Como funcionam as luzes do YafaRay com o Blender?

Como você deve estar lembrado de outros artigos que publiquei no blog algumas semanas atrás, aos poucos vou divulgar alguns materiais que uso nas minhas aulas para guiar o desenvolvimento de conteúdos relacionados com computação gráfica. Uma das maneiras que mais uso para organizar esse tipo de contúdo são os chamados mapas mentais. Esses mapas são excelentes para visualizar de maneira geral a organização de qualquer tipo de conteúdo. Uso esse tipo de estrutura para organizar desde minhas aulas até capítulos dos livros que escrevo. O tema do mapa mental que publico hoje é relacionado com a iluminação e ajustes de luz usando Blender e YafaRay.

Os usuários do Blender que trabalham com o YafaRay devem saber que para renderizar qualquer cena usando o YafaRay e Blender, é necessário fazer uma pequena adaptação entre as luzes usadas no Blender e o que temos disponível no YafaRay. Dependendo do tipo de luz usada no YafaRay, teremos diferentes opções para ajustar a iluminação da cena. O mapa mental abaixo mostra essas variações:

Clique na imagem para ampliar

Assim que começamos a usar o YafaRay, é necessário escolher um dos diversos tipos de luzes disponíveis no script que exporta a cena para o renderizador. A única luz do Blender que não é compatível com o YafaRay é a do tipo Hemi.

Cada uma daz luzes dispões de opções próprias e efeitos distintos que ficam mais fáceis de localizar quando usamos esse mapa mental para visualizar os tipos. Entre as principais opções temos a luz do tipo Sun, muito usada na renderização de cenas externas como forma de simular a luz do sol.

Quando conhecemos os métodos de renderização do YafaRay, podemos fazer associações entre as luzes e os métodos. Por exemplo, ao escolher como forma de renderizar a imagem o Path Tracing as luzes com grande tamanho e área são as melhores opções. Sempre que a luz é pequena ou está escondida, o algoritmo do Path Tracing tem dificuldade em finalizar a renderização e distribuição de luz. Por isso, as melhores luzes para esse método são a Area, Sphere com a Lamp e os objetos que emitem luz.

Recomendo que o mapa mental seja impresso e fique em local acessível para auxiliar nos estudos das pessoas que ainda estão estudando esse tipo de renderizador.

Depois publico outro sobre os métodos de renderização.

Mapa mental de uma palestra ou aula sobre modelagem 3d

Como você já deve estar acostumado a ler nos meus artigos em que sempre comento sobre as minhas experiências em sala de aula, estou sempre ministrando aulas e cursos sobre computação gráfica e assuntos relacionados. Os cursos podem ser tanto isolados e dedicados a uma ferramenta em especial como o Blender 3D ou 3ds Max, como fazer parte dos cursos de graduação em que leciono. O ato de ensinar computação gráfica é uma excelente forma de estar sempre estudando, e também uma maneira de colocar em prática o ato de ensinar, coisa que gosto bastante de fazer. Apesar de comentar sobre minhas experiências aqui no blog, dificilmente menciono as técnicas ou maneiras que uso para organizar minhas apresentações, aulas ou palestras.

Entre as diversas técnicas que já usei para organizar conteúdos para palestras e aulas, uma das mais eficientes que encontrei foi a dos mapas mentais. É um tipo de imagem organizada em hierarquia, e que apresenta nós que partem do centro.

Bem, o objetivo desse artigo é mostrar a organização de uma dessas aulas, que pode muito bem ajudar outros profissionais ou artistas que precisem falar sobre o mesmo assunto. Com o retorno das minhas aulas, acabo revisando parte do material e fazendo pequenos ajustes. O mapa mental da aula sobre modelagem 3d foi revisado essa semana. O tema relacionado com a modelagem 3d é abordado em todos os meus cursos, principalmente na disciplina de computação gráfica dos cursos de graduação.

Como funciona esse mapa mental? A imagem abaixo mostra a linha de raciocínio que uso para explicar o funcionamento da modelagem 3d como um todo. Clique na figura para visualizar de maneira ampliada.

mapa-mental-palestra-modelagem-3d

Os números em cada tópico mostram a ordem com que os assuntos são abordados, e as ramificações na estrutura levam para subtópicos que explico durante a aula.

Na primeira vez em que tive que preparar uma palestra ou apresentação sobre esse tipo de assunto, a dificuldade para montar uma linha de raciocínio foi muito grande. Depois de fazer vários testes e ministrar aulas para os mais variados públicos, acabei adotando esse esquema como uma base de referencia.

Claro que dependendo do público que vai assistir a apresentação, a estrutura da aula ainda é passível de pequenos ajustes. Por exemplo, quando o tema da disciplina é a modelagem para arquitetura, acabo removendo a parte em que falo sobre escultura digital ou modelagem usando NURBS, pois as mesmas têm pouca aplicação.

À medida que falo sobre os conteúdos, diversas imagens e vídeos são usados para ilustrar o procedimento. Se for necessário falar mais sobre determinado assunto, para tirar uma dúvida, o Blender está sempre aberto e esperando para fazer alguma coisa na prática. Espero que esse esquema possa ajudar outras pessoas a planejar apresentações ou seminários sobre modelagem 3d.

Caso você queira tentar fazer mapas mentais, recomendo o site Mind Meister como ferramenta online e gratuita que trabalha muito bem com esse conteúdo.