custo e performance no render equivalente ou pior que acredito não valer a pena investir nessas placas. O custo dessas placas não justifica o investimento para ganhar um pouco na viewport, e sacrificar ao mesmo tempo a renderização e a sua conta bancária.

Quer melhor retorno para seu investimento? Escolha uma das placas GeForce.

Renderizando por GPU

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