Tutorial After Effects CS4: Simulando ambientes 3D

A criação de ambientes em 3d pode ser um grande desafio para a maioria dos artistas e usuários que trabalham com softwares puramente 2d como Photoshop, Ilustrator, Premiere ou Corel Draw. É perfeitamente possível trabalhar com simulações usando truques de perspectiva, para reproduzir os ambientes e deformações características desse tipo de imagem. Com um pouco de criatividade e pequenos truques é possível criar 3d usando qualquer software. Mas, ainda existem opções de softwares intermediárias chamados de 2.5D como o After Effects que apresenta elementos para manipulação em 3d, mesmo não apresentando opções de modelagem e criação semelhantes ao 3ds max ou Blender.

O que faz o After Effects ser chamado de 2.5D é ao mesmo tempo a ausência de opções de modelagem, mas manipulação de cenários e câmeras em 3D.

No vídeo abaixo mostra um exemplo de como podemos usar os recursos existentes no After Effects para criar uma sala em 3d, mesclando animação e textos para vídeo design. Claro que o efeito é muito simplificado em relação ao que encontramos em softwares 3d nativos, mas a técnica pode ajudar significativamente os video designers e produtores de multimídia.

O segredo de tudo está na manipulação da timeline do After Effects, que apresenta uma gama enorme de opções de edição. Nesse caso a timeline passa de grande vilã do After para aliada. Entre essas opções disponíveis na timeline está a transformação de qualquer canal em 3d. Isso é feito com o uso do pequeno ícone parecido com um cubo em 3d, disponível para todos os canais do After Effects. Assim que o canal é convertido em 3d, podemos usar coordenadas em x, y e z para rotacionar e posicionar os elementos gráficos existentes na composição.

O autor do tutorial aproveita essa característica para criar diversos planos e com deformações simples e transformações, posiciona os mesmos cuidadosamente de maneira a simular um ambiente em 3d.

Depois que os planos estão posicionados, é possível trabalhar com ajustes na iluminação e até mesmo movimentos de câmera para passar a idéia de ambiente em 3d. Mesmo sem usar texturas ou técnicas avançadas de iluminação, o resultado do tutorial pode servir para criar vinhetas e montagens simulando de maneira leve e rápida o comportamento de vídeos em 3d.

A animação com texto no final atribui o aspecto final do efeito 3d simulado pelo tutorial. Nas minhas aulas sobre After Effects a simulação de ambientes em 3d, especialmente quando usávamos sistemas de partículas geravam resultados visualmente muito interessantes. Se você nunca tentou fazer esse tipo de animação com o After Effects, esse vídeo pode ser um excelente pode de partida.

After Effects CS4: Identificando e solucionando problemas no render de vídeos

O trabalho com vídeo digital e composição é tão desafiador quanto o de um artista 3d, principalmente pela enorme variedade de padrões e formatos de vídeo disponíveis no mercado. Sempre que ministro aulas sobre vídeo digital, acabo levando em torno de duas aulas ou quatro horas para poder explicar de maneira superficial o funcionamento e variedade dos padrões de vídeo. Em softwares como o After Effects ou Premiere, esse tipo de diversidade acaba dificultando a identificação de problemas e erros na renderização dos projetos. Se você nunca usou esses softwares, saiba que o termo renderização não é aplicado apenas em softwares 3d. Tanto no After Effects, Premiere e outros como o Final Cut, usamos a palavra renderizar para gerar o vídeo final de uma produção.

Assim como acontece na renderização de alguns projetos em 3d, podemos encontrar erros diversos na renderização de projetos em After Effects ou Premire. Isso pode ser um verdadeiro pesadelo para a maioria dos usuários, pois os erros são apresentados sempre na forma de um código numérico, e nenhuma dica sobre possíveis soluções é passada para os usuários.

