Tutorial 138 – Grade isométrica no Illustrator

A representação de objetos e cenas com base em visualização isométrica já foi exclusividade de projetos envolvendo engenharia ou arquitetura, mas hoje esse tipo de ilustração é muito comum na área de jogos e até mesmo no motion design. É por isso que sempre acho interessante passar conhecimentos sobre representação em isometria) com base em softwares de ilustração vetorial como o Illustrator, para que designers e outros artistas tenham condições de criar volumes isométricos antes mesmo de passar para softwares 3d. Como nem todos os artistas tem a disposição um software 3d e algumas vezes é necessário possuir os objetos em forma vetorial mesmo, o uso desse software é mais do que justificado.

A melhor maneira de começar a representar objetos em perspectiva isométrica é criando uma grade isométrica, que servirá de guia para que seja necessário apenas contornar as formas desejadas. O tutorial de hoje é exatamente sobre a criação de uma malha isométrica no Adobe Illustrator CC.

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O processo é relativamente fácil de seguir e requer apenas alguns pequenos ajustes no Illustrator para gerar as linhas:

  • Os segmentos de linha criados no Illustrator devem ser configurados para ter um comprimento mínimo necessário para compor a folha de desenho, e também a sua inclinação em relação à linha do horizonte;
  • Em perspectivas isométricas o mais comum é que as linhas fiquem inclinadas em 30 graus, mas existem tipos diferentes de representação em que as linhas podem assumir 45 ou 60 graus;

Com esse ajuste simples na linha podemos fazer o primeiro segmento de reta usado para criar a grade. O próximo passo é copiar esses segmentos algumas vezes. Nos softwares da Adobe em geral, ao deslocar um objeto com o mouse ou teclado mantendo a tecla ALT pressionada, acionamos a ferramenta que duplica objetos.

Para manter a regularidade da grade, precisamos apenas ajustar a distância em que essas cópias são criadas no painel de preferências do Illustrator. Depois disso é só criar as cópias dos objetos, e posteriormente inverter o ângulo das linhas para 150 graus, e gerar a malha de retas que forma o lado oposto da grade.

As guias inteligentes do Illustrator ajudam depois a gerar as ilustrações dos objetos com base nas interseções das linhas, e caso você tenha seguido as recomendações do vídeo, é só ligar e desligar a camada destinada a armazenar a grade para eventualmente finalizar a representação do seu objeto em perspectiva.

Tutorial After Effects CS4: Simulando ambientes 3D

A criação de ambientes em 3d pode ser um grande desafio para a maioria dos artistas e usuários que trabalham com softwares puramente 2d como Photoshop, Ilustrator, Premiere ou Corel Draw. É perfeitamente possível trabalhar com simulações usando truques de perspectiva, para reproduzir os ambientes e deformações características desse tipo de imagem. Com um pouco de criatividade e pequenos truques é possível criar 3d usando qualquer software. Mas, ainda existem opções de softwares intermediárias chamados de 2.5D como o After Effects que apresenta elementos para manipulação em 3d, mesmo não apresentando opções de modelagem e criação semelhantes ao 3ds max ou Blender.

O que faz o After Effects ser chamado de 2.5D é ao mesmo tempo a ausência de opções de modelagem, mas manipulação de cenários e câmeras em 3D.

No vídeo abaixo mostra um exemplo de como podemos usar os recursos existentes no After Effects para criar uma sala em 3d, mesclando animação e textos para vídeo design. Claro que o efeito é muito simplificado em relação ao que encontramos em softwares 3d nativos, mas a técnica pode ajudar significativamente os video designers e produtores de multimídia.

O segredo de tudo está na manipulação da timeline do After Effects, que apresenta uma gama enorme de opções de edição. Nesse caso a timeline passa de grande vilã do After para aliada. Entre essas opções disponíveis na timeline está a transformação de qualquer canal em 3d. Isso é feito com o uso do pequeno ícone parecido com um cubo em 3d, disponível para todos os canais do After Effects. Assim que o canal é convertido em 3d, podemos usar coordenadas em x, y e z para rotacionar e posicionar os elementos gráficos existentes na composição.

O autor do tutorial aproveita essa característica para criar diversos planos e com deformações simples e transformações, posiciona os mesmos cuidadosamente de maneira a simular um ambiente em 3d.

Depois que os planos estão posicionados, é possível trabalhar com ajustes na iluminação e até mesmo movimentos de câmera para passar a idéia de ambiente em 3d. Mesmo sem usar texturas ou técnicas avançadas de iluminação, o resultado do tutorial pode servir para criar vinhetas e montagens simulando de maneira leve e rápida o comportamento de vídeos em 3d.

A animação com texto no final atribui o aspecto final do efeito 3d simulado pelo tutorial. Nas minhas aulas sobre After Effects a simulação de ambientes em 3d, especialmente quando usávamos sistemas de partículas geravam resultados visualmente muito interessantes. Se você nunca tentou fazer esse tipo de animação com o After Effects, esse vídeo pode ser um excelente pode de partida.