After Effects error: internal verification failure, sorry! {invalid index in named group}

Caso você já tenha passado por situação semelhante, solicitar a renderização no After Effects e encontrar uma mensagem de erro. Um usuário do After Effects chamado Lutz Albrecht compilou uma lista muito interessante dos erros no After Effects. Agora, não são apenas os erros que ele lista no web site, também estão relacionados a cada código de erro as possível causas e soluções para o problema. Assim que você visitar o web site, procure na direita o código numérico do erro, ou então pelo assunto relacionado ao problema.

Por exemplo, os erros de codificação para arquivos usando MPEG estão muito bem explicados e relacionados com as soluções para erros nos codecs. Claro que as soluções muitas vezes envolvem a reinstalação dos aplicativos ou o uso de artifícios, como a alteração de algum arquivo de texto no computador. Esse tipo de recurso é indispensável para qualquer profissional envolvido com a produção freqüente de projetos no After Effects.

É uma pena que o mesmo recurso não esteja disponível para mostrar os erros do Adobe Premiere, mas quem sabe o autor não se anime a compilar outra lista.

Download gratuito para Adobe After Effects CS4: Plugin Normalizer

Os recursos de manipulação de objetos 3d no After Effects ajudam muito na criação de vinhetas e animações que mesclem elementos 2d e 3d. Mas, as opções de criação com objetos 3d não apresentam recursos e ferramentas para controlar aspectos relacionados com renderização ou iluminação. O que existe é muito limitado, mas com o uso de um plugin gratuito chamdo Normalizer, podemos adicionar diversas opções de renderização e iluminação que estavam presentes apenas em softwares 3d como o Blender 3d, 3ds Max ou Maya. A melhor parte é que o plugin pode inclusive ser usado em projetos comerciais de maneira totalmente gratuita. O autor do plugin só exige que o seu nome seja citado nos créditos do projeto criado no After Effects.

Para fazer o download do plugin gratuito para o After Effects, visite esse link.

Como esse plugin funciona? A ferramenta funciona com base na manipulação de mapas normais, que são usados em softwares 3d para atribuir relevos na renderização de modelos 3d. Esse mesmo mapa é importado para a composição do After Effects de maneira que é possível adicionar pontos de luz e fazer diversos ajustes na interação do modelo 3d com a composição.

Quer ter uma boa idéia de como funciona cada um dos aspectos do plugin? Os dois vídeos abaixo são uma demonstração do plugin sendo usado para alterar a iluminação de uma estátua. Repare que os efeitos e alterações realizados pelo autor do tutorial são muito semelhantes ao que é trabalhado na maioria dos softwares 3D.

Entre os diversos recursos presentes no plugin que podemos conferir nos vídeos estão:

  • Suporte a configuração de materiais nos objetos com ajustes independentes para reflexões difusa e especular;
  • Opção para controlar aspectos da iluminação com intensidade, cor e também o efeito no sombreamento dos objetos;
  • Possibilidade de usar mapas HDRI para adicionar reflexões realistas e iluminação baseada em imagens nos objetos 3d;
  • Permite editar e modificar a transparência do objeto e alterar o Z-Buffer;
  • Ferramentas para trabalhar com materiais do tipo Toon, para criar imagens e representações estilizadas dos objetos de maneira semelhante a células de animação.

Como você pode perceber o plugin potencializa ainda mais as opções de renderização 3d do After Effects é pode ajudar muito na criação de animações avançadas, mesclando elementos 2d e 3d nas composições produzidas com o software.

Tutorial After Effects CS4: Criando o efeito Droste com o Pixel Bender

A parte de animação 2d é relativamente simples de realizar no After Effects, pois o seu funcionamento é bem semelhante ao que acontece com a maioria dos softwares nesse segmento. A única coisa que precisamos fazer para criar uma animação é adicionar keyframes e alterar as posições dos objetos. Mas, quando os temas começam a envolver efeitos e movimentos complexos de deslocamento e deformação, o uso de plugins e ferramentas adicionais são mais que recomendados. A Adobe desenvolveu um pequeno aplicativo chamado Pixel Bender que permite a criação de filtros e ferramentas auxiliares para ajudar no processamento de imagens e vídeos.

O After Effects CS4 já instala por padrão o Pixel Bender, para que você possa aproveitar os seus recursos de maneira rápida e sem a necessidade de fazer outro download. Mas, o que podemos fazer com ele? Só para exemplificar como as ferramentas disponíveis no Pixel Bender podem ajudar na criação de efeitos em vídeo, encontrei um tutorial muito interessante que demonstra o uso da ferramenta para criar o famoso efeito Droste.

Essa é uma ilusão ótica muito famosa e usada de maneira brilhante por artistas como Escher. O efeito acontece quando temos um objeto que se repete na imagem da mesma maneira como ele já tinha aparecido. Não entendeu? A imagem abaixo exemplifica bem o chamado efeito droste.

Staring into infinity

Como fazer isso no After Effects?

Existe um filtro no After Effects que foi criado usando o Pixel Bender que transforma imagens em repetições continuas, simulando o efeito. O processo é bem automatizado e requer apenas o ajuste de alguns parâmetros, como mostra o vídeo abaixo.

No vídeo é possível acompanhar a configuração de um vídeo bem simples de um relógio, que é completamente deformado e distorcido de maneira a simular uma repetição. O tutorial mostra também como a ferramenta apresenta um excelente número de opções para personalizar o efeito.

Se você estiver estudando o After Effects, recomendo tentar usar essa ferramenta para criar os seus próprios efeitos nas suas produções em vídeo. O efeito é interessante para uso em aberturas e vinhetas para comerciais.

Tutorial Photoshop: Equalizando texturas para aplicar em softwares 3D

A seleção de texturas para aplicação em softwares 3d sempre é uma tarefa que exige muita paciência e olho clínico por parte do artista, pois demanda a seleção de imagens com qualidade e resolução suficientes para aplicação em cenas 3D. Quando o projeto exige texturas mais comuns e fáceis de localizar, basta uma visita breve a qualquer web site ou biblioteca de texturas para localizar imagens de madeira, pedra e outros. Mas, e quando não encontramos a textura necessária para o projeto? Seja pela indisponibilidade do material na biblioteca de texturas ou mesmo por alguma especificação exótica do projeto. Nesse caso a solução é pegar a máquina fotográfica e tentar tirar uma foto da superfície para aproveitar nos softwares 3d.

Se você já tentou tirar uma fotografia de superfícies irregulares para aplicação em texturas, deve ter percebido que é muito difícil conseguir acertar a iluminação e cores da imagem, principalmente se a textura for aplicada no modo “tile”. Esse é o modo em que as imagens são posicionadas uma ao lado da outra, para que uma grande superfície seja coberta com a imagem. Não é o modo mais elegante de aplicar texturas, mas é com certeza o mais rápido para alguns tipos de projeto.

Wood Texture

Como a iluminação das texturas acaba não ficando uniforme, o resultado da aplicação das mesmas no modo tile acaba deixando evidente o padrão de repetição em forma de matriz.

Caso você queira aprender uma técnica muito legal e eficiente para equalizar as cores e deixar as texturas mais suavizadas no Photoshop, recomendo a leitura desse pequeno tutorial que é destinado exatamente para esse propósito. No texto o autor explica o procedimento e ajuste dos Layers do Photoshop para aplicar uma equalização suave as imagens e acabar com texturas mais uniformes.

O tutorial foi baseado em outro texto um pouco mais complexo e que também pode ajudar no processo. Mesmo que você não use o Photoshop para ajustar as suas texturas, pode seguir os passos e filtros aplicados nas imagens para tentar reproduzir a técnica no GIMP ou outro software que edita imagens.

Se o objetivo for usar texturas baseadas em mapeamento UV, a técnica deve ser aplicada antes de trabalhar com as imagens no editor de texturas para conseguir criar o mapa completo para as superfícies. Já testei aqui o procedimento no Pixelmator e o resultado foi muito bom